Caminhar: Entre a Conexão e a mercantilização, entre o eu e o outro

Caminhar: Entre a Conexão e a mercantilização, entre o eu e o outro.

Seja em grupo ou sozinho, este simples gesto oferece experiências que vão muito além do exercício físico: é um momento de contemplação, saúde, introspecção e encontro com o mundo natural, de certa forma tão distante do nosso dia a dia cercado de telas, buzinas, motores, paredes...

No entanto, à medida que o lazer e as práticas ao ar livre se tornaram tendências e atraem muitos adeptos, o caminhar — especialmente em ambientes naturais — passou a ser objeto de mercantilização, revelando contradições entre o propósito de conexão, contemplação, e o consumo que o cerca e a competição, muitas vezes implícita, nos eventos.

Caminhar em grupo tem inegáveis benefícios. Há a troca de experiências, o incentivo mútuo, a segurança de estar acompanhado e, muitas vezes, a alegria compartilhada.

Caminhar coletivamente é construir laços, dividir histórias e fortalecer o senso de pertencimento, elementos essenciais em uma sociedade frequentemente marcada pelo isolamento e pelo individualismo. Além disso, há uma dimensão educativa: caminhadas organizadas podem sensibilizar os participantes sobre questões ambientais e culturais da região explorada. Grupos coesos, que reúnem pessoas com as mesmas afinidades, podem gerar vínculos fortes de amizade, de companheirismo. Uma verdadeira noção de família.

Por outro lado, caminhar sozinho (ou em poucas pessoas) oferece uma experiência distinta e igualmente enriquecedora. A solitude permite um mergulho profundo no autoconhecimento, uma pausa nas vozes externas e uma abertura para os sons sutis da natureza.

Estar sozinho na trilha é uma oportunidade para a introspecção, para sentir o ritmo do próprio corpo e para perceber detalhes que muitas vezes se perdem em meio à multidão. Sozinho, você ouve pássaros, grilos, cigarras. Pausa para ouvir o som das águas correndo. Pode apreciar texturas de folhas, ver a vida em ação: insetos, sementes... pode ouvir até sua própria respiração.

Entretanto, caminhar sem companhia não se faz em qualquer hora e lugar, mas sim,

Homenagem à escola Antonina Fillus Panka

Por ocasião do dia do professor em 2024, a Escola Municipal Padre Wenceslau ficou incumbida, no cronograma de atividades propostas pela Secretaria de Educação, de homenagear os docentes da Escola Antonina Fillus Panka, na Vila Nova, em Irati - PR.

Junto às demais atividades, surgiu a ideia de compor uma poesia livre (sem rigor quanto às regras literárias), que homenageasse ao mesmo tempo a escola, a personagem histórica que a nomeia e que é um exemplo de trabalho docente, a iratiense Antonina Fillus Panka, e junto, reconhecer também o importante trabalho docente e saudar todos os professores.

O texto foi elaborado por Haroldo J Andrade Mathias, com base nas informações da reportagem "Nova escola Antonina Fillus Panka é inaugurada em Irati" do Portal Irati (www.portalirati.com.br).

Homenagem à escola Antonina Fillus Panka

Em Irati, uma luz se levanta
Antonina, uma história a exaltar
Um exemplo que inspira e encanta
Gente daqui, com dom de ensinar.

Foi morar em Curitiba enquanto adolescente,
Aprender para depois ensinar.
Freira era o desejo da mãe a inspirar,
Mas mais forte foi o