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IDEB 2019: Avalia a qualidade do ensino nas escolas que fazem tudo.

Ensino Fundamental salva o IDEB ao ser o único nível a superar a meta. Mas quanto por cento dos recursos ele recebe ?

A Educação Pública mostrou melhor desempenho, embora não tenha a melhor estrutura, os melhores e mais modernos recursos e nem as melhores remunerações. 

Imaginem se as escolas de anos iniciais do Ensino Fundamental não tivessem que tirar o foco do Ensino para promover eventos arrecadativos ( em nome das APMFs, cuja dependência tornou-se tão normal que não estranhamos professores e alunos venderem rifas...e sonhos ) ou resolver todos os problemas sociais que convenientemente são lançados sobre ela? Tudo vira função da escola !! E com isso, o professor (e demais trabalhadores) passam a desempenhar N funções.

As escolas públicas historicamente vêm cumprindo diversas atribuições paralelas ou alheias as suas funções, , muitas vezes impraticáveis, que se valem da estrutura, recursos e servidores, consumindo recursos e gerando custos que não são necessariamente da Educação. Todas as políticas públicas recaem na escola. 

Depois alguns comparam o PIB com gastos com Educação para criticar o custo com o Ensino (e com os profissionais / servidores). Mas esquecem que a escola serve a uma gama de setores da sociedade e da administração pública, extrapolando sua função. Esquecem que comparar o PIB brasileiro com o de países desenvolvidos é uma distorção. Enfim, se Educação custa caro, a ignorância custa mais.

A Educação custaria menos se o foco fosse ensino e não populismo, se a escola não fosse vista como panaceia, como solução fácil para tudo, o remédio para todos os males.

Pesa ainda que o Ensino Fundamental (embora as desigualdades no Brasil sejam formidáveis), é o nível de ensino com quadro de pessoal mais enxuto e com menores salários.

De um lado,  parabéns aos profissionais pela dedicação e amor, pela doação nem sempre reconhecida pela sociedade; de outro demonstra  a necessidade de posicionamento e reivindicação da classe por melhores condições. 

Tal conquista advém muitas vezes da sobrecarga, esgotamento (vide número de afastamentos e doenças laborais) e de uma dose  de milagre de quem está na linha de frente, de quem conhece cada aluno pelo nome.

Demonstra que o serviço público é injustamente generalizado como negativo. Demonstra superação. 

Assim, professores, equipe gestora, e demais envolvidos, os sinceros parabéns. Vocês fazem a diferença.


Leia também:https://vozesdoverbo.blogspot.com/2014/08/o-ideb-e-concepcao-desvirtuada-de.html


Precisamos desenvolver habilidades profissionais ou humanas ?


          Não há o que se discutir ou discorrer. O fato é que a vida mudou vertiginosamente nos últimos anos, e cada vez mais, as mudanças são intensas e rápidas. Em outras palavras, ocorrem de forma exponencial.

E uma das raízes de tudo isso é a tecnologia. Ela altera as relações sociais, os hábitos de vida, a saúde (e a medicina), os hábitos de consumo, reduz preços ao ampliar a produtividade (e a exploração e o controle do trabalhador), e como não poderia ser diferente, impacta nas relações humanas e trabalhistas.

          As relações empregatícias conhecidas por nós, nascidos nos anos de 1980 ou talvez até 1990, não subsistem mais. E estas mudanças e esta “flexibilização” (precarização ou uberização) tendem a se aprofundar. Empregos e profissões deixarão de existir, embora outras atividades surgirão; porém, a forma de realizá-las será diferente.

O saber operacional e até mesmo o saber técnico vêm perdendo campo enquanto as habilidades humanas, chamadas de softskills, vêm ampliando ou retomando sua importância. Não se pode pensar, porém, que esta mudança de paradigma tem como plano de fundo a maior valorização do ser humano, ou um mero efeito da aplicação do conhecimento tecnológico, mas visa, ainda, a ampliação da reprodução do capital e de suas relações que permeiam todos os campos sociais.

Se por um lado, o “pôr a mão na massa” vem sendo substituído por máquinas, robôs, sistemas de inteligência artificial, algumas habilidades e competências retomam seu destaque. Liderança, comunicação, resolutividade, criatividade, iniciativa, inteligência emocional e aprendizado constante são cada vez mais necessárias.

Diversos livros, artigos em revistas, vídeos na internet trazem algumas destas habilidades indispensáveis não só para se manter apto ao mercado de trabalho, mas para a vida. São recorrentes os seguintes itens:

https://blogdaqualidade.com.br/iso
-9001-2015-7-4-comunicacao/
Comunicação e relacionamento: em um ambiente de constantes mudanças, inclusive com a rotatividade de pessoas com as mais diversas formações, idades, culturas, em projetos específicos e diversos,  será necessária uma comunicação assertiva e eficiente. Dela derivará relacionamentos mais saudáveis e produtivos. A própria flexibilização das relações de trabalho forçará maior poder de negociação por parte do empregado, colaborador, parceiro ou qualquer outra denominação que tente representar as relações existentes. Comunicação cada vez mais fundamental para agregar pessoas e possibilitar o trabalho em equipe.

Trabalho em equipe: a forma como o trabalho passa a ser realizado  exige senso de equipe, apesar de que muitas vezes, os membros encontram-se distantes geograficamente, são de culturas diferentes, trabalham em horários diversos. Contraditoriamente, ao mesmo tempo em que se exige uma coesão da equipe, se estimula um senso de competitividade.
Mesmo obtendo resultados, as equipes tendem a ter caráter cada vez mais transitório, formadas para desempenhar projetos específicos e se desintegrar. Isso exige uma liderança eficiente, habilidosa, com competências humanas sólidas.

https://educacional.cpb.com.br/
conteudos/universo-educacao/
lideranca-servidora/
Liderança: será vital que todo gestor saiba distinguir a diferença entre ser chefe (figura obsoleta e pouco agregadora) e ser líder, figura esta que não apenas ajuda a equipe a encontrar a direção, mas une esforços em prol dos objetivos e do crescimento de todos, tendo visão sinérgica da organização e entendendo que suas atitudes implicarão em crescimento e valorização que extrapolará as relações trabalhistas e imediatas, abrindo horizontes para novas possibilidades.

O líder, mais do que nunca, deve ser a bússola norteadora dos objetivos. Deve ser o alicerce que apoia e estabiliza a equipe, que a motiva, que a valoriza (como pessoas e não como meros recursos produtivos), e que se vê como parte integrante do grupo.
Ao líder, não basta delegar tarefas e esperar colher os resultados, muito menos dar ordens conforme seu objetivo particular. Exige-se dele empatia.

Aprendizado constante: Talvez seja a mais importante das competências. Neste contexto dinâmico e complexo, administrar o excesso de informação, tornando-as tempestivas, se mostra mais relevante que colecionar saberes enciclopédicos. É preciso saber onde aprender, onde se informar, que informações obter e em que momentos aplicá-las ao caso concreto. Mais que isso, em um universo de informações que rapidamente se deterioraram é preciso manter-se constantemente em aprendizagem.

As informações tornam-se obsoletas rapidamente. Os dados mudam antes mesmo de podermos analisá-los. E computadores fazem este papel com infinita vantagem. Assim, é preciso buscar conhecimento, sabedoria, que é algo mais perene e sólido.

Não basta concluir uma faculdade, uma especialização. É preciso se recriar constantemente, ser autodidata em diversos campos, relacionar conhecimentos e saberes e analisar as informações e desinformações de forma crítica. Tratando-se do mercado de trabalho, que exige pragmatismo, tornar as informações e os saberes em experiências producentes .

Resultado de imagem para senso critico internetSenso crítico: Na “era da informação”, é uma habilidade necessária para lidarmos com a enxurrada apelos aos quais somos bombardeados. Sabemos de “tudo”, o tempo todo. O mundo e o que está acontecendo na economia, na política,  repousa em nossas mãos (celular). Até a vida dos anônimos nas redes sociais ganha destaque. Filtrar tudo isso é a chave de ouro.

Paradoxalmente, na era da informação, vivemos a era da Pós Verdade, onde a verdade dos fatos é menos relevante que os apelos emocionais, que as versões ou narrativas que buscam induzir e manipular a sociedade para determinado rumo. Assim, em uma sociedade marcada pelas fakenews, pelo uso de conhecimentos psicológicos e científicos avançados para manipular as pessoas (eleitores, consumidores, trabalhadores, etc.), ter senso crítico é questão de sobrevivência.

Inteligência emocional: Para enfrentar todo este contexto turbulento, cheio de pressões, expectativas, desafios, é preciso desenvolver habilidades humanas. É preciso controle emocional, ou como diriam os antigos, a sabedoria da idade, porém necessária cada vez mais cedo e combinada com a empolgação e vitalidade  da juventude.

É preciso resiliência para superar os percalços, alcançar metas cada vez mais desafiadoras. É preciso humildade para fazer de fracassos aprendizado, para não se deixar levar por eventuais conquistas efêmeras. É preciso assertividade para enfrentar o mundo cada vez mais exigente, talvez até desumano, onde o indivíduo é mero recurso, com relações sociais mais frias, mediadas pela tecnologia e pela impessoalidade.

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Atrelado à inteligência emocional está o autoconhecimento , saber o que queremos e para onde caminhamos, baseado na ética e nos princípios morais. Conhecer nossos valores, ter consciência de nossas aspirações, nossa individualidade, é necessário para não nos perdemos nas influências externas que nos induzem a colocar resultados, produtividade, imagem, expectativas sociais, enfim, valores de terceiros, como foco da vida.

Somente assim não ficaremos à deriva ao sabor do vento no oceano chamado de mercado (em nossa sociedade capitalista, o termo mercado é visto quase como um deus, um imperador que precisa ser acalmado, agradado com nossos sacrifícios).

O tal mercado exige que pratiquemos atividades físicas, para mantermos a saúde e trabalharmos (e consumirmos) por mais tempo (vide a quase extinção da aposentadoria). Exige que tenhamos lazer e qualidade de vida, para sermos menos suscetíveis ao estresse e sejamos trabalhadores mais produtivos.

Impõe que participemos da comunidade, melhorando nossa  imagem social e, com isso, concomitantemente, melhoremos a imagem da empresa através de um marketing indireto feito às custas do trabalhador.

Precisamos ainda saber administrar o tempo para cumprirmos tudo que a atual sociedade nos impõe e ainda nos informamos e nos capacitarmos continuamente para permanecermos aptos e produtivos. Administrar o tempo para termos uma boa noite de sono para recuperarmos as energias e trabalharmos com mais afinco no dia seguinte. Que administremos nossas finanças, nossos desejos, para que não haja impacto negativo no desempenho profissional.

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E nisto percebemos que não temos aquilo que é mais precioso : o tempo. E que tempo não é meramente dinheiro, mas tempo é vida. Vida cada vez mais desafiadora, que ao mesmo tempo em que exige de nós autoconhecimento, exige empatia para entendermos o outro. Exige paciência e compreensão para entender o estresse do outro em meio a este contexto, ao mesmo tempo exige assertividade para nos posicionarmos com brandura. Exige ética, respeito, moral. Exige inteligência emocional.

Enfim, o que parece é que as habilidades e saberes que nos tornam humanos são as condições cada vez mais necessárias para sobrevivermos  em um mundo cada vez mais desumano, mais complexo, volátil, fluído, frio, desafiador e mediado pela tecnologia. Um mundo socialmente construído, mas que pode ser individualmente melhorado. Sejamos mais humanos.

Avaliação do serviço público pelo cidadão


 A Reforma Administrativa ou do Serviço Público anunciada pelo Governo de Bolsonaro tem nitidamente a intenção de reduzir direitos trabalhistas dos servidores públicos, valendo-se da narrativa de tornar a máquina pública mais enxuta, eficiente e menos onerosa, em outras palavras, com o pretexto de melhorar a vida do cidadão.

Ocorre que precarizar o trabalho público é, em regra, prejudicar o cidadão. Não há oferecimento de serviços essenciais de qualidade, como saúde e educação, por exemplo, sem servidores, e mais, sem condições adequadas de trabalho para tais trabalhadores. 

http://atacsantos.com.br/noticias/noticias_ver.asp?idConteudo=17866
Ataca-se a qualidade do serviço público, culpando o servidor e esquecendo que ele precisa de uma estrutura adequada, de chefes com capacidade de planejamento, do respaldo de leis e de decisões políticas, de investimentos, etc. Atacam a necessária estabilidade do servidor, criticam a realização de concurso público (forma mais democrática e justa de acesso ao trabalho), tratam todos os servidores, de forma generalizada, como privilegiados e displicentes, esquecendo que as benesses dadas aos comissionados e apadrinhados políticos, bem como certas condutas, estereótipos comuns da classe política, não se aplicam a todos.

Enfim, fica nítido, observando a mídia, a narrativa que

Os investimentos em Educação são suficientes ?

Refletindo uma opinião comum a diversas pessoas e segmentos da sociedade, um deputado e empresário ponta-grossense publicou em uma das suas redes sociais uma crítica ao desempenho  da Educação Brasileira, que se há de convirmos, foi sofrível na avaliação do PISA - Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (2018).

Determinar quais as causas das notas ruins em um teste (PISA), é uma atividade complexa, envolve N questões, inclusive, se tais testes padronizados permitem fazer tal avaliação qualitativa. Portanto, caberia uma tese a parte, e talvez nem assim, para permitir que se chegasse a uma conclusão. Além dos fatores subjetivos que afetam famílias, professores e alunos, há a questão estrutural, cultural, as desigualdades sociais, etc. E entre tantos fatores inter-relacionados, estão os investimentos (públicos ou privados). Investimentos não só em Educação, mas em Saúde, Segurança, entre outras áreas que afetam a vida da criança em idade escolar.

Segundo o autor da postagem, o Brasil investe o suficiente em Educação, sendo assim, o problema não é a falta de recursos, mas a má aplicação deles. 

Para chegar a esta conclusão, ele se vale de um comparativo de quanto os países membros da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) investem na Educação em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), conforme imagem abaixo, a qual recortei a autoria, pois julgo, por questão de respeito,  não ser relevante expor a autoria do comentário que motivou este texto.



Primeiramente, é preciso destacar que nem mesmo a Educação Privada, que tem liberdade e autonomia para investir quantitativa e qualitativamente, não obteve resultados significativamente melhores. Portanto, não se trata apenas de mau uso dos recursos públicos a resposta simplista a esta questão.

Segundo, e mais importante, é que tal comparativo, utilizado por muitos como base de seus argumentos, e por isso acho importante contrapô-lo, tem um viés interpretativo. Comparar o investimento em relação ao PIB é esquecer que os EUA têm um PIB de 20 trilhões e o Brasil de 2 trilhões. Logo, mesmo que ambos os países investissem 6%, os EUA aplicariam 1 trilhão e 200 bilhões em Educação e o Brasil "apenas" 120 bilhões.

Resumindo, investimos menos que os "quebradinhos" do montante que os norte americanos investem e queremos resultados iguais ? E as outras questões influentes ? E as demais especificidades de cada país, de cada povo, de cada sistema de ensino ?

O lamentável é que na composição deste custo, ou melhor, do investimento em Educação, deveria estar a valorização dos professores e dos profissionais da educação. E não se resume em salários, mas em formação continuada, possibilidades de ascensão profissional, estímulos para produtividade, compensação por tempo de trabalho extra-jornada, etc.

Valorizar o professor incluiu investir nele, mas também requer respeito. Hoje, condições de trabalho são mais extenuantes, as escolas estão sobrecarregadas, há diversas e novas demandas para as escolas e seus profissionais atenderem. 

As instituições de ensino precisam contemplar em suas rotinas, além da grade curricular (que é um recorte do conhecimento considerado socialmente relevante) toda a série de problemas e questões sociais que são despejadas para dentro de seus muros. O Estado e seus órgãos, as políticas públicas e até mesmo as demandas da própria sociedade valem-se do acesso aos alunos e pais, da conveniência da estrutura e das pessoas disponíveis no espaço escolar e incumbem esta instituição de atribuições que ela é incapaz de manter sem se sobrecarregar ou sem prejudicar a sua função nobre, que é ensinar. Ou seja, faltam recursos para o ensino, mas ainda é necessário utilizar recursos para as escolas atenderem áreas subjacentes à educação.

Se os investimentos em educação fossem suficientes, não haveria, por exemplo, a necessidade das escolas solicitarem contribuições voluntárias e ainda "empreenderem", realizando festas, rifas, pasteladas, bazares, etc.. Seus profissionais e sua estrutura poderiam focar em atender aos alunos no que tange ao Ensino.

A escola no Brasil cumpre uma função muito maior do que ensinar, o que já um trabalho hercúleo, porém, na hora da cobrança, inclusive por parte da sociedade, isto não é considerado.

A observação como forma de entender o tempo e o clima

O QUE É TEMPO E O QUE É CLIMA ?

Visite também a postagem: Diferença entre clima e tempo neste blog.


Muitas vezes há uma confusão entre os significados dos termos TEMPO e CLIMA, sendo tratados como sinônimos, no que se refere às condições meteorológicas. Embora relacionados, tem significados distintos.


Conforme disponível no blog Vozes do Verbo (clique aqui para acessar o texto completo), o tempo refere-se ao estado momentâneo das condições atmosféricas que ocorre em um determinado local, podendo variar de maneira mais ou menos rápida. Basta observarmos que, pela manhã, o tempo pode estar ensolarado, a tarde nublado e a noite pode chover.

Para o CEMBA (Centro Estadual de Meteorologia da Bahia), o tempo é o "conjunto das condições atmosféricas e fenômenos meteorológicos que afetam a biosfera e a superfície terrestre em uma escala de tempo (cronológico) e em um determinado local." A temperatura, umidade (nebulosidade, nevoeiro, chuva) vento (e as diferenças de pressão) etc. formam o conjunto de parâmetros do tempo.

Não cabe nesse momento destacar 
e pormenorizar as diferenças entre os elementos e os fatores do clima, já que se trata de um conteúdo de séries escolares posteriores. Para quem quiser ter uma noção sobre essa questão, acesse o site uol, clicando aqui.

Para o Jornal do Tempo Uol, o  tempo se refere ao

O fim da estabilidade na ponta da caneta azul

http://www.cutbrasilia.org.br/site/2018/02/16/
a-mentira-do-combate-aos-privilegios-
na-reforma-da-previdencia/
Que as políticas neoliberais são orientadas para atender ao mercado, todos nós sabemos. Que o tal mercado nada mais é que uma abstração que personifica os donos do capital, também. E quando falamos em donos do capital, estão incluídos os mais diferentes agentes com poder político-econômico, como grandes empresários, inclusive sonegadores, especuladores, ruralistas e tantos outros, cujos tentáculos se enraízam na política.

Esta relação com a política é que lhes permite fazer com que o Estado seja uma entidade a serviço de seus interesses. Para os neoliberais, Estado ruim é aquele que atende ao social. Estado mínimo e necessário, é aquele que lhes garante o lucro sob a alegação de que isso gera eficiência, renda e trabalho .

O Estado é

Se somos todos trabalhadores, unamo-nos !


Frases de efeito, rasas e até preconceituosas, têm maior facilidade de se disseminar no tecido social e influenciar a opinião pública do que informações verdadeiras, porém, detalhadas, específicas ou relativas ao contexto, que exigem análise e ponderação. E é valendo deste expediente, talvez até antiético, que se pauta grande parte da estratégia político-partidária no Brasil.

https://www.humorpolitico.com.br/
genildo/o-poder-relativo/
Criam-se toda sorte de generalizações, constroem-se abstratamente figuras inexistentes no mundo real, surgem inimigos imaginários. E enquanto a população se distrai com temáticas ideológicas, debatendo os antagonismos como torcedores de futebol, questões mais importantes são deixadas de lado.

Neste universo de antagonismo, criam-se afirmações, até mesmo preconceituosas para simplificar e construir uma realidade ilusória: todo político é corrupto, todo obeso come demais, todo pobre é preguiçoso, todo rico lutou muito para ter o que possui, todo servidor é displicente...

A própria sociedade, talvez pela força do ego, pela necessidade de

Onde estão os desperdícios de recursos públicos ? Quem detém privilégios no Brasil ?



Que vivemos em um contexto social, político e econômico de crise, é inegável. A questão é que tais percalços são as justificativas para a classe política, para os meios de comunicação, para o setor produtivo, para os “comandantes” do mercado e tantos outros agentes de poder insistirem no discurso de que todos precisam fazer sua parcela de sacrifício. Mas onde está a parcela de sacrifício dos verdadeiramente privilegiados, condição pervertidamente atribuída aos trabalhadores, ultimamente, pelo simples fato de ter emprego !

Repetem para justificar suas reformas de que o Estado está inchado, especialmente de servidores, enquanto se esquece do peso da imensa classe política, com seus altos subsídios, penduricalhos e todo leque de indicados políticos.

Fala-se do peso dos tributos que sufocam empresários, mas se esquecem de falar que em geral eles apenas repassam o valor dos tributos embutidos nos preços e pagos efetivamente por toda sociedade, isso quando não acontecem casos de sonegação, cujos números nacionais são assustadores.

Atribui-se às empresas e entidades públicas os casos de corrupção, mas omitem o fato de que elas são, em regra, dirigidas pela classe política; esquecem que em cada caso noticiado pela mídia, não raro, estão envolvidos políticos e empresários. Enfim, que a corrupção está nos detentores do poder e não no Estado, elemento social criado justamente para atender à sociedade, mas utilizado erroneamente. Enfim, ataca-se o doente e não a doença.

E por fim, esquecem de todo contexto de desigualdade socioeconômica nacional, criticam benefícios sociais, atribuem ao trabalhador cada vez mais explorado e com menos segurança os problemas, enquanto a classe dominante (políticos e grupos que os financiam e influenciam) fortalece seus privilégios.

A quem este discurso atende ?

O fato é que esta crise é decorrência de

Proposta legislativa: redução da jornada de trabalho

Nesta postagem está o link para uma proposta que foi encaminhada à Câmara dos Deputados propondo a possibilidade de redução da jornada de trabalho dos servidores públicos que assim desejarem, com a respectiva redução proporcional do salário. Isso visando a aumentar a oferta de emprego (relevante especialmente em épocas recessivas), com a abertura de novos concursos, sem comprometer ou ampliar os gastos com pessoal, ao mesmo tempo, atendendo as demandas por uma melhor qualidade de vida do trabalhador. 

Tendo em vista a necessidade dos municípios conterem as despesas com pessoal, as quais estão próximas do limite prudencial determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal em muitos deles, bem como, considerando a necessidade que a administração apresenta de ter um número maior de servidores, especialmente nos setores diretamente incumbidos de realizarem o trabalho técnico concomitantemente ao atendimento ao público (a linha de frente e o cartão de visitas da administração pública), seria salutar a abertura de concursos para a contratação de mais pessoas. No entanto, sabe-se que a ampliação do número de pessoal é conflitante com a necessidade de contenção de gastos. 

Modernamente, a sociedade (composta também pelos servidores) se mostra preocupada e inclui neste contexto a busca pela qualidade de vida, pelo

Um convite à leitura do meu livro: Reflexões sobre os fatores que impactam no processo de precificação

Faça o download do material
Por que elaborar um livro ?

A elaboração do trabalho em pauta: "Reflexões sobre os fatores que impactam no processo de precificação" consistiu em literalmente colocar no papel um um objetivo que alimento há vários anos, de publicar algo que talvez possa contribuir com determinada problemática social e materializar uma temática que desenvolvi durante minha trajetória acadêmica e que tem significativo impacto na realidade empresarial. O impulso decorreu de considerar relevante compartilhar as idéias que desenvolvemos, sejam elas fruto das experiências pessoais, da visão particular de mundo, do arcabouço teórico e intelectual que alicerçamos com as experiências, leituras e com as pessoas com as quais interagimos ao longo dos anos...

Compartilhar ideias, se expressar, satisfazer o gosto por pensar, escrever e repensar, foi o que me levou a criar este blog simples, esteticamente falho, mas eficaz em cumprir o objetivo: expressar ideias. Da mesma forma, como meio de expressão, surgiu a ideia de desenvolver um livro. O foco foi no conteúdo e também na experiência de desenvolvê-lo integralmente.

Sendo assim, além da construção do

Diferença entre Clima e Tempo

Muitas vezes há uma confusão entre os significados dos termos tempo e clima, sendo tratados como sinônimos, no que se refere às condições meteorológicas. Embora relacionados, tem significados distintos. Segundo o site Mundo Educação, o tempo refere-se ao estado momentâneo que ocorre em um determinado local a partir do ar atmosférico que pode ocorrer de maneira lenta ou rápida. Ou seja, isso indica que ele pode variar com significativa rapidez. Basta observarmos que, pela manhã, o tempo pode estar nublado, a tarde ensolarada, e a noite pode chover.



Para o CEMBA (Centro Estadual de Meteorologia da Bahia), o tempo é o conjunto das condições atmosféricas e fenômenos meteorológicos que afetam a biosfera e a superfície terrestre em uma escala de tempo (cronológico) e em um determinado local. A temperatura, umidade (nebulosidade, nevoeiro, chuva) vento (e as diferenças de pressão) etc. formam o conjunto de parâmetros do tempo.


Não cabe nesse momento destacar e pormenorizar as diferenças entre os elementos e os fatores do clima. Para quem quiser ter uma noção sobre essa questão, acesse o site uol, clicando aqui. Só vale destacar que os elementos do clima são os atributos básicos que servem para definir o tipo climático de uma determinada região como a temperatura, a umidade e a pressão atmosférica. 

Por sua vez, os fatores climáticos são os responsáveis pelas características ou modificações dos elementos do clima e devem ser analisados em conjunto. Os principais fatores são a latitude, a altitude, a maritimidade (a distância de uma localidade em relação ao mar), as correntes marítimas e as massas de ar, além daqueles relacionados às atividades humanas.

Da mesma forma, para o Jornal do Tempo Uol, o  tempo se refere ao estado instantâneo da atmosfera a qualquer momento, incluindo temperatura, precipitação, pressão do ar, nebulosidade, etc. Sendo assim, a previsão de tempo é uma projeção para um futuro próximo (de algumas horas a até 15 dias) baseada em cálculos matemáticos chamados modelos numéricos.

O Clima, por sua vez,é o

O professor sempre está errado

https://www.soescola.com/2017/04/ninguem-leva-
mais-trabalho-pra-casa-que-o-professor.html

Percebemos que atualmente encontramos muitas coisas erradas no lado de dentro dos muros escolares.

A sociedade, como pagadora de impostos, tem o direito de expor estes fatos que comprometem a qualidade da educação.

Salienta-se que professores também pagam impostos, também fazem parte da sociedade e sofrem com atitudes que nada agregam na melhoria daquilo que é coletivo.

Vivemos um momento cujo discurso da moda é propalar aos quatro ventos que pagar impostos nos dá o direito de reclamar de tudo que é público. Afinal, reclamar é mais fácil do que fazermos a nossa parte para melhorar o atual estado das coisas. Que sociedade queremos? Como contribuímos para atingi-la? Reclamando?

Realmente, há muita coisa errada nas escolas. Não compartilho

O egocentrismo nos discursos políticos

www.sagradopenedo.com.br
Uma coisa que os políticos ou gestores públicos deveriam aprender sobre liderança, observando o exemplo de muitas empresas eficientes e de sucesso, é que não existe “EU fiz”, mas “NÓS fizemos”. 

Os resultados visíveis do trabalho dificilmente partem de ações isoladas, mas são consequências de um processo complexo, de um esforço coletivo e de um objetivo comum. Em uma empresa, parte-se da definição das necessidades dos clientes para que ela possa oferecer algo de valor a eles. 

Isso orienta o planejamento estratégico, tático e as ações operacionais. E não se encerra na entrega do produto, mas nos serviços de pós-venda, na verificação da satisfação do consumidor, na coleta de informações para melhorar todo o fluxo e retroalimentar o ciclo. Isso envolve pessoas em todos os diversos setores, em todos os níveis hierárquicos. Envolve, inclusive, pessoas

Fusos horários do Brasil

De acordo com a Lei 12.876, a partir do dia 10 de novembro de 2013 populações do Acre e parte do Amazonas voltam a conviver com duas horas a menos que Brasília, isto porque, anteriormente, o território brasileiro já era dividido em 4 fusos horários, passando a contar com 3 e retornando a ter 4 horários distintos.

Mas vamos entender como os horários são estabelecidos, suas decorrências e suas implicações ?


O movimento de rotação da Terra, ao receber a luz solar, produz a passagem dos dias e das noites, causando uma diferença de horário entre pontos da superfície terrestre posicionados a uma distância significativa um do outro, já que, a grosso modo, quando um hemisfério é iluminado pelo sol (dia), o outro não (noite). Para padronizar essa diferença foram criados os fusos horários

A padronização foi feita considerando-se que a Terra, vista de um dos pólos, é uma circunferência perfeita, com 360°. 


Os fusos horários, também denominados zonas horárias, foram estabelecidos através de uma convenção composta por representantes de 25 países em Washington, capital estadunidense, em 1884. Nessa ocasião foi elaborada a divisão do mundo em 24 fusos horários distintos.

Nosso planeta leva em torno de 24 horas (23 horas, 56 minutos e 4,09 segundos)  para dar uma volta completa ao redor do seu próprio eixo (movimento de rotação terrestre), sendo responsável pela variação diária na radiação solar, caracterizando os dias e as noites

Urbanização brasileira

Considerando que os conteúdos referentes à industrialização brasileiras foram trabalhados e já assimilados pelos alunos, é possível, a partir das relações existentes entre as duas temáticas, adentrar no processo de urbanização brasileira.

Considerando que a "ocupação" do território brasileiro pelos portugueses (e posteriormente por outros países europeus) se deu, historicamente, a partir do litoral, onde também se desenvolveu a cultura da cana de açúcar, e com ela a implantação dos engenhos e outras infraestruturas, é um marco adequado para iniciar a explicação desse processo histórico.

Com a abertura de novas possibilidades de exploração econômica, a ocupação foi se ampliando no sentido leste-oeste. A exploração do ouro também contribuiu para a ocupação do interior do Brasil. Muitas cidades em Minas Gerais, por exemplo, são frutos desse processo. No Paraná, Paranaguá também se desenvolveu nessa forma. A exploração da borracha também abriu corredores no norte do país.

Merece destaque, entretanto, a cultura cafeeira no sudeste. A qual proporcionou as bases para o processo de industrialização, como visto anteriormente no capítulo sobre industrialização.

Desta forma, a partir de 1930, a industrialização ganhou impulso, atraindo um grande contingente de pessoas da área rural para a cidade, constituindo-se em uma fase de forte êxodo rural.

Como a substituição das importações e com o fortalecimento do mercado interno, ampliou-se o consumo, entretanto, necessitava-se ainda de fortalecer as indústrias de base para acompanhar este processo. Neste período, o governo proporcionou  uma série de incentivos para a industrialização. Houve a criação da Companhia Siderúrgica Nacional, da Petrobrás, en
tre outras.

O Brasil passava então de agroexportador para predominantemente industrializado.

Este contexto contribuiu para um intenso fluxo migratório, já que havia maior oferta de trabalho nas fábricas, a mecanização da agricultura liberava mão de obra e acentuava-se o processo de concentração fundiária.

Assim, além das razões econômicas e sociais, o ambiente urbano exercia...

Agropecuária no Brasil e no Mundo: Revolução verde e êxodo rural

Revolução Verde

A Revolução Verde ocorreu a partir da década de 1960, baseada no incremento tecnológico visando a produção em grande escala. Consistiu no desenvolvimento biotecnológico para gerar uma variedade maior de cereais. Nesse período iniciou também a utilização de fertilizantes para um melhor rendimento dos vegetais.

A intenção primordial no aumento de oferta de alimentos era de combater a fome. Partia-se do pressuposto de que com uma grande produção de alimentos seria possível amenizar a problemática da fome, sem considerar, entretanto, de forma plena, a questão da distribuição dos recursos. A Revolução Verde não conseguiu eliminar o problema da fome, apesar de ter diminuído o problema em países Asiáticos. 


A Revolução Verde favoreceu o aumento da produção, mas por outro lado provocou uma aceleração da desigualdade fundiária, as grandes propriedades rurais possuíam recursos financeiros para se modernizar e acompanhar as novas técnicas e tecnologias, já as pequenas propriedades se encontravam excluídas do processo de modernização, em razão da falta de apoio financeiro e técnico. Muitas vezes ocorre com esses pequenos proprietários a expropriação.


Na visão ambiental, o desenvolvimento da agropecuária tem provocado ao longo das ultimas décadas profundas alterações no meio ambiente, como o empobrecimento e perda de toneladas de solo, poluição, surgimento de erosões, poluição dos mananciais provocada por agrotóxico, criação de novas áreas de cultivo com derrubadas da cobertura vegetal natural e uma série de graves problemas ecológicos decorrente da prática da agricultura moderna. 


O êxodo rural é uma modalidade de migração caracterizada pelo deslocamento de uma população da zona rural em direção às cidades, é um fenômeno que ocorre em escala mundial.

O desencadeamento do êxodo rural é consequência, entre outros fatores, da implantação de relações capitalistas modernas na produção agropecuária, onde o modelo econômico privilegia os grandes latifundiários e a intensa mecanização das atividades rurais expulsa os pequenos produtores do campo. O intenso processo de mecanização das atividades agrícolas tem substituído a mão de obra humana. Os pequenos produtores que não conseguem mecanizar sua produção têm baixo rendimento de produtividade, o que os coloca em desvantagem no mercado. O êxodo rural provoca, na maioria das vezes, problemas sociais. Cidades que recebem grande quantidade

Educação vem de casa ?

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Tem vindo à tona, talvez por influência do período eleitoral, a discussão e a proposição da possibilidade do ensino domiciliar, denominada em alguns países de homeschooling
Comumente, aqueles que apontam determinadas soluções, a tratam como sendo a ideal, tendem a adotar uma perspectiva particular, sem considerar a complexa realidade que o circunda, sem levar em conta a diversidade de pessoas e grupos que tal medida poderá afetar, muito menos os efeitos dispersos  em outras áreas da realidade social, econômica, cultural, etc.

Em uma sociedade cada vez mais complexa e contraditória, educar ou ensinar - até mesmo a diferença entre estes dois conceitos geram suas polêmicas particulares - em casa tem suas

Paisagem Geográfica

PAISAGEM GEOGRÁFICA

Comumente, as pessoas denominam de paisagem o que elas observam como algo bonito, agradável, bucólico, etc. Por exemplo, uma bela cachoeira em uma mata, uma linda praia. Entretanto, para a Geografia, o conceito de paisagem vai além de um belo panorama natural. Para Milton Santos (1998) apud Aoki (2006)  “tudo aquilo que nós vemos, o que a nossa visão alcança, é a paisagem (...) Não apenas formada de volumes, mas também de cores, movimentos, odores, sons, etc.”

A própria descrição de Santos, no entanto, nos permite ir além dos elementos visíveis. Boligian (2004) diz que a paisagem é tudo o que está presente em determinada extensão do espaço terrestre e que pode ser abarcado pelos nossos sentidos (não somente a visão), mas abrangendo também elementos não visíveis, como ruídos, odores, sensação térmica, etc. compreendendo não somente elementos estáticos, mas a dinâmica que dá vida e especificidade a determinado lugar.

Fonte: http://radionajua.com.br
Dessa forma, as paisagens variam de um lugar para outro, pois elas são formadas de elementos diferentes. A paisagem urbana, por exemplo, terá diferenças em relação à paisagem rural. E estas diferenças decorrem de fatores naturais, mas também da relação entre a sociedade e a natureza.  Portanto, a paisagem revela como dada sociedade desenvolve suas atividades, como as pessoas se relacionam entre si e com a natureza. Ou seja, expressa a dinâmica e a interação tanto entre os elementos humanos e sociais com os elementos naturais e as interações destes elementos entre si.

Além das diferenças concretas e objetivas existentes entre as diferentes paisagens, e da variedade de elementos que as compõem, cuja combinação colabora para que cada paisagem seja única, existe também a...

Homenagem ao aniversário de Rebouças - PR

Enquanto no Uruguai, em 1930,  ocorreu a primeira Copa do Mundo,
Em 21 de setembro quem ganhou a taça foi o povo de um lugar fecundo.
Neste dia, ocorreu a instalação de Rebouças, amado município.
Tudo se iniciou no Butiazal, tomaremos este marco como princípio.

Mas com o progresso, impulsionado pela erva-mate, madeira e ferrovia,
Às margens dos trilhos frios um distrito se erguia.
Ao Engenheiro Antônio Rebouças uma justa homenagem declarada,
Reconhecimento de sua importância e dos legados de sua empreitada.

Imagem: familiareboucas.com.br
Em Rebouças, como pequena cidade do interior, todos se conhecem,
Percalços às vezes surgem, é a vida, mas as amizades permanecem.
Imigrante europeu, indígena, oriental, africano, todos irmanados,
Terra de acolhida sempre

O velho matadouro municipal de Rebouças - PR

O crescimento e modernização da cidade, a expansão dos bairros e a construção do Fórum Eleitoral foram fatores que trouxeram, juntamente com o investimento na revitalização, uma nova estética à Praça do Expedicionário, localizada próxima ao Ginásio de Esportes Camilão, em Rebouças – PR.


Apesar das melhorias e das mudanças, às vezes, na correria do dia a dia, com os deslocamentos realizados preponderantemente de veículo, não percebemos a cidade e não nos damos conta da atratividade de seus espaços de vivência.

No meio dessa paisagem urbana que de forma distraída e apressada desconsideramos e nem sempre usufruímos, está o velho esqueleto do matadouro municipal. Uma construção antiga, parte da história do desenvolvimento da cidade, agora abandonado, trazendo, de uma forma ou de outra, uma determinada impressão  para quem eventualmente o observa e o questiona. Uma arquitetura interessante, histórica, um espaço disponível para ser utilizado.

O matadouro é uma