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Agropecuária no Brasil e no Mundo: Revolução verde e êxodo rural

Revolução Verde

A Revolução Verde ocorreu a partir da década de 1960, baseada no incremento tecnológico visando a produção em grande escala. Consistiu no desenvolvimento biotecnológico para gerar uma variedade maior de cereais. Nesse período iniciou também a utilização de fertilizantes para um melhor rendimento dos vegetais.

A intenção primordial no aumento de oferta de alimentos era de combater a fome. Partia-se do pressuposto de que com uma grande produção de alimentos seria possível amenizar a problemática da fome, sem considerar, entretanto, de forma plena, a questão da distribuição dos recursos. A Revolução Verde não conseguiu eliminar o problema da fome, apesar de ter diminuído o problema em países Asiáticos. 


A Revolução Verde favoreceu o aumento da produção, mas por outro lado provocou uma aceleração da desigualdade fundiária, as grandes propriedades rurais possuíam recursos financeiros para se modernizar e acompanhar as novas técnicas e tecnologias, já as pequenas propriedades se encontravam excluídas do processo de modernização, em razão da falta de apoio financeiro e técnico. Muitas vezes ocorre com esses pequenos proprietários a expropriação.


Na visão ambiental, o desenvolvimento da agropecuária tem provocado ao longo das ultimas décadas profundas alterações no meio ambiente, como o empobrecimento e perda de toneladas de solo, poluição, surgimento de erosões, poluição dos mananciais provocada por agrotóxico, criação de novas áreas de cultivo com derrubadas da cobertura vegetal natural e uma série de graves problemas ecológicos decorrente da prática da agricultura moderna. 


O êxodo rural é uma modalidade de migração caracterizada pelo deslocamento de uma população da zona rural em direção às cidades, é um fenômeno que ocorre em escala mundial.

O desencadeamento do êxodo rural é consequência, entre outros fatores, da implantação de relações capitalistas modernas na produção agropecuária, onde o modelo econômico privilegia os grandes latifundiários e a intensa mecanização das atividades rurais expulsa os pequenos produtores do campo. O intenso processo de mecanização das atividades agrícolas tem substituído a mão de obra humana. Os pequenos produtores que não conseguem mecanizar sua produção têm baixo rendimento de produtividade, o que os coloca em desvantagem no mercado. O êxodo rural provoca, na maioria das vezes, problemas sociais. Cidades que recebem grande quantidade

Educação vem de casa ?

Fonte da Imagem
Tem vindo à tona, talvez por influência do período eleitoral, a discussão e a proposição da possibilidade do ensino domiciliar, denominada em alguns países de homeschooling
Comumente, aqueles que apontam determinadas soluções, a tratam como sendo a ideal, tendem a adotar uma perspectiva particular, sem considerar a complexa realidade que o circunda, sem levar em conta a diversidade de pessoas e grupos que tal medida poderá afetar, muito menos os efeitos dispersos  em outras áreas da realidade social, econômica, cultural, etc.

Em uma sociedade cada vez mais complexa e contraditória, educar ou ensinar - até mesmo a diferença entre estes dois conceitos geram suas polêmicas particulares - em casa tem suas

Paisagem Geográfica

PAISAGEM GEOGRÁFICA

Comumente, as pessoas denominam de paisagem o que elas observam como algo bonito, agradável, bucólico, etc. Por exemplo, uma bela cachoeira em uma mata, uma linda praia. Entretanto, para a Geografia, o conceito de paisagem vai além de um belo panorama natural. Para Milton Santos (1998) apud Aoki (2006)  “tudo aquilo que nós vemos, o que a nossa visão alcança, é a paisagem (...) Não apenas formada de volumes, mas também de cores, movimentos, odores, sons, etc.”

A própria descrição de Santos, no entanto, nos permite ir além dos elementos visíveis. Boligian (2004) diz que a paisagem é tudo o que está presente em determinada extensão do espaço terrestre e que pode ser abarcado pelos nossos sentidos (não somente a visão), mas abrangendo também elementos não visíveis, como ruídos, odores, sensação térmica, etc. compreendendo não somente elementos estáticos, mas a dinâmica que dá vida e especificidade a determinado lugar.

Fonte: http://radionajua.com.br
Dessa forma, as paisagens variam de um lugar para outro, pois elas são formadas de elementos diferentes. A paisagem urbana, por exemplo, terá diferenças em relação à paisagem rural. E estas diferenças decorrem de fatores naturais, mas também da relação entre a sociedade e a natureza.  Portanto, a paisagem revela como dada sociedade desenvolve suas atividades, como as pessoas se relacionam entre si e com a natureza. Ou seja, expressa a dinâmica e a interação tanto entre os elementos humanos e sociais com os elementos naturais e as interações destes elementos entre si.

Além das diferenças concretas e objetivas existentes entre as diferentes paisagens, e da variedade de elementos que as compõem, cuja combinação colabora para que cada paisagem seja única, existe também a...

Homenagem ao aniversário de Rebouças - PR

Enquanto no Uruguai, em 1930,  ocorreu a primeira Copa do Mundo,
Em 21 de setembro quem ganhou a taça foi o povo de um lugar fecundo.
Neste dia, ocorreu a instalação de Rebouças, amado município.
Tudo se iniciou no Butiazal, tomaremos este marco como princípio.

Mas com o progresso, impulsionado pela erva-mate, madeira e ferrovia,
Às margens dos trilhos frios um distrito se erguia.
Ao Engenheiro Antônio Rebouças uma justa homenagem declarada,
Reconhecimento de sua importância e dos legados de sua empreitada.

Imagem: familiareboucas.com.br
Em Rebouças, como pequena cidade do interior, todos se conhecem,
Percalços às vezes surgem, é a vida, mas as amizades permanecem.
Imigrante europeu, indígena, oriental, africano, todos irmanados,
Terra de acolhida sempre

O velho matadouro municipal de Rebouças - PR

O crescimento e modernização da cidade, a expansão dos bairros e a construção do Fórum Eleitoral foram fatores que trouxeram, juntamente com o investimento na revitalização, uma nova estética à Praça do Expedicionário, localizada próxima ao Ginásio de Esportes Camilão, em Rebouças – PR.


Apesar das melhorias e das mudanças, às vezes, na correria do dia a dia, com os deslocamentos realizados preponderantemente de veículo, não percebemos a cidade e não nos damos conta da atratividade de seus espaços de vivência.

No meio dessa paisagem urbana que de forma distraída e apressada desconsideramos e nem sempre usufruímos, está o velho esqueleto do matadouro municipal. Uma construção antiga, parte da história do desenvolvimento da cidade, agora abandonado, trazendo, de uma forma ou de outra, uma determinada impressão  para quem eventualmente o observa e o questiona. Uma arquitetura interessante, histórica, um espaço disponível para ser utilizado.

O matadouro é uma

O passado já se foi, mas ficou gravado

 O dicionário nos sugere que presente é tudo aquilo que se oferece, de forma gratuita, a alguém, com o intuito de fazê-lo feliz. Pode ser algo surpreendente ou previamente escolhido. Assim é nossa vida: um presente. E o presente, enquanto sucessão de tempo, é o que temos. Dizem alguns: o passado já se foi, o futuro, a Deus pertence. Mas o futuro será moldado pelo nosso presente, e o nosso presente, é moldado pelo nosso passado.

O dicionário ainda pode contribuir com outro conceito: o devir. Este é um termo filosófico que se refere às mudanças pelas quais passamos; é o se tornar. Nada é constante, exceto a mudança. E é dentro destas premissas que começo a esboçar algumas memórias que tratam do passado, do que nos tornamos, do que temos hoje e do que sentimos saudades.

É estranho, pois embora o hoje seja o presente, parece que o passado sempre nos fez mais feliz. Até mesmo as

Agropecuária no Brasil e no Mundo: Origem da Agricultura e Sistemas Agrícolas

O que é Agropecuária ?

Reúne os substantivos:  “agricultura”+“pecuária”.
É a área do setor primário responsável pela produção de bens de consumo, mediante o cultivo de plantas e da criação de animais como gado para leite e corte (bovino, suíno, caprino, ovino), aves entre outros.
De longa data a agropecuária apresenta relevante destaque no cenário da economia nacional. Historicamente, foi uma das primeiras atividades econômicas a serem desenvolvidas no país. A ocupação do território, por exemplo, teve forte influência da produção de cana-de-açúcar, posteriormente do café e, por fim, da pecuária, que conduziu o povoamento do interior do país.
A atividade agropecuária no Brasil representa 8% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e gera emprego para pelo menos 10% da população economicamente ativa do país. 

Como surgiu a Agricultura ?

A palavra agricultura significa “cultivo dos campos”. A palavra "agricultura" vem do latim, composta por ager (campo, território) e cultūra (cultivo), no sentido estrito de cultivo do solo.
Agricultura é o conjunto de técnicas utilizadas para cultivar plantas com o objetivo de obter alimentos, fibras, energia, matéria-prima para roupas, construções, medicamentos, ferramentas, etc.
Em português, a palavra "agricultura" manteve este sentido estrito e refere-se exclusivamente ao cultivo dos campos, ou seja, relaciona-se à produção de vegetais. No entanto, em inglês, assim como em francês, a palavra "agriculture" indica de maneira mais genérica as atividades agrícolas tanto de cultivo dos campos quanto de criação de animais.
O início das atividades agrícolas separa o período

A escassez de água e as contradições do modo capitalista de produção.

A crise hídrica não pode ser descontextualizada do modo de produção capitalista, tendo o Estado e a ação política o papel de mitigar as contradições da relação entre sociedade, natureza e capital.


Texto classificado no Concurso Foed Castro Chamma e disponível no site da ALACS 

www.superbac.com.br
Materializou-se a crise ambiental há tempos prevista; a água, outrora tida como abundante, importante não apenas economicamente, mas também fisiologicamente para os seres vivos, enfim foi reconhecida como um líquido precioso. Enfatiza-se que os problemas ambientais são provocados ou potencializados pela ação antrópica. Ou seja, pela atividade humana de uma população crescente e que demanda cada vez mais recursos.

Esta visão simplista carrega uma ideologia ardilosa, pois além de destacar a necessidade social de conscientização no uso dos recursos naturais, entre eles, a água, também considera a população como causadora da crise, resumindo a questão como decorrente da existência de um excedente populacional que consome além da disponibilidade de recursos, reproduzindo uma ultrapassada explicação malthusiana para a escassez, despolitizando a questão e afastando dela suas relações com os aspectos sociais e econômicos. Basta exemplificar como a pobreza de significativa parcela da população do sertão nordestino é naturalizada como decorrente dos “problemas ambientais” da região, ignorando todo o contexto social, político e econômico.

A contradição é que enquanto se responsabiliza a população, justificando que ela suporte os diversos custos sociais e econômicos, o consumo crescente e o desperdício direto ou indireto são incentivados pelo

Manifestação religiosa e cultural da Recomendação das Almas

Recomendação das Almas: um olhar sobre essa manifestação religiosa e cultural que clama por resgate em tempos de desencantamento da quaresma.

Fonte: google imagens
O desencantamento da quaresma, entendido como o esquecimento ou a falta de respeito, mesmo que este esteja interpretado de forma atrelada aos aspectos religiosos, nos faz refletir não apenas sobre a perda de parte da cultura popular, que se desintegra com a perda das características rurais das cidades, mas da cultura religiosa e de valores inerentes à natureza humana: como o encantamento com o desconhecido, a religiosidade (entendida em uma perspectiva ampla, que abrange os valores humanos e consequentemente sociais) e o respeito com as tradições. E respeitar as tradições não deixa de ser, quase que intuitivamente, uma forma de preservar a cultura.

No município de Rebouças – PR, especialmente na comunidade do Barreiro, e nas comunidades Faxinalenses do Salto e do Marmeleiro, ocorria uma espécie de manifestação popular, de caráter religioso, chamada de recomendação das almas.

A concepção de qualidade no serviço público

O Estado-burguês

É comum - e tudo que se banaliza geralmente se generaliza e se repete sem a devida análise de seu significado - ouvirmos pessoas criticando os serviços públicos. E isto se tornou mais evidente no atual momento político, marcado pelo descontentamento social, pela evidenciação dos casos de corrupção, etc.


Este contexto fortalece o retorno de uma onda reacionária, elitista e privatista que enfatiza, com base em pressupostos incoerentes com os objetivos do serviços públicos, a busca pela qualidade e pela eficiência, focando na redução de custos, mas afastando a preocupação com a finalidade social que o Estado deve atender e com as condições de trabalho. Isso se confirma ao citar que justamente em um contexto político neoliberal, a EC 19 elevou a eficiência ao status de princípio constitucional.

Os críticos esquecem que tal comparação desconsidera convenientemente uma premissa elementar sob a qual repousa todas as distinções entre o setor público e o privado. O setor público tem como objetivo atender às necessidades sociais. O gestor não detém a disponibilidade da coisa pública, portanto, o fim mediato de qualquer ação é o interesse público, não a eficiência como meio para a lucratividade. 

O setor privado tem como foco de todas as suas ações o lucro. Qualquer ação, qualquer estratégia de marketing, qualquer melhoria no produto, no atendimento ao cliente, na redução de custos, visa a garantir o lucro. Até mesmo quando uma empresa realiza alguma ação de responsabilidade social, o faz para melhorar sua imagem, angariar clientes, e finalmente, elevar suas receitas e seu lucro.


Não obstante esta diferença, verifica-se que algumas correntes ideológicas estão alçando o  Estado a mero instrumento a serviço do capital. 

O uso do Estado e os casos de corrupção escancarados que não se resumem a este ou aquele partido ou ideologia (embora impere nos discursos políticos um maniqueísmo movido pela paixão que se compara a um debate de torcedores de time futebol em um boteco), contribuíram para a sociedade, talvez por desespero, redimir mais uma vez o projeto abertamente neoliberal que agora retorna.

Com isso, critica-se os gastos públicos voltados para atender ao povo mas naturaliza-se os gastos e benefícios entregues ao capital. Enfim, o Estado deixa de lado sua razão de existir: atender o interesse público, coletivo; o Estado passa a atender o que convém aos grupos de poder.


https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2016/02/06/
reforma-tributaria-em-fatias-elevacao-do-itcmd/
Exemplificando: se fala em reduzir os gastos com programas sociais, com a educação e até com a saúde, sob o argumento  de que as receitas não são suficientes para atender tantas despesas. Porém, não se usa da mesma lógica para criticar o vultoso volume de recursos do orçamento federal (em torno de 40%) destinado ao pagamento de juros e encargos da dívida pública para beneficiar os poderosos banqueiros. 


http://jornalggn.com.br/blog/diogo-costa
Fala-se em ampliar as receitas aumentando impostos (os quais por incidirem sobre o consumo, oneram proporcionalmente os mais pobres), porém, não se cogita a tributação de grandes fortunas (até hoje sem regulamentação) ou medidas severas contra a sonegação tributária promovida por grandes empresas. Ao contrário, perdoa-se juros e multas e parcelam-se dívidas tributárias.

No que tange à sonegação, o agravante é que muitos tributos são indiretos, ou seja, são embutidos no preço e pagos pelo consumidor. No entanto, os arrecadadores esquecem de repassá-los. Estes recursos sonegados são surrupiados do próprio

Redes e Hierarquia Urbana


Quantas vezes você já necessitou se deslocar à cidades vizinhas ou para grandes centros para obter produtos ou serviços não existentes onde você mora?
As cidades pequenas, de modo geral, conseguem satisfazer as necessidades cotidianas de consumo. Entretanto, quando se precisa de serviços especializados, como órgãos públicos, aeroportos, exames ou intervenções cirúrgicas mais complexos, visitar museus, teatros e outros centros culturais de maior destaque, torna-se necessário esse deslocamento.

Ou seja, algumas cidades, exercem maior influência econômica, política, cultural, etc. sobre as outras outras, atraindo as pessoas. Essa relação de atração e influência é denominada de rede urbana.
O mapa ao lado ilustra como determinadas cidades ou regiões centralizam determinam atrativos urbanos e com isso conseguem exercer maior grau de influência sobre outras regiões. É perceber, por exemplo, que a influência da região sudeste, especialmente em virtude da Grande São Paulo e do Rio de Janeiro se espalha por grande parte do território nacional. Afinal, nestas regiões estão instaladas muitas indústrias, bancos, seguradoras, aeroportos, órgãos públicos e a maioria das emissoras de TV.

Tradicionalismo gaúcho no Paraná

Existe gaúcho nascido no Paraná ?

Pode parecer estranho atualmente essa pergunta, afinal, paranaenses são os habitantes do Paraná, e gaúchos, os habitantes do Rio Grande do Sul. Mas historicamente, nem sempre foi assim. O termo se refere não somente a um povo, mas a um modo de vida que antecede a atual divisão política dos estados, além de que, tudo depende do contexto em que se aplica determinada palavra, sem mencionar ainda as influências culturais que não conhecem fronteiras.

O texto que se segue buscou, a princípio, responder essa pergunta. Para isso, esboçou como justificativa o fato de que uma das aplicações do termo "gaúcho" serviu historicamente como designação para os povos que habitavam a região dos pampas (que abrange parte do atual território brasileiro, uruguaio, argentino, etc), não tendo nenhuma relação com a atual divisão política dos estados do sul, nem mesmo do Brasil, já que abrange terras da atual Argentina e Uruguai. Também buscou contemplar a dinâmica dos aspectos culturais e como se dá sua transmissão através dos contatos entre os povos, citando como exemplo, o tropeirismo (e o caminho das tropas, levando mercadorias, informações e cultura), as formas de arte (como as danças e as músicas) e as migrações, inclusive as mais recentes, promovendo um intercâmbio cultural.

Ressalta-se ainda que os tradicionalistas, como também são denominados, preservam a tradição não de um estado (RS - circunscrito a uma fronteira arbitrariamente definida), mas de um povo, de um modo de vida específico, com seus valores, tradições, que condiziam com a realidade social, econômica, política e cultural da época, valorizando suas raízes, as quais guardam diversos traços em comum, inclusive o da colonização, formação do povo, estruturação social e até econômica.

Sul riograndenses e paranaenses, para citar apenas dois exemplos, mantém valores e tradições rurais e campeiras em comum, guardam um povoamento com traços em comum, e como brasileiros, uma história em comum, inclusive de luta e resistência, o que não deveria causar estranheza o valor que muitos dão às tradições gaúchas, da mesma forma que ninguém estranha o fato do Brasil inteiro, em uma suposta identidade nacional, fazer do Carnaval, uma festa de todos, embora suas raízes, originalmente, não estejam na maioria dos estados. Além disso, podemos citar muitos exemplos de assimilação cultural que pouco ou nada mantém de raízes históricas conosco, mas que são plenamente aceitas (Punks, metaleiros, e tantas tribos urbanas, dia das bruxas, etc.). Isso para não se aprofundar na questão das culturas importadas e daquelas que surgem como modismos, transplantadas e direcionadas às massas, e não socialmente construídas por elas, com significado e riqueza.

UMA EXEMPLIFICAÇÃO HISTÓRICA 

Xote  7 passos
É comum em muitas cidades do Paraná, por exemplo a apreciação por parte das pessoas, da cultura gaúcha, seja através da associação em CTG's (invernada campeira ou artística), seja apreciando a música regionalista, os bailes, cavalgadas ou outros costumes como o chimarrão e o churrasco. Lembremos, porém, que mesmo dentro dos limites territoriais do Paraná, temos uma heterogeneidade cultural.


A historiadora Roseli Boschilia, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em artigo publicado no jornal Gazeta do Povo,  (procura-se uma identidade perdida entre gaúchos e paulistas) divide estado em pelo menos três territórios distintos que vivem quase que de maneira autônoma, o que quer dizer que todos são paranaenses, mas cultivam um estilo de vida bem diferente.

A primeira ocupação é a do Paraná tradicional (Curitiba e litoral): são paulistanos que desceram a região de São Vicente (SP) e passaram a ocupar o primeiro

Atendimento e fidelização dos clientes

EXCELÊNCIA NO ATENDIMENTO: ESTRATÉGIA PARA A SATISFAÇÃO E FIDELIZAÇÃO  DOS CLIENTES

avaliacaodeempresa.com.br
É grande o número de empresas que investe tempo e recursos para verificar a participação de mercado, a produtividade, os índices de liquidez, rentabilidade, de giro do ativo, etc. Capacitam funcionários para operar equipamentos sofisticados, operar sistemas informacionais complexos, estudam rigorosas fórmulas matemáticas  e estatísticas para a concessão de crédito. Investem em lay-outs modernos, no uniforme dos atendentes.

Outras empresas gastam fortunas em estudos e campanhas de marketing, alterando fachadas, elaborando propagandas enfatizando o preço baixo ou informando sobre promoções. Além disso, gastam suas receitas para dizer ao cliente que ele é o rei, mas quando este visita a loja, percebe uma grande diferença entre o discurso e a prática.
Isso pode ocorrer onde às empresas desconhecem o que realmente influencia na satisfação de seus clientes quando estes buscam algum produto ou serviço de que necessitem.

Para haver uma interação positiva entre o cliente e a loja ou prestadora de serviços é necessário que estas ofereçam algo que o cliente necessite, que satisfaça alguma de suas necessidades.
criareconhecer.blogspot.com
Entretanto, as coisas não são tão simples. A questão pode ser visualizada sob diversas faces do mesmo prisma. Por exemplo, o cliente não compra uma blusa simplesmente porque sente frio. Ele vai à loja para comprar sua elegância, seu status, sua apreciação pública. Vai ao posto de combustível (especialmente na área urbana onde há opções) onde ele e seu carro são valorizados, onde há preço atrativo, mas também atendimento de qualidade.
Mas o que diferencia as interações que o cliente descreveria como excelentes e aquelas descritas como insatisfatórias ou mesmo péssimas?  Mesmo porque, no atual contexto competitivo, há muitas lojas, médicos, postos, etc. Cada um competindo com o outro concorrente e até com segmentos diferentes ou substitutos, afinal, o dinheiro é escasso e as necessidades ilimitadas. E por isso, a importância não só de realizar uma venda, mas de

A discriminação racial não é a explicação absoluta para todas as desigualdades

INTRODUÇÃO

Atualmente, apesar da ênfase social na liberdade individual, na quebra de tabus, na aceitação das diferenças, mais do que nunca parece haver um patrulhamento sobre tudo que foge do que alguns definiram como sendo politicamente correto.

Entretanto, se o “correto” fosse definido a partir de uma fundamentação moral ou ética (sem entrar no mérito das diferenciações entre ambos os conceitos), as contradições seriam menores. Porém, da mesma forma que os discursos preconceituosos, o discurso que sustenta o que é politicamente correto também é relativizado e respaldado pela ideologia, desvirtuado e utilizado para atender a conveniências e favorecer a manipulação social, o que exige uma análise mais atenta antes de propagá-los ao vento.

Muitos destes discursos, que já se tornaram clichês, não subsistem a uma mínima análise crítica, fundamentada em dados mais objetivos (não que as estatísticas oficiais ou outros levantamentos não tenham sua parcela de subjetividade e viés ideológico).

Por exemplo, hodiernamente há uma tentativa de qualificar como racismo ou discriminação qualquer relação que envolva as diferenças étnicas na representatividade socioeconômica, mesmo que as causas das desigualdades possam ter n explicações culturais, históricas, políticas, regionais, metodológicas, etc.

Com isso, corre-se o risco de cometer a injustiça de colocar a etnia branca sempre como opressora e a negra como oprimida, estimulando lutas entre as classes em detrimento da necessária luta de classes. Ou seja, enquanto a população digladia-se entre si pelo acesso ou manutenção de direitos, o foco diverge da verdadeira classe responsável pelas mazelas sociais, que via de regra, afetam a maioria da população.


http://slideplayer.com.br/slide/1849190/

Enquanto determinados grupos apontam a questão racial como explicação definitiva e inquestionável para uma série de problemas sociais (baixa escolaridade, baixa renda, desemprego, criminalidade), camuflam causas muito mais relevantes, como a falta de políticas públicas. Falta esta que reforça a discriminação ou o preconceito ao não garantir o acesso igualitário às condições que sustentam o desenvolvimento humano.

Neste texto, optar-se-á pelo termo

MIGRAÇÃO INTRATERRITÓRIO: UMA ANÁLISE DOS FATORES INFLUENTES NO DISTRITO DE GUAMIRIM EM IRATI - PR

RESUMO: 

A atual conjuntura demográfica ampliou a importância da migração e evidenciou, sobretudo, a importância desta dinâmica populacional em suas relações com o aspecto social, econômico, político, cultural e até mesmo subjetivo, o que desperta o interesse pelas determinantes do êxodo rural. Embora o referencial teórico aponte um declínio quantitativo desta modalidade migratória, ela ainda persiste quando se considera determinados perfis populacionais. Dessa forma, verificar com os concluintes do ensino médio do Colégio Estadual do Campo Nossa Senhora de Fátima, no Distrito de Guamirim, em Irati PR, quais os principais fatores que impulsionam à migração, engendra uma perspectiva mais específica para analisar a temática, revelando nuances atenuadas em análises de escala mais abrangente. Os resultados obtidos com os questionários aplicados aos alunos aduzem que para o caso pesquisado, variáveis como a intenção de prosseguir estudando, localização geográfica associada à condições das estradas e dos transportes e a oferta de trabalho têm forte influência na dinâmica migratória. Outros fatores, relevantes quando inter-relacionados, podem ser entendidos como o plano de fundo que compõem o contexto dos alunos e da localidade, como os aspectos culturais, étnicos, históricos, além de fatores de ordem psicológica ou subjetiva, ratificando a complexidade e a especificidade dos determinantes desta dinâmica (e dos reflexos que dialeticamente ela gera), dificultando que explicações lineares de causa e efeito, generalistas e definitivas sejam traçadas, requerendo uma análise dinâmica das inter-relações constatadas.

PALAVRAS-CHAVE: Êxodo Rural, Alunos, Irati/Guamirim.

Texto publicado na Revista Publicatio UEPGCiências Humanas, Linguistica, Letras e Artes, Vol. 21, No 1 (2013) 

Autores: Haroldo José Andrade Mathias*
Zaqueu Luis Bobato**
* Graduado em Administração e em Ciências Contábeis pela Universidade Estadual do Centro-Oeste. Especialista em Controladoria e Finanças. Acadêmico de Geograƒfia – Licenciatura pela mesmo IES. E-mail: <andradeadm@yahoo.com.br>.
** Graduado em Geograƒ a pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Mestre em Geografia “Gestão do Território” pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Professor do Departamento de Geograƒ a da Unicentro, campus de Irati-Pr. E-mail: <zaqueudegeo@yahoo.com.br>

INTRODUÇÃO

As mudanças demográficas ocorridas nos últimos anos evidenciaram com maior nitidez os impactos decorrentes da migração. Entretanto, este movimento populacional tem relações históricas e geográficas. Regiões como o Sul, na atualidade, tem no êxodo rural pequena importância no crescimento das cidades, conforme aponta Alves (2006).
Acredita-se, porém, que

Resumo da História da Contabilidade

A afirmação de Silva e Moura (2003, p. 03) “compreender e identificar os fatos passados é um marco para o entendimento do presente, e com maior segurança projetar idéias futuras” alerta para duas questões importantes.

A primeira destaca que é preciso conhecer a origem da Contabilidade e os fatores ligados a sua evolução para possibilitar que meios mais adequados de atender as necessidades atuais sejam elaborados.
A segunda questão alerta, mesmo que indiretamente, para a importância das informações contábeis como uma forma de conhecimento da identidade empresarial, sua evolução, seu estado presente e perceber para onde ela caminha.

Essa abordagem histórica não objetiva apontar de forma completa a evolução da Contabilidade como ciência, apontando as suas origens, bases e escolas, mas visa enfocar a adequação e resposta da Contabilidade para necessidades práticas de informação e de gestão.
Isso demonstra a sua evolução e resposta às necessidades de seus usuários e a sua adequação ao contexto sócio-econômico de cada época, cujos aspectos são mais condizentes com os objetivos deste trabalho.

Como orientação da evolução histórica da Contabilidade, Beuren (2003) citando vários autores, tais como Melis, Van Breda e Hendriksen, define a cronologia da Contabilidade em quatro fases: