Parque do Monge João Maria, em Rebouças, espaço de conscientização ambiental e saberes tradicionais

A dinâmica caótica, urbana e estressante da vida moderna trouxe e naturalizou nas relações sociais as visões de vida mais frias, individualistas, mediadas pela tecnologia. 

Foto do parque do Monge João Maria, em Rebouças
Hoje, pais e mães trabalham o dia todo, estendendo muitas vezes as jornadas para além de 08 horas diárias, dedicando sábados e domingos ao trabalho. As crianças, obrigatoriamente são encaminhadas às escolas aos 4 anos, porém, muito antes disso, por necessidade, muitos dos pais procuram Centros de Educação Infantil, onde as deixam o dia todo.

Após o expediente laboral, além das rotinas domésticas, do cuidado com a família e consigo, o trabalhador em regra precisa dedicar novamente tempo para o trabalho, ou seja, para se manter apto, qualificado, atraente para o mercado que descarta sem dó, fazendo cursos e atualizações, isto quando não precisa resolver questões trabalhistas fora do horário de expediente ou fica de sobreaviso.

O que resta para o lazer, para o descanso físico ? E me restrinjo ao descanso físico, porque o descanso mental é ainda uma questão mais delicada ante diversas preocupações e pressões que paulatinamente fomos aceitando como natural, como sinônimo de eficiência e de produtividade na busca pelo suposto crescimento meritocrático.

A falta de tempo tornou-se o mantra predominante. Os períodos de contemplação, descanso, lazer e de crescimento individual e espiritual, dentro de uma lógica produtivista, passaram a

Lei de Terras e Lei do Boi: Só há ataque aos auxílios e cotas sociais quando beneficiam os pobres?

Uma das características marcantes do Sul do Brasil é a forte presença da imigração europeia e, no meio rural, ainda hoje, há predominância das pequenas propriedades rurais. A policultura também teve destaque no desenvolvimento, embora hoje o êxodo rural e a urbanização tenham ganhado força.

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Historicamente, isso não ocorreu por acaso. Além do clima, solo, e de traços culturais dos imigrantes que aqui chegaram, houve política pública com esta intencionalidade. 

Terras foram doadas a imigrantes europeus como estratégia de colonização, ocupação territorial e fortalecimento econômico, sendo posteriormente divididas entre herdeiros, perpetuando a posse até a atualidade e dando destaque a muitos sobrenomes hoje conhecidos.

Na prática, tratou-se de uma das primeiras grandes políticas sociais do país, porque não dizer, assistencialista. Entretanto, ao contrário da atualidade, onde programas sociais de distribuição de renda, muito menos generosos, são atacados, não há uma crítica amplamente discutida a respeito da questão das terras. 

Tratou-se de uma transferência patrimonial direta, garantida pelo