A ilusão dos rótulos

Conforme expressa o Portal Anvisa, a chamada Agenda Regulatória (AR) da Anvisa é um instrumento de gestão que confere maior transparência, previsibilidade e eficiência para o processo regulatório da Agência, uma vez que divulga, para um determinado período, as prioridades que demandam atuação da autoridade regulatória. 

O processo de construção da agenda prevê momentos de participação da sociedade para identificação dos problemas enfrentados por diferentes atores sociais. Neste sentido, a agência disponibilizou um formulário para a sociedade elencar suas demandas ou temas julgados relevantes. Os temas descrevem assuntos sujeitos à atuação regulatória da ANVISA, tais como registro, notificação, fiscalização, monitoramento, etc, exigências e requisitos referentes a produtos, serviços e estabelecimentos regulados por ela. 

Isto deu ensejo para compartilhar uma preocupação a respeito dos alimentos, expostos em mercados e demais centros de comércio anunciados como alternativa para pessoas diabéticas (ou com outras restrições ou intolerâncias alimentares), sobretudo no que tange ao açúcar, cujo apelo mercadológico dos produtos estimula o consumo como alternativa segura, porém, a realidade nem sempre se coaduna com o marketing utilizado. 

Vendo nos supermercados as opções de produtos "diet", percebe-se que os ditos "sem açúcar" têm em sua composição outros tipos de substâncias que elevam a glicose da mesma forma que o tradicional açúcar (e trazem as mesmas consequências, ou até piores, pois a desinformar pode estimular o consumo em maior quantidade), como maltodextrina, sacarina, sacarose, glicose, xaropes, amidos, etc. entre outras denominações utilizadas e que a maioria das pessoas não distingue (e sequer tem tempo para realizar uma análise minuciosa de rótulos com informações técnicas, minúsculas e volumosas), o que para pessoas portadoras de diabetes (que vem sendo considerada como uma epidemia da atualidade), gera riscos e danos à saúde, para não dizer, à vida. 

Lembrando que mesmo não tendo adição de açúcar, carboidratos, especialmente os simples (amido, trigo, arroz, farináceos, certas frutas, etc ) se transformam em glicose no organismo, ou seja, fazendo o mesmo papel do açúcar. Dependendo do índice glicêmico e da carga glicêmica, certos alimentos se transformam em açúcar mais rápido que o próprio açúcar de mesa.
Outro "truque", é que como a legislação dá brechas, os rótulos trazem a informação "zero açúcar", "zero gordura trans" ou "zero qualquer outra substância" que possa ser restrita em alguma dieta e prejudicial ao consumidor, porque o cálculo para autorizar tal citação leva em

Órgãos públicos e entidades: entenda a diferença com o exemplo das APMFs

Você sabia que as escolas públicas, em regra,  não tem CNPJ ? Que somente as entidades, como o município, tem personalidade jurídica, e portanto CNPJ, sendo capazes de adquirir direitos e obrigações ? Você sabia que a APMF, por sua vez, tem personalidade jurídica, mas não se confunde com a escola. Estamos tratando das escolas públicas. Se falássemos de escolas particulares, estas sim tem CNPJ e não são órgãos, mas entidades.

O presente texto apresenta uma  elucidação a respeito dos conceitos “entidade pública” e “órgão público”. Tratar ambos os conceitos como sinônimos gera algumas distorções de ordem prática, mas principalmente, de ordem legal, que vale a pena distinguir.

A principal diferença reside na

A observação como forma de entender o tempo e o clima

O QUE É TEMPO E O QUE É CLIMA ?

Visite também a postagem: Diferença entre clima e tempo neste blog.

Muitas vezes há uma confusão entre os significados dos termos TEMPO e CLIMA, sendo tratados como sinônimos, no que se refere às condições meteorológicas. Embora relacionados, tem significados distintos.

Conforme disponível no blog Vozes do Verbo (clique aqui para acessar o texto completo), o tempo refere-se ao estado momentâneo das condições atmosféricas que ocorre em um determinado local, podendo variar de maneira mais ou menos rápida. Basta observarmos que, pela manhã, o tempo pode estar ensolarado, a tarde nublado e a noite pode chover.

Para o CEMBA (Centro Estadual de Meteorologia da Bahia), o tempo é o "conjunto das condições atmosféricas e fenômenos meteorológicos que afetam a biosfera e a superfície terrestre em uma escala de tempo (cronológico) e em um determinado local." A temperatura, umidade (nebulosidade, nevoeiro, chuva) vento (e as diferenças de pressão) etc. formam o conjunto de parâmetros do tempo.

Não cabe nesse momento destacar e pormenorizar as diferenças entre os elementos e os fatores do clima, já que se trata de

Ideologia da Natureza

O termo natureza, sob a ótica do senso comum, aparenta ser um conceito de simples entendimento. Entretanto, a forma de compreender a natureza carrega ideologias e interesses. É esta abordagem que Neil Smith desenvolve em seu livro Desenvolvimento Desigual (1988), no capítulo Ideologia da Natureza, expressando como um conceito, por ser um produto social, pode servir e justificar interesses de determinadas classes.

Assim, discutir a relação sociedade-natureza se torna uma atividade complexa, justamente porque é necessário, antes de destacar as relações existentes, definir, mesmo que de forma superficial e restrita, os conceitos que se propõem relacionar. E esses termos carregam uma carga ideológica e com diversidades históricas, isto porque, a compreensão destes termos se dá em uma estrutura socialmente organizada, com interesses, contradições e ideologias que se alteram em contraposições espaço-temporais.

Dessa forma, como apresenta Smith, a concepção de natureza apresenta uma complexidade significativa, principalmente pelo seu dualismo dialético, ou seja, uma natureza universal e outra externa, de forma inter-relacionada e contraditória.

 A natureza exterior é a primitiva, existente fora e antes da sociedade. A natureza é universal quando se considera o comportamento humano e o próprio ser humano como parte integrante da natureza ou dos aspectos ditos externos.

Outra distinção é apresentada é a proposta por Kant, que revela uma natureza interior e outra exterior. A natureza interior compreende as motivações e paixões humanas, enquanto a exterior é o ambiente físico. O interessante, é que estas distinções sustentam ideologias, como a burguesa, por exemplo.

Francis Bacon, conforme ilustra Smith, apresentou uma concepção externa de natureza, justificando seu domínio pelo homem como forma de restabelecer ou manter o equilíbrio. Esta visão justificou a aplicação de técnicas para transformar a natureza segundo os interesses de grupos sociais. Obviamente, este domínio está sujeito aos limites do poder de apropriação e transformação que a sociedade tinha ao seu dispor.

Um olhar sobre o bairro Alto da Glória, em Rebouças - PR.

 RESUMO


Resumo do trabalho apresentado em 2011, na disciplina de Geografia Urbana, pelos acadêmicos: Diego Cezar Luis, Erinton Machado, Haroldo J Andrade Mathias, Robson Barankievicz e Tedimar Costa, disponibilizado como fonte de consulta para alunos do Ensino Fundamental.

O objetivo deste trabalho é lançar um olhar panorâmico acerca do surgimento, desenvolvimento e atual estagio em que se encontra o bairro Alto da Gloria, no município de Rebouças, Pr. Sua identidade no recorte espacial dentro do referido município e seu papel no desenvolvimento planejado do espaço urbano. Para tanto, se fez necessário uma revisão bibliográfica buscando o contexto histórico do bairro que se desenvolveu concomitante com a formação do município, por volta do inicio do século XX . Traz também um visão da atual conjuntura do bairro, embora considerado isoladamente, atrelado ao contexto do município no qual se insere.

INTRODUÇÃO

O município de Rebouças teve inicio com a povoação da localidade de Butiazal (atual localidade da área rural do município de Rio Azul), sendo que por volta de

Caminhada Solidária em Pinho de Baixo: uma rota pela comunidade italiana em Irati PR

No dia 06 de agosto de 2023, tive a oportunidade de participar de mais uma Caminhada. Embora seja por caminhos rurais, com direito a visitar uma pequena cachoeira, tivesse o envolvimento da comunidade local, não foi em uma rota credenciada e integrante das chamadas Caminhadas Internacionais na Natureza, com suas regras próprias e diretrizes.

Por outro lado, esta caminhada teve caráter solidário, tendo sua renda revertida em Prol da APAE de Irati. Esta é uma das diferenças em relação às caminhadas oficiais do circuito internacional. Estas são de

Antigamente era assim !

Não sei se podemos afirmar que as coisas atualmente estão melhores que no passado. É uma questão de opinião, de história individual, de percepção. Mas podemos, com toda certeza, afirmar que as coisas mudaram muito, especialmente nas duas ou três últimas décadas. Podemos confirmar esta premissa valendo-se de exemplos da tecnologia, da medicina, da indústria, mas sobretudo, com exemplos das relações sociais.

Já escrevi um texto neste blog falando das brincadeiras da década de 1980, 1990. O contexto social, econômico, cultural, etc. permitia que as crianças realizassem certas atividades. Havia espaço, condições ambientais, tempo, segurança, mas principalmente, menos alternativas mais atrativas, como vídeo-games, smartphones, etc.

Hoje gostaria de trazer à tona exemplos da vida cotidiana, mais especificamente, das atividades domésticas.

As pessoas, no frenesi da vida moderna, lamentam-se da falta de tempo. Da dificuldade na realização das atividades diárias: demanda de tempo, dispêndio de esforços, ideologia de gênero, etc.  Mas vejamos como nossas mães e avós realizavam, em regra, algumas atribuições.

O fito não é apenas trazer um ar de nostalgia, mas uma reflexão sobre o valor positivo ou negativo de certas mudanças que vão ocorrendo

V Caminhada Internacional na Natureza Circuito Pinheiro de Pedra, em Prudentópolis

No dia 21 de maio de 2023, domingo, foi realizada em Prudentópolis a V Caminhada e Cicloturismo Internacional na Natureza, no chamado circuito Pinheiro de Pedra, na localidade de Ponte Nova.

Esta foi a primeira caminhada oficial, credenciada pela Anda Brasil, que o grupo Acordei Caminhadas de Irati, criado em 12/02/2023, do qual sou membro, participou.

De acordo com a organização, a distância total percorrida pelos caminhantes foi

A crescente exigência pela qualificação profissional

pt.testsworld.net
O governo sempre divulga os números da contratação de pessoas, nunca de demissões. Há uma sobre de pessoas qualificadas em busca de uma oportunidade, enquanto um número ainda maior se prepara para entrar na disputa. Quem lucra com todo esse contexto ?

       
São divulgados pelo governo, em um grande esforço publicitário, os astronômicos números de empregos gerados em determinado período. Por outro lado, poucas fontes informam as estatísticas sobre o número de demissões que ocorreram no mesmo período, as quais podem tornar irrisórios os números de contratações. Também é comum nos depararmos com a informação de que sobram vagas em determinados campos de trabalho, que a oferta de empregos cresceu. Porém, deve-se ter em mente que é necessário que o trabalhador esteja capacitado para concorrer a essas vagas (concorrer e não assumir).


        Nesse discurso, atribui-se a responsabilidade sobre a condição de empregabilidade ao próprio trabalhador, o qual deve ter um complexo conjunto de competências e ainda bancar, não só com recursos financeiros, mas com seu tempo cada vez mais escasso, uma seqüência infindável de aprimoramentos. A justificativa apontada para isso é o fato de estarmos na era do conhecimento. Hoje, folhando revistas ou livros relacionados à área empresarial, encontramos a explicação de que o conceito de que o trabalhador como mão-de-obra está obsoleto; hoje se fala em colaboradores, em parceiros, em capital intelectual, em trabalhadores do conhecimento...

       E para elevar a importância desse colaborador nas empresas, acrescenta-se que a informação e o conhecimento são os principais recursos das empresas, superando, inclusive, na visão de muitos autores, o próprio capital. Assim, os empregadores exigem desse trabalhador ou desse capital intelectual empregado, o retorno do investimento. Espera-se produtividade, se estabelece metas arrojadas com a justificativa inclusive de ser um fator motivacional, as quais devem ser cumpridas com a máxima agilidade e qualidade.

       A necessidade de produzir com menor custo é imperativa para que as empresas enfrentem o competitivo mercado no qual todas operam e cabe ao trabalhador proporcionar o sucesso dessa empresa através de sua dedicação e de seu desempenho em suas diversas atribuições. Entre outras exigências, surge a necessidade de se fazer longas jornadas de trabalho, em alguns casos através da remuneração das horas extras, mas na maioria há a ?opção? pelo banco de horas, descontando naquelas épocas que a empresa não está produzindo com toda a capacidade, contribuindo assim para evitar demissões. Isso quando não se leva espontaneamente o trabalho para casa.

      Além das exigências profissionais, o empregado não pode deixar de lado sua qualidade de vida, cuidando de sua saúde, convivendo harmoniosamente com sua família, para que o desgaste físico e emocional não afete seu desempenho profissional. É fundamental também que o funcionário, em nome da empresa, se possível, esteja engajado em trabalhos voluntários, repassando à sociedade uma visão politicamente correta com relação à organização.

         Enfim, se no período Taylorista a excessiva especialização do funcionário era desmotivante e criticada, hoje exige-se para desempenhar as tarefas dezenas de habilidades e competências, algumas até contraditórias, como a visão crítica, a assertividade e a negociação em contraste com o conformismo com o salário, com a segurança e com o reconhecimento recebido por todo esse comprometimento.

         Falando em salário, na própria CF em seu artigo 6º consta que ele deveria ser suficiente para atender todas as necessidades básicas de uma família, inclusive lazer e educação, o que é praticamente impossível com R$ 415,00 mensais . E no que se refere à remuneração, apesar das exigências por qualificação e da substituição da mão-de-obra menos qualificada, a média regional não ultrapassa os R$ 800,00. Ainda querem o fim do 13º salário por ser oneroso demais para as empresas e uma flexibilização das leis trabalhistas, como ocorreu em outros países enfaticamente chamados de ?desenvolvidos?. A exceção é de que aqui não se pretende assegurar a proteção e os direitos mínimos como lá.

           No que se refere às qualificações, o trabalhador, por exemplo, não aprende idiomas para viajar, o que é impossível com seu salário, mas para aprender a operar os equipamentos de milhares de dólares que ele utiliza e que contrastam com seu salário. A formação hoje não é intelectual, mas profissional. Estuda-se para atender o mercado de trabalho, e toda essa qualificação custa uma parcela do próprio salário do empregado. Lembrando ainda que a formação dos trabalhadores é arcada pela própria sociedade, pois a maioria estudou ou estuda em escolas/universidades públicas.

         Essa busca frenética por qualificação forma um excedente de profissionais qualificados que ficam na reserva, contribuindo para que a lei de mercado seja aplicada às relações trabalhistas. Isso sem mencionar outras alternativas de substituição de mão-de-obra visando a redução de custos, como a contratação de estagiários, de empresas terceirizadas, da automação, etc. A grande maioria dos colaboradores (e da sociedade) devem se sentir explorados, pois como dizia Marx, só o trabalho gera riqueza. Pena que não gera para quem trabalha.

         Cabe aos interessados transformar essa realidade, ou ficar à mercê das decisões de políticos com interesses nada sociais, que ao invés de tentarem amenizar essa tendência global, ainda vão de encontro aos interesses dos que mais precisam de proteção: os trabalhadores.

Publicado no Jornal Folha de Irati, de 20 de junho de 2008.

Educação vem de casa ?

https://www.timeslive.co.za/news/
south-africa/2017-11-22-new-
roles-and-responsibilities-for-
homeschooling-parents/

Da mesma forma que já ocorreu, talvez por influência do período eleitoral, novamente veio à tona a discussão e a proposição da possibilidade do ensino domiciliar, denominado em alguns países de homeschooling

Comumente, aqueles que apontam determinadas soluções, especialmente para os complexos problemas sociais, a tratam como sendo a ideal. Tendem a adotar uma perspectiva particular, sem considerar a complexa realidade que o circunda, sem levar em conta a diversidade de pessoas e grupos que tal medida poderá afetar, muito menos os efeitos dispersos em outras áreas da realidade social, econômica, cultural, etc.

Em uma sociedade cada vez mais complexa e contraditória, educar ou ensinar - até mesmo a diferença entre estes dois conceitos geram suas polêmicas particulares - em casa tem suas vantagens sob o ponto de vista de muitas famílias. É natural que elas

O acesso universal à saúde pública e a retórica das Leis no Brasil


Segundo o Portal da Saúde, no Brasil, até 1988, a Saúde era um benefício previdenciário, um serviço comprado na forma de assistência médica ou uma ação de misericórdia oferecida à parcela da população que não tinha acesso à previdência ou recursos para pagar assistência privada.

Em meados de 1970, surge o Movimento de Reforma Sanitária, propondo uma nova concepção de Saúde Pública para o conjunto da sociedade brasileira, incluindo a Saúde do Trabalhador.

Com a promulgação da Constituição da República Federativa do Brasil, em 1988, a saúde tornou-se "um direito de todos e um dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas", ou seja, pode-se dizer que a Saúde figura entre os direitos fundamentais do homem.

Artigo 196 da Constituição Federal

Literalmente, o artigo 196 da Constitui Federal Estabelece: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.”

Lei 8.080 de 19 de setembro de 1990

A Lei infra-constitucional supracitada dispõe

Direitos e deveres, jeitinho e individualismo.

A sociedade tem uma série de direitos material e formalmente garantidos, seja pela atuação do Estado quanto pelas leis que obrigam até mesmo aos particulares a oferecer certos benefícios à população.

Entre os direitos assegurados pelo Estado, podemos citar a educação, a saúde, a segurança pública, a assistência social, entre tantos outros citados na Constituição. Embora nem todos estejam disponíveis quantitativa ou qualitativamente de forma universal, dado o limite imposto pelo princípio do “financeiramente possível”, a população enfatiza que paga impostos e que, portanto, tudo lhes é devido conforme suas conveniências individuais.

Às vezes, as exigências em voga no discurso social são muito maiores do que aquelas que o cidadão cobra quando paga, e caro, por um serviço na iniciativa privada e se conforma com um atendimento de qualidade duvidosa. Isto comprova que reclamar do que é público é muito mais um traço da cultura social, uma espécie de mania, do que resultado de uma análise imparcial e objetiva do serviço oferecido. Reclama-se porque o cidadão subentende que tem direitos: de ser tratado de forma especial, conforme suas conveniências ; reclama porque tem o direito de reclamar !

Há, porém, que se destacar que nesta relação comparativa entre público e privado, antes de qualquer análise, é preciso entender que estas duas dimensões são

Se somos todos trabalhadores, unamo-nos !


Frases de efeito, rasas e até preconceituosas, têm maior facilidade de se disseminar no tecido social e influenciar a opinião pública do que informações verdadeiras, porém, detalhadas, específicas ou relativas ao contexto, que exigem análise e ponderação. E é valendo deste expediente, talvez até antiético, que se pauta grande parte da estratégia político-partidária no Brasil.

https://www.humorpolitico.com.br/
genildo/o-poder-relativo/
Criam-se toda sorte de generalizações, constroem-se abstratamente figuras inexistentes no mundo real, surgem inimigos imaginários. E enquanto a população se distrai com temáticas ideológicas, debatendo os antagonismos como torcedores de futebol, questões mais importantes são deixadas de lado.

Neste universo de antagonismo, criam-se afirmações, até mesmo preconceituosas para simplificar e construir uma realidade ilusória: todo político é corrupto, todo obeso come demais, todo pobre é preguiçoso, todo rico lutou muito para ter o que possui, todo servidor é displicente...

A própria sociedade, talvez pela força do ego, pela necessidade de

Resumo da História da Contabilidade

A afirmação de Silva e Moura (2003, p. 03) “compreender e identificar os fatos passados é um marco para o entendimento do presente, e com maior segurança projetar idéias futuras” alerta para duas questões importantes.

A primeira destaca que é preciso conhecer a origem da Contabilidade e os fatores ligados a sua evolução para possibilitar que meios mais adequados de atender as necessidades atuais sejam elaborados.
A segunda questão alerta, mesmo que indiretamente, para a importância das informações contábeis como uma forma de conhecimento da identidade empresarial, sua evolução, seu estado presente e perceber para onde ela caminha.

Essa abordagem histórica não objetiva apontar de forma completa a evolução da Contabilidade como ciência, apontando as suas origens, bases e escolas, mas visa enfocar a adequação e resposta da Contabilidade para necessidades práticas de informação e de gestão.

Isso demonstra a sua evolução e resposta às necessidades de seus usuários e a sua adequação ao contexto sócio-econômico de cada época, cujos aspectos são mais condizentes com os objetivos deste trabalho.

Como orientação da evolução histórica da Contabilidade, Beuren (2003) citando vários autores, tais como Melis, Van Breda e Hendriksen, define a cronologia da Contabilidade em quatro fases:

Diferença entre Clima e Tempo

Muitas vezes há uma confusão entre os significados dos termos tempo e clima, sendo tratados como sinônimos, no que se refere às condições meteorológicas. Embora relacionados, tem significados distintos. Segundo o site Mundo Educação, o tempo refere-se ao estado momentâneo que ocorre em um determinado local a partir do ar atmosférico que pode ocorrer de maneira lenta ou rápida. Ou seja, isso indica que ele pode variar com significativa rapidez. Basta observarmos que, pela manhã, o tempo pode estar nublado, a tarde ensolarada, e a noite pode chover.



Para o CEMBA (Centro Estadual de Meteorologia da Bahia), o tempo é o conjunto das condições atmosféricas e fenômenos meteorológicos que afetam a biosfera e a superfície terrestre em uma escala de tempo (cronológico) e em um determinado local. A temperatura, umidade (nebulosidade, nevoeiro, chuva) vento (e as diferenças de pressão) etc. formam o conjunto de parâmetros do tempo.


Não cabe nesse momento destacar e pormenorizar as diferenças entre os elementos e os fatores do clima. Para quem quiser ter uma noção sobre essa questão, acesse o site uol, clicando aqui. Só vale destacar que os elementos do clima são os atributos básicos que servem para definir o tipo climático de uma determinada região como a temperatura, a umidade e a pressão atmosférica. 

Por sua vez, os fatores climáticos são os responsáveis pelas características ou modificações dos elementos do clima e devem ser analisados em conjunto. Os principais fatores são a latitude, a altitude, a maritimidade (a distância de uma localidade em relação ao mar), as correntes marítimas e as massas de ar, além daqueles relacionados às atividades humanas.

Da mesma forma, para o Jornal do Tempo Uol, o  tempo se refere ao estado instantâneo da atmosfera a qualquer momento, incluindo temperatura, precipitação, pressão do ar, nebulosidade, etc. Sendo assim, a previsão de tempo é uma projeção para um futuro próximo (de algumas horas a até 15 dias) baseada em cálculos matemáticos chamados modelos numéricos.

O Clima, por sua vez,é o

Equipe Acordei Corrida e Acordei Caminhadas: incentivo ao esporte e busca pela qualidade de vida

ACORDEI CORRIDAS

Desde sua criação em junho de 2018, a equipe de Corrida Acordei, sediada na cidade de Irati, no Paraná, tem se destacado como um exemplo de dedicação, superação e transformação de vida através do esporte. Além disso, incentivado muitas pessoas a praticar a corrida como hobby, lazer ou esporte.

Fundada pelo atleta competidor e maratonista Marcelo Duda, a equipe tem conquistado diversos pódios e inspirado muitos atletas ao longo dos anos.

A paixão de Duda pela corrida começou ainda na época escolar, quando ele participava do cooper, uma prática esportiva educacional leve. Sua característica pessoal de buscar correr mais rapidamente e chegar antes dos colegas chamou a atenção de um professor, que logo percebeu o potencial do jovem atleta e o estimulou a competir.

Essa oportunidade foi fundamental para despertar a paixão pelo esporte e ajudá-lo a se afastar

Distorções cognitivas que bloqueiam a inteligência emocional

       Obviamente, tratar de desenvolvimento pessoal é algo complexo. Diversas teorias dos mais diversos campos tratam da temática sob seu prisma específico, especialmente a psicologia e os campos relacionados à educação. Mas é uma temática que vai além, transpassando diversas áreas da vida, mesclando saber científico, senso comum, experiência de vida.

O fato é que manter-se em pleno desenvolvimento é um imperativo na atual sociedade da informação, extremamente dinâmica, fluída, materialista, mas que se refugia ou retorna para a valorização da espiritualidade, enfim, nesta  sociedade contraditória. Porém, a busca por ser uma pessoa melhor (para nós e para os outros) não repousa apenas nos saberes utilitaristas, técnicos, cientificamente rigorosos, passa também pela sabedoria de vida, pela experiência, pelo querer vir a ser, seja por motivação pessoal, seja pelas imposições do contexto.

Hoje, além dos estudiosos e pesquisadores (saber técnico-científico), muitos coachs, palestrantes, líderes religiosos, influencers, entre outros, dão dicas para que você consiga desenvolver competências para ser um sujeito em desenvolvimento contínuo. Isso abre o leque, obviamente,

O professor sempre está errado

https://www.soescola.com/2017/04/ninguem-leva-
mais-trabalho-pra-casa-que-o-professor.html

Percebemos que atualmente encontramos muitas coisas erradas no lado de dentro dos muros escolares.

A sociedade, como pagadora de impostos, tem o direito de expor estes fatos que comprometem a qualidade da educação.

Salienta-se que professores também pagam impostos, também fazem parte da sociedade e sofrem com atitudes que nada agregam na melhoria daquilo que é coletivo.

Vivemos um momento cujo discurso da moda é propalar aos quatro ventos que pagar impostos nos dá o direito de reclamar de tudo que é público. Afinal, reclamar é mais fácil do que fazermos a nossa parte para melhorar o atual estado das coisas. Que sociedade queremos? Como contribuímos para atingi-la? Reclamando?

Realmente, há muita coisa errada nas escolas. Não compartilho

Avaliação do serviço público pelo cidadão

A Reforma Administrativa ou do Serviço Público anunciada pelo Governo de Bolsonaro tem nitidamente a intenção de reduzir direitos trabalhistas dos servidores públicos, valendo-se da narrativa de tornar a máquina pública mais enxuta, eficiente e menos onerosa — em outras palavras, sob o pretexto de melhorar a vida do cidadão.

Ocorre que precarizar o trabalho público é, em regra, prejudicar o cidadão. Não há oferecimento de

O egocentrismo nos discursos políticos

www.sagradopenedo.com.br
Uma coisa que os políticos ou gestores públicos deveriam aprender sobre liderança, observando o exemplo de muitas empresas eficientes e de sucesso, é que não existe “EU fiz”, mas “NÓS fizemos”. 

Os resultados visíveis do trabalho dificilmente partem de ações isoladas, mas são consequências de um processo complexo, de um esforço coletivo e de um objetivo comum. Em uma empresa, parte-se da definição das necessidades dos clientes para que ela possa oferecer algo de valor a eles. 

Isso orienta o planejamento estratégico, tático e as ações operacionais. E não se encerra na entrega do produto, mas nos serviços de pós-venda, na verificação da satisfação do consumidor, na coleta de informações para melhorar todo o fluxo e retroalimentar o ciclo. Isso envolve pessoas em todos os diversos setores, em todos os níveis hierárquicos. Envolve, inclusive, pessoas

Aborto: uma questão complexa que não se resolve com opinião e julgamento social

Em linhas gerais, o aborto é definido como a interrupção da gravidez, resultando na remoção ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero, o que leva à sua morte, ou é causado por essa intervenção.

Essa interrupção pode ocorrer de forma espontânea, quando não há intenção deliberada da grávida ou de terceiros, ou de maneira artificial, mediante a utilização de técnicas médicas, medicamentos ou procedimentos cirúrgicos, entre outros.

No Brasil, em conformidade com a legislação vigente, o aborto é considerado crime, seja quando praticado de forma autônoma pela gestante (autoaborto) ou quando realizado por terceiros. No entanto, a lei prevê três

Crise hídrica e a tarifa regressiva de água

É tão recorrente quanto necessário o discurso visando conscientizar a população sobre a necessidade do uso racional dos recursos naturais, entre eles, a água potável. Entretanto, a conscientização além de demandar tempo para sua maturação e aceitação maciça requer meios que incentivem a cristalização do hábito na prática cotidiana.
Quando os meios não são adequados, ao invés de incentivar um comportamento salutar, motivam atitudes incorretas, tanto sob a perspectiva ambiental, econômica e até mesmo social (o tripé da sustentabilidade).

A tarifa de água é um desses meios que poderia ser melhor utilizado para contribuir com o uso racional da água , mas que ao invés disso, dá margem para o desperdício.

Até o limite de consumo de 10 metros cúbicos, a tarifa tem um valor fixo. (Desconsiderando a tarifa social da Sanepar, neste exemplo). Ou seja, não há um incentivo econômico para gastar menos do que esse limite.

Sugere-se, dessa forma, (inclusive ao banco de idéias da Câmara dos Deputados,esperando que possam estudar e legislar sobre o assunto) é a implementação de uma tarifa de água regressiva.

Ou seja, imóveis que gastam menos pagariam menos pelo metro cúbico de água tratada consumida. Imóveis que consomem mais (dentro de uma escala limite estabelecida) pagariam um valor maior pelo metro cúbico. Isso porque, a objetividade e influência do aspecto financeiro seria uma forte pressão na redução do consumo, na geração do hábito do consumo racional e na posterior conscientização.

Seria também uma forma de incentivar e retribuir aqueles que consomem menos e através do ônus econômico desestimular aqueles que consomem mais.

Na prática seria uma forma de compensação, como já ocorre com outros recursos, como os créditos de carbono, por exemplo.

A conscientização, as campanhas, os estudos são importantes e estão fartamente acessíveis ao público. O desperdício também se mostra evidente. Então por que não apostar em um estímulo material e de resultados imediatamente visíveis? É um meio rumo ao fim maior que o consumo racional e a sustentabilidade. Um meio talvez mais barato que o custo com tantas campanhas e talvez, com o custo (não só econômico) da falta de água!

Obviamente, que essa é apenas uma sugestão paliativa para amenizar um problema com tendência de agravamento. Problema este que é gerado por circunstância mais abrangentes e sistêmicas, e que, em um sistema capitalista de produção, orientado para a acumulação, para o consumo, para o desperdício e para a produção sem limites, não encontra a solução somente nas atitudes individuais.

http://maahchrisoste.blogspot.com.br/2011_03_01_archive.html
É preciso destacar que as atividades agrícolas (nem todas voltadas para a produção de alimentos), a agropecuária e a indústria são responsáveis por um grande percentual do consumo de água potável, quando não, pela deterioração de suas reservas. Nesse sentido, urge medidas globais, estratégicas e abrangentes, pois a sociedade não pode ser onerada duplamente por esse descaso com a sustentabilidade.

É refletir porém, que é o consumismo, orientado pelo desperdício, pela acumulação e não somente pela necessidade, que alimenta um sistema que não conhece limites exceto as fronteiras do lucro, mesmo que isso custe a sobrevivência humana.

Paisagem Geográfica

PAISAGEM GEOGRÁFICA

Comumente, as pessoas denominam de paisagem o que elas observam como algo bonito, agradável, bucólico, etc. Por exemplo, uma bela cachoeira em uma mata, uma linda praia. Entretanto, para a Geografia, o conceito de paisagem vai além de um belo panorama natural. Para Milton Santos (1998) apud Aoki (2006)  “tudo aquilo que nós vemos, o que a nossa visão alcança, é a paisagem (...) Não apenas formada de volumes, mas também de cores, movimentos, odores, sons, etc.”

A própria descrição de Santos, no entanto, nos permite ir além dos elementos visíveis. Boligian (2004) diz que a paisagem é tudo o que está presente em determinada extensão do espaço terrestre e que pode ser abarcado pelos nossos sentidos (não somente a visão), mas abrangendo também elementos não visíveis, como ruídos, odores, sensação térmica, etc. compreendendo não somente elementos estáticos, mas a dinâmica que dá vida e especificidade a determinado lugar.

Fonte: http://radionajua.com.br
Dessa forma, as paisagens variam de um lugar para outro, pois elas são formadas de elementos diferentes. A paisagem urbana, por exemplo, terá diferenças em relação à paisagem rural. E estas diferenças decorrem de fatores naturais, mas também da relação entre a sociedade e a natureza.  Portanto, a paisagem revela como dada sociedade desenvolve suas atividades, como as pessoas se relacionam entre si e com a natureza. Ou seja, expressa a dinâmica e a interação tanto entre os elementos humanos e sociais com os elementos naturais e as interações destes elementos entre si.

Além das diferenças concretas e objetivas existentes entre as diferentes paisagens, e da variedade de elementos que as compõem, cuja combinação colabora para que cada paisagem seja única, existe também a...

A concepção de qualidade no serviço público

O Estado-burguês

É comum - e tudo que se banaliza geralmente se generaliza e se repete sem a devida análise de seu significado - ouvirmos pessoas criticando os serviços públicos. E isto se tornou mais evidente no atual momento político, marcado pelo descontentamento social, pela evidenciação dos casos de corrupção, etc.


Este contexto fortalece o retorno de uma onda reacionária, elitista e privatista que enfatiza, com base em pressupostos incoerentes com os objetivos do serviços públicos, a busca pela qualidade e pela eficiência, focando na redução de custos, mas afastando a preocupação com a finalidade social que o Estado deve atender e com as condições de trabalho. Isso se confirma ao citar que justamente em um contexto político neoliberal, a EC 19 elevou a eficiência ao status de princípio constitucional.

Os críticos esquecem que tal comparação desconsidera convenientemente uma premissa elementar sob a qual repousa todas as distinções entre o setor público e o privado. O setor público tem como objetivo atender às necessidades sociais. O gestor não detém a disponibilidade da coisa pública, portanto, o fim mediato de qualquer ação é o interesse público, não a eficiência como meio para a lucratividade. 

O setor privado tem como foco de todas as suas ações o lucro. Qualquer ação, qualquer estratégia de marketing, qualquer melhoria no produto, no atendimento ao cliente, na redução de custos, visa a garantir o lucro. Até mesmo quando uma empresa realiza alguma ação de responsabilidade social, o faz para melhorar sua imagem, angariar clientes, e finalmente, elevar suas receitas e seu lucro.


Não obstante esta diferença, verifica-se que algumas correntes ideológicas estão alçando o  Estado a mero instrumento a serviço do capital. 

O uso do Estado e os casos de corrupção escancarados que não se resumem a este ou aquele partido ou ideologia (embora impere nos discursos políticos um maniqueísmo movido pela paixão que se compara a um debate de torcedores de time futebol em um boteco), contribuíram para a sociedade, talvez por desespero, redimir mais uma vez o projeto abertamente neoliberal que agora retorna.

Com isso, critica-se os gastos públicos voltados para atender ao povo mas naturaliza-se os gastos e benefícios entregues ao capital. Enfim, o Estado deixa de lado sua razão de existir: atender o interesse público, coletivo; o Estado passa a atender o que convém aos grupos de poder.


https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2016/02/06/
reforma-tributaria-em-fatias-elevacao-do-itcmd/
Exemplificando: se fala em reduzir os gastos com programas sociais, com a educação e até com a saúde, sob o argumento  de que as receitas não são suficientes para atender tantas despesas. Porém, não se usa da mesma lógica para criticar o vultoso volume de recursos do orçamento federal (em torno de 40%) destinado ao pagamento de juros e encargos da dívida pública para beneficiar os poderosos banqueiros. 


http://jornalggn.com.br/blog/diogo-costa
Fala-se em ampliar as receitas aumentando impostos (os quais por incidirem sobre o consumo, oneram proporcionalmente os mais pobres), porém, não se cogita a tributação de grandes fortunas (até hoje sem regulamentação) ou medidas severas contra a sonegação tributária promovida por grandes empresas. Ao contrário, perdoa-se juros e multas e parcelam-se dívidas tributárias.

No que tange à sonegação, o agravante é que muitos tributos são indiretos, ou seja, são embutidos no preço e pagos pelo consumidor. No entanto, os arrecadadores esquecem de repassá-los. Estes recursos sonegados são surrupiados do próprio

Redes e Hierarquia Urbana


Quantas vezes você já necessitou se deslocar à cidades vizinhas ou para grandes centros para obter produtos ou serviços não existentes onde você mora?
As cidades pequenas, de modo geral, conseguem satisfazer as necessidades cotidianas de consumo. Entretanto, quando se precisa de serviços especializados, como órgãos públicos, aeroportos, exames ou intervenções cirúrgicas mais complexos, visitar museus, teatros e outros centros culturais de maior destaque, torna-se necessário esse deslocamento.

Ou seja, algumas cidades, exercem maior influência econômica, política, cultural, etc. sobre as outras outras, atraindo as pessoas. Essa relação de atração e influência é denominada de rede urbana.
O mapa ao lado ilustra como determinadas cidades ou regiões centralizam determinam atrativos urbanos e com isso conseguem exercer maior grau de influência sobre outras regiões. É perceber, por exemplo, que a influência da região sudeste, especialmente em virtude da Grande São Paulo e do Rio de Janeiro se espalha por grande parte do território nacional. Afinal, nestas regiões estão instaladas muitas indústrias, bancos, seguradoras, aeroportos, órgãos públicos e a maioria das emissoras de TV.

A discriminação racial não é a explicação absoluta para todas as desigualdades

INTRODUÇÃO

Atualmente, apesar da ênfase social na liberdade individual, na quebra de tabus, na aceitação das diferenças, mais do que nunca parece haver um patrulhamento sobre tudo que foge do que alguns definiram como sendo politicamente correto.

Entretanto, se o “correto” fosse definido a partir de uma fundamentação moral ou ética (sem entrar no mérito das diferenciações entre ambos os conceitos), as contradições seriam menores. Porém, da mesma forma que os discursos preconceituosos, o discurso que sustenta o que é politicamente correto também é relativizado e respaldado pela ideologia, desvirtuado e utilizado para atender a conveniências e favorecer a manipulação social, o que exige uma análise mais atenta antes de propagá-los ao vento.

Muitos destes discursos, que já se tornaram clichês, não subsistem a uma mínima análise crítica, fundamentada em dados mais objetivos (não que as estatísticas oficiais ou outros levantamentos não tenham sua parcela de subjetividade e viés ideológico).

Por exemplo, hodiernamente há uma tentativa de qualificar como racismo ou discriminação qualquer relação que envolva as diferenças étnicas na representatividade socioeconômica, mesmo que as causas das desigualdades possam ter n explicações culturais, históricas, políticas, regionais, metodológicas, etc.

Com isso, corre-se o risco de cometer a injustiça de colocar a etnia branca sempre como opressora e a negra como oprimida, estimulando lutas entre as classes em detrimento da necessária luta de classes. Ou seja, enquanto a população digladia-se entre si pelo acesso ou manutenção de direitos, o foco diverge da verdadeira classe responsável pelas mazelas sociais, que via de regra, afetam a maioria da população.


http://slideplayer.com.br/slide/1849190/

Enquanto determinados grupos apontam a questão racial como explicação definitiva e inquestionável para uma série de problemas sociais (baixa escolaridade, baixa renda, desemprego, criminalidade), camuflam causas muito mais relevantes, como a falta de políticas públicas. Falta esta que reforça a discriminação ou o preconceito ao não garantir o acesso igualitário às condições que sustentam o desenvolvimento humano.

Neste texto, optar-se-á pelo termo

A ideologia e a contradição existente nos discursos sobre o uso dos veículos

As relações sociais geram e revelam alguns interessantes movimentos dialéticos, que embora não determinem, influenciam no comportamento individual e consequentemente social, alterando hábitos, costumes, valores e visões de mundo.

Entretanto, nem sempre tais movimentos se originam de forma espontânea no tecido social, mas são induzidos, via de regra, por aqueles que têm as condições materiais para impor, deliberada ou sutilmente, suas ideologias, ou seja, por aqueles que detêm os aparatos ideológicos, que nada mais é do que a classe dominante.

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Embora citar termos como burguesia ou classe dominante possa gerar em alguns críticos da ideologia marxista a sensação de ser mais um chavão esquerdista, é indiscutível que as relações de poder e as materialidades que lhe sustentam ou que são geradas para garantir a supremacia de determinada classe, estão presentes em toda relação social.

Um destes movimentos dialéticos que exemplifica a contraditória mudança social é o uso do veículo, marca registrada da sociedade industrial. Se retrocedermos, por exemplo, na não tão distante década de 1980, a posse de um veículo automotor era privilégio (de poucos). Esta exclusividade alimentava o desejo e a esperança de grande parte dos trabalhadores em um dia adquirir o próprio carro e com ele ter a possibilidade de desfrutar de todos os benefícios, como viajar e aproveitar a vida, desfrutar com a família, ter um meio de transporte para as

A falácia da eficiência e o retorno ao neoliberalismo privatista ?

Juntamente com as reformas políticas (da previdência e trabalhista), lançadas sob o pretexto de reduzir o déficit público e supostamente beneficiar a população, percebe-se paralelamente como política de governo, um retorno às medidas de privatização típicas da década de 90, marcada pelos governos liberais e de obediência aos ditames do “mercado” e dos grupos elitistas. A retórica se repete: cortar privilégios, melhorar a eficiência, beneficiar a população. A intenção, porém, não é difícil de perceber...

Fonte: Portal Vermelho
Independente da forma jurídica adotada, na prática, patrimônio público está sendo entregue à iniciativa privada sob o argumento de melhorar a eficiência e reduzir o inchaço estatal. Porém, o que a propaganda diz para convencer a população e os resultados concretos que o povo colherá nos próximos anos não são consoantes. Propaganda, ressalta-se, paga com recursos públicos, incoerentemente tirados da saúde, da educação, da pesquisa e desenvolvimento, etc.

Vende-se ao povo uma falsa ideia de crescimento e melhoria socieconômica, porém, o que se faz é uma velha política de enriquecimento das elites que secularmente dominam o cenário econômico e político brasileiro, marcado pela gritante desigualdade social. O pior de tudo é que se utiliza de uma estratégia que manipula a opinião pública, escondendo os reais interesses e apontando como culpados os trabalhadores, os quais na verdade, são as tradicionais vítimas de todo processo de reforma que tolhe direitos e amplia obrigações.

O objetivo, grosso modo, garantir a lucratividade de setores dominados pelas oligarquias tradicionais e compensar a incompetência dos governantes em gerir os recursos públicos disponíveis e convertê-los em utilidades à população, embora a classe governante seja hábil em utilizar-se da estrutura estatal para atender seus próprios anseios e de seus financiadores.

Entre tais medidas, uma que está recebendo pouca atenção da opinião pública e da mídia é a tentativa de entrega e de desmonte dos

Liberdade de expressão e politicamente correto: faces da mesma moeda ?

https://www.cartamaior.com.br/?/
Editoria/Educacao/Seis-respostas-sobre-
como-combater-o-Escola-
Sem-Partido/54/42694
Estamos vivendo um momento marcado pelo viés político-ideológico, de gritantes contradições e de polarização. 

Neste contexto, a questão da liberdade de expressão, por exemplo, tem sido fartamente invocada sob a alegação de defender o direito individual de opinar sobre tudo, da maneira que o indivíduo quiser, pouco importando os impactos sociais, a ética e o respeito ao outro.

Esta visão se alicerça sob uma espécie de exacerbação do individualismo egoísta, talvez uma forma de narcisismo como epidemia que ataca os valores sociais. Porém, não se resume a uma liberdade individual apenas, a um resultado da autonomia consciente do indivíduo, mas em partes, é fruto de uma manipulação estruturada por organismos ou grupos que se valem do antagonismo social. Tanto, que os mesmos que defendem a absoluta liberdade de expressão, inclusive para propalar mentiras, tentam tolher o pensamento crítico, vinculando-o a correntes ideológicas ou a doutrinação.

Enfim, a liberdade de expressão, direito fundamental expresso na Carta Magna, mas que certamente é um valor pré-constitucional (pois a própria noção de democracia se sustente nela), tem suas distorções.

A liberdade tornou-se um

Definição do Preço de Venda: Um Contraponto entre as Variáveis Teóricas e a Prática Empresarial

RESUMO:
O texto completo encontra-se na Revista Partes .Acesse clicando no link

 A formulação do preço de venda é uma atividade de vital importância para o desenvolvimento e continuidade de qualquer empresa, não bastando conhecer os custos, mas um complexo jogo de variáveis inter-relacionadas que se influenciam mutuamente. Considerando o referencial teórico e as críticas relativas ao distanciamento da teoria com a prática empresarial, buscou-se verificar empiricamente quais são os fatores que influenciam na formulação do preço de venda, com base na visão dos gestores de microempresas, constatando as poucas variáveis enfatizadas em contraposição à abrangência do referencial teórico existente. 

 1 – INTRODUÇÃO 
Para se conseguir uma eficiente formulação de preços, que supra as necessidades de recursos e que remunere o capital investido e ainda esteja de acordo com as expectativas dos clientes, o gestor deve estar atento a diversas variáveis.

 A idéia simplificadora de que o preço de venda pode ser representado pelo custo de aquisição ou produção acrescido de um percentual de lucro desejado já não encontra validade na realidade empresarial extremamente competitiva e orientada por altos padrões de eficiência e eficácia. Desse modo, o gestor deve ter uma visão holística do ambiente no qual está inserida sua organização, analisando além da estrutura de custos, variáveis estratégicas, econômicas, mercadológicas, financeiras, demográficas, etc. Podendo agir de forma pró-ativa, aproveitando as oportunidades e amenizando as ameaças. 

 A bibliografia referente a essa temática apresenta muitas variáveis que se inter-relacionam e se influenciam na formulação de preço, da mesma forma que expõe muitas técnicas que podem ser utilizadas na precificação. Por outro lado, é comum existirem críticas a respeito da distância entre a teoria e a prática, principalmente devido à heterogeneidade de pessoas que desenvolvem as mais diversas atividades empresariais. 

 Diante disso, buscou-se evidenciar quais fatores influenciam na formulação de preço de algumas das micro e pequenas empresas das cidades de Irati, Rebouças e Imbituva – PR, permitindo comparar o que a teoria apresenta e o que de fato os pesquisados vêm utilizando.

O texto na íntegra pode ser visualizado em: http://www.partes.com.br/2012/10/08/definicao-do-preco-de-venda-um-contraponto-entre-as-variaveis-teoricas-e-a-pratica-empresarial/