Mostrando postagens com marcador 1) Administração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1) Administração. Mostrar todas as postagens

Meu 2º livro: Vozes do Verbo - um álbum de opiniões sobre tópicos regionais

O livro “Vozes do Verbo: um álbum de reflexões e opiniões sobre tópicos regionais” é o segundo livro lançado pelo autor, Haroldo José Andrade Mathias. O primeiro deles: “Fatores que impactam no processo de precificação” ( clique aqui para acessar a versão em PDF ou aqui para acessar o Flipbook) tratou de uma temática empresarial, e embora voltado para esta área, permeou entre os conceitos técnicos uma análise crítica e social sobre o papel empresarial, trazendo pontos de vista e um convite à reflexão sobre a função social das atividades produtivas.

O atual livro também manteve essa perspectiva de análise crítica, porém com um conteúdo mais abrangente. Este leque facilitou e praticamente impôs a necessidade de uma apreciação crítica e sistêmica dos fatos, na busca de uma visão dialética de tantos elementos distintos que se contrapõem e formam nosso contexto de vida.

Uma característica comum em ambos os livros é o fato de serem preparados em todas as suas etapas pelo próprio autor. Todo processo de escrita, de elaboração ou disposição dos elementos gráficos, revisão textual, diagramação, etc. foram feitos pelo próprio autor.

Embora neste processo amador, de busca de informações para solucionar as dúvidas, da falta de recursos técnicos ou profissionais, possam ficar falhas, o importante está além do resultado material, mas no aprendizado ocorrido neste processo de cumprir todas as etapas de produção.

Visando a máxima redução de custos, pois todas as despesas foram arcadas pelo autor, sem qualquer forma de financiamento ou patrocínio, poucos exemplares impressos serão produzidos. Porém, valendo-se dos recursos digitais disponíveis e acessíveis atualmente, se fará também gratuitamente a distribuição do material

Um convite à leitura do meu 1º livro: Reflexões sobre os fatores que impactam no processo de precificação

Por que elaborar um livro ?

Faça o download do material
ou
Clique aqui e acesse o Flipbook
A elaboração do trabalho em pauta: "Reflexões sobre os fatores que impactam no processo de precificação" consistiu em literalmente colocar no papel um um objetivo que alimento há vários anos, de publicar algo que talvez possa contribuir com determinada problemática social e materializar uma temática que desenvolvi durante minha trajetória acadêmica e que tem significativo impacto na realidade empresarial. O impulso decorreu de considerar relevante compartilhar as ideias que desenvolvemos, sejam elas fruto das experiências pessoais, da visão particular de mundo, do arcabouço teórico e intelectual que alicerçamos com as experiências, leituras e com as pessoas com as quais interagimos ao longo dos anos...

Compartilhar ideias, se expressar, satisfazer o gosto por pensar, escrever e repensar, foi o que me levou a criar este blog simples, esteticamente falho, mas eficaz em cumprir o objetivo: expressar ideias. Da mesma forma, como meio

Construção Social da Contabilidade – das bases Histórico-Geográficas à Teoria Geral de Sistemas

RESUMO

Essa abordagem teórica não objetiva apontar os aspectos epistemológicos da Contabilidade, mas a dinâmica de adequação desta ciência na satisfação das necessidades de seus usuários no específico contexto socioeconômico e cultural de cada época e lugar, tratando-a como um processo histórico e geograficamente construído. Posteriormente, aborda-se o conceito e as características da informação gerencial, em  uma perspectiva baseada na Teoria Geral de Sistemas, condizente com a rapidez, volatilidade e integração do atual contexto empresarial.

Palavras-chave: Contabilidade, origens, informação, adaptação, necessidades.

O texto completo foi publicado na Revista P@rtes e pode ser acessado clicando aqui.


BASES HISTÓRICAS DA CONTABILIDADE

viviadm.blogspot.com
Como uma das formas de delinear a evolução histórica da Contabilidade, Beuren (2003) citando vários autores, tais como Melis, Van Breda e Hendriksen, define a cronologia da Contabilidade em quatro fases: Contabilidade no mundo antigo, Contabilidade no mundo medieval, Contabilidade no mundo moderno e Contabilidade no mundo contemporâneo.

A Contabilidade no mundo antigo abrange desde os primórdios da história até por volta do ano de 1200 d.C. Conforme observa Iudícibus e Marion (1999, apud Beuren 2003, p.23) “a Contabilidade surgiu para atender a necessidade de avaliar a riqueza do homem [...] em uma época que ainda não existiam números, escrita ou moeda.”

O início da história da Contabilidade tem um passado remoto, que se iniciou com a própria história da civilização. De acordo com Sá (1961, p. 21), a história da Contabilidade está “presa às primeiras manifestações humanas da necessidade social de proteção à posse e de perpetuação e de interpretação dos fatos ocorridos”.

www.historiamais.com
Porém, foi na Suméria que a Contabilidade teve um significativo desenvolvimento de seus métodos, sendo por isso, segundo Sá (1961), considerada o berço da escrituração contábil. 

Figueiredo (2004) cita que o desenvolvimento do papiro e do cálamo no Egito antigo facilitou o registro de informações sobre negócios. E foi por meio da utilização de registros, que o homem teve condições de conhecer e antever as suas reais necessidades de consumo e de produção. Ou seja, a capacidade do homem de planejara suas atividades, antevendo e se preparando para situações, carrega em si as causas e as conseqüências do seu próprio desenvolvimento enquanto ser humano e conseqüentemente, afetando as

Resumo da História da Contabilidade

A afirmação de Silva e Moura (2003, p. 03) “compreender e identificar os fatos passados é um marco para o entendimento do presente, e com maior segurança projetar idéias futuras” alerta para duas questões importantes.

A primeira destaca que é preciso conhecer a origem da Contabilidade e os fatores ligados a sua evolução para possibilitar que meios mais adequados de atender as necessidades atuais sejam elaborados.
A segunda questão alerta, mesmo que indiretamente, para a importância das informações contábeis como uma forma de conhecimento da identidade empresarial, sua evolução, seu estado presente e perceber para onde ela caminha.

Essa abordagem histórica não objetiva apontar de forma completa a evolução da Contabilidade como ciência, apontando as suas origens, bases e escolas, mas visa enfocar a adequação e resposta da Contabilidade para necessidades práticas de informação e de gestão.

Isso demonstra a sua evolução e resposta às necessidades de seus usuários e a sua adequação ao contexto sócio-econômico de cada época, cujos aspectos são mais condizentes com os objetivos deste trabalho.

Como orientação da evolução histórica da Contabilidade, Beuren (2003) citando vários autores, tais como Melis, Van Breda e Hendriksen, define a cronologia da Contabilidade em quatro fases:

Empreendedor: um conceito ideológico e enganador?

Nos últimos anos, tornou-se comum ouvir que “todos são empreendedores”. Do motorista de aplicativo ao vendedor ambulante, do microempreendedor individual ao trabalhador que presta serviços por demanda, a revendedora de cosmético, quem vende doces no sinal, etc. Todos passaram a carregar o título que, por muito tempo, foi reservado aos grandes capitalistas.

Trabalhadores informais e o mito do empreendedorismo

Não estamos discutindo a importância, valor ou nobreza do trabalho. A questão é o termo para designar estes trabalhadores, o qual passou por uma mudança.

Mas essa transformação semântica não é neutra. Pelo contrário, é um dos maiores golpes ideológicos contra a consciência de classe no mundo contemporâneo.

O economista Joseph Schumpeter, considerado um dos expoentes do liberalismo no século XX, já deixava claro em sua obra Capitalismo, Socialismo e Democracia (1942) que o empreendedor era aquele que assumia riscos por meio da aplicação de capital. Em outras palavras, para Schumpeter, o empreendedor não era o trabalhador autônomo que luta para sobreviver, mas sim o capitalista que detinha os meios de produção e a capacidade de investir.

No entanto, no discurso contemporâneo

A ocupação residencial das beiras de rios e fundos de vales urbanos e a destruição das matas ciliares

Sabe-se que a taxa de urbanização no Brasil cresceu muito nos últimos anos. O êxodo rural e suas causas, mudanças demográficas, disponibilidade de serviços, de lazer, oferta de trabalho, de oportunidades, entre diversos outros fatores relacionados exerceram forte impacto na atração de pessoas para as áreas urbanas.

Por volta de 1970 houve a chamada transição demográfica, quando a maioria da população deixou de viver na área rural e passou a habitar nas áreas urbanas.

Porém, as áreas urbanas não estavam preparadas para atender ao crescente número de famílias e habitações, especialmente as áreas periféricas, em geral carentes de planejamento e infraestrutura. Muitas se formaram, inclusive, decorrentes de ocupações irregulares ou em áreas de risco.

A consciência ecológica também não era tão vívida e os reflexos negativos do mau uso dos recursos naturais não eram tão evidentes.

Enfim, o processo histórico da época permitiu que

A inteligência artificial e a palavra escrita: a delegação da essência humana às máquinas ?

Nos últimos anos, a ascensão das inteligências artificiais (I.A.) na produção textual tem levantado debates profundos sobre a essência da escrita e o papel do autor no mundo contemporâneo. Já não se trata apenas de um avanço tecnológico, mas de uma transformação que desafia a própria noção de autoria e autenticidade.

Em meio a esse cenário, surge um questionamento inevitável: até que ponto um texto gerado por I.A. pode representar o pensamento, a emoção e a identidade de quem escreve, ou mais, retratar a concepção subjetiva sobre os fenômenos, sobretudo sociais e humanos?

A escrita sempre foi mais do que um simples arranjo de palavras. Ela é uma forma de expressão, um meio pelo qual um autor se comunica com o mundo, organiza seu pensamento e deixa sua marca.

A história está repleta de escritores que transformaram a sociedade com suas ideias, não por causa (somente) da coerência e gramática impecável de seus textos, mas pelo modo como suas palavras refletiam suas experiências, angústias e visões de mundo. Com retratavam criticamente, às vezes de forma explícita, outras vezes, nas entrelinhas, as questões sociais, as injustiças, faziam resistência às opressões, expressavam seu amor, seus valores, seu eu. A inteligência artificial, por mais sofisticada que seja, carece desse elemento humano fundamental: a subjetividade.

É certo que a I.A. pode ser uma ferramenta útil, especialmente no jornalismo e no marketing, onde há a necessidade de produzir conteúdos rápidos e objetivos. Muitos veículos de comunicação já utilizam

Espacialização do Sistema Financeiro e o Lucro dos Bancos

www.seebgaranhuns.com.br
Que os bancos apresentam lucros exorbitantes, todo mundo sabe. Mas poucos refletem como isso acontece e como a sociedade contribui para esta extrema lucratividade. Obviamente, isso é uma questão complexa, passando por estratégias territoriais, estratégias legais, macroeconômicas, influenciando e sendo influenciada por questões sociais, como o consumo, emprego e renda, tecnologia da informação, até pelos hábitos culturais (povo mais ou menos poupador ou mais ou menos consumidor). 

Como é impossível tratar de todo esse emaranhado conceitual em um único texto, buscar-se-á enfatizar a questão da lucratividade bancária através da captação de recursos da sociedade e seu posterior empréstimo, com a diferença da taxa de juros entre estas operações gerando simplificadamente o spread bancário.


Só para dar uma noção da lucratividade do bancos, o site Globo.com. destaca que “a soma do lucro registrado por quatro bancos brasileiros em 2013, que chegou a cerca de US$ 20,5 bilhões, é maior que o Produto Interno Bruto (PIB) estimado de 83 países no mesmo ano, segundo levantamento feito com base em dados do Fundo Monetário Internacional”.

www.spbancarios.com.br


O site da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Paraná (http://www.feebpr.org.br) também traz alguns dados, tabelados e apresentados a seguir, referentes ao ano de 2012:


Obviamente, o sistema financeiro se utiliza de muitas formas para lucrar. As estratégias são diversas, abrangendo desde a

O que é a era da informação ?

Muitos dizem que vivemos na era da informação, que navegamos na Terceira Onda de Tofler (que por sinal, já vê o prenúncio da uma quarta onda), ou seja, a onda da informação, que seguiu as ondas agrícola e industrial.

Autores como Malone, Drucker, Levy, entre outros, dizem que os clássicos fatores de produção estão perdendo seu status para o capital intelectual e para a informação.

Mas no campo empresarial, especificamente, como pode ser descrita a informação ?

A informação pode ser entendida como um dos recursos dos quais a empresa dispõe e utiliza (ou necessita) para a consecução de seus objetivos. De forma genérica, informar significa comunicar algo a alguém.

Existe uma clássica distinção entre dados e informações. Oliveira (1993, p.34) define dado como sendo “qualquer elemento identificado em sua forma bruta que por si só não conduz a uma compreensão de determinado fato ou situação.”

A informação, por sua vez, é mais estruturada. É definida como sendo “o dado trabalhado que permite ao executivo tomar decisões” (OLIVEIRA, 1993. p.34)

Cassarro (2003, p.35) corrobora afirmando que

Atendimento e fidelização dos clientes

EXCELÊNCIA NO ATENDIMENTO: ESTRATÉGIA PARA A SATISFAÇÃO E FIDELIZAÇÃO  DOS CLIENTES

avaliacaodeempresa.com.br
É grande o número de empresas que investe tempo e recursos para verificar a participação de mercado, a produtividade, os índices de liquidez, rentabilidade, de giro do ativo, etc. Capacitam funcionários para operar equipamentos sofisticados, operar sistemas informacionais complexos, estudam rigorosas fórmulas matemáticas  e estatísticas para a concessão de crédito. Investem em lay-outs modernos, no uniforme dos atendentes.

Outras empresas gastam fortunas em estudos e campanhas de marketing, alterando fachadas, elaborando propagandas enfatizando o preço baixo ou informando sobre promoções. Além disso, gastam suas receitas para dizer ao cliente que ele é o rei, mas quando este visita a loja, percebe uma grande diferença entre o discurso e a prática.
Isso pode ocorrer onde às empresas desconhecem o que realmente influencia na satisfação de seus clientes quando estes buscam algum produto ou serviço de que necessitem.

Para haver uma interação positiva entre o cliente e a loja ou prestadora de serviços é necessário que estas ofereçam algo que o cliente necessite, que satisfaça alguma de suas necessidades.
criareconhecer.blogspot.com
Entretanto, as coisas não são tão simples. A questão pode ser visualizada sob diversas faces do mesmo prisma. Por exemplo, o cliente não compra uma blusa simplesmente porque sente frio. Ele vai à loja para comprar sua elegância, seu status, sua apreciação pública. Vai ao posto de combustível (especialmente na área urbana onde há opções) onde ele e seu carro são valorizados, onde há preço atrativo, mas também atendimento de qualidade.
Mas o que diferencia as interações que o cliente descreveria como excelentes e aquelas descritas como insatisfatórias ou mesmo péssimas?  Mesmo porque, no atual contexto competitivo, há muitas lojas, médicos, postos, etc. Cada um competindo com o outro concorrente e até com segmentos diferentes ou substitutos, afinal, o dinheiro é escasso e as necessidades ilimitadas. E por isso, a importância não só de realizar uma venda, mas de

Precisamos desenvolver habilidades profissionais ou humanas ?

          Não há o que se discutir ou discorrer. O fato é que a vida mudou vertiginosamente nos últimos anos, e cada vez mais, as mudanças são intensas e rápidas. Em outras palavras, ocorrem de forma exponencial.

E uma das raízes de tudo isso é a tecnologia. Ela altera as relações sociais, os hábitos de vida, a saúde (e a medicina), os hábitos de consumo, reduz preços ao ampliar a produtividade (e a exploração e o controle do trabalhador), e como não poderia ser diferente, impacta nas relações humanas e trabalhistas.

          As relações empregatícias conhecidas por nós, nascidos nos anos de 1980 ou talvez até 1990, não subsistem mais. E estas mudanças e esta “flexibilização” (precarização ou uberização) tendem a se aprofundar. Empregos e profissões deixarão de existir, embora outras atividades surgirão; porém, a forma de realizá-las será diferente.

O saber operacional e até mesmo o saber técnico vêm perdendo campo enquanto as habilidades humanas, chamadas de softskills, vêm ampliando ou retomando sua importância. Não se pode pensar, porém, que esta mudança de paradigma tem como plano de fundo a maior valorização do ser humano, ou um mero efeito da aplicação do conhecimento tecnológico, mas visa, ainda, a ampliação da reprodução do capital e de suas relações que permeiam todos os campos sociais.

Se por um lado, o “pôr a mão na massa” vem sendo substituído por máquinas, robôs, sistemas de inteligência artificial, algumas habilidades e competências retomam seu destaque. Liderança, comunicação, resolutividade, criatividade, iniciativa, inteligência emocional e aprendizado constante são cada vez mais necessárias.

Diversos livros, artigos em revistas, vídeos na internet trazem algumas destas habilidades indispensáveis não só para se

Órgãos públicos e entidades: entenda a diferença com o exemplo das APMFs

Você sabia que as escolas públicas, em regra,  não tem CNPJ ? Que somente as entidades, como o município, tem personalidade jurídica, e portanto CNPJ, sendo capazes de adquirir direitos e obrigações ? Você sabia que a APMF, por sua vez, tem personalidade jurídica, mas não se confunde com a escola. Estamos tratando das escolas públicas. Se falássemos de escolas particulares, estas sim tem CNPJ e não são órgãos, mas entidades.

O presente texto apresenta uma  elucidação a respeito dos conceitos “entidade pública” e “órgão público”. Tratar ambos os conceitos como sinônimos gera algumas distorções de ordem prática, mas principalmente, de ordem legal, que vale a pena distinguir.

A principal diferença reside na

A crescente exigência pela qualificação profissional

pt.testsworld.net
O governo sempre divulga os números da contratação de pessoas, nunca de demissões. Há uma sobre de pessoas qualificadas em busca de uma oportunidade, enquanto um número ainda maior se prepara para entrar na disputa. Quem lucra com todo esse contexto ?

       
São divulgados pelo governo, em um grande esforço publicitário, os astronômicos números de empregos gerados em determinado período. Por outro lado, poucas fontes informam as estatísticas sobre o número de demissões que ocorreram no mesmo período, as quais podem tornar irrisórios os números de contratações. Também é comum nos depararmos com a informação de que sobram vagas em determinados campos de trabalho, que a oferta de empregos cresceu. Porém, deve-se ter em mente que é necessário que o trabalhador esteja capacitado para concorrer a essas vagas (concorrer e não assumir).


        Nesse discurso, atribui-se a responsabilidade sobre a condição de empregabilidade ao próprio trabalhador, o qual deve ter um complexo conjunto de competências e ainda bancar, não só com recursos financeiros, mas com seu tempo cada vez mais escasso, uma seqüência infindável de aprimoramentos. A justificativa apontada para isso é o fato de estarmos na era do conhecimento. Hoje, folhando revistas ou livros relacionados à área empresarial, encontramos a explicação de que o conceito de que o trabalhador como mão-de-obra está obsoleto; hoje se fala em colaboradores, em parceiros, em capital intelectual, em trabalhadores do conhecimento...

       E para elevar a importância desse colaborador nas empresas, acrescenta-se que a informação e o conhecimento são os principais recursos das empresas, superando, inclusive, na visão de muitos autores, o próprio capital. Assim, os empregadores exigem desse trabalhador ou desse capital intelectual empregado, o retorno do investimento. Espera-se produtividade, se estabelece metas arrojadas com a justificativa inclusive de ser um fator motivacional, as quais devem ser cumpridas com a máxima agilidade e qualidade.

       A necessidade de produzir com menor custo é imperativa para que as empresas enfrentem o competitivo mercado no qual todas operam e cabe ao trabalhador proporcionar o sucesso dessa empresa através de sua dedicação e de seu desempenho em suas diversas atribuições. Entre outras exigências, surge a necessidade de se fazer longas jornadas de trabalho, em alguns casos através da remuneração das horas extras, mas na maioria há a ?opção? pelo banco de horas, descontando naquelas épocas que a empresa não está produzindo com toda a capacidade, contribuindo assim para evitar demissões. Isso quando não se leva espontaneamente o trabalho para casa.

      Além das exigências profissionais, o empregado não pode deixar de lado sua qualidade de vida, cuidando de sua saúde, convivendo harmoniosamente com sua família, para que o desgaste físico e emocional não afete seu desempenho profissional. É fundamental também que o funcionário, em nome da empresa, se possível, esteja engajado em trabalhos voluntários, repassando à sociedade uma visão politicamente correta com relação à organização.

         Enfim, se no período Taylorista a excessiva especialização do funcionário era desmotivante e criticada, hoje exige-se para desempenhar as tarefas dezenas de habilidades e competências, algumas até contraditórias, como a visão crítica, a assertividade e a negociação em contraste com o conformismo com o salário, com a segurança e com o reconhecimento recebido por todo esse comprometimento.

         Falando em salário, na própria CF em seu artigo 6º consta que ele deveria ser suficiente para atender todas as necessidades básicas de uma família, inclusive lazer e educação, o que é praticamente impossível com R$ 415,00 mensais . E no que se refere à remuneração, apesar das exigências por qualificação e da substituição da mão-de-obra menos qualificada, a média regional não ultrapassa os R$ 800,00. Ainda querem o fim do 13º salário por ser oneroso demais para as empresas e uma flexibilização das leis trabalhistas, como ocorreu em outros países enfaticamente chamados de ?desenvolvidos?. A exceção é de que aqui não se pretende assegurar a proteção e os direitos mínimos como lá.

           No que se refere às qualificações, o trabalhador, por exemplo, não aprende idiomas para viajar, o que é impossível com seu salário, mas para aprender a operar os equipamentos de milhares de dólares que ele utiliza e que contrastam com seu salário. A formação hoje não é intelectual, mas profissional. Estuda-se para atender o mercado de trabalho, e toda essa qualificação custa uma parcela do próprio salário do empregado. Lembrando ainda que a formação dos trabalhadores é arcada pela própria sociedade, pois a maioria estudou ou estuda em escolas/universidades públicas.

         Essa busca frenética por qualificação forma um excedente de profissionais qualificados que ficam na reserva, contribuindo para que a lei de mercado seja aplicada às relações trabalhistas. Isso sem mencionar outras alternativas de substituição de mão-de-obra visando a redução de custos, como a contratação de estagiários, de empresas terceirizadas, da automação, etc. A grande maioria dos colaboradores (e da sociedade) devem se sentir explorados, pois como dizia Marx, só o trabalho gera riqueza. Pena que não gera para quem trabalha.

         Cabe aos interessados transformar essa realidade, ou ficar à mercê das decisões de políticos com interesses nada sociais, que ao invés de tentarem amenizar essa tendência global, ainda vão de encontro aos interesses dos que mais precisam de proteção: os trabalhadores.

Publicado no Jornal Folha de Irati, de 20 de junho de 2008.

A concepção de qualidade no serviço público

O Estado-burguês

É comum - e tudo que se banaliza geralmente se generaliza e se repete sem a devida análise de seu significado - ouvirmos pessoas criticando os serviços públicos. E isto se tornou mais evidente no atual momento político, marcado pelo descontentamento social, pela evidenciação dos casos de corrupção, etc.


Este contexto fortalece o retorno de uma onda reacionária, elitista e privatista que enfatiza, com base em pressupostos incoerentes com os objetivos do serviços públicos, a busca pela qualidade e pela eficiência, focando na redução de custos, mas afastando a preocupação com a finalidade social que o Estado deve atender e com as condições de trabalho. Isso se confirma ao citar que justamente em um contexto político neoliberal, a EC 19 elevou a eficiência ao status de princípio constitucional.

Os críticos esquecem que tal comparação desconsidera convenientemente uma premissa elementar sob a qual repousa todas as distinções entre o setor público e o privado. O setor público tem como objetivo atender às necessidades sociais. O gestor não detém a disponibilidade da coisa pública, portanto, o fim mediato de qualquer ação é o interesse público, não a eficiência como meio para a lucratividade. 

O setor privado tem como foco de todas as suas ações o lucro. Qualquer ação, qualquer estratégia de marketing, qualquer melhoria no produto, no atendimento ao cliente, na redução de custos, visa a garantir o lucro. Até mesmo quando uma empresa realiza alguma ação de responsabilidade social, o faz para melhorar sua imagem, angariar clientes, e finalmente, elevar suas receitas e seu lucro.


Não obstante esta diferença, verifica-se que algumas correntes ideológicas estão alçando o  Estado a mero instrumento a serviço do capital. 

O uso do Estado e os casos de corrupção escancarados que não se resumem a este ou aquele partido ou ideologia (embora impere nos discursos políticos um maniqueísmo movido pela paixão que se compara a um debate de torcedores de time futebol em um boteco), contribuíram para a sociedade, talvez por desespero, redimir mais uma vez o projeto abertamente neoliberal que agora retorna.

Com isso, critica-se os gastos públicos voltados para atender ao povo mas naturaliza-se os gastos e benefícios entregues ao capital. Enfim, o Estado deixa de lado sua razão de existir: atender o interesse público, coletivo; o Estado passa a atender o que convém aos grupos de poder.


https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2016/02/06/
reforma-tributaria-em-fatias-elevacao-do-itcmd/
Exemplificando: se fala em reduzir os gastos com programas sociais, com a educação e até com a saúde, sob o argumento  de que as receitas não são suficientes para atender tantas despesas. Porém, não se usa da mesma lógica para criticar o vultoso volume de recursos do orçamento federal (em torno de 40%) destinado ao pagamento de juros e encargos da dívida pública para beneficiar os poderosos banqueiros. 


http://jornalggn.com.br/blog/diogo-costa
Fala-se em ampliar as receitas aumentando impostos (os quais por incidirem sobre o consumo, oneram proporcionalmente os mais pobres), porém, não se cogita a tributação de grandes fortunas (até hoje sem regulamentação) ou medidas severas contra a sonegação tributária promovida por grandes empresas. Ao contrário, perdoa-se juros e multas e parcelam-se dívidas tributárias.

No que tange à sonegação, o agravante é que muitos tributos são indiretos, ou seja, são embutidos no preço e pagos pelo consumidor. No entanto, os arrecadadores esquecem de repassá-los. Estes recursos sonegados são surrupiados do próprio

Definição do Preço de Venda: Um Contraponto entre as Variáveis Teóricas e a Prática Empresarial

RESUMO:
O texto completo encontra-se na Revista Partes .Acesse clicando no link

 A formulação do preço de venda é uma atividade de vital importância para o desenvolvimento e continuidade de qualquer empresa, não bastando conhecer os custos, mas um complexo jogo de variáveis inter-relacionadas que se influenciam mutuamente. Considerando o referencial teórico e as críticas relativas ao distanciamento da teoria com a prática empresarial, buscou-se verificar empiricamente quais são os fatores que influenciam na formulação do preço de venda, com base na visão dos gestores de microempresas, constatando as poucas variáveis enfatizadas em contraposição à abrangência do referencial teórico existente. 

 1 – INTRODUÇÃO 
Para se conseguir uma eficiente formulação de preços, que supra as necessidades de recursos e que remunere o capital investido e ainda esteja de acordo com as expectativas dos clientes, o gestor deve estar atento a diversas variáveis.

 A idéia simplificadora de que o preço de venda pode ser representado pelo custo de aquisição ou produção acrescido de um percentual de lucro desejado já não encontra validade na realidade empresarial extremamente competitiva e orientada por altos padrões de eficiência e eficácia. Desse modo, o gestor deve ter uma visão holística do ambiente no qual está inserida sua organização, analisando além da estrutura de custos, variáveis estratégicas, econômicas, mercadológicas, financeiras, demográficas, etc. Podendo agir de forma pró-ativa, aproveitando as oportunidades e amenizando as ameaças. 

 A bibliografia referente a essa temática apresenta muitas variáveis que se inter-relacionam e se influenciam na formulação de preço, da mesma forma que expõe muitas técnicas que podem ser utilizadas na precificação. Por outro lado, é comum existirem críticas a respeito da distância entre a teoria e a prática, principalmente devido à heterogeneidade de pessoas que desenvolvem as mais diversas atividades empresariais. 

 Diante disso, buscou-se evidenciar quais fatores influenciam na formulação de preço de algumas das micro e pequenas empresas das cidades de Irati, Rebouças e Imbituva – PR, permitindo comparar o que a teoria apresenta e o que de fato os pesquisados vêm utilizando.

O texto na íntegra pode ser visualizado em: http://www.partes.com.br/2012/10/08/definicao-do-preco-de-venda-um-contraponto-entre-as-variaveis-teoricas-e-a-pratica-empresarial/


A Importância Econômica e Social das Micro e Pequenas Empresas

        Evidenciando a importância das micro e pequenas empresas, Longenecker, Moore e Petty (1997, p.34) afirmam que “sua contribuição econômica geral é similar àquela das grandes empresas. As pequenas empresas, entretanto, possuem qualidades que as tornam mais do que versões em miniatura das grandes corporações.”

        Uma das grandes contribuições das micro e pequenas empresas na visão de Longenecker, Moore e Petty (1997) é a potencialidade de gerar de empregos, enquanto que as grandes organizações tendem a utilizar técnicas para reduzir o quadro de pessoal, como o downsizing, por exemplo. Além disso, muitas pessoas vêem o empreendedorismo como uma saída para o desemprego.

      Conforme menciona o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2003, p.17) uma importante contribuição das micro e pequenas empresas no crescimento e desenvolvimento do País é a de servirem de “colchão” amortecedor do desemprego. Constituem uma alternativa de ocupação para uma pequena parcela da população que tem condição de desenvolver seu próprio negócio, e em uma alternativa de emprego formal ou informal, para uma grande parcela da força de trabalho excedente, em geral com pouca qualificação, que não encontra emprego nas empresas de maior porte.

        Apesar desses autores discorrerem sobre as pequenas empresas existentes na economia dos Estados Unidos, classificando-as através de critérios tais como: número de funcionários menor que cem, financiamento do negócio por grupos menores do que vinte proprietários, podemos ter uma noção da importância de tal tipo de empreendimento.

       Tratando exclusivamente das microempresas no Brasil, ou seja, aquelas que conforme a classificação do SEBRAE empregam até nove funcionários, um estudo revela que:

Usuários da Informação Contábil

          Embora seja um erro comum atribuir à Contabilidade a missão de atender com primazia o fisco, ela tem diversos outros usuários para os quais suas informações são úteis e indispensáveis, inclusive a administração.

          Os usuários da Contabilidade podem ser considerados todos aqueles que têm interesse em conhecer a situação em que a empresa se encontra e para que rumo ela está se orientando, principalmente com relação aos aspectos econômicos e financeiros.

           Atualmente, o número de usuários da informação contábil, ou seja, daqueles que tem interesse nas condições das empresas é relativamente maior, inclusive decorrente de mudanças sociais. Hoje há valorização das empresas ecologicamente corretas e pressões contra aquelas que exploram de maneira inadequada os recursos naturais ou provocam qualquer tipo de dano ambiental, tanto que muitas empresas auxiliam Organizações Não-Governamentais - ONG’s, desenvolvem projetos sociais, etc.

           Porém, além das atitudes politicamente corretas exercidas pelas empresas, a sociedade se interessa em constatar se as empresas cumprem as exigências legais, com relação a funcionários, com relação à qualidade dos produtos ou serviços, etc. Isso é comprovado pelo destaque atualmente dado a demonstrações como o balanço social.

           Entretanto, além da parcela da sociedade que se interessa pelas questões empresariais, Marion (2004) cita uma série de outros interessados, os quais são: os investidores que aplicam dinheiro na entidade, correndo risco e esperando o retorno justo; os fornecedores, que utilizam as informações contábeis para verificar a capacidade da empresa em honrar com suas dívidas, para planejar o volume de vendas, para decidir entre atender um ou outro contrato de venda, etc.; os bancos, que verificam fatores como a liquidez e o risco de insolvência para conceder crédito; o governo, para aplicar a tributação cabível, além de empregados, sindicatos, concorrentes, etc.

           No caso das microempresas, a informação contábil, em muitos casos, atende

Motivação no trabalho: uma abordagem com ênfase no aspecto financeiro

RESUMO

Comparativo dos Determinantes Motivacionais: uma abordagem com ênfase no aspecto financeiro

Acesso o texto na íntegra em na Revista Partes ISSN 1678-8419

A administração deve buscar o que motiva o indivíduo para favorecer o alcance de seus objetivos. Várias teorias tentam explicar o comportamento humano dentro das organizações. Porém, não há uma fórmula que possa ser aplicada em toda situação. Tanto as limitações teóricas quanto a individualidade humana tornam impossível determinar o comportamento das pessoas, que varia de acordo com a cultura, com as organizações e entre os indivíduos. Isso exige o conhecimento das necessidades e aspirações dos funcionários e o constante acompanhamento e revisão, pois nenhum fator motivacional terá eficácia permanente. 

 1 INTRODUÇÃO

É indiscutível a importância de estudar o fator humano e suas relações com o ambiente de trabalho, pois é por intermédio deste recurso que todas as organizações, independente do porte, continuam a existir, influenciando e recebendo as influências das interações decorrentes. Atualmente integra-se ao discurso de contenção de despesas, de corte de custos e maximização de resultado, a importância que as empresas estão dando aos recursos humanos, ora denominado capital intelectual.

 Tudo isso porque pessoas motivadas e capacitadas ter maior produtividade, maior eficiência e principalmente porque geram resultados de maior qualidade, ou seja, teoricamente a equalização dos interesses e forças opostas (empresa x empregados) gera uma relação vantajosa a todos. 

 Entretanto, para se chegar a esse estágio satisfatório de sinergia e evitar conflitos é preciso conhecer um complexo conjunto de forças e variáveis em constante interação, as quais dão motivos para que as pessoas ajam em prol dos objetivos da empresa, ao mesmo tempo em que perseguem e alcançam os seus objetivos pessoais. 

Isto ressalta a importância de conhecer quais fatores são relevantes na motivação dos funcionários. “A motivação procura explicar o porquê do comportamento das pessoas. Dessa forma, a sua influência na produtividade passou a interessar e ser estudada”. (FARIA,1999, p.54) Afirma-se popularmente que o fator que gera maior motivação ou satisfação ao funcionário é o salário. Mas além do salário, existem n variáveis que influenciam no desempenho, no modo de agir e de pensar do funcionário, como o ambiente de trabalho, relacionamento com colegas e chefes, reconhecimento, possibilidade de crescimento e aprendizado, grau de responsabilidade, entre tantos outros fatores de ordem subjetiva que integram a individualidade de cada funcionário. Nas palavras de Kwasnicka (1995, p. 43) “as pessoas dedicam grande parte de suas vidas às empresas onde trabalham. Constroem estilo de vida, seu sistema de valor e seu interesse central de vida em torno de seu trabalho. Isso é suficiente para que a preocupação não seja só com o dinheiro” Palavras-chave: motivação, salário, comportamento, organizações.

A baixa produtividade brasileira e a letargia do trabalhador

Segundo o The Economist, citada pelo BBC Brasil e pelo UOL o trabalhador brasileiro precisa sair de seu estado 'letargia' para economia crescer. Ou seja, seria ele o culpado pelo fraco desempenho econômico do Brasil, apesar das tantas outras variáveis influentes ?

Para o Economist, "Filas, tráfego, prazos descumpridos e atrasos de todo o tipo são parte do cotidiano brasileiro. Isso também é uma mostra, segundo a edição desta semana da revista britânica The Economist, da baixa produtividade do trabalhador brasileiro, que acaba por segurar o crescimento da economia. A produtividade do trabalhador brasileiro está estagnada há mais de 50 anos e o país precisa ser mais ágil e mais produtivo para voltar a crescer, segundo o texto, cujo título é "50 anos de soneca".

www.diarioliberdade.org
Isso estampa claramente uma visão capitalista, que considera os trabalhadores como meros objetos, responsáveis pelo crescimento da economia. Crescimento isso que via de regra alimenta o lucro de particulares, sendo infimamente socializados os benefícios da produtividade.

Entretanto, antes de atribuir aos trabalhadores a responsabilidade pela estagnação da economia, geralmente nunca assumida pelo governo, sob pena de perder a popularidade política, é preciso repensar paralelamente o papel do Estado.

De onde vem a cultura do carnaval e futebol, senão do governo que apoia o pão e o circo como entretenimento ? Isso sem adentrar na polêmica discussão sobre a política de bolsas para a subsistência da população. Destacando, entretanto, que não se trata de uma questão recente, mas as políticas assistencialistas e populistas permeiam a muito tempo a ação do Estado brasileiro. No mínimo desde o Estado Novo, no início do século XX.

E falando em políticas públicas, a maioria dos gargalos apontados, como atrasos, burocracia e demais custos, são decorrentes da falta de investimento em infraestrutura, da ineficiência de nossos modais de transporte, da burocracia, etc. Questões que não são exclusivamente responsabilidade dos trabalhadores, mas do Estado.

É preciso destacar ainda a responsabilidade do próprio setor produtivo privado. A necessária capacitação do trabalhador, muitas vezes, é financiada pelo povo (escolas e universidades públicas, cursos técnicos, etc.) para garantir o lucro do particular.

Entendendo a Taxa básica de juros (SELIC)


Em abril de 2014, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reunirá para definir a nova taxa básica de juros (Selic). Grosso modo, juro é o valor do dinheiro ao longo de um período. É um índice econômico-financeiro para registrar a rentabilidade de uma poupança ou o custo de um crédito.

Segundo o Banco Central, o SELIC , que significa Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, é o depositário central dos títulos que compõem a dívida pública federal interna (DPMFi) de emissão do Tesouro Nacional e, nessa condição, processa a emissão, o resgate, o pagamento dos juros e a custódia desses títulos. É também um sistema eletrônico que processa o registro e a liquidação financeira das operações realizadas com esses títulos pelo seu valor bruto e em tempo real, garantindo segurança, agilidade e transparência aos negócios.

A Taxa Selic, também conhecida como taxa básica de juros, representa  a menor taxa de juros da economia brasileira e serve de referencial para diversas outras operações econômicas, como financiamentos, empréstimos, rendimentos de aplicações financeiras, dos títulos da dívida, etc.  Ela é usada diretamente nas operações de crédito interbancárias e também nas aplicações feitas por estas instituições bancárias em títulos públicos federais.

Existem outras taxas também utilizadas como referencial econômica, como a TR (taxa referencial, usualmente utilizada nas cadernetas de poupança), TJLP (taxa de juros de longo prazo, utilizada nos financiamento do BNDES), etc.
Lembrando também que