Motivação no trabalho: uma abordagem com ênfase no aspecto financeiro

RESUMO

Comparativo dos Determinantes Motivacionais: uma abordagem com ênfase no aspecto financeiro

Acesso o texto na íntegra em na Revista Partes ISSN 1678-8419

A administração deve buscar o que motiva o indivíduo para favorecer o alcance de seus objetivos. Várias teorias tentam explicar o comportamento humano dentro das organizações. Porém, não há uma fórmula que possa ser aplicada em toda situação. Tanto as limitações teóricas quanto a individualidade humana tornam impossível determinar o comportamento das pessoas, que varia de acordo com a cultura, com as organizações e entre os indivíduos. Isso exige o conhecimento das necessidades e aspirações dos funcionários e o constante acompanhamento e revisão, pois nenhum fator motivacional terá eficácia permanente. 

 1 INTRODUÇÃO

É indiscutível a importância de estudar o fator humano e suas relações com o ambiente de trabalho, pois é por intermédio deste recurso que todas as organizações, independente do porte, continuam a existir, influenciando e recebendo as influências das interações decorrentes. Atualmente integra-se ao discurso de contenção de despesas, de corte de custos e maximização de resultado, a importância que as empresas estão dando aos recursos humanos, ora denominado capital intelectual.

 Tudo isso porque pessoas motivadas e capacitadas ter maior produtividade, maior eficiência e principalmente porque geram resultados de maior qualidade, ou seja, teoricamente a equalização dos interesses e forças opostas (empresa x empregados) gera uma relação vantajosa a todos. 

 Entretanto, para se chegar a esse estágio satisfatório de sinergia e evitar conflitos é preciso conhecer um complexo conjunto de forças e variáveis em constante interação, as quais dão motivos para que as pessoas ajam em prol dos objetivos da empresa, ao mesmo tempo em que perseguem e alcançam os seus objetivos pessoais. 

Isto ressalta a importância de conhecer quais fatores são relevantes na motivação dos funcionários. “A motivação procura explicar o porquê do comportamento das pessoas. Dessa forma, a sua influência na produtividade passou a interessar e ser estudada”. (FARIA,1999, p.54) Afirma-se popularmente que o fator que gera maior motivação ou satisfação ao funcionário é o salário. Mas além do salário, existem n variáveis que influenciam no desempenho, no modo de agir e de pensar do funcionário, como o ambiente de trabalho, relacionamento com colegas e chefes, reconhecimento, possibilidade de crescimento e aprendizado, grau de responsabilidade, entre tantos outros fatores de ordem subjetiva que integram a individualidade de cada funcionário. Nas palavras de Kwasnicka (1995, p. 43) “as pessoas dedicam grande parte de suas vidas às empresas onde trabalham. Constroem estilo de vida, seu sistema de valor e seu interesse central de vida em torno de seu trabalho. Isso é suficiente para que a preocupação não seja só com o dinheiro” Palavras-chave: motivação, salário, comportamento, organizações.

Brasil: País do futebol !

Somo o país do futebol. É o que mídia nos apresenta. É o que se percebe pela dedicação e até fanatismo de alguns torcedores. Ser jogador é o sonho de muitos garotos, mesmo que seja apenas nos momentos de diversão nos campinhos. É um dos esportes mais populares. É um meio de integração social, de lazer, de atividade física. É o assunto das rodas de amigos, etc.

Enfim, o futebol pode ser abordado sob várias perspectivas: psicológica, sociológica, econômica, cultural, esportiva, histórica, etc. É um tema amplo, abrangente, enraizado na cultura do povo, o que torna qualquer abordagem isolada, que não considera esta ampla interdependência do esporte (esporte, negócio, lazer, fato sociológico, espetáculo, evento, ou seja lá sob qual perspectiva o seja analisado), como superficial e incompleta.

E esse leque de perspectivas e variáveis é que me fez questionar se o Brasil é

Novas fronteiras agrícolas e Agricultura Familiar


Fronteira agrícola é o avanço da unidade de produção capitalista sobre o meio ambiente, terras cultiváveis e/ou terras de agricultura familiar. A fronteira agrícola está ligada com a necessidade de maior produção de alimentos, criação de animais sob a demanda internacional de importação destes produtos. Além disso, seu crescimento acelerado também está ligado pela ausência de políticas públicas eficazes onde a terra acaba sendo comprada barata e o controle fiscal inoperante

O Brasil possui 850 milhões de hectares em seu território. Estima-se que 350 milhões são agricultáveis. Cana-de-açúcar, e Soja ocupam em torno de 22 milhões e 8 milhões de hectares respectivamente. Já para a criação de gado, no território brasileiro cerca de 211 milhões de hectares são utilizados para a pastagem extensiva. Apesar do grande espaço a produtividade para cabeças de boi é considerada baixa, uma vez que temos poucas cabeças de boi por hectare. Para aumentar a produção de cereais e carne, agricultores e pecuaristas estendem a fronteira de suas fazendas adquirindo mais terras, a chamada fronteira agrícola.

O sensoriamento remoto no estudo do desmatamento da floresta amazônica por instituições americanas como Environmental Research Letters mostra que a soja é vetor que contribui para este aumento do espaço ocupado a sua produção. A produção de soja no Brasil vem exibindo crescimento elevado, com maior destaque após o início década de 1990. Esse crescimento conduziu o Brasil ao grupo dos maiores produtores e exportadores de soja do mundo. A forte expansão da produção ocorreu fundamentalmente com base em aumento da área plantada, tanto nas regiões tradicionais como nas “fronteiras agrícolas” do Cerrado brasileiro.

Entre as novas áreas ocupadas destaca-se também a região do “MAPITO”  que reúne a primeira sílaba dos Estados que a compõem: Maranhão, Piauí, Tocantins, e quando se considera o Oeste da Bahia, conhecida como MAPITOBA, é a nova fronteira de desenvolvimento do país, a exemplo do que foi o Centro-Oeste nas últimas décadas
Projeções do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) indicam que essa região deverá produzir próximo de 20 milhões de toneladas de grãos em 2022. No ciclo 2011/12, o Mapitoba produziu 13,9 milhões de toneladas. Para se ter ideia do potencial da região, na temporada 2002/03 a safra era de 7,3 milhões. Ou seja, a colheita praticamente dobrou.

 As áreas ocupadas nesses Estados têm algumas características essenciais para a agricultura moderna. São planas e extensas, solos potencialmente produtivos, disponibilidade de água e clima propício com dias longos e com elevada intensidade de sol. Além disso, os preços das terras nessas áreas, apesar de estarem em franca elevação, ainda são relativamente mais baixos do que os de outras regiões agrícolas do país. A limitação maior, no entanto, são as

Valorização social e profissional dos funcionários escolares



Prega-se generalizadamente a importância da Educação. Ela é vista  como a chave para o desenvolvimento, como exemplifica a matéria da revista Veja. A necessidade de melhoria de sua qualidade e do aumento dos investimentos na área é pauta recorrente nos discursos, nas matérias jornalísticas, nas universidades e até nas conversas informais. Mas poucos se dão conta que a educação é um complexo sistema que além de investimentos demanda pessoas nos mais diferentes setores. Profissionais que precisam ser desenvolvidos e valorizados, pois está neles o impulso para a qualidade e desenvolvimento que se almeja.

Também é generalizado pelo senso comum as dificuldades da profissão docente. Dificuldades que se exemplificam nos baixos salários, nos aspectos pedagógicos quantitativos e políticos do sistema de ensino, pela formação do professor, pelo reconhecimento e valorização social da profissão, etc. E quanto aos demais “profissionais que trabalham na educação”, que sequer tem esse foco de discussão enquanto categoria ? Como são reconhecidos, valorizados? Qual a importância social de sua função na concepção individual, na concepção da comunidade escolar e da sociedade ?

É uma contradição destacar a importância da educação (tanto no plano individual, social, quanto em termos de desenvolvimento econômico do país) quando os próprios organismos educacionais não destacam a importância das pessoas que compõe esse sistema - e frise-se aqui a importância da harmoniosa e coerente integração de todos os elementos que compõem esse sistema. Com isso a sociedade acaba reproduzindo essa visão excludente. Que sociedade vai perceber as melhorias na educação e a sua importância social se o que efetivamente lhe for apresentado é o próprio sistema (Estado, em qualquer esfera) considerando precariamente a importância de parte de seus profissionais?

Como o cita o MEC (2006), no texto " Conselho Escolar e a valorização dos trabalhadores em educação", pode-se concluir que do mesmo modo que

Demografia e as políticas públicas: População de Irati se aproxima dos 59 mil habitantes

Mais do que apontar o crescimento populacional, torna-se importante, especialmente pelos responsáveis pela formulação das políticas públicas, verificar as causas desse crescimento, os fatores que o impulsionaram e principalmente, os reflexos que ele gerará nas condições de vida da população, sob o prisma dos aspectos econômicos, sociais, etc. Dessa forma, torna-se interessante discutir a demografia local sob o enfoque das mudanças que ocorrem em nível regional e nacional, na medida do possível, relacionando-as.

Segundo consta na Folha de São Paulo, a projeção oficial da população (IBGE), divulgada em agosto de 2013, estimou 201.032.714 pessoas vivendo no país. Pela primeira vez, a marca de 200 milhões foi superada - a cifra era de 199.242.462 em 2012. 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Estima-se que no mundo (trata-se de uma média, portanto passível de vieses e críticas), a taxa de crescimento populacional seja da ordem de 1,2% ao ano. Esse crescimento pode ser interpretado sob a luz de duas facetas: considerando o crescimento vegetativo e considerando também a taxa de migrações.



Com relação ao crescimento vegetativo, trata-se da diferença positiva entre o número de nascimentos e o número de mortes em um dado local e período. Diferente de alguns anos atrás, a população brasileira experimenta taxas de mortalidade menor, graças a maior expectativa de vida e aos avanços da medicina, da melhoria dos hábitos de vida, de algumas políticas públicas, etc.



Com pode ser visualizado na imagem acima, a população brasileira tem um significativo aumento na projeção da expectativa da vida.  Essa ampliação é equilibrada atualmente pela menor taxa de natalidade, decorrente de políticas públicas, do planejamento familiar, da popularização de métodos contra-conceptivos, de mudanças econômicas e culturais, com a entrada da mulher no mercado de trabalho, o que exige maior tempo dedicado à qualificação, adiando uniões conjugais, sem mencionar diversos outros fatores sociais, culturais, econômicos e religiosos. Esse contexto tende a estabilizar ou reduzir o crescimento populacional nos próximos anos.



Com relação às causas das migrações, estas se mostram

Conhecendo a estrutura organizacional e os produtos e pesquisas do IBGE

INTRODUÇÃO

Mudando um pouco o padrão dos assuntos apresentados neste blog, esta postagem traz um conteúdo que objetiva colaborar com o pessoal que eventualmente for prestar concurso público para o IBGE, ou simplesmente, para subsidiar aqueles que tenham interesse em ter uma visão geral sobre a estrutura organizacional, as principais diretorias e setores e principalmente sobre os principais produtos ou pesquisas realizados por este importante órgão.

Seria inócuo e prolixo por demais discorrer de modo a tentar contemplar toda a importância do amplo trabalho do IBGE na geração de informações necessárias ao planejamento, ao controle e avaliação de diversas políticas públicas, na realização de estudos e pesquisas que retratam o Brasil em seus mais diversificados aspectos, além de contribuir com subsídios informacionais para a tomada de decisões no setor empresarial privado. 

A importância desta entidade da administração pública indireta fica fica evidente na abrangência e profundidade dos temas e das pesquisas realizadas, as quais se pretende apresentar resumidamente a partir de agora. Desta forma, seria contraproducente e desnecessário discorrer sobre cada produto ou tipo de pesquisa realizada, sua abrangência, período, público alvo, usuários das informações geradas, etc. 

Para quem necessitar de maiores detalhes, os editais de concurso para os cargos no IBGE geralmente disponibilizam materiais completos e atualizados de estudo, como o (clique aqui) elaborado pela FGV e utilizado para a elaboração do presente resumo gráfico, os quais merecem uma leitura na íntegra para se compreender os detalhes de cada pesquisa. O próprio site do IBGE é rico em informações, tanto sobre os estudos realizados quanto sobre o próprio órgão.

Ressalta-se então que o objetivo desta postagem é justamente sintetizar as informações. Mostrar uma "fotografia" da estrutura organizacional e dos produtos e pesquisas. Portanto, optou-se por esquematizar os pontos principais. Parte-se do pressuposto de que a visualização dos esquemas gráficos favorece o modo de aprendizagem visual, além de dar maior agilidade para uma revisão após a leitura de fontes escritas mais detalhadas.

O passado já se foi, mas ficou gravado

O dicionário nos sugere que presente é tudo aquilo que se oferece, de forma gratuita, a alguém, com o intuito de fazê-lo feliz. Pode ser algo surpreendente ou previamente escolhido. Assim é nossa vida: um presente. E o presente, enquanto sucessão de tempo, é o que temos. Dizem alguns: o passado já se foi, o futuro, a Deus pertence. Mas o futuro será moldado pelo nosso presente, e o nosso presente, é moldado pelo nosso passado.

O dicionário ainda pode contribuir com outro conceito: o devir. Este é um termo filosófico que se refere às mudanças pelas quais passamos; é o se tornar. Nada é constante, exceto a mudança. E é dentro destas premissas que começo a esboçar algumas memórias que tratam do passado, do que nos tornamos, do que temos hoje e do que sentimos saudades.

É estranho, pois embora o hoje seja o presente, parece que o passado sempre nos fez mais feliz. Até mesmo as

A mídia e os hábitos de vida

adrianopacianotto.blogspot.com
Basta ligar a televisão que percebemos o quanto a sociedade está evoluída. E não se refere apenas à cidadania, já que hoje todos estão ligados nos direitos, pois pagam impostos. É a tal cidadania de consumo! Ou seja, você só é cidadão com direitos se pagar impostos, ou seja, se for produtivo, se consumir... 

Hoje, facilitado pelo maior acesso à informação de qualidade (aquela imparcial, profunda, crítica, sem interesse, encontrada tantos nas redes sociais, na grande mídia ou nas publicidades...tão similares que nem sei qual é qual !) as pessoas estão antenadas com a moda, com a cultura. Tem uma elevada consciência e maturidade espiritual e cósmica (que profundo!) em suas relações com o meio ambiente e com todos os seres vivos. 

Basta ilustrar que atualmente cães não tem mais donos, e sim

O Controle Social e os Justiceiros Virtuais

Constata-se que, hoje, com a democratização da informação (facilitada pela internet, pelo maior nível de escolarização e pelo fortalecimento do espírito cívico), a fiscalização e o controle social, especialmente sobre a gestão pública, tornaram-se cada vez mais contundentes.


Com a massificação das redes sociais, a preocupação da sociedade com os problemas da administração da “coisa pública” ampliou-se exponencialmente. Críticas e reclamações são postadas diariamente em grupos de WhatsApp, Facebook, entre outros, e dão visibilidade tanto a crises reais e falhas de gestão quanto a descontentamentos meramente subjetivos.

As cobranças, quando fundamentadas, são salutares e fortalecem a democracia. A sociedade é composta de diferentes grupos,

Greve da Educação no Paraná e Protestos dos Caminhoneiros: de que lado você está ?

É interessante como existe um relativismo nas ações que envolvem interesses políticos, ou mesmo nas ações que embora não sejam diretamente relacionadas com a política, são, em maior ou menor grau, influenciadas ou cooptadas pelas questões político-partidárias. 

Um exemplo nítido é a greve dos trabalhadores da educação e a paralisação dos caminhoneiros (alguns querem classificar como lock out, desprezando as dificuldades dos caminhoneiros e vendo a paralisação como um mero movimento das grandes transportadoras... ). É curioso como os mesmos políticos que apoiam e divulgam um dos movimentos, acompanham passeatas, discursam ressaltando a importância e defendendo a bandeira de luta dos manifestantes, parecem não ter tanta empolgação para apoiar a causa do outro movimento. Embora ambos façam reivindicações importantes e sejam amplamente apoiados por toda a sociedade, a qual os políticos, teoricamente, representam.
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Podemos analisar, por exemplo, se isso deriva do fato de que alguns protestos trazem mais prejuízos sociais que outros, portanto, haveria certa coerência na atitude dos políticos em apoiar mais um dos movimentos em detrimento do outro. Afinal, nenhum político, que tanto valoriza a imagem, irá apoiar algo prejudicial ao povo que ele defende !

Mas da mesma forma que o protesto dos caminhoneiros provoca, por exemplo, uma crise de abastecimento (só a falta de combustível traz uma série de conseqüências para as atividades sócio-econômicas que dispensa aprofundar os exemplos), atrasos em entregas, podendo prejudicar o direito de ir e vir daqueles que membros da categoria que não estão dispostos a parar, a greve dos professores também tem seus pontos negativos. Quase 1 milhão de alunos

E a mídia anuncia mais um aumento dos combustíveis !


O aumento vigorará a partir sexta-feira (11/03/2022), de acordo com anúncios da Petrobrás. A gasolina terá reajuste de 18,77%, gás de cozinha, de 16,06%, e o diesel de 24,93%.

Aumentos nos preços dos combustíveis trazem efeitos negativos para o bolso de QUASE todo mundo. E todo mundo sabe disso e cita a inflação geral como resultado mais óbvio. Mas as implicações são muito mais abrangentes, complexas e agem de diferentes formas nas diferentes fatias sociais, o que torna interessante discutir, embora de forma superficial, algumas das implicações ou discursos mais recorrentes.

Primeiramente, sabemos que quando há reajuste dos combustíveis, há uma inflação generalizada, pois o transporte primordialmente utilizado para todas as mercadorias no país é o terrestre, especialmente rodoviário, cujos diversos estudam comprovam ser menos eficiente para transporte de cargas de alto volume e baixo valor agregado, com é o caso das comodities agrícolas, madeira, e outros. Enfim, transporte é um custo relevante na cadeia produtiva e obviamente, todo custo é repassado ao consumidor no preço. Preços maiores, sofrem maior incidência tributária, o que ajuda a elevar a conta.

Mas pior que os resultados gerais, é a forma como a inflação afeta deforma desequilibrada aos mais pobres.

Primeiramente, a população de menor renda consome

A prioridade do governo é o populismo e não a vida ?

        Enquanto a grandiosa classe política (somente eleitos, temos em torno de 70 mil nomes, fora os indicados, assessores, ministros, secretários, etc.) terá acesso ao Fundo Eleitoral de 4,9 bilhões (entre outras regalias), o governo corta recursos públicos da Educação e da Saúde.

            Infelizmente, o fundo eleitoral criado em 2017, para suprir a ausência de doações de empresas, não é o único recurso que escoa de forma questionável pelas artérias estatais. E se não bastasse desperdícios como cartões corporativos, auxílios diversos para políticos, temos ainda uma alarmante sonegação, desvios, e gastos ineficientes e populistas.

         Por outro lado, quando o governo diz economizar, adota medidas que sufocam o povo. O Ministério da Saúde publicou, no Diário Oficial de 21 de dezembro, a Portaria GM/MS Nº 3.693 que altera a Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais do Sistema Único de Saúde (SUS). Esta portaria reduziu, pasmem, em 83%

Democracia política e o uso do Estado

Versão do texto publicado na Coluna Opinião do Leitor, da  Revista Visual - Ed. 114, de jun/jul de 2014.
mises.org

Especialmente em anos eleitorais fervilha o enaltecimento da democracia brasileira, da liberdade e dos direitos que ela garante, inclusive o direito de escolher, através do voto, os nossos representantes, ou teoricamente, os representantes dos interesses da coletividade.

Antes de tudo, porém, é preciso delimitar, conceituar e entender, de forma superficial, o que é a Democracia, afastando para esse fim as interpretações filosóficas e as diferenças entre suas formas.

A democracia teve sua origem na Grécia (demo = povo e kracia = governo). Embora Atenas tenha sido a matriarca do "Governo do Povo", nem todos podiam participar do processo nessa cidade. Obviamente, por interesses da classe "dominante", mulheres, estrangeiros e escravos não participavam das decisões.

Hoje, porém, há maior equidade de direitos. “Todos” podem votar. Entretanto, destaca-se que muitas vezes esses direitos são superestimados, pois o que existe de fato é uma "democracia" da maioria. Se 51% da população apta a votar optar por uma alternativa, independente dos motivos, aos 49% restantes só resta aceitar e se orgulhar pela escolha justa e democrática. É por isso que, muitas vezes, é justamente a população mais representativa numericamente (geralmente a população trabalhadora e humilde) o alvo do tal processo democrático, a qual é ardilosamente convencida de que, por ser maioria, em uma democracia, detém o poder. Está no comando. É representada. Mas será ?

Se outrora havia o voto de cabresto, se os antigos coronéis usavam da força e coerção, se a elite manipulava respaldada pelo poder econômico essa maioria, hoje a situação mantém certa semelhança. Os partidos políticos que estão no poder tem maior facilidade de utilizar os instrumentos estatais, financiados com o dinheiro público, ao seu favor, abduzindo, inclusive, os méritos dos

Pequenas medidas para tornar um ambiente escolar mais seguro

ALGUMAS MEDIDAS PARA TORNAR UM AMBIENTE ESCOLAR MAIS SEGURO


Elis Daiane Ribeiro
Emerson Adriano Gomes
Haroldo José Andrade Mathias



     Durante uma atividade proposta pela disciplina de Estágio Supervisionado no Ensino Fundamental II, tivemos a oportunidade de realizar observações no Colégio João de Mattos Pessoa, em Irati. Parte destas observações podem ser aplicadas em outras escolas, pois se tratam de orientações gerais visando contribuir com a segurança do ambiente.

       Para isso, realizamos um trabalho com a seguinte temática: “Pequenas medidas para tornar um ambiente escolar mais seguro", onde foi explanado aos alunos o tema “rotas de fugas”, apresentando-os às simbologias comumente utilizadas no quesito segurança, além de demonstrar na prática como se comportar em um eventual acidente de qualquer natureza, indicando aos alunos como proceder em situações de emergência.

    Indicou-se também quais os procedimentos adotados pelas equipes de socorro, apresentando as razões técnicas que justificam o porquê de cada procedimento ser realizado de determinada maneira.

      Além da preocupação com o quesito "segurança da estrutura física", a qual demanda investimentos e às vezes reformas, o que se torna mais complicado e oneroso, é importante e também que as instituições orientem melhor os seus alunos e demais usuários nesta questão e também sobre como estes devem agir em caso de acidente de qualquer natureza.

     Como as simbologias seguem um padrão e como as dificuldades e dicas podem ser utilizados em qualquer situação e em qualquer local, este breve resumo visa apresentar os principais pontos que podem ser úteis para as demais escolas bem como para as situações que poderemos encontrar no dia a dia, não esgotando o tema, mas despertando o interesse dos leitores para buscarem maiores informações.

     Desta forma, contribui-se para minimizar os riscos e fazer da escola um ambiente mais seguro para todos, para que alunos; professores e funcionários possam estar focados apenas no objetivo da instituição: O APRENDIZADO.

IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO

      Melhorar  a segurança do pessoal que circula na escola;
      Dimensionar os acessos as saídas de emergência;
      Dar um primeiro combate a um possível princípio de incêndio

A IDEIA DO PROJETO NA ESCOLA

   Apesar de muitas instituições não disporem de projeto de prevenção contra incêndio e pânico formalizado, pequenas medidas podem fazer da Escola uma ambiente mais seguro para todos. Por exemplo:
    Agir com calma e saber o que fazer, tornará a sua saída da escola mais segura, numa eventual situação de risco.


ROTA DE FUGA



Rota de fuga é um mapa que representa, através de símbolos apropriados, o trajeto a ser seguido pelo aluno no caso de necessidade urgente de evacuação do local (escola) em função de incêndio, desabamentos ou outros casos. A falta de indicadores de...

Brasil, um reino de bárbaros contemporâneos

portal.gazetafm95.com.br
Nas próximas eleições merecerão meu voto os políticos que, em uma postura firme contra o atual estado de insegurança, de banalidade da vida, confrontem os discursos ideologicamente enviesados e coniventes com a criminalidade. Que elaborem leis e promovam ações efetivas que visem garantir a segurança da população e principalmente que debelem a nítida impunidade, principal responsável pela vergonhosa posição que atualmente o Brasil ocupa em termos de violência.
Crimes são cometidos por pessoas de qualquer idade, de qualquer raça ou condição socioeconômica. As políticas públicas socialmente deficitárias podem influir, mas tentar atribuir as causas da criminalidade a quaisquer fatores que não consideram a impunidade escancarada, é assumir um viés demagógico, justificador e conivente com a criminalidade. 
Os discursos sociológicos, paternalistas e ideologicamente coniventes com a criminalidade já se mostraram não só ineficientes, como as estatísticas e a dor de tantas famílias comprovam, mas acima de tudo, prejudiciais à sociedade.


BRASIL: UM REINO CONTEMPORÂNEO DE BÁRBAROS ?

Um dos conceitos mais usuais do que seriam os povos bárbaros é a definição construída pela sociedade do Império Romano do século IV ou V.  Neste contexto, a palavra "bárbaros" era utilizada para designar todos aqueles povos que não falavam o Latim, a língua oficial dos romanos, e que viviam fora das fronteiras do império.
A organização sociocultural e econômica dos bárbaros é apresentada em diversos textos como rudimentar. Isso se analisada sob um olhar eurocêntrico, em comparação à estrutura do Império Romano ou mesmo diante do anacronismo de compará-la às sociedades atuais, teoricamente, avançadas.

Esse pensamento gera determinados vieses de interpretação que escondem a complexidade

Os investimentos em Educação são suficientes ?

Refletindo uma opinião comum a diversas pessoas e segmentos da sociedade, um deputado e empresário da região publicou em uma das suas redes sociais uma crítica ao desempenho da Educação Brasileira, que se há de convirmos, foi sofrível na avaliação do PISA - Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (2018).

Determinar quais as causas das notas ruins, especialmente quando se toma por parâmetro um único (PISA), é uma atividade complexa. Isso envolve N questões, inclusive, se tais testes padronizados permitem fazer tal avaliação qualitativa. Abre-se muita margem para subjetivismo. Portanto, definir o que causaram as notas ruins exigiria uma tese a parte, e talvez nem assim, se chegasse a uma conclusão, pois existem uma gama de fatores que podem influenciar nos resultados.

Além dos fatores subjetivos que afetam famílias, professores e alunos, há a questão estrutural, cultural, as desigualdades sociais, etc. E entre tantos fatores inter-relacionados, estão os investimentos (públicos ou privados). Investimentos não só em Educação, mas em Saúde, Segurança, entre outras áreas que afetam a vida da criança em idade escolar e que causam reflexo na relação ensino-aprendizagem.

Segundo o autor da postagem, o Brasil investe o suficiente em Educação, sendo assim, o problema não é a falta de recursos, mas a má aplicação deles.

Para chegar a esta conclusão, ele se vale de um comparativo de quanto os países membros da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) investem na

Desemprego Estrutural

Você trabalharia gratuitamente, por exemplo, para uma instituição bancária, que fatura bilhões por ano ?.( O Banco do Brasil faturou mais de 10 bilhões em 2009, segundo o site bancarios.com.br). Exagerando ainda mais: você pagaria uma taxa ou tarifa cada vez que executasse um trabalho para essa instituição, ou seja, o literal “pagar para trabalhar” ? (segundo a Gazeta do Povo de 18/08/2007, em média 20% do faturamento dos bancos provém das tarifas bancárias)

Pois de certa forma, é isso que ocorre na prática quando você utiliza o caixa eletrônico, e o pior, quando você faz isso, indiretamente está contribuindo para o desemprego estrutural.

O desemprego estrutural pode ser interpretado como a conseqüência da modernização das estruturas de produção e de trabalho, que segundo Aoki, ocorre por meio da mecanização e da automação dos processos de produção e trabalho.

Precisamos de Ciência e Consciência para enfrentar a Pandemia

A Pandemia, pela sua gravidade, é um assunto que há mais de um ano é o centro dos debates científicos, político-econômicos, e está diuturnamente em pauta nos diversos jornais, programas televisivos e nas conversas informais (potencializadas pelas redes sociais) e até nas atividades religiosas. 

Nestes assuntos, é inevitável a mescla com a questão político-partidária e ideológica, o que consequentemente, gera tanto críticas quanto defesas apaixonadas, e muitas vezes, desarrazoadas, sobre a gravidade do momento, sobre as melhores formas de enfrentamento, sobre as melhores medidas a serem adotadas e sobre a atuação Estatal.

A gravidade deste emaranhado de opiniões (infelizmente muitos confundem opinião com fato, e outros ainda confundem fato isolado, sem relevância estatística ou científica com regra universal que pode ser generalizada), fica ilustrada no campo científico

O cidadão comum questiona, "com unhas e dentes", cientistas, pesquisas, dados, etc. jurando que estão errados, que são mentiras, histerias coletivas, que se constituem em um complô mundial para atacar algum messias.

E assim, o cidadão se acha apto a apontar soluções para a crise ou a seguir recomendações duvidosas de qualquer influenciador, invadindo a competência médica (não que não haja médicos com viés ideológico) e as diretrizes de organismos técnicos e científicos com idoneidade historicamente comprovada. 

Enfim, como disse Luis Felipe Pondé em um programa de TV, alguns vivem em uma paranoia, vendo relações conspiratórias em tudo, porém, são tão egocêntricos que acham que são os únicos iluminados que conhecem esta verdade suprema, enquanto a maioria da população é enganada. Sem mencionar que são detentores e guardiões dos valores universais e da ética, tapando os olhos para tudo que foge deste mundo encantando criado na mente deles.

Chegamos ao ponto de muitos, que sequer são da área médica, defenderem o uso de soluções sem comprovação científica, ou pior, com a comprovação de que são ineficazes e até perigosas, induzindo o povo à automedicação. 

Só o Governo Federal gastou quase 90 milhões com a compra

A baixa produtividade brasileira e a letargia do trabalhador

Segundo o The Economist, citada pelo BBC Brasil e pelo UOL o trabalhador brasileiro precisa sair de seu estado 'letargia' para economia crescer. Ou seja, seria ele o culpado pelo fraco desempenho econômico do Brasil, apesar das tantas outras variáveis influentes ?

Para o Economist, "Filas, tráfego, prazos descumpridos e atrasos de todo o tipo são parte do cotidiano brasileiro. Isso também é uma mostra, segundo a edição desta semana da revista britânica The Economist, da baixa produtividade do trabalhador brasileiro, que acaba por segurar o crescimento da economia. A produtividade do trabalhador brasileiro está estagnada há mais de 50 anos e o país precisa ser mais ágil e mais produtivo para voltar a crescer, segundo o texto, cujo título é "50 anos de soneca".

www.diarioliberdade.org
Isso estampa claramente uma visão capitalista, que considera os trabalhadores como meros objetos, responsáveis pelo crescimento da economia. Crescimento isso que via de regra alimenta o lucro de particulares, sendo infimamente socializados os benefícios da produtividade.

Entretanto, antes de atribuir aos trabalhadores a responsabilidade pela estagnação da economia, geralmente nunca assumida pelo governo, sob pena de perder a popularidade política, é preciso repensar paralelamente o papel do Estado.

De onde vem a cultura do carnaval e futebol, senão do governo que apoia o pão e o circo como entretenimento ? Isso sem adentrar na polêmica discussão sobre a política de bolsas para a subsistência da população. Destacando, entretanto, que não se trata de uma questão recente, mas as políticas assistencialistas e populistas permeiam a muito tempo a ação do Estado brasileiro. No mínimo desde o Estado Novo, no início do século XX.

E falando em políticas públicas, a maioria dos gargalos apontados, como atrasos, burocracia e demais custos, são decorrentes da falta de investimento em infraestrutura, da ineficiência de nossos modais de transporte, da burocracia, etc. Questões que não são exclusivamente responsabilidade dos trabalhadores, mas do Estado.

É preciso destacar ainda a responsabilidade do próprio setor produtivo privado. A necessária capacitação do trabalhador, muitas vezes, é financiada pelo povo (escolas e universidades públicas, cursos técnicos, etc.) para garantir o lucro do particular.

Seca no Nordeste: Problema natural ou socialmente construído ?

Embora o problema da seca no Nordeste seja histórico, atualmente, estando em voga as questões ambientais, bem como seus efeitos nas condições socioeconômicas das populações, os meios de comunicação tem dado maior destaque às pesquisas científicas que abordam esta problemática. Livros como Os Sertões, de Euclides da Cunha e Vidas Secas de Graciliano Ramos enredaram essa questão. Basta pesquisar "Nordeste" no Google Imagens, e os resultados são caatinga, terreno ressecado, pessoas em busca de água, enfim, paisagens que retratam a seca.


Entretanto, antes de discutir a questão, é preciso lembrar que quando falamos de seca no nordeste, não estamos nos referindo a um espaço homogêneo. A seca se concentra principalmente no Sertão Nordestino

A zona da mata, por exemplo, próxima ao litoral, tem características diversas. O Meio norte é uma área de transição com a floresta amazônica, úmida. Isso também alerta para a necessidade de desvincular a pobreza como consequência da seca, esquecendo de outras questões econômicas, sociais, culturais e políticas que possam interferir. Na Austrália, por exemplo, grande parte do território está sob o domínio dos desertos ou do clima semi-árido.

Destaca-se, entretanto, que embora a seca seja um problema ambiental (decorrente de fatores climáticos, topográficos, etc. que de forma sistêmica afetam outras esferas), ela está vinculada com questões antrópicas, como formas de uso e ocupação do solo, atividades econômicas, que por sua vez se refletem nas condições humanas.
Neste sentido, a questão da seca não deixa de ser também um problema de políticas públicas, que requer por parte do Governo medidas de adaptação, planejamento e principalmente ação.

Além de seca, a falta de

A Juventude Brasileira e a Geração Nem Nem.

Acompanhando o noticiário nos últimos dias, fica evidente uma situação cuja análise é complexa, atraente para conjecturas partidárias e ideológicas, mas que não deixa de ser preocupante, mesmo que tomada de forma superficial e descritiva, como se segue. Trata-se do futuro de uma geração de crianças, adolescentes e jovens, e consequentemente, o futuro econômico, social, e porque não, político (enquanto elemento amalgamador destas relações) do país.

Um dos pontos que compõe este contexto é aquilo foi alcunhado pela mídia como “geração nem nem”. Ou seja, um contingente de quase 10 milhões de brasileiros que não trabalham e não estudam. O outro ponto são os fracos resultados do Brasil na avaliação do PISA, teste que busca medir o conhecimento e a habilidade em leitura, matemática e ciências de estudantes com 15 anos

Segundo o Jornal Estadão, os países ricos também têm seus "nem-nem", mas o motivo é a recessão persistente, que inexiste no Brasil. Ao contrário, o governo anuncia insistentemente uma condição econômica próxima do pleno emprego, bem como anuncia a ampliação das vagas e das possibilidades de estudo nas diversas instituições escolares, o que soa contraditório com os números ou impulsiona a buscar novas possibilidades de explicação.

Entendendo a Taxa básica de juros (SELIC)


Em abril de 2014, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reunirá para definir a nova taxa básica de juros (Selic). Grosso modo, juro é o valor do dinheiro ao longo de um período. É um índice econômico-financeiro para registrar a rentabilidade de uma poupança ou o custo de um crédito.

Segundo o Banco Central, o SELIC , que significa Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, é o depositário central dos títulos que compõem a dívida pública federal interna (DPMFi) de emissão do Tesouro Nacional e, nessa condição, processa a emissão, o resgate, o pagamento dos juros e a custódia desses títulos. É também um sistema eletrônico que processa o registro e a liquidação financeira das operações realizadas com esses títulos pelo seu valor bruto e em tempo real, garantindo segurança, agilidade e transparência aos negócios.

A Taxa Selic, também conhecida como taxa básica de juros, representa  a menor taxa de juros da economia brasileira e serve de referencial para diversas outras operações econômicas, como financiamentos, empréstimos, rendimentos de aplicações financeiras, dos títulos da dívida, etc.  Ela é usada diretamente nas operações de crédito interbancárias e também nas aplicações feitas por estas instituições bancárias em títulos públicos federais.

Existem outras taxas também utilizadas como referencial econômica, como a TR (taxa referencial, usualmente utilizada nas cadernetas de poupança), TJLP (taxa de juros de longo prazo, utilizada nos financiamento do BNDES), etc.
Lembrando também que

A crise hídrica e outros problemas “ambientais” e a formação da consciência social

Fonte: correio.rac.com.br
         Enfim materializou a crise ambiental há tempos anunciada; a água efetivamente tornou-se um líquido precioso pela sua importância não apenas fisiológica, mas também econômica.

           Assume-se que a ação antrópica provocou e potencializou uma série de “problemas ambientais”. Culpa-se a população, a qual sofre as conseqüências dos impactos e geralmente arca com o ônus desses problemas. Essa visão, porém, é um tanto quanto simplista, pois como toda relação, causas e conseqüências se fundem, havendo de se considerar uma série de outros fatores conjuntamente influenciadores ou determinantes. Até mesmo o termo “problemas ambientais” tem uma concepção ideológica, sendo mais socioeconômico do que ambiental propriamente dito.
Fonte: meioambiente.culturamix.com
            Não se pode ainda desconsiderar que o comportamento humano é resultante também das pressões econômicas. Além da necessidade de explorar a natureza para garantir a subsistência e a realização de uma série de atividades, o sistema econômico vigente, cuja finalidade é o lucro, impõe uma série de influências, o que alimenta um ciclo em constante expansão de produção, consumo e desperdício, e consequentemente, de exploração sem limites da natureza. A reciclagem, por exemplo, não passa de uma resposta de cunho precipuamente econômico aos efeitos de um problema, já que o sistema só toma medidas ecologicamente corretas ou corretivas quando estas visam

Lei da transparência: Só a fiscalização do salário dos servidores é importante ?

No dia 16 de maio de 2012, a Lei de Acesso à Informação passou a vigorar. 

Mais especificamente, entrou em vigência a Lei nº 12.527, de 18 de Novembro de 2011, a qual regula, basicamente, o acesso às informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do § 3odo art. 37 e no § 2o do art. 216 da Constituição Federal. 

A Lei discute vários pontos, entretanto, a opinião pública tem se concentrado e polemizado a questão do salário dos servidores. A questão é: paralelamente, há outras questões relevantes. Elas serão consideradas pela sociedade ou seguirão a Lei da teia da aranha ?

A discussão da Lei foi polêmica. Uma das principais polêmicas estava na divulgação nominal do salário dos servidores.

Obviamente, a transparência das ações do Estado e o acesso às informações faz parte do processo democrático e se consolida como uma das facetas do exercício da cidadania. Porém, defendem alguns que a divulgação nominal do salário dos servidores está além da

A possibilidade de multas aos pedestres no contexto da mobilidade urbana

http://www.cmisalto.com.br
O artigo 1º, parágrafo 2º do Código Brasileiro de Trânsito, estabelece que "o trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito.

Ainda segundo o CBT, os órgãos e entidades que compõem o Sistema Nacional de Trânsito (elencados no artigo 7º da Lei 9503/1997), respondem, no âmbito das respectivas competências, objetivamente, por danos causados aos cidadãos em virtude de ação, omissão ou erro na execução e manutenção de programas, projetos e serviços que garantam o exercício do direito do trânsito seguro.

Além disso, os artigos 72 e 73 do Código de Trânsito Brasileiro asseguram que todo cidadão ou entidade civil tem o direito de solicitar aos órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito, sinalização, fiscalização e implantação de equipamentos de segurança, bem como sugerir alterações em normas, legislação e outros assuntos pertinentes a este Código, devendo tais órgãos analisar as solicitações e responder, por escrito, dentro de prazos mínimos, sobre a possibilidade ou não de atendimento, esclarecendo ou justificando a análise efetuada, e, se pertinente, informando ao solicitante quando tal evento ocorrerá.

Dentro destes pressupostos, e tendo em vista a aprovação da Resolução 706, de 25 de outubro de 2017, do CONTRAN - Conselho Nacional de Trânsito - que regulamenta a autuação de pedestres, aprovação evidenciada fortemente pela mídia nos últimos dias, e que estabelece a possibilidade de multas aos pedestres que realizarem a travessia de vias fora da faixa, seria interessante que o setor de urbanismo (do município de Irati - PR tomado como exemplo, mas situação semelhante ocorre em diversas cidades) analisasse alguns pontos que podem gerar dificuldades para o pedestre.

São exemplos destes pontos o posicionamento dos semáforos da Rua Nossa Senhora de Fátima com a Rua Abílio Carvalho Bastos (próximo ao Hospital); também o semáforo da Avenida Getúlio Vargas com a Rua