O Programa Bolsa Família e as críticas ideológicas

Vivemos uma época de polarização política, realçada pelas redes sociais, onde a ideologia e o partidarismo prevalecem sobre os dados e sobre a análise objetiva dos efeitos, positivos ou negativos, de qualquer ação estatal.

Entre tantos temas que ganham holofotes de forma parcial, distorcida ou manipulativa, foi a vez do Programa Bolsa Família ser o alvo.

Além do cidadão comum, que despeja sua indignação nas conversas de bar, de panificadora, de encontros familiares, até mesmo celebridades discutem o tema com suposta propriedade que nem especialistas em políticas públicas possuem.

Dados, para quê? Na era da "informação" e das redes sociais, qualquer tema é tratado de forma emocional, com frases rasas e de efeito. O objetivo é lacrar e viralizar, pouco importando o que dizem os dados reais, que infelizmente, exigem esforço de obtenção e energia mental para reflexão e análise.

O primeiro erro de quem critica o Bolsa Família é não consultar os dados oficiais e se deixar levar pela desinformação. Dados oficiais cuja divulgação é respaldada por leis, passam pelo crivo dos controles internos e externos, pelo controle social, são ratificados pela mídia, por pesquisadores, etc. Importante destacar isso, pois todos os dados que não se encaixam nas crenças políticas e ideológicas, tendem a ser ignorados, desacreditados ou atacados.

Mas vejamos: muitos falam que há mais de 42 milhões de famílias beneficiárias (ou 97 milhões de pessoas, quase 50% da população).

Números elevados surgem quando se considera o total de inscritos no Cadastro Único, computando cumulativamente na contagem o recebimento de outros benefícios variáveis ou temporários, ou seja, não exclusivamente beneficiários do PBF.

Números oficiais do Bolsa Família mostram para o mês de maio de 2026, cerca de 19 milhões de famílias, somando aproximadamente 49,5 milhões de pessoas (em torno de 23% da população).


Fonte: https://aplicacoes.cidadania.gov.br/ri/ri/relatorios/cidadania/#bolsafamilia


Foi graças a ajuda destes benefícios que saímos do Mapa da Fome. Em 1975, quando foi elaborado o primeiro estudo pelo IBGE, a desnutrição

Viva Irati, cidade Amada !

"Viva Irati, cidade Amada!”

Bandeira oficial do município de Irati PR
Irati, Irati, terra querida
De gente que sonha e que luta.
Povo hospitaleiro, alma destemida,
Que ergue a cidade com fé absoluta.

Abrigou pioneiros, imigrantes, gente de tantos locais,
E ainda hoje atrai migração,
Com comércio, indústria e belezas naturais.
Cidade amada, é polo da região, 
Agricultura forte e em expansão.

Polo de saúde, de cultura, de educação;
Cidade do presente, cresce a passos largos.
Seu povo trabalha, caminha em frente,
Busca sonhos e prosperidade com fé e união

Lugar de alemães, italianos e tantos que aqui chegaram,
Terra dos tropeiros, que por aqui passaram,
Lar de negros, poloneses e ucranianos;
Dos indígenas, povos originários e do território soberanos.

Das flores do campo, trabalho e vida para as abelhas,
Escorreu o mel como um rio neste chão.
Inspiração para os pioneiros,
E uma das explicações para o nome da região.

Vila São João, Covalzinho, ferrovia, estação,
tudo ilustra a história de sua fundação.
Hoje, jovem e moderna, Irati cresce, 
Mas no coração, a doce história sempre permanece .

Um conto para a 10ª coletânea SESC: meu amigo boitatá

Texto classificado no Edital de Seleção de Contos Inéditos para a 10ª Coletânea Sesc de Contos Infantis. Livro lançado na 44ª Semana Literária SESC e Feira do Livro, em Curitiba, em agosto de 2025.

O folclore brasileiro: uma introdução

O folclore brasileiro é repleto e rico de lendas e mitos que permeiam a imaginação das pessoas. Soma-se a isso os resquícios de uma sociedade rural, a cultura indígena — muito relacionada com a mata e fenômenos naturais — e a forte crença místico-religiosa, mesclada à rica imaginação do povo brasileiro.

10ª Coletânea Sesc
de Contos Infantis
Assim, até hoje, os mitos e lendas permanecem vivos no nosso folclore e nas rodas de conversa. E, quando se trata dos famosos causos de assombração, a quaresma parece fertilizar ainda mais esse terreno de imaginação e misticismo.

Duas dessas lendas, muito comuns em nossa região, são a do lobisomem e a do boitatá, ambos conhecidos por serem criaturas sobrenaturais que “aparecem” em praticamente todas as regiões do país, com suas variantes. Enquanto o lobisomem é um ser que se transforma de humano em lobo durante as noites de lua cheia, o boitatá é descrito, na tradição Tupi, como uma cobra de fogo ou um facho cintilante que protege as florestas — embora, em algumas versões, derive da alma de pessoas ruins que cometeram certos pecados, como o adultério entre compadres e comadres.

Características culturais da região

Também é uma tradição e um traço cultural de nossa região o ofício das benzedeiras. Principalmente nas comunidades interioranas, essa figura fazia

Tradicionalismo gaúcho no Paraná

Estereótipo do gaúcho
https://blog.indumentariagaucha.com.br/site
Mesmo em Irati, uma cidade marcada pela presença de descendentes de imigrantes europeus (que povoaram os três estados do Sul, em suma) e de migrantes, especialmente do Rio Grande do Sul, (como muitas das cidades erigidas ou influenciadas pelo Tropeirismo), e mesmo considerando que temos um dos maiores rodeios crioulos do Brasil, perguntar se “existe gaúcho nascido no Paraná” pode parecer uma indagação muito estranha. Afinal, paranaenses são os habitantes do Paraná, e gaúchos, os habitantes do Rio Grande do Sul. 
 
Mas o fio que causa o enredo é que historicamente as coisas nem sempre foram assim.
 
O termo “gaúcho” se refere não somente a um povo, ou a um gentilício, mas a um modo de vida que antecede a atual divisão política dos estados. Aliás, tudo depende do contexto em que se aplica determinada palavra (eis a riqueza da Língua), sem mencionar ainda as influências culturais que não conhecem fronteiras, que se mesclam, se transformam, que originam outras manifestações, etc.
 
O texto que se segue buscou, a princípio, responder esta pergunta: Existe gaúcho nascido no Paraná?
Para tanto, esboçou como justificativa o fato de que uma das aplicações do termo "gaúcho" serviu historicamente como designação para os povos que habitavam a região dos pampas, não tendo nenhuma (Continua...)

Meu 2º livro: Vozes do Verbo - um álbum de opiniões sobre tópicos regionais

O livro “Vozes do Verbo: um álbum de reflexões e opiniões sobre tópicos regionais” é o segundo livro lançado pelo autor, Haroldo José Andrade Mathias. O primeiro deles: “Fatores que impactam no processo de precificação” ( clique aqui para acessar a versão em PDF ou aqui para acessar o Flipbook) tratou de uma temática empresarial, e embora voltado para esta área, permeou entre os conceitos técnicos uma análise crítica e social sobre o papel empresarial, trazendo pontos de vista e um convite à reflexão sobre a função social das atividades produtivas.

O atual livro também manteve essa perspectiva de análise crítica, porém com um conteúdo mais abrangente. Este leque facilitou e praticamente impôs a necessidade de uma apreciação crítica e sistêmica dos fatos, na busca de uma visão dialética de tantos elementos distintos que se contrapõem e formam nosso contexto de vida.

Uma característica comum em ambos os livros é o fato de serem preparados em todas as suas etapas pelo próprio autor. Todo processo de escrita, de elaboração ou disposição dos elementos gráficos, revisão textual, diagramação, etc. foram feitos pelo próprio autor.

Embora neste processo amador, de busca de informações para solucionar as dúvidas, da falta de recursos técnicos ou profissionais, possam ficar falhas, o importante está além do resultado material, mas no aprendizado ocorrido neste processo de cumprir todas as etapas de produção.

Visando a máxima redução de custos, pois todas as despesas foram arcadas pelo autor, sem qualquer forma de financiamento ou patrocínio, poucos exemplares impressos serão produzidos. Porém, valendo-se dos recursos digitais disponíveis e acessíveis atualmente, se fará também gratuitamente a distribuição do material

Manifestação religiosa e cultural da Recomendação das Almas

Tratar atualmente sobre as práticas ou ofícios da religiosidade popular é voltar um olhar sobre manifestações religiosas e culturais que clamam por resgate, que se constituem em um fator de resistência ao moderno, marcado pelo desencantamento e com o enfraquecimento do misticismo e do mágico que outrora povoavam a imaginação, davam suporte às tradições tipicamente rurais, mesclavam-se com a religiosidade popular, fortaleciam os laços de comunidade e envolviam aspectos da cultura como um todo.

Entre estas práticas, está a Recomendação das Almas, que também com este desencantamento da quaresma e com a mudança de paradigmas sociais deixa de ter as bases para sua realização e sentido. As mudanças sociais, demográficas, tecnológicas, culturais, acabam transformando os hábitos de vida, os valores, as crenças e as tradições.

Enfim, ao alterar o território propício a determinada prática, ou em outras palavras, ao alterar as bases materiais de determinada manifestação, ela tende a ser afetada, muitas vezes, enfraquecida ou esvaziada de sentido. Ela deixa de ser uma prática do cotidiano, tornando-se em alguns casos uma tradição cultural (restrita a um nicho, como lembrança saudosista ou comemorativa) ou às vezes, por falta de registro e transmissão, nem isso.

O desencantamento da quaresma citado pode ser

Um convite à leitura do meu 1º livro: Reflexões sobre os fatores que impactam no processo de precificação

Por que elaborar um livro ?

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A elaboração do trabalho em pauta: "Reflexões sobre os fatores que impactam no processo de precificação" consistiu em literalmente colocar no papel um um objetivo que alimento há vários anos, de publicar algo que talvez possa contribuir com determinada problemática social e materializar uma temática que desenvolvi durante minha trajetória acadêmica e que tem significativo impacto na realidade empresarial. O impulso decorreu de considerar relevante compartilhar as ideias que desenvolvemos, sejam elas fruto das experiências pessoais, da visão particular de mundo, do arcabouço teórico e intelectual que alicerçamos com as experiências, leituras e com as pessoas com as quais interagimos ao longo dos anos...

Compartilhar ideias, se expressar, satisfazer o gosto por pensar, escrever e repensar, foi o que me levou a criar este blog simples, esteticamente falho, mas eficaz em cumprir o objetivo: expressar ideias. Da mesma forma, como meio