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Dados Socioeconômicos Regionais Referentes ao IDH e ao Programa Bolsa-Família

Os dados apresentados nesta postagem, obtidos no Portal da Transparência (clique aqui para acessar diretamente a fonte dos dados, sem qualquer distorção gráfica de apresentação e sem risco de erros de transcrição) expressam os recursos repassados aos municípios pelo Governo Federal para atender o Programa Bolsa Família. Demonstra também o número estimado de beneficiários por município (estimado porque o Portal apresenta a relação nominal de beneficiários, a qual exige a contagem e pode variar mensalmente), além de trazer um resumo da evolução, facilitando uma visão integrada das variáveis, do IDH-M de alguns municípios.

A análise e a interpretação dos dados ficam
ao critério do leitor, pois seria complexo elencar e descrever os reflexos das inúmeras variáveis que influenciam a operacionalização do programa, o incremento ou retração no número de beneficiários ou de repasse de recursos, seus reflexos na economia local, no desenvolvimento socioeconômico, etc. 

É possível perceber, por exemplo, que o valor dos recursos repassados aumentaram. Entretanto, não se pode desconsiderar que tal montante sofre como qualquer valor monetário, os efeitos da inflação. Assim, seria interessante verificar caso a caso qual seria, por exemplo, o aumento real e não simplesmente o aumento efetivo dos recursos.




















Ilustrando, de janeiro de 2004 a janeiro de 2015, o INPC Geral variou quase 82,3%. Isso significa que R$ 50,00 em 2004 é equivalente, ou seja, tinha o mesmo poder de compra que R$ 91,19 em janeiro de 2015.
Pelo mesmo raciocínio, o valor de R$ 713.132,00 repassado ao município de Imbituva em 2004,  corrigido pela inflação, equivale a R$ 1.214.105,00 no início de 2014.

Com relação ao número de beneficiários, para chamar atenção para uma das tantas variáveis, é possível considerar, por exemplo, que
a redução ou aumento se deu em decorrência da melhoria das condições socioeconômicas da população, ou simplesmente porque foram implementadas atualizações cadastrais mais rigorosas. Isto considerando que não houve considerável aumento populacional em nenhum dos municípios.

Se optarmos pela suposição de que a redução no número de beneficiários advém da melhoria das condições sociais, teríamos que analisar fatores, como por exemplo, se houve aumento na geração de emprego (formal ou informal), que setores se destacaram, se houve medidas políticas (locais, nacionais) estratégicas que viabilizaram a expansão do emprego, analisar a conjuntura econômica, inclusive aspectos macroeconômicos.

Poderíamos ainda relacionar todos os fatores com a evolução do IDH de cada município e ver se a correspondente redução de beneficiários equivale a um aumento no Índice de Desenvolvimento Humano.

Com relação IDH, é preciso destacar que ele é calculado com base em dados econômicos e sociais. O IDH vai de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1 (desenvolvimento humano total). Quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o país, região ou município.

No cálculo do IDH são computados os seguintes fatores: educação (anos médios de estudos), longevidade (expectativa de vida da população) e Produto Interno Bruto per capita.  Lembrando que o IDH, como outros indicadores estatísticos, tem suas distorções, o que torna necessário analisar o contexto no qual ele se aplica, bem como acompanhar suas mudanças metodológicas.

Para ler um resumo e entender melhor os indicadores socioeconômicos neste blog, clique aqui.

Enfim, são N fatores que precisam ser correlacionados (e testados estatisticamente para ver o grau de correlação é existente), além de outros fatores difíceis de mensurar objetivamente e que afetam a economia, além, é claro, de não ser possível descartar as análises de viés político.

Dessa forma, diante da complexidade da questão e da tendência de emitirmos opiniões, nem sempre fundamentadas, especialmente quando os temas são político-partidários, prefiro deixar apenas os dados objetivos. Afinal, a mesma questão pode ser vista de diversas formas. Depende de onde e de que forma se posiciona o observador, e é claro, depende de sua acuidade visual !




rererere



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