Sugestão Legislativa: Regulamentação inibidora do porte de lâminas

Participar da construção das leis no Brasil não é apenas um direito abstrato. É uma possibilidade concreta, acessível e cada vez mais estratégica. Um dos instrumentos mais diretos para isso está no portal do Senado Federal, por meio da plataforma e-Cidadania.

Dentro desse ambiente existe o chamado “Banco de Ideias Legislativas”. Nele, qualquer cidadão pode propor uma sugestão de lei. 

O funcionamento é simples: se a ideia atingir 20 mil apoios em até quatro meses, ela é encaminhada para análise da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado, podendo avançar e, eventualmente, transformar-se em um projeto de lei.

O acesso é direto:
Entre no site do Senado e procure pela seção “e-Cidadania”.
Clique em “Ideia Legislativa”.
Faça login com sua conta gov.br.
Escolha entre apoiar ideias existentes ou cadastrar uma nova proposta.

O processo é rápido, mas o impacto pode ser significativo. Em um cenário político onde muitas decisões parecem distantes da população, esse mecanismo reduz a intermediação e permite ação direta. É, na prática, uma forma de pressionar institucionalmente, com legitimidade formal.

Ignorar esse tipo de ferramenta é um erro estratégico. Enquanto muitos reclamam nas redes sociais, grupos organizados utilizam esses canais para pautar debates reais. Quem não participa, apenas reage ao que já foi decidido por outros.

No entanto, há um ponto que costuma ser ignorado: conseguir 20 mil apoios não é tão simples, especialmente para o cidadão comum, que não dispõe de redes sociais amplas ou de estruturas já organizadas de mobilização, a proposta pode simplesmente não ganhar tração. Ideias boas, por si só, não se sustentam, precisam circular.

Isso exige estratégia. Não basta publicar e esperar. É necessário dar clareza à causa, simplificar a mensagem, criar identificação e, principalmente, ativar redes. Grupos de WhatsApp, contatos profissionais, comunidades locais e até abordagens diretas podem fazer diferença. Na prática, trata-se menos de “ter razão” e mais de conseguir atenção suficiente para que a ideia seja vista, compreendida e apoiada.

Apesar disso, sugeri a proposta a seguir:

Regulamentação inibidora do porte de lâminas
Propõe a criação de lei nacional que vede de forma clara e rigorosa o porte de instrumentos perfurocortantes (adagas, facas, canivetes, etc.) em espaços públicos. A atual ausência de regra objetiva (hoje fragmentada pela Lei de Contravenções Penais) cria brechas que permitem ou estimulam o porte velado sob justificativas frágeis, elevando o risco de violência, lesões graves, assaltos e a insegurança. Soma-se a isso a atuação de perfis em redes sociais que defendem o porte desses instrumentos, potencializando comportamentos de risco. A medida busca reduzir a violência, a letalidade de conflitos cotidianos, ampliar a segurança pública, fortalecer a prevenção e dar segurança jurídica uniforme.
Se preza pela segurança social, pela paz e pela justiça institucionalizada, clique aqui.
Apoiar esta proposta é uma decisão pragmática em favor da segurança coletiva. Ao estabelecer uma regra clara e nacional sobre o porte de instrumentos perfurocortantes em espaços públicos, reduz-se a zona cinzenta que favorece abusos e dificulta a prevenção. Não se trata de restringir atividades legítimas, mas de desestimular o porte injustificado que transforma conflitos banais em violência grave. Soma-se a isso a ilusão da “justiça com as próprias mãos”: reações impulsivas com lâminas tendem a gerar escalada de violência e danos irreversíveis, inclusive a terceiros. Em vez de proteção, produz-se insegurança.

Uma legislação objetiva reduz riscos, reforça o papel institucional na mediação de conflitos e contribui para um ambiente social menos violento. Seu voto é um passo concreto nessa direção.

Nego bom não se mistura

Lembro-me que na infância, um vizinho entusiasta da música gaúcha tradicionalista, ouvia algo assim: "tem coisas que não me agrada, mas minha paciência atura", e seguiam os versos da música do Crioulo dos Pampas (Carlos Roberto Monteiro), mas o refrão que se repetia é o que virou jargão popular: "nego bom não se mistura". 

Pelo teor da música, trata-se de uma forma de enaltecer o gaúcho autêntico, como dizem hoje, o homem raiz, que não se corrompe por opiniões externas, que é patrão de sua própria vida. 

À primeira vista, para quem não a conhece, pode entender que a frase fala de segregação racial, por exemplo, mas de fato é comportamental e ética. 

Da mesma forma, a palavra nego neste contexto, representa o peão, sujeito comum, não tendo qualquer relação com cor ou etnia. Deriva do cancioneiro antigo, culturalmente anterior às atuais categorias de análise identitárias.

Um conto para a 10ª coletânea SESC: meu amigo boitatá

Texto classificado no Edital de Seleção de Contos Inéditos para a 10ª Coletânea Sesc de Contos Infantis. Livro lançado na 44ª Semana Literária SESC e Feira do Livro, em Curitiba, em agosto de 2025.

O folclore brasileiro: uma introdução

O folclore brasileiro é repleto e rico de lendas e mitos que permeiam a imaginação das pessoas. Soma-se a isso os resquícios de uma sociedade rural, a cultura indígena — muito relacionada com a mata e fenômenos naturais — e a forte crença místico-religiosa, mesclada à rica imaginação do povo brasileiro.

10ª Coletânea Sesc
de Contos Infantis
Assim, até hoje, os mitos e lendas permanecem vivos no nosso folclore e nas rodas de conversa. E, quando se trata dos famosos causos de assombração, a quaresma parece fertilizar ainda mais esse terreno de imaginação e misticismo.

Duas dessas lendas, muito comuns em nossa região, são a do lobisomem e a do boitatá, ambos conhecidos por serem criaturas sobrenaturais que “aparecem” em praticamente todas as regiões do país, com suas variantes. Enquanto o lobisomem é um ser que se transforma de humano em lobo durante as noites de lua cheia, o boitatá é descrito, na tradição Tupi, como uma cobra de fogo ou um facho cintilante que protege as florestas — embora, em algumas versões, derive da alma de pessoas ruins que cometeram certos pecados, como o adultério entre compadres e comadres.

Características culturais da região

Também é uma tradição e um traço cultural de nossa região o ofício das benzedeiras. Principalmente nas comunidades interioranas, essa figura fazia

A necessidade de integração inter-bairros em Irati

Irati é um município paranaense (em Santa Catarina existe um município homônimo) com uma área territorial de aproximadamente 999 km², com mais de 61 mil habitantes (dados do IBGE 2021), apresentando, portanto, uma densidade demográfica de quase 57 habitantes por km². A média do Paraná está em torno de 54 habitantes por km². 

Segundo a regionalização adotada pela Lei IBGE e pelo IPARDES, Irati é integrante da Mesorregião Sudeste do estado do Paraná.
De acordo com o Plano Diretor de Irati – volume 1 (2010), a topografia é ondulada, sendo mais plana na região leste e centro-leste. 

Apresenta bastante desníveis na área urbana, o que implica a necessidade de recortes ou aterramentos nos terrenos, especialmente para finalidades habitacionais. A área urbana é marcada ainda por ser cortada pelo Rio das Antas e também pelo Rio Bonito.

Demograficamente, tem um significativo percentual da população residindo na área urbana (80%), gerando um significativo contraste com outros municípios vizinhos, que preservam em torno de 50% da população no campo, como Fernandes Pinheiro e Rio Azul, cuja população urbana é de 35% e 36% respectivamente.
Importante fator de mobilidade e de gargalos na circulação urbana, a disponibilidade de veículos, segundo o IBGE (2022), é de 25 mil automóveis e de 6,4 mil motocicletas.


Quadro 01 – Número de veículos

Com relação ao número total de veículos (automóveis, motocicletas, caminhões), o quadro a seguir traz um comparativo entre os municípios vizinhos.

Ganha destaque também nesta equação o acesso da mulher

Meu 2º livro: Vozes do Verbo - um álbum de opiniões sobre tópicos regionais

O livro “Vozes do Verbo: um álbum de reflexões e opiniões sobre tópicos regionais” é o segundo livro lançado pelo autor, Haroldo José Andrade Mathias. O primeiro deles: “Fatores que impactam no processo de precificação” ( clique aqui para acessar a versão em PDF ou aqui para acessar o Flipbook) tratou de uma temática empresarial, e embora voltado para esta área, permeou entre os conceitos técnicos uma análise crítica e social sobre o papel empresarial, trazendo pontos de vista e um convite à reflexão sobre a função social das atividades produtivas.

O atual livro também manteve essa perspectiva de análise crítica, porém com um conteúdo mais abrangente. Este leque facilitou e praticamente impôs a necessidade de uma apreciação crítica e sistêmica dos fatos, na busca de uma visão dialética de tantos elementos distintos que se contrapõem e formam nosso contexto de vida.

Uma característica comum em ambos os livros é o fato de serem preparados em todas as suas etapas pelo próprio autor. Todo processo de escrita, de elaboração ou disposição dos elementos gráficos, revisão textual, diagramação, etc. foram feitos pelo próprio autor.

Embora neste processo amador, de busca de informações para solucionar as dúvidas, da falta de recursos técnicos ou profissionais, possam ficar falhas, o importante está além do resultado material, mas no aprendizado ocorrido neste processo de cumprir todas as etapas de produção.

Visando a máxima redução de custos, pois todas as despesas foram arcadas pelo autor, sem qualquer forma de financiamento ou patrocínio, poucos exemplares impressos serão produzidos. Porém, valendo-se dos recursos digitais disponíveis e acessíveis atualmente, se fará também gratuitamente a distribuição do material

Como ficar rico

A indústria das “dicas para ficar rico” vende uma ilusão conveniente. E isso sim é oportuno para realmente enriquecer alguns coachs / personalidadesautores de livros milagrosos e cristalizar a ideologia meritocrática no seio social. 

Não vou adentrar aqui no tal mindset vencedor, no "basta querer e se esforçar", entre outros chavões. Isso é muito mais motivacional (ou ilusório) do que prático. Para simplificar, basta analisar os conselhos práticos, mais realistas e plausíveis. E mesmos assim, de cada dez dicas destas, nove se resumem a economizar. Ou seja, apenas gastar menos ou mais racionalmente.

Isso não é enriquecer, é apenas sobreviver com mais controle e, talvez, maior grau de segurança. Mas para quem ganha um ou dois salários mínimos (grande parte das pessoas com renda), a margem é tão estreita que a economia, mesmo que fransciscana ou drástica, pouco altera o destino. 

Obviamente, é melhor que o endividamento, mas não vai possibilitar ampliar o padrão de consumo. Afinal, a condição de existência do capitalismo é a desigualdade e o consumo sem freio. E normalmente quem sonha ficar rico é justamente para ampliar o leque de consumo quantitativa e qualitativamente. E as dicas que predominam, ao contrário, exigem redução no curto e médio prazo, para uma possível e hipotética elevação futura. 

Mas isso não responde a pergunta central: enriquecer para quê, a que modo, a que custo? 

Um convite à leitura do meu 1º livro: Reflexões sobre os fatores que impactam no processo de precificação

Por que elaborar um livro ?

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A elaboração do trabalho em pauta: "Reflexões sobre os fatores que impactam no processo de precificação" consistiu em literalmente colocar no papel um um objetivo que alimento há vários anos, de publicar algo que talvez possa contribuir com determinada problemática social e materializar uma temática que desenvolvi durante minha trajetória acadêmica e que tem significativo impacto na realidade empresarial. O impulso decorreu de considerar relevante compartilhar as ideias que desenvolvemos, sejam elas fruto das experiências pessoais, da visão particular de mundo, do arcabouço teórico e intelectual que alicerçamos com as experiências, leituras e com as pessoas com as quais interagimos ao longo dos anos...

Compartilhar ideias, se expressar, satisfazer o gosto por pensar, escrever e repensar, foi o que me levou a criar este blog simples, esteticamente falho, mas eficaz em cumprir o objetivo: expressar ideias. Da mesma forma, como meio