Paisagem Geográfica

PAISAGEM GEOGRÁFICA

Comumente, as pessoas denominam de paisagem o que elas observam como algo bonito, agradável, bucólico, etc. Por exemplo, uma bela cachoeira em uma mata, uma linda praia. Entretanto, para a Geografia, o conceito de paisagem vai além de um belo panorama natural. Para Milton Santos (1998) apud Aoki (2006)  “tudo aquilo que nós vemos, o que a nossa visão alcança, é a paisagem (...) Não apenas formada de volumes, mas também de cores, movimentos, odores, sons, etc.”

A própria descrição de Santos, no entanto, nos permite ir além dos elementos visíveis. Boligian (2004) diz que a paisagem é tudo o que está presente em determinada extensão do espaço terrestre e que pode ser abarcado pelos nossos sentidos (não somente a visão), mas abrangendo também elementos não visíveis, como ruídos, odores, sensação térmica, etc. compreendendo não somente elementos estáticos, mas a dinâmica que dá vida e especificidade a determinado lugar.

Fonte: http://radionajua.com.br
Dessa forma, as paisagens variam de um lugar para outro, pois elas são formadas de elementos diferentes. A paisagem urbana, por exemplo, terá diferenças em relação à paisagem rural. E estas diferenças decorrem de fatores naturais, mas também da relação entre a sociedade e a natureza.  Portanto, a paisagem revela como dada sociedade desenvolve suas atividades, como as pessoas se relacionam entre si e com a natureza. Ou seja, expressa a dinâmica e a interação tanto entre os elementos humanos e sociais com os elementos naturais e as interações destes elementos entre si.

Além das diferenças concretas e objetivas existentes entre as diferentes paisagens, e da variedade de elementos que as compõem, cuja combinação colabora para que cada paisagem seja única, existe também a...

A concepção de qualidade no serviço público

O Estado-burguês

É comum - e tudo que se banaliza geralmente se generaliza e se repete sem a devida análise de seu significado - ouvirmos pessoas criticando os serviços públicos. E isto se tornou mais evidente no atual momento político, marcado pelo descontentamento social, pela evidenciação dos casos de corrupção, etc.


Este contexto fortalece o retorno de uma onda reacionária, elitista e privatista que enfatiza, com base em pressupostos incoerentes com os objetivos do serviços públicos, a busca pela qualidade e pela eficiência, focando na redução de custos, mas afastando a preocupação com a finalidade social que o Estado deve atender e com as condições de trabalho. Isso se confirma ao citar que justamente em um contexto político neoliberal, a EC 19 elevou a eficiência ao status de princípio constitucional.

Os críticos esquecem que tal comparação desconsidera convenientemente uma premissa elementar sob a qual repousa todas as distinções entre o setor público e o privado. O setor público tem como objetivo atender às necessidades sociais. O gestor não detém a disponibilidade da coisa pública, portanto, o fim mediato de qualquer ação é o interesse público, não a eficiência como meio para a lucratividade. 

O setor privado tem como foco de todas as suas ações o lucro. Qualquer ação, qualquer estratégia de marketing, qualquer melhoria no produto, no atendimento ao cliente, na redução de custos, visa a garantir o lucro. Até mesmo quando uma empresa realiza alguma ação de responsabilidade social, o faz para melhorar sua imagem, angariar clientes, e finalmente, elevar suas receitas e seu lucro.


Não obstante esta diferença, verifica-se que algumas correntes ideológicas estão alçando o  Estado a mero instrumento a serviço do capital. 

O uso do Estado e os casos de corrupção escancarados que não se resumem a este ou aquele partido ou ideologia (embora impere nos discursos políticos um maniqueísmo movido pela paixão que se compara a um debate de torcedores de time futebol em um boteco), contribuíram para a sociedade, talvez por desespero, redimir mais uma vez o projeto abertamente neoliberal que agora retorna.

Com isso, critica-se os gastos públicos voltados para atender ao povo mas naturaliza-se os gastos e benefícios entregues ao capital. Enfim, o Estado deixa de lado sua razão de existir: atender o interesse público, coletivo; o Estado passa a atender o que convém aos grupos de poder.


https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2016/02/06/
reforma-tributaria-em-fatias-elevacao-do-itcmd/
Exemplificando: se fala em reduzir os gastos com programas sociais, com a educação e até com a saúde, sob o argumento  de que as receitas não são suficientes para atender tantas despesas. Porém, não se usa da mesma lógica para criticar o vultoso volume de recursos do orçamento federal (em torno de 40%) destinado ao pagamento de juros e encargos da dívida pública para beneficiar os poderosos banqueiros. 


http://jornalggn.com.br/blog/diogo-costa
Fala-se em ampliar as receitas aumentando impostos (os quais por incidirem sobre o consumo, oneram proporcionalmente os mais pobres), porém, não se cogita a tributação de grandes fortunas (até hoje sem regulamentação) ou medidas severas contra a sonegação tributária promovida por grandes empresas. Ao contrário, perdoa-se juros e multas e parcelam-se dívidas tributárias.

No que tange à sonegação, o agravante é que muitos tributos são indiretos, ou seja, são embutidos no preço e pagos pelo consumidor. No entanto, os arrecadadores esquecem de repassá-los. Estes recursos sonegados são surrupiados do próprio

Redes e Hierarquia Urbana


Quantas vezes você já necessitou se deslocar à cidades vizinhas ou para grandes centros para obter produtos ou serviços não existentes onde você mora?
As cidades pequenas, de modo geral, conseguem satisfazer as necessidades cotidianas de consumo. Entretanto, quando se precisa de serviços especializados, como órgãos públicos, aeroportos, exames ou intervenções cirúrgicas mais complexos, visitar museus, teatros e outros centros culturais de maior destaque, torna-se necessário esse deslocamento.

Ou seja, algumas cidades, exercem maior influência econômica, política, cultural, etc. sobre as outras outras, atraindo as pessoas. Essa relação de atração e influência é denominada de rede urbana.
O mapa ao lado ilustra como determinadas cidades ou regiões centralizam determinam atrativos urbanos e com isso conseguem exercer maior grau de influência sobre outras regiões. É perceber, por exemplo, que a influência da região sudeste, especialmente em virtude da Grande São Paulo e do Rio de Janeiro se espalha por grande parte do território nacional. Afinal, nestas regiões estão instaladas muitas indústrias, bancos, seguradoras, aeroportos, órgãos públicos e a maioria das emissoras de TV.

A discriminação racial não é a explicação absoluta para todas as desigualdades

INTRODUÇÃO

Atualmente, apesar da ênfase social na liberdade individual, na quebra de tabus, na aceitação das diferenças, mais do que nunca parece haver um patrulhamento sobre tudo que foge do que alguns definiram como sendo politicamente correto.

Entretanto, se o “correto” fosse definido a partir de uma fundamentação moral ou ética (sem entrar no mérito das diferenciações entre ambos os conceitos), as contradições seriam menores. Porém, da mesma forma que os discursos preconceituosos, o discurso que sustenta o que é politicamente correto também é relativizado e respaldado pela ideologia, desvirtuado e utilizado para atender a conveniências e favorecer a manipulação social, o que exige uma análise mais atenta antes de propagá-los ao vento.

Muitos destes discursos, que já se tornaram clichês, não subsistem a uma mínima análise crítica, fundamentada em dados mais objetivos (não que as estatísticas oficiais ou outros levantamentos não tenham sua parcela de subjetividade e viés ideológico).

Por exemplo, hodiernamente há uma tentativa de qualificar como racismo ou discriminação qualquer relação que envolva as diferenças étnicas na representatividade socioeconômica, mesmo que as causas das desigualdades possam ter n explicações culturais, históricas, políticas, regionais, metodológicas, etc.

Com isso, corre-se o risco de cometer a injustiça de colocar a etnia branca sempre como opressora e a negra como oprimida, estimulando lutas entre as classes em detrimento da necessária luta de classes. Ou seja, enquanto a população digladia-se entre si pelo acesso ou manutenção de direitos, o foco diverge da verdadeira classe responsável pelas mazelas sociais, que via de regra, afetam a maioria da população.


http://slideplayer.com.br/slide/1849190/

Enquanto determinados grupos apontam a questão racial como explicação definitiva e inquestionável para uma série de problemas sociais (baixa escolaridade, baixa renda, desemprego, criminalidade), camuflam causas muito mais relevantes, como a falta de políticas públicas. Falta esta que reforça a discriminação ou o preconceito ao não garantir o acesso igualitário às condições que sustentam o desenvolvimento humano.

Neste texto, optar-se-á pelo termo

A ideologia e a contradição existente nos discursos sobre o uso dos veículos

As relações sociais geram e revelam alguns interessantes movimentos dialéticos, que embora não determinem, influenciam no comportamento individual e consequentemente social, alterando hábitos, costumes, valores e visões de mundo.

Entretanto, nem sempre tais movimentos se originam de forma espontânea no tecido social, mas são induzidos, via de regra, por aqueles que têm as condições materiais para impor, deliberada ou sutilmente, suas ideologias, ou seja, por aqueles que detêm os aparatos ideológicos, que nada mais é do que a classe dominante.

                                      pt.depositphotos.com
Embora citar termos como burguesia ou classe dominante possa gerar em alguns críticos da ideologia marxista a sensação de ser mais um chavão esquerdista, é indiscutível que as relações de poder e as materialidades que lhe sustentam ou que são geradas para garantir a supremacia de determinada classe, estão presentes em toda relação social.

Um destes movimentos dialéticos que exemplifica a contraditória mudança social é o uso do veículo, marca registrada da sociedade industrial. Se retrocedermos, por exemplo, na não tão distante década de 1980, a posse de um veículo automotor era privilégio (de poucos). Esta exclusividade alimentava o desejo e a esperança de grande parte dos trabalhadores em um dia adquirir o próprio carro e com ele ter a possibilidade de desfrutar de todos os benefícios, como viajar e aproveitar a vida, desfrutar com a família, ter um meio de transporte para as

A falácia da eficiência e o retorno ao neoliberalismo privatista ?

Juntamente com as reformas políticas (da previdência e trabalhista), lançadas sob o pretexto de reduzir o déficit público e supostamente beneficiar a população, percebe-se paralelamente como política de governo, um retorno às medidas de privatização típicas da década de 90, marcada pelos governos liberais e de obediência aos ditames do “mercado” e dos grupos elitistas. A retórica se repete: cortar privilégios, melhorar a eficiência, beneficiar a população. A intenção, porém, não é difícil de perceber...

Fonte: Portal Vermelho
Independente da forma jurídica adotada, na prática, patrimônio público está sendo entregue à iniciativa privada sob o argumento de melhorar a eficiência e reduzir o inchaço estatal. Porém, o que a propaganda diz para convencer a população e os resultados concretos que o povo colherá nos próximos anos não são consoantes. Propaganda, ressalta-se, paga com recursos públicos, incoerentemente tirados da saúde, da educação, da pesquisa e desenvolvimento, etc.

Vende-se ao povo uma falsa ideia de crescimento e melhoria socieconômica, porém, o que se faz é uma velha política de enriquecimento das elites que secularmente dominam o cenário econômico e político brasileiro, marcado pela gritante desigualdade social. O pior de tudo é que se utiliza de uma estratégia que manipula a opinião pública, escondendo os reais interesses e apontando como culpados os trabalhadores, os quais na verdade, são as tradicionais vítimas de todo processo de reforma que tolhe direitos e amplia obrigações.

O objetivo, grosso modo, garantir a lucratividade de setores dominados pelas oligarquias tradicionais e compensar a incompetência dos governantes em gerir os recursos públicos disponíveis e convertê-los em utilidades à população, embora a classe governante seja hábil em utilizar-se da estrutura estatal para atender seus próprios anseios e de seus financiadores.

Entre tais medidas, uma que está recebendo pouca atenção da opinião pública e da mídia é a tentativa de entrega e de desmonte dos

Liberdade de expressão e politicamente correto: faces da mesma moeda ?

https://www.cartamaior.com.br/?/
Editoria/Educacao/Seis-respostas-sobre-
como-combater-o-Escola-
Sem-Partido/54/42694
Estamos vivendo um momento marcado pelo viés político-ideológico, de gritantes contradições e de polarização. 

Neste contexto, a questão da liberdade de expressão, por exemplo, tem sido fartamente invocada sob a alegação de defender o direito individual de opinar sobre tudo, da maneira que o indivíduo quiser, pouco importando os impactos sociais, a ética e o respeito ao outro.

Esta visão se alicerça sob uma espécie de exacerbação do individualismo egoísta, talvez uma forma de narcisismo como epidemia que ataca os valores sociais. Porém, não se resume a uma liberdade individual apenas, a um resultado da autonomia consciente do indivíduo, mas em partes, é fruto de uma manipulação estruturada por organismos ou grupos que se valem do antagonismo social. Tanto, que os mesmos que defendem a absoluta liberdade de expressão, inclusive para propalar mentiras, tentam tolher o pensamento crítico, vinculando-o a correntes ideológicas ou a doutrinação.

Enfim, a liberdade de expressão, direito fundamental expresso na Carta Magna, mas que certamente é um valor pré-constitucional (pois a própria noção de democracia se sustente nela), tem suas distorções.

A liberdade tornou-se um

Definição do Preço de Venda: Um Contraponto entre as Variáveis Teóricas e a Prática Empresarial

RESUMO:
O texto completo encontra-se na Revista Partes .Acesse clicando no link

 A formulação do preço de venda é uma atividade de vital importância para o desenvolvimento e continuidade de qualquer empresa, não bastando conhecer os custos, mas um complexo jogo de variáveis inter-relacionadas que se influenciam mutuamente. Considerando o referencial teórico e as críticas relativas ao distanciamento da teoria com a prática empresarial, buscou-se verificar empiricamente quais são os fatores que influenciam na formulação do preço de venda, com base na visão dos gestores de microempresas, constatando as poucas variáveis enfatizadas em contraposição à abrangência do referencial teórico existente. 

 1 – INTRODUÇÃO 
Para se conseguir uma eficiente formulação de preços, que supra as necessidades de recursos e que remunere o capital investido e ainda esteja de acordo com as expectativas dos clientes, o gestor deve estar atento a diversas variáveis.

 A idéia simplificadora de que o preço de venda pode ser representado pelo custo de aquisição ou produção acrescido de um percentual de lucro desejado já não encontra validade na realidade empresarial extremamente competitiva e orientada por altos padrões de eficiência e eficácia. Desse modo, o gestor deve ter uma visão holística do ambiente no qual está inserida sua organização, analisando além da estrutura de custos, variáveis estratégicas, econômicas, mercadológicas, financeiras, demográficas, etc. Podendo agir de forma pró-ativa, aproveitando as oportunidades e amenizando as ameaças. 

 A bibliografia referente a essa temática apresenta muitas variáveis que se inter-relacionam e se influenciam na formulação de preço, da mesma forma que expõe muitas técnicas que podem ser utilizadas na precificação. Por outro lado, é comum existirem críticas a respeito da distância entre a teoria e a prática, principalmente devido à heterogeneidade de pessoas que desenvolvem as mais diversas atividades empresariais. 

 Diante disso, buscou-se evidenciar quais fatores influenciam na formulação de preço de algumas das micro e pequenas empresas das cidades de Irati, Rebouças e Imbituva – PR, permitindo comparar o que a teoria apresenta e o que de fato os pesquisados vêm utilizando.

O texto na íntegra pode ser visualizado em: http://www.partes.com.br/2012/10/08/definicao-do-preco-de-venda-um-contraponto-entre-as-variaveis-teoricas-e-a-pratica-empresarial/


O bang bang da liberação das armas

https://oermodolampiao.files.wordpress.
com/2010/05/1434033-0839-atm14.jpg
Percebe-se, recentemente, uma significativa discussão, especialmente nas redes sociais, sobre a liberação do porte de armas. É um verdadeiro bang-bang de argumentos a favor ou contra. 

Embora o estatuto do desarmamento tenha algumas lacunas práticas em seu objetivo de mitigar os números da violência, a noção é lógica e intuitiva de que o oposto, ou seja, a liberação do porte de armas, além de não oferecer resultados melhores, piorará a situação.

Uma simples analogia ilustra a periculosidade que tal situação pode trazer à sociedade. No Brasil, os acidentes de trânsito, segundo o site vias seguras, considerando apenas as informações do Ministério da Saúde, revela que ocorreram em 2015 o total de 37.306 óbitos e 204.000 feridos hospitalizados, sem somar os acidentes sem vítimas ou que estas recusaram atendimento. O  Seguro DPVAT, em 2015,  realizou 42.500 indenizações por morte e 515.750 por invalidez.

Ressalta-se que para dirigir um veículo, cuja finalidade, ao contrário das armas, não é matar ou ferir,  é necessário ter a CNH - Carteira Nacional de Habilitação, o que implica passar em  testes psicotécnicos, de direção prática e de legislação. E mesmo assim, quando se analisa as causas dos acidentes, segundo o site G1, estudos da Polícia Rodoviária de São Paulo demonstram que a maioria dos acidentes acontece de dia e com a pista seca, tendo como fator preponderante a imprudência dos motoristas. 

Ou seja, a principal causa de acidentes está muito mais relacionada ao comportamento humano, imprevisível, à imprudência, ao despreparo técnico e psicológico da população, aos valores socioculturais que colocam o veículo como símbolo de status, de poder e dão a ele sinônimo e falsa segurança. Sem esquecer os efeitos do estresse do dia a dia, do consumo de álcool, entre outros fatores desencadeantes de comportamentos violentos. 

Ora, que resultados podemos esperar quando se incluiu nesta equação a possibilidade das pessoas terem acesso facilitado às armas , especialmente quando, diferente do que ocorre com o trânsito, não há impossibilidade do Estado efetivar um rígido controle do uso do armamento ? A resposta é simples: teremos às ruas pessoas despreparadas com um instrumento em mãos capaz de tirar a vida.

Outro agravante é que a existência

Escolha o seu melhor eu

         A vida em sociedade é uma eterna construção e reconstrução. E reconstruir implica em destruir o que outrora fora erguido, como crenças, valores, hábitos, saberes, pois a sociedade historicamente muda, e com ela, a cultura, as necessidades, o modo de ser. O ser humano está em constante mudança e mudando o espaço a sua volta. Devir !!

         E podemos resumir grossamente a sociedade como nada mais do que o conjunto adaptativo, reativo e proativo de pessoas. Mas não se configura como a soma dos fragmentos individuais.  Tampouco, o indivíduo é um mero fragmento daquilo que é o tecido social.

         Indivíduo e sociedade se constroem dialeticamente. Um constrói e reconstrói o outro. E como temos indivíduos e grupos complexos, podemos dizer que temos uma sociedade heterogênea, até mais que isso, temos sociedades (no plural), com camadas ou grupos, muitas vezes antagônicos. E o antagonismo não significa que uns estão certos e outros errados, mas apenas que enxergam a realidade sob prismas diferentes. Cada um tem sua própria realidade.

         E neste paradoxo complexo de inter-relações, estão as relações, talvez mais fundamentais, mais simples e mais complexas: as relações com aqueles que estão próximos a nós, que além das divergências culturais, históricas, pessoais, educacionais, repousa ainda a carga emocional e afetiva que permeiam estas relações.

    São as relações na comunidade, na vizinhança, no ambiente de trabalho, com os amigos e familiares, com cônjuges, etc.

         Neste contexto, é normal e socialmente esperado que

Agricultura Comercial e Desenvolvimento Social

Se você  abasteceu seu carro hoje, agradeça à Petrobrás. Se tomou água, agradeça sua Companhia de Saneamento. Você já fez isso hoje ?

Essa leitura, de início (apenas de início, espero eu !) pode parecer sem lógica. Afinal, todos pagam, e bem, para ter a  disponibilidade desses serviços e os fornecedores auferem lucros com essa atividade.

Mas é exatamente essa ideia que me ocorreu quando vi, um dia desses, uma frase enaltecendo a atividade agrícola. Nela dizia, não me recordo se exatamente nesses termos: "Se você se alimentou hoje, agradeça a um produtor rural".

Apesar das diferenças entre a agricultura familiar e a agricultura comercial da grande propriedade, discordo da afirmação. Hoje, a atividade agrícola como qualquer outra atividade econômica, visa ao lucro. Nenhum produtor inicia uma safra se não tiver, pelo menos, a expectativa de obter algum retorno. Inclusive a própria escolha do produto a ser cultivado é orientada pela expectativa de um maior lucro e não do que a população precisa para sobreviver,  tanto que muitos agricultores, por uma questão de viabilidade e atratividade financeira, optam pelo plantio do tabaco, um gênero nada alimentício; na verdade, até nocivo, em sentido mais amplo possível. Isto porque é uma das culturas mais rentáveis quando se considera o perfil topográfico acidentado de muitas propriedades da nossa região, dificultando a mecanização, bem como o tamanho das propriedades que cultivam o fumo, via de regra, pequenas.
Entretanto, a referida frase me convidou a uma reflexão menos regionalizada e mais ampla.

No final do século XVIII, o economista inglês Thomas Malthus, analisando a população desenvolveu uma teoria que basicamente previa que a ela iria aumentar em uma proporção muito maior que a produção de alimentos necessária a sua subsistência. É a Teoria Malthusiana, convenientemente ainda utilizada em alguns discursos. Essa previsão, de certa forma não se concretizou.

Malthus não contou com os avanços tecnológicos que proporcionaram uma elevação na produção agrícola sem precedentes. Além disso, nessa época, a taxa de natalidade nos países analisados era ...

O custo dos hábitos de vida

 http://maternar.blogfolha.uol.com.br/2013/10/09/
mcdonald%C2%B4s-visita-creches-e-pais-
temem-influencia-nos-habitos-alimentares/
É notória atualmente a preocupação das pessoas com a saúde e com a qualidade de vida. Muitos tentam reduzir o sedentarismo, deixam o carro em casa e trilham seus caminhos a pé, de bicicleta; tentam incluir alimentos ditos naturais em suas dietas, tentam construir uma rotina saudável.

Vivemos um momento de certa forma marcado por uma quebra de paradigmas. Afinal, a mídia e muitas pesquisas de saúde (financiadas por alguém, inclusive pela indústria alimentícia e farmacêutica) nos alertam que se nada for feito, os casos de

Bolsa-Família e desenvolvimento social: dados regionais exemplificativos

Os dados apresentados nesta postagem, obtidos no Portal da Transparência, (clique aqui para acessá-lo sem qualquer distorção gráfica de apresentação e sem risco de erros de transcrição) expressam, entre outros dados, os recursos repassados aos municípios pelo Governo Federal para atender ao Programa Bolsa-Família, política social de transferência de renda e de desenvolvimento humano, social e econômico, muito politizada e polemizada no Brasil.

Ressalta-se que os Portais da Transparência, via de regra, deixam a desejar em

Agrotóxicos na água potável

Agrotóxicos foram detectados na água que abastece mais de 2.300 cidades de 2014 a 2017

O mapa é fruto de uma investigação em conjunto realizada pela Repórter Brasil, Public Eye e Agência Pública. Os dados utilizados são do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), do Ministério da Saúde.

Além do número de agrotóxicos na água por cidade, os dados permitem também enxergar a concentração dessas substâncias, que é medida em microgramas por litro. Veja nas imagens abaixo, exemplos ocorridas em cidades da nossa região.

O IDEB e a concepção desvirtuada de qualidade da educação

Texto publicado na Revista Visual Ed.145 agosto / setembro de 2014

Aguarda-se para meados de 2014 a divulgação do IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Mas apesar do alarde e do maçante destaque dado pela mídia, a real qualidade da educação escolar permanecerá obscura. Isso porque a ênfase dada ao assunto é superficial e distorcida, transformando os resultados em um ranking de melhores e piores (escolas, municípios, etc.) e tornando estas conclusões o fundamento para o entendimento social de uma questão abrangente, dinâmica, sistêmica, complexa e que não se limita ao retrato mostrado por um índice estático e parcial.

         Essa desvirtuada compreensão ainda se retroalimenta na retórica (e nas práticas) daqueles que embora entendam a complexidade do problema, optam por  simplificá-lo e traduzi-lo de modo conveniente, influenciando a visão social da educação, da sua qualidade, das funções da escola e das políticas públicas.

            Mas o que é, conceitualmente, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica ? Grosso modo, o IDEB reúne dois conceitos importantes para a qualidade da educação: fluxo escolar (aprovação e repetência) e o desempenho nas avaliações elaboradas pelo INEP (Prova Brasil ou SAEB). Teoricamente, se o sistema retardar a aprovação do aluno visando bons resultados nas avaliações, comprometerá o índice de aprovação (fluxo). Da mesma forma, se facilitar a aprovação de alunos com baixo rendimento para melhorar o fluxo, a distorção será sentida nos resultados (notas) das avaliações. A solução ideal para obter bom desempenho no IDEB seria ter um fluxo satisfatório e garantir que os alunos aprovados dominem os conteúdos propostos – na prova !

         Porém, a realidade é mais ampla, complexa e está sujeita a variáveis que fogem do idealismo teórico e da quantificação objetiva. Neste sentido, além da desvirtuada e superficial interpretação social do que o índice revela, despontam críticas pedagógicas e conceituais.

http://artesmendes.wordpress.com/tag/ideb/
É preciso compreender que o indicador se vale do conceito limitado e quantitativo de notas, não isento de críticas pela sua insuficiência em avaliar na plenitude as competências dos alunos. Mais cuidadosa ainda deve ser a análise ao considerar que tais avaliações contemplam apenas Língua Portuguesa e Matemática, apesar dos conteúdos socialmente necessários não se restringirem a estes, pois a educação tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, vinculando-se à prática social, como destaca a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB. Assim, o que impede tecnicamente que estas distorções aliadas ao caráter competitivo que o índice auferiu, estimulem o sistema (a escola é apenas um dos elementos sujeitos a diversas influencias) a priorizar os conteúdos exigidos nas avaliações ?

Também é preciso destacar que tais avaliações são padronizadas, ou seja, a mesma avaliação é aplicada igualmente em todo o território nacional, desconsiderando na comparação dos resultados as disparidades regionais e até mesmo locais que podem afetá-lo. Basta analisar que IDEB e IDH municipais mantêm uma estreita relação. Diante disso, se torna óbvio que praticamente todos os 20 primeiros municípios melhor classificados no IDEB (2011), apresentem um IDH (2010) superior ou em torno de 0,700. Por outro lado, os "piores municípios" na classificação do IDEB apresentam também um IDH relativamente baixo.

Outro exemplo ilustra a distorção decorrente das

LRCOM - Livro de chamada on line nas escolas públicas

Em 2023, será implementado na Escola Municipal Padre Wenceslau, o Livro de Registro de Chamada On-line (LRCOM).

Este sistema vem sendo gradativamente implementado no município, e já é utilizado pela rede estadual de educação do Paraná.

Trata-se de uma ferramenta disponibilizada pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED-PR) para que os professores possam realizar a chamada dos alunos de forma digital. Esse recurso foi implementado em 2016, com o objetivo de facilitar o processo de registro da frequência dos estudantes e garantir maior transparência nas informações, cada vez mais integradas e disponíveis para acesso pelos diferentes usuários.

O LRCOM é uma plataforma que permite aos professores registrarem a frequência dos alunos de forma ágil e segura. Para acessá-lo, é necessário que o professor tenha uma conta de usuário no sistema fornecido pela SEED-PR. Com essa conta, o professor poderá acessar o LRCOM em qualquer lugar, a qualquer momento, utilizando um computador, tablet ou smartphone.

É importante destacar que a utilização dessa plataforma requer um trabalho prévio por parte da secretaria escolar. Antes de disponibilizar o sistema para os professores, é necessário que a secretaria

Caminhada em Piraí do Sul: Subindo o Cerro da Onça, ponto mais alto dos Campos Gerais.

Piraí do Sul é um município localizado no interior do estado do Paraná, na Região dos Campos Gerais que faz divisa com os municípios de Arapoti ao norte, Ventania ao oeste, Tibagi a oeste e sudoeste, Castro ao sul, Doutor Ulysses ao leste e sudeste, e Jaguariaíva ao leste e nordeste.

O município está inserido nas Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Ponta Grossa, conforme a divisão regional vigente desde 2017, estabelecida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou ainda na Mesorregião Centro Oriental Paranaense.

A região possui clima subtropical, com vegetação original predominante da Mata Atlântica, alternando com o Cerrado. A agricultura e a

Caminhada em Mandirituba: Descobrindo os Encantos dos Campos de Camomila

Mandirituba, região metropolitana de Curitiba, foi palco de uma caminhada que reuniu aproximadamente 1,5 mil participantes no dia 2 de julho de 2023. 

Durante o percurso de cerca de 12 km, os caminhantes puderam apreciar as belezas naturais da região, com destaque para os campos de camomila, que emprestam seu aroma e propriedades relaxantes.

Nome de origem indígena, Mandirituba significa "lugar onde há muitas abelhas" ou "colmeal", é um município localizado a

Confusão entre fato e opinião ou militância dos comunicadores ?

Um comunicador, seja locutor de rádio, jornalista de tv, autor de artigos, etc. tem um público que confia em suas palavras, se informa e toma decisões  baseado nelas. Por isso, há uma necessidade ética de buscar a máxima imparcialidade possível, apresentando os fatos sob todos os prismas e vieses, buscando fontes isentas, confiáveis e verificáveis, e principalmente, deixando claro o que é fato do que é opinião ou ponto de vista. Ponto de vista nem sempre corresponde ao fato, a verdade, ou representa a totalidade do fenômeno a ser observado.


Por mera dedução, já podemos supor que a imparcialidade e objetividade, seja jornalística ou até mesmo de conteúdos científicos, é um mito. É uma utopia positivista. 


Até mesmo nas Ciências é o pesquisador que escolhe o objeto de pesquisa, a perspectiva a ser analisada e o referencial teórico que sustenta sua tese. O que dizer então dos meios de comunicação ?


Vamos a um exemplo hipotético: aproveitando a proximidade da Cúpula do Clima 2021, podemos usar o desmatamento para ilustrar.

Supondo que de 2015 a 2018 o desmatamento na Amazônia Legal foi de 8 mil km² e em 2019 atingiu 16 mil km² e em 2020 alcançou 13 mil km², podemos dizer, sem dúvida, que houve um aumento da devastação ambiental. Porém, se compararmos apenas 2020 com 2019, o que os governistas gostam de fazer,  não está matematicamente errado se falarmos que conquistamos uma redução do desmatamento.



Destaca-se que falar simplesmente que houve aumento ou redução, desconsiderando o contexto, a série histórica de dados, usando bases convenientes de comparação, não está errado estatística ou numericamente. Ambas as exposições são verdadeiras e corretas, mas expressam um determinado viés. Atendem a um determinado interesse ou visam a justificar determinada visão ou opinião. 


Assim, uma matéria, um jornalista, um formador de opinião, enfim, qualquer meio de comunicação que apresenta apenas dado problema sob apenas um ângulo, está apenas

Caminhada na Natureza: Inácio Martins, a cidade mais alta do Paraná

No dia 11 de junho de 2023, o Rotary Club de Inácio Martins promoveu uma emocionante caminhada na natureza na localidade de Rio Pequeno. 

Embora não fizesse parte do circuito internacional credenciado pela Anda Brasil e sob as regras do IVV, o evento surpreendeu os participantes com uma recepção calorosa (apesar do frio), uma variedade de atividades e uma paisagem deslumbrante. 

Enfrentando um vento gelado característico de uma das cidades mais altas do 

A valorização dos profissionais escolares (texto II)


A valorização de todos os profissionais escolares, e não apenas do corpo docente, é imprescindível para a construção de uma educação de qualidade, que não represente na sua prática uma contradição excludente dos aspectos de cidadania, justiça social, senso crítico e igualdade, conforme preceitua a chamada Educação Emancipadora e o que se espera conceitualmente da Educação e da sociedade.

Apesar de que sob o prisma da gestão  democrática e nas letras da Lei, como a LDB, Plano Nacional de Educação, entre outras, se pregue, com maior ênfase recentemente, a importância de todos os profissionais para o funcionamento harmônico do sistema educacional, a figura do professor segue frequentemente sendo o foco das políticas públicas e das discussões.

Quando se fala em escola se vem à mente os profissionais docentes, as práticas e teorias pedagógicas, o que é justo e óbvio, mas o funcionamento eficiente das escolas e de todo o sistema em suas diferentes escalas (pois não estou resumindo à escala local ou questão pontual) depende

PIB Brasileiro e PIB Mundial: cada um enxerga o que quer ver

É impressionado como quando se trata de questões políticas,  a ideologia , a subjetividade e parcialidade ficam evidenciadas.

O site Brasil 247.com, por exemplo, traz uma matéria defendendo a capacidade técnica do Ministro da Fazenda Guido Mantega.

Trata-se de uma defesa contra as críticas tecidas no jornal britânico Financial Times e pelo ministro das Finanças da Inglaterra, George Osborne, que criticavam a atuação de Mantega e a insistência do governo brasileiro em mantê-lo no cargo.
 Como argumento, a defesa se baseia no fato de que o crescimento do PIB brasileiro foi maior do que o apresentado pela Inglaterra e pelos EUA.

Foram utilizado dados do IBGE que apontam que o Brasil registrou um crescimento econômico de 2,3% em 2013. Sendo o crescimento do PIB  o terceiro maior do mundo, considerando apenas os 13 países que já apresentaram seus resultados. À frente da economia brasileira, estão apenas China e Coreia do Sul, que tiveram crescimento de 7,7% e 2,8%, respectivamente.

Primeiramente, é preciso destacar que se a média

Figuras de Linguagem e Vícios de Linguagem

Considerando que a temática “Figuras de Linguagem e Vícios de Linguagem” é recorrente nas provas do ENEM, optou-se mais uma vez em expor o conteúdo sob a forma de mapas mentais, pois se trata de uma maneira rápida para fazer revisões e consultas, além de outras vantagens em termos de assimilação, como explicadas na postagem “Mapa Mental dos Setores da Economia”, a primeira apresentada sob esta forma de exposição.

Obviamente, os mapas mentais são resumos que têm como objetivo auxiliar na assimilação do conteúdo, explicitando os principais tópicos do assunto,portanto, não excluem a necessidade do aluno ler a matéria em sua totalidade, conhecer exemplos de aplicações e resolver exercícios.

O fim da estabilidade na ponta da caneta azul

http://www.cutbrasilia.org.br/site/2018/02/16/
a-mentira-do-combate-aos-privilegios-
na-reforma-da-previdencia/
Que as políticas neoliberais são orientadas para atender ao mercado, todos nós sabemos. Que o tal mercado nada mais é que uma abstração que personifica os donos do capital, também. E quando falamos em donos do capital, estão incluídos os mais diferentes agentes com poder político-econômico, como grandes empresários, inclusive sonegadores, especuladores, ruralistas e tantos outros, cujos tentáculos se enraízam na política.

Esta relação com a política é que lhes permite fazer com que o Estado seja uma entidade a serviço de seus interesses. Para os neoliberais, Estado ruim é aquele que atende ao social. Estado mínimo e necessário, é aquele que lhes garante o lucro sob a alegação de que isso gera eficiência, renda e trabalho .

O Estado é

A Importância Econômica e Social das Micro e Pequenas Empresas

        Evidenciando a importância das micro e pequenas empresas, Longenecker, Moore e Petty (1997, p.34) afirmam que “sua contribuição econômica geral é similar àquela das grandes empresas. As pequenas empresas, entretanto, possuem qualidades que as tornam mais do que versões em miniatura das grandes corporações.”

        Uma das grandes contribuições das micro e pequenas empresas na visão de Longenecker, Moore e Petty (1997) é a potencialidade de gerar de empregos, enquanto que as grandes organizações tendem a utilizar técnicas para reduzir o quadro de pessoal, como o downsizing, por exemplo. Além disso, muitas pessoas vêem o empreendedorismo como uma saída para o desemprego.

      Conforme menciona o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2003, p.17) uma importante contribuição das micro e pequenas empresas no crescimento e desenvolvimento do País é a de servirem de “colchão” amortecedor do desemprego. Constituem uma alternativa de ocupação para uma pequena parcela da população que tem condição de desenvolver seu próprio negócio, e em uma alternativa de emprego formal ou informal, para uma grande parcela da força de trabalho excedente, em geral com pouca qualificação, que não encontra emprego nas empresas de maior porte.

        Apesar desses autores discorrerem sobre as pequenas empresas existentes na economia dos Estados Unidos, classificando-as através de critérios tais como: número de funcionários menor que cem, financiamento do negócio por grupos menores do que vinte proprietários, podemos ter uma noção da importância de tal tipo de empreendimento.

       Tratando exclusivamente das microempresas no Brasil, ou seja, aquelas que conforme a classificação do SEBRAE empregam até nove funcionários, um estudo revela que:

Na rota do Monge João Maria

Caminhada urbano-rural, saindo e percorrendo as trilhas do Parque Ambiental Monge João Maria, em Rebouças, seguindo até as proximidades do Cemitério da Comunidade do Bugio, indo sentido Poço Bonito e retornando ao Parque. Trajeto totalizando em torno de 10 km.

Usuários da Informação Contábil

          Embora seja um erro comum atribuir à Contabilidade a missão de atender com primazia o fisco, ela tem diversos outros usuários para os quais suas informações são úteis e indispensáveis, inclusive a administração.

          Os usuários da Contabilidade podem ser considerados todos aqueles que têm interesse em conhecer a situação em que a empresa se encontra e para que rumo ela está se orientando, principalmente com relação aos aspectos econômicos e financeiros.

           Atualmente, o número de usuários da informação contábil, ou seja, daqueles que tem interesse nas condições das empresas é relativamente maior, inclusive decorrente de mudanças sociais. Hoje há valorização das empresas ecologicamente corretas e pressões contra aquelas que exploram de maneira inadequada os recursos naturais ou provocam qualquer tipo de dano ambiental, tanto que muitas empresas auxiliam Organizações Não-Governamentais - ONG’s, desenvolvem projetos sociais, etc.

           Porém, além das atitudes politicamente corretas exercidas pelas empresas, a sociedade se interessa em constatar se as empresas cumprem as exigências legais, com relação a funcionários, com relação à qualidade dos produtos ou serviços, etc. Isso é comprovado pelo destaque atualmente dado a demonstrações como o balanço social.

           Entretanto, além da parcela da sociedade que se interessa pelas questões empresariais, Marion (2004) cita uma série de outros interessados, os quais são: os investidores que aplicam dinheiro na entidade, correndo risco e esperando o retorno justo; os fornecedores, que utilizam as informações contábeis para verificar a capacidade da empresa em honrar com suas dívidas, para planejar o volume de vendas, para decidir entre atender um ou outro contrato de venda, etc.; os bancos, que verificam fatores como a liquidez e o risco de insolvência para conceder crédito; o governo, para aplicar a tributação cabível, além de empregados, sindicatos, concorrentes, etc.

           No caso das microempresas, a informação contábil, em muitos casos, atende

Motivação no trabalho: uma abordagem com ênfase no aspecto financeiro

RESUMO

Comparativo dos Determinantes Motivacionais: uma abordagem com ênfase no aspecto financeiro

Acesso o texto na íntegra em na Revista Partes ISSN 1678-8419

A administração deve buscar o que motiva o indivíduo para favorecer o alcance de seus objetivos. Várias teorias tentam explicar o comportamento humano dentro das organizações. Porém, não há uma fórmula que possa ser aplicada em toda situação. Tanto as limitações teóricas quanto a individualidade humana tornam impossível determinar o comportamento das pessoas, que varia de acordo com a cultura, com as organizações e entre os indivíduos. Isso exige o conhecimento das necessidades e aspirações dos funcionários e o constante acompanhamento e revisão, pois nenhum fator motivacional terá eficácia permanente. 

 1 INTRODUÇÃO

É indiscutível a importância de estudar o fator humano e suas relações com o ambiente de trabalho, pois é por intermédio deste recurso que todas as organizações, independente do porte, continuam a existir, influenciando e recebendo as influências das interações decorrentes. Atualmente integra-se ao discurso de contenção de despesas, de corte de custos e maximização de resultado, a importância que as empresas estão dando aos recursos humanos, ora denominado capital intelectual.

 Tudo isso porque pessoas motivadas e capacitadas ter maior produtividade, maior eficiência e principalmente porque geram resultados de maior qualidade, ou seja, teoricamente a equalização dos interesses e forças opostas (empresa x empregados) gera uma relação vantajosa a todos. 

 Entretanto, para se chegar a esse estágio satisfatório de sinergia e evitar conflitos é preciso conhecer um complexo conjunto de forças e variáveis em constante interação, as quais dão motivos para que as pessoas ajam em prol dos objetivos da empresa, ao mesmo tempo em que perseguem e alcançam os seus objetivos pessoais. 

Isto ressalta a importância de conhecer quais fatores são relevantes na motivação dos funcionários. “A motivação procura explicar o porquê do comportamento das pessoas. Dessa forma, a sua influência na produtividade passou a interessar e ser estudada”. (FARIA,1999, p.54) Afirma-se popularmente que o fator que gera maior motivação ou satisfação ao funcionário é o salário. Mas além do salário, existem n variáveis que influenciam no desempenho, no modo de agir e de pensar do funcionário, como o ambiente de trabalho, relacionamento com colegas e chefes, reconhecimento, possibilidade de crescimento e aprendizado, grau de responsabilidade, entre tantos outros fatores de ordem subjetiva que integram a individualidade de cada funcionário. Nas palavras de Kwasnicka (1995, p. 43) “as pessoas dedicam grande parte de suas vidas às empresas onde trabalham. Constroem estilo de vida, seu sistema de valor e seu interesse central de vida em torno de seu trabalho. Isso é suficiente para que a preocupação não seja só com o dinheiro” Palavras-chave: motivação, salário, comportamento, organizações.

Brasil: País do futebol !

Somo o país do futebol. É o que mídia nos apresenta. É o que se percebe pela dedicação e até fanatismo de alguns torcedores. Ser jogador é o sonho de muitos garotos, mesmo que seja apenas nos momentos de diversão nos campinhos. É um dos esportes mais populares. É um meio de integração social, de lazer, de atividade física. É o assunto das rodas de amigos, etc.

Enfim, o futebol pode ser abordado sob várias perspectivas: psicológica, sociológica, econômica, cultural, esportiva, histórica, etc. É um tema amplo, abrangente, enraizado na cultura do povo, o que torna qualquer abordagem isolada, que não considera esta ampla interdependência do esporte (esporte, negócio, lazer, fato sociológico, espetáculo, evento, ou seja lá sob qual perspectiva o seja analisado), como superficial e incompleta.

E esse leque de perspectivas e variáveis é que me fez questionar se o Brasil é

Novas fronteiras agrícolas e Agricultura Familiar


Fronteira agrícola é o avanço da unidade de produção capitalista sobre o meio ambiente, terras cultiváveis e/ou terras de agricultura familiar. A fronteira agrícola está ligada com a necessidade de maior produção de alimentos, criação de animais sob a demanda internacional de importação destes produtos. Além disso, seu crescimento acelerado também está ligado pela ausência de políticas públicas eficazes onde a terra acaba sendo comprada barata e o controle fiscal inoperante

O Brasil possui 850 milhões de hectares em seu território. Estima-se que 350 milhões são agricultáveis. Cana-de-açúcar, e Soja ocupam em torno de 22 milhões e 8 milhões de hectares respectivamente. Já para a criação de gado, no território brasileiro cerca de 211 milhões de hectares são utilizados para a pastagem extensiva. Apesar do grande espaço a produtividade para cabeças de boi é considerada baixa, uma vez que temos poucas cabeças de boi por hectare. Para aumentar a produção de cereais e carne, agricultores e pecuaristas estendem a fronteira de suas fazendas adquirindo mais terras, a chamada fronteira agrícola.

O sensoriamento remoto no estudo do desmatamento da floresta amazônica por instituições americanas como Environmental Research Letters mostra que a soja é vetor que contribui para este aumento do espaço ocupado a sua produção. A produção de soja no Brasil vem exibindo crescimento elevado, com maior destaque após o início década de 1990. Esse crescimento conduziu o Brasil ao grupo dos maiores produtores e exportadores de soja do mundo. A forte expansão da produção ocorreu fundamentalmente com base em aumento da área plantada, tanto nas regiões tradicionais como nas “fronteiras agrícolas” do Cerrado brasileiro.

Entre as novas áreas ocupadas destaca-se também a região do “MAPITO”  que reúne a primeira sílaba dos Estados que a compõem: Maranhão, Piauí, Tocantins, e quando se considera o Oeste da Bahia, conhecida como MAPITOBA, é a nova fronteira de desenvolvimento do país, a exemplo do que foi o Centro-Oeste nas últimas décadas
Projeções do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) indicam que essa região deverá produzir próximo de 20 milhões de toneladas de grãos em 2022. No ciclo 2011/12, o Mapitoba produziu 13,9 milhões de toneladas. Para se ter ideia do potencial da região, na temporada 2002/03 a safra era de 7,3 milhões. Ou seja, a colheita praticamente dobrou.

 As áreas ocupadas nesses Estados têm algumas características essenciais para a agricultura moderna. São planas e extensas, solos potencialmente produtivos, disponibilidade de água e clima propício com dias longos e com elevada intensidade de sol. Além disso, os preços das terras nessas áreas, apesar de estarem em franca elevação, ainda são relativamente mais baixos do que os de outras regiões agrícolas do país. A limitação maior, no entanto, são as

Valorização social e profissional dos funcionários escolares



Prega-se generalizadamente a importância da Educação. Ela é vista  como a chave para o desenvolvimento, como exemplifica a matéria da revista Veja. A necessidade de melhoria de sua qualidade e do aumento dos investimentos na área é pauta recorrente nos discursos, nas matérias jornalísticas, nas universidades e até nas conversas informais. Mas poucos se dão conta que a educação é um complexo sistema que além de investimentos demanda pessoas nos mais diferentes setores. Profissionais que precisam ser desenvolvidos e valorizados, pois está neles o impulso para a qualidade e desenvolvimento que se almeja.

Também é generalizado pelo senso comum as dificuldades da profissão docente. Dificuldades que se exemplificam nos baixos salários, nos aspectos pedagógicos quantitativos e políticos do sistema de ensino, pela formação do professor, pelo reconhecimento e valorização social da profissão, etc. E quanto aos demais “profissionais que trabalham na educação”, que sequer tem esse foco de discussão enquanto categoria ? Como são reconhecidos, valorizados? Qual a importância social de sua função na concepção individual, na concepção da comunidade escolar e da sociedade ?

É uma contradição destacar a importância da educação (tanto no plano individual, social, quanto em termos de desenvolvimento econômico do país) quando os próprios organismos educacionais não destacam a importância das pessoas que compõe esse sistema - e frise-se aqui a importância da harmoniosa e coerente integração de todos os elementos que compõem esse sistema. Com isso a sociedade acaba reproduzindo essa visão excludente. Que sociedade vai perceber as melhorias na educação e a sua importância social se o que efetivamente lhe for apresentado é o próprio sistema (Estado, em qualquer esfera) considerando precariamente a importância de parte de seus profissionais?

Como o cita o MEC (2006), no texto " Conselho Escolar e a valorização dos trabalhadores em educação", pode-se concluir que do mesmo modo que