Nego bom não se mistura

Lembro-me que na infância, um vizinho entusiasta da música gaúcha tradicionalista, ouvia algo assim: "tem coisas que não me agrada, mas minha paciência atura", e seguiam os versos da música do Crioulo dos Pampas (Carlos Roberto Monteiro), mas o refrão que se repetia é o que virou jargão popular: "nego bom não se mistura". 

Pelo teor da música, trata-se de uma forma de enaltecer o gaúcho autêntico, como dizem hoje, o homem raiz, que não se corrompe por opiniões externas, que é patrão de sua própria vida. 

À primeira vista, para quem não a conhece, pode entender que a frase fala de segregação racial, por exemplo, mas de fato é comportamental e ética. 

Da mesma forma, a palavra nego neste contexto, representa o peão, sujeito comum, não tendo qualquer relação com cor ou etnia. Deriva do cancioneiro antigo, culturalmente anterior às atuais categorias de análise identitárias.

O mito da sustentabilidade dos carros elétricos

Nos últimos anos, o carro elétrico tem sido amplamente apresentado como uma alternativa sustentável aos veículos abastecidos com combustíveis fósseis. Essa visão é reforçada por uma série de campanhas de marketing que destacam os benefícios ambientais dos carros elétricos, principalmente em termos de redução de emissões de poluentes. Ganha destaque ainda em época de elevação no preço do petróleo, por exemplo.

Contudo, ao analisarmos essa questão sob a viés da sustentabilidade e dos impactos socioambientais, é necessário ponderar sobre os verdadeiros impactos dessa tecnologia, benefícios e desvantagens ou lacunas, revelando que a sustentabilidade dos carros elétricos é, em muitos aspectos, um mito. Ou na melhor das hipóteses, supervalorizada.

É inegável que os carros elétricos não utilizam combustíveis fósseis diretamente, o que os torna uma opção menos poluente em termos de emissão de gases do efeito estufa ou com outros potenciais poluentes. Porém, esse