Nego bom não se mistura

Lembro-me que na infância, um vizinho entusiasta da música gaúcha tradicionalista, ouvia algo assim: "tem coisas que não me agrada, mas minha paciência atura", e seguiam os versos da música do Crioulo dos Pampas (Carlos Roberto Monteiro), mas o refrão que se repetia é o que virou jargão popular: "nego bom não se mistura". 

Pelo teor da música, trata-se de uma forma de enaltecer o gaúcho autêntico, como dizem hoje, o homem raiz, que não se corrompe por opiniões externas, que é patrão de sua própria vida. 

À primeira vista, para quem não a conhece, pode entender que a frase fala de segregação racial, por exemplo, mas de fato é comportamental e ética. 

Da mesma forma, a palavra nego neste contexto, representa o peão, sujeito comum, não tendo qualquer relação com cor ou etnia. Deriva do cancioneiro antigo, culturalmente anterior às atuais categorias de análise identitárias.

Um conto para a 10ª coletânea SESC: meu amigo boitatá

Texto classificado no Edital de Seleção de Contos Inéditos para a 10ª Coletânea Sesc de Contos Infantis. Livro lançado na 44ª Semana Literária SESC e Feira do Livro, em Curitiba, em agosto de 2025.

O folclore brasileiro: uma introdução

O folclore brasileiro é repleto e rico de lendas e mitos que permeiam a imaginação das pessoas. Soma-se a isso os resquícios de uma sociedade rural, a cultura indígena — muito relacionada com a mata e fenômenos naturais — e a forte crença místico-religiosa, mesclada à rica imaginação do povo brasileiro.

10ª Coletânea Sesc
de Contos Infantis
Assim, até hoje, os mitos e lendas permanecem vivos no nosso folclore e nas rodas de conversa. E, quando se trata dos famosos causos de assombração, a quaresma parece fertilizar ainda mais esse terreno de imaginação e misticismo.

Duas dessas lendas, muito comuns em nossa região, são a do lobisomem e a do boitatá, ambos conhecidos por serem criaturas sobrenaturais que “aparecem” em praticamente todas as regiões do país, com suas variantes. Enquanto o lobisomem é um ser que se transforma de humano em lobo durante as noites de lua cheia, o boitatá é descrito, na tradição Tupi, como uma cobra de fogo ou um facho cintilante que protege as florestas — embora, em algumas versões, derive da alma de pessoas ruins que cometeram certos pecados, como o adultério entre compadres e comadres.

Características culturais da região

Também é uma tradição e um traço cultural de nossa região o ofício das benzedeiras. Principalmente nas comunidades interioranas, essa figura fazia

Meu 2º livro: Vozes do Verbo - um álbum de opiniões sobre tópicos regionais

O livro “Vozes do Verbo: um álbum de reflexões e opiniões sobre tópicos regionais” é o segundo livro lançado pelo autor, Haroldo José Andrade Mathias. O primeiro deles: “Fatores que impactam no processo de precificação” ( clique aqui para acessar a versão em PDF ou aqui para acessar o Flipbook) tratou de uma temática empresarial, e embora voltado para esta área, permeou entre os conceitos técnicos uma análise crítica e social sobre o papel empresarial, trazendo pontos de vista e um convite à reflexão sobre a função social das atividades produtivas.

O atual livro também manteve essa perspectiva de análise crítica, porém com um conteúdo mais abrangente. Este leque facilitou e praticamente impôs a necessidade de uma apreciação crítica e sistêmica dos fatos, na busca de uma visão dialética de tantos elementos distintos que se contrapõem e formam nosso contexto de vida.

Uma característica comum em ambos os livros é o fato de serem preparados em todas as suas etapas pelo próprio autor. Todo processo de escrita, de elaboração ou disposição dos elementos gráficos, revisão textual, diagramação, etc. foram feitos pelo próprio autor.

Embora neste processo amador, de busca de informações para solucionar as dúvidas, da falta de recursos técnicos ou profissionais, possam ficar falhas, o importante está além do resultado material, mas no aprendizado ocorrido neste processo de cumprir todas as etapas de produção.

Visando a máxima redução de custos, pois todas as despesas foram arcadas pelo autor, sem qualquer forma de financiamento ou patrocínio, poucos exemplares impressos serão produzidos. Porém, valendo-se dos recursos digitais disponíveis e acessíveis atualmente, se fará também gratuitamente a distribuição do material

Como ficar rico

A indústria das “dicas para ficar rico” vende uma ilusão conveniente. E isso sim é oportuno para realmente enriquecer alguns coachs / personalidadesautores de livros milagrosos e cristalizar a ideologia meritocrática no seio social. 

Não vou adentrar aqui no tal mindset vencedor, no "basta querer e se esforçar", entre outros chavões. Isso é muito mais motivacional (ou ilusório) do que prático. Para simplificar, basta analisar os conselhos práticos, mais realistas e plausíveis. E mesmos assim, de cada dez dicas destas, nove se resumem a economizar. Ou seja, apenas gastar menos ou mais racionalmente.

Isso não é enriquecer, é apenas sobreviver com mais controle e, talvez, maior grau de segurança. Mas para quem ganha um ou dois salários mínimos (grande parte das pessoas com renda), a margem é tão estreita que a economia, mesmo que fransciscana ou drástica, pouco altera o destino. 

Obviamente, é melhor que o endividamento, mas não vai possibilitar ampliar o padrão de consumo. Afinal, a condição de existência do capitalismo é a desigualdade e o consumo sem freio. E normalmente quem sonha ficar rico é justamente para ampliar o leque de consumo quantitativa e qualitativamente. E as dicas que predominam, ao contrário, exigem redução no curto e médio prazo, para uma possível e hipotética elevação futura. 

Mas isso não responde a pergunta central: enriquecer para quê, a que modo, a que custo? 

Um convite à leitura do meu 1º livro: Reflexões sobre os fatores que impactam no processo de precificação

Por que elaborar um livro ?

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A elaboração do trabalho em pauta: "Reflexões sobre os fatores que impactam no processo de precificação" consistiu em literalmente colocar no papel um um objetivo que alimento há vários anos, de publicar algo que talvez possa contribuir com determinada problemática social e materializar uma temática que desenvolvi durante minha trajetória acadêmica e que tem significativo impacto na realidade empresarial. O impulso decorreu de considerar relevante compartilhar as ideias que desenvolvemos, sejam elas fruto das experiências pessoais, da visão particular de mundo, do arcabouço teórico e intelectual que alicerçamos com as experiências, leituras e com as pessoas com as quais interagimos ao longo dos anos...

Compartilhar ideias, se expressar, satisfazer o gosto por pensar, escrever e repensar, foi o que me levou a criar este blog simples, esteticamente falho, mas eficaz em cumprir o objetivo: expressar ideias. Da mesma forma, como meio