Programa Parceiros da Escola: a mercantilização do ensino público no Paraná

O Programa Parceiros da Escola, implantado pelo governo Ratinho Júnior no Paraná, é uma demonstração clara da política neoliberal que guia sua administração. Ao transferir recursos públicos para o setor privado, essa iniciativa não só desrespeita princípios constitucionais como também enfraquece a educação pública, transformando-a em mercadoria. 

Em um contexto maior,  trata-se de um (ou mais um) desmonte do Estado social, com duras consequências para a sociedade.

Por trás de iniciativas como o Programa Parceiros da Escola está um projeto deliberado de enfraquecimento do Estado social, conduzido por grupos que veem nos serviços públicos uma oportunidade de lucro. Pierre Bourdieu, em A Miséria do Mundo (1993), alerta para o uso de discursos tecnocráticos e modernizantes para justificar a transferência de responsabilidades do Estado para o setor privado, criando uma falsa sensação de eficiência enquanto, na prática, aprofunda a precarização dos serviços.


No modelo proposto, o mesmo valor que o Estado poderia destinar diretamente às escolas públicas será entregue

Incentivos à redução dos resíduos urbanos

Resíduos Urbanos: problema social

      Entre os diversos problemas ambientais que assolam as cidades e trazem consequências sociais, econômicas e na qualidade de vida da população, estão os relacionados à gestão dos resíduos, ou do lixo, de modo geral.

Fonte: https://www.iped.com.br/materias/
ambiental/gestor-residuos.html
Na maioria das cidades, além de exigir espaço adequado para a correta e segura deposição de tanto materiais, o lixo, em todo seu ciclo de vida, gera despesas financeiras, além do custo social e ambiental nem sempre passível de mensuração econômica objetiva.

Embora necessário, abrir novos espaços para acomodar o lixo produzido é simplesmente um dispêndio de recursos para atenuar ou resolver as consequências de um problema, mas não ameniza, tampouco ataca as causas .

O fato é que o problema da excessiva geração de resíduos decorre do vigente modelo de produção e consumo. E quem alimenta esse modelo é o consumidor, baseado em suas escolhas e em seus hábitos. Ou seja, é a própria

O equilíbrio dinâmico como caminho do meio

Está na Bíblia: “assim, porque você é morno, não é frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca”. Apocalipse, 3:16.

Ou seja, trata-se de uma máxima, cuja uma das possíveis interpretações permite inferir que devemos nos posicionar, sair de cima do muro, agir, tomar partido. Porém, podemos ser bons ou maus, tomar partido pelo lado da ética, da responsabilidade, do respeito, da caridade e dos demais valores socialmente valorizados, ou ao contrário, podemos nos posicionar pelo lado do egoísmo, do benefício próprio a qualquer custo, da esperteza, podemos ser maus.

Será que religiosamente falando (e a religião reflete valores morais e sociais, e vice-versa), ser bom ou ser mau (quente ou frio) tem o mesmo peso qualitativo? Tomar uma posição extremista seria mais valorosa que buscar a conciliação, a razoabilidade, o meio termo morno?

Sidarta, o Buda, traz este ensinamento. Para ele, o controle exorbitante e excessivo é tão ruim e ineficaz em termos espirituais quanto a excessiva licenciosidade.

Não é o objetivo fazer uma interpretação religiosa de um versículo bíblico, o qual demanda profundos estudos contextuais, históricos, teológicos, linguísticos, semânticos, etc. Mas usar esta frase como ponto de partida para (clique para continuar)

O Distorcido Papel Atribuído às Escolas Atualmente

As escolas desempenham um papel fundamental na formação dos indivíduos e na construção de uma sociedade mais justa e desenvolvida social, cultural e economicamente. 

https://escolajosevitorino.blogspot.com
/2016/02/qual-minha-funcao-dentro-
da-minha-escola.html
Este papel é respaldado por diversas legislações e orientações pedagógicas, como a Constituição Federal de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que reforçam a importância da Educação Escolar  no desenvolvimento pleno dos cidadãos. Porém, nestes dispositivos, fica explícito que Educação e Ensino não são sinônimo, sendo a primeira muito mais ampla e desenvolvida não apenas no espaço escolar, mas em uma série de instituições ou lugares nos quais as relações sociais se desenvolvem.

Educação e Contexto Social e Familiar

A Constituição Federal, em seu artigo 205, estabelece que "a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade". 

A LDB, já em seu artigo 1º cita que a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais... Esses dispositivos legais deixam claro que a educação é um processo compartilhado entre escola, família e sociedade.

A criança passa aproximadamente quatro horas diárias na escola, enquanto as outras vinte horas são vividas em diferentes contextos, principalmente no seio familiar. Esta realidade indica que a Educação é um processo contínuo e disseminado ao longo de várias esferas da vida do indivíduo. A escola não

A consciência de classe como arma contra o desmonte do Estado social

A Educação Pública vem sofrendo ataques ideológicos há tempos, tendo como principal argumento a suposta busca pela qualidade e eficiência. 

Em outras palavras, implantando na Educação um parâmetro qualitativo do mercado e não de uma atividade biopsicossocial, cultural, antropológica, formativa, ou qualquer outro dos N possíveis conceitos sociológicos que tentam explicar área tão abrangente e importante, mas de forma alguma, a Educação pode ser limitada, contida, restringida ou explicada por parâmetros empresariais, materiais ou puramente quantitativos ou até mesmo financeiros. 

Neste contexto, o discurso vigente em nível nacional é de que a Educação e seus trabalhadores (e de certa forma, os servidores públicos em geral) são responsabilizados pelo excesso de gastos públicos com pessoal, esquecendo o peso dos cargos políticos e dos ocupantes de assentos do alto escalão dos poderes. 

Soma-se ainda que muitos atribuem a este estrato a culpa pelas deficiências pedagógicas dos alunos. Ignora-se assim, que o aprendizado é uma questão complexa. Que não basta a boa vontade do professor, mas é necessário

Parque Ambiental da Pedreira, em Rio Azul

https://www.flickr.com/photos/clau
detedorocinski/6861165190/
Uma boa estrutura, uma bela paisagem e uma excelente opção de lazer e de descanso podem ser encontradas no Parque da Pedreira, em Rio Azul, com a vantagem da facilidade de acesso para os moradores da região. Além disso, se constitui em uma área de preservação ambiental, com valor ecológico, histórico e estético. Seria também um local mais agradável para as famílias desfrutarem do descanso e do lazer se não fosse algumas questões pontuais, que aviltam todo o investimento feito na estrutura física do parque.

Sabemos que a poluição sonora, além de seus efeitos contra o meio-ambiente (especialmente sobre a fauna do parque e adjacências) também causa incômodo a muitos frequentadores (ou frequentadores em potencial), especialmente àqueles que buscam o sossego, já que idosos e famílias também tem direito a usufruir do lugar com o mínimo de tranquilidade, segurança e conforto, dentro dos princípios de uma vida em sociedade harmoniosa e de respeito aos direitos alheios. 

Além disso, além do bom senso, o artigo 42 do Decreto Lei nº 3.688 (Lei das contravenções penais), estabelece algumas restrições no que tange a perturbação do sossego. E mais, a Lei 9605 de 1998, que trata das condutas lesivas ao meio ambiente, é farta de orientações e restrições, sobretudo no que tange às áreas de conservação ou de preservação ambiental.
Com relação aos cuidados com a questão ambiental e com relação à organização, vale citar que o Parque Ambiental “Salto da Pedreira” foi

Espacialização do Sistema Financeiro e o Lucro dos Bancos

www.seebgaranhuns.com.br
Que os bancos apresentam lucros exorbitantes, todo mundo sabe. Mas poucos refletem como isso acontece e como a sociedade contribui para esta extrema lucratividade. Obviamente, isso é uma questão complexa, passando por estratégias territoriais, estratégias legais, macroeconômicas, influenciando e sendo influenciada por questões sociais, como o consumo, emprego e renda, tecnologia da informação, até pelos hábitos culturais (povo mais ou menos poupador ou mais ou menos consumidor). 

Como é impossível tratar de todo esse emaranhado conceitual em um único texto, buscar-se-á enfatizar a questão da lucratividade bancária através da captação de recursos da sociedade e seu posterior empréstimo, com a diferença da taxa de juros entre estas operações gerando simplificadamente o spread bancário.


Só para dar uma noção da lucratividade do bancos, o site Globo.com. destaca que “a soma do lucro registrado por quatro bancos brasileiros em 2013, que chegou a cerca de US$ 20,5 bilhões, é maior que o Produto Interno Bruto (PIB) estimado de 83 países no mesmo ano, segundo levantamento feito com base em dados do Fundo Monetário Internacional”.

www.spbancarios.com.br


O site da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Paraná (http://www.feebpr.org.br) também traz alguns dados, tabelados e apresentados a seguir, referentes ao ano de 2012:


Obviamente, o sistema financeiro se utiliza de muitas formas para lucrar. As estratégias são diversas, abrangendo desde a

Movimentos Sociais no Brasil: Resistência e Transformação

Os movimentos sociais no Brasil são organizações coletivas, formadas por grupos de pessoas que buscam transformar a sociedade em que vivem, articulando-se e reivindicando direitos sociais e constitucionais básicos e expressos nas leis, ou em outros casos, sugerindo leis com o fito de proteger, defender, melhorar, ou ampliar direitos ou questões socialmente relevantes, como meio ambiente, justiça social, uso e ocupação da terra, direitos trabalhistas, etc.

Genericamente falando, estes movimentos, de forma incisiva lutam por bandeiras que deveriam ser de toda sociedade, ou ao menos de grande parte da sociedade (a imensa maioria), tendo em vista que a maioria da população não é rica ou detentora do poder econômico, é trabalhadora. E mesmo afastando o viés econômico, pautas como justiça social e meio ambiente deveriam ser coletivas, já estão intrinsicamente relacionadas com a própria vida em sociedade.

São ainda um ponto de resistência contra as investidas do sistema de capitalista e suas contradições, um respaldo para grupos minoritários e para organizações sociais, especialmente tradicionais, que se opõem ao sistema arbitrário de exploração da natureza e do ser humano que visa a estritamente o lucro máximo ou a manutenção das históricas classes ou grupos dominantes.

Estes movimentos têm origem histórica em lutas sociais e políticas, como o movimento operário, movimento estudantil, movimento negro, movimento de valorização das mulheres, dito feminista, Movimento LGBT, movimento ambientalista, movimento dos sem-terra, entre outros. As pautas desses movimentos variam de acordo com a realidade social e política em que estão inseridos, mas muitos têm como reivindicações centrais a garantia de direitos básicos, como saúde, educação, moradia, emprego, acesso à terra e à água, igualdade de gênero, combate ao racismo e à homofobia, preservação do meio ambiente, entre outras.

No entanto, os movimentos sociais no Brasil frequentemente são alvo de críticas e de criminalização por parte de

O que é a era da informação ?

Muitos dizem que vivemos na era da informação, que navegamos na Terceira Onda de Tofler (que por sinal, já vê o prenúncio da uma quarta onda), ou seja, a onda da informação, que seguiu as ondas agrícola e industrial.

Autores como Malone, Drucker, Levy, entre outros, dizem que os clássicos fatores de produção estão perdendo seu status para o capital intelectual e para a informação.

Mas no campo empresarial, especificamente, como pode ser descrita a informação ?

A informação pode ser entendida como um dos recursos dos quais a empresa dispõe e utiliza (ou necessita) para a consecução de seus objetivos. De forma genérica, informar significa comunicar algo a alguém.

Existe uma clássica distinção entre dados e informações. Oliveira (1993, p.34) define dado como sendo “qualquer elemento identificado em sua forma bruta que por si só não conduz a uma compreensão de determinado fato ou situação.”

A informação, por sua vez, é mais estruturada. É definida como sendo “o dado trabalhado que permite ao executivo tomar decisões” (OLIVEIRA, 1993. p.34)

Cassarro (2003, p.35) corrobora afirmando que

Crise do Café e Industrialização Brasileira

O texto a seguir traz uma explanação a respeito do processo de industrialização brasileira, com aprofundamento dos conteúdos condizentes com as especificidades de uma aula (50 minutos) para o 7º ano do ensino fundamental.

Vemos que o processo de industrialização mantém relação com as temáticas vistas anteriormente pelos alunos, (como movimentos migratórios e meio rural) podendo ser retomado em suas relações com o espaço rural.

Como estudado anteriormente, a industrialização influenciou o êxodo rural, a mecanização das atividades agrícolas, etc. refletindo nos movimentos migratórios, na dinâmica das paisagens etc.

Considera-se ainda o fato de que rural e urbano não são espaços estanques ou isolados entre si, mas interdependentes. Como podemos ver na imagem 02, indústrias instalam-se nas áreas rurais, e mesmo quando urbanas, processam matérias-primas oriundas deste espaço, refletindo novamente nas condições destes espaços.

Alteram também a paisagem urbana, com suas instalações e com o fluxo que exige para a garantia de suas operações, refletindo no trânsito, na urbanização (que será tratada na sequência), nas formas de ocupação do espaço (moradias, favelas, etc.) e nos fluxos de pessoas, informação e capital.














Destaca-se também que a industrialização não se refere somente a instalação de indústrias em determinado espaço, mas diz respeito a uma atividade econômica capaz de subordinar outras atividades, inclusive a agricultura, as suas demandas. Implica também em uma crescente

O que é ser um Hacker ?

O termo hacker é frequentemente utilizado para se referir a pessoas com habilidades avançadas em informática, capazes de realizar ações que vão desde a solução de problemas técnicos até a invasão de sistemas. Quem nunca assistiu um filme onde o Hacker, ou eu diria, o Ninja da Computação, invade sistemas, dispara mísseis, rastreia pessoas, suga a conta bancária de milionários ? Mas será que na realidade é isso mesmo ?
https://canalconsultapublica.com.br/

A origem do termo hacker é incerta, mas sites apontam que ele teria surgido nos anos 60 nos laboratórios do MIT (Massachusetts Institute of Technology) nos Estados Unidos, onde os programadores costumavam se referir uns aos outros como hackers.

Inicialmente, eram vistos como entusiastas da tecnologia e da programação, que buscavam explorar ao máximo as possibilidades dos sistemas computacionais. Enfim, "fuçavam" todos os atalhos, brechas, potencialidades e fragilidades dos sistemas. 

Com o passar dos anos, no entanto, o

A terceirização como politica de desmonte da Educação e do Estado Social

Fonte: APP Sindicato
A Educação Pública vem sofrendo ataques ideológicos há tempos, tendo como principal argumento a busca pela qualidade e eficiência.

Neste contexto, a Educação e seus trabalhadores (bem como servidores públicos em geral) são responsabilizados pelo excesso de gastos com pessoal. Além disso, muitos atribuem a eles a culpa pelas deficiências pedagógicas dos alunos.

Ignora-se assim, que o aprendizado é uma questão complexa. Que não basta a

Sonegação empresarial e a necessidade de controle social

Pela importância ética e social que a transparência assumiu na administração das entidades, sejam elas públicas ou privadas, é fundamental que elas proporcionem ao cidadão mecanismos eficientes de acompanhamento. 

As entidades públicas, por força de lei, devem apresentar determinadas informações nos Portais da Transparência, embora, os dados nem sempre sejam claros ou fáceis de serem interpretados, especialmente pelo aspecto contábil e técnico-legalista que marca sua apresentação. Por que entidades privadas que recebem recursos públicos também não deveriam divulgar certos dados ? Ou ainda, porque todas as entidades que recolhem tributos, e portanto, são obrigadas a repassar para o Estado, para que se tornem dinheiro público para fins sociais, não deveriam ter mais transparência ? (Clique aqui e apoie essa ideia)

Ou seja, é preciso aperfeiçoar, de um lado, a forma de apresentar as informações, tornando-as simples e concisas para uma visão geral, ao mesmo tempo, dando a opção de acessá-las de forma detalhada e técnica para quem exige maior grau de rigor na fiscalização ou acompanhamento. De outro lado, a sociedade precisa se reeducar e aprender a filtrar e a utilizar a enxurrada de informações de que dispõe a fim de exercer plenamente a cidadania. Em outras palavras, para ter acesso à informações precisas, e principalmente, para saber interpretá-las sem vieses, especialmente ideológicos ou partidários, é imprescindível certo grau de conhecimento, de estudo, de atualização, etc.

Há um certo limite na

Caminhada em Guaragi: Um trajeto simples, mas que trouxe aprendizados complexos


Guaragi é um distrito pertencente ao município de Ponta Grossa. Localizado entre os rios Tibagi e Guaraúna, por isso, era denominado outrora de Entre Rios.

A história político-econômica deste lugar é interessante (clique aqui e leia mais). O povoado originou-se de uma grande fazenda, sendo denominado de Bela Vista. Posteriormente, foi denominado de Entre Rios, chegando a alçar a condição de Município. 

Economicamente, as principais fontes de arrecadação eram a madeira e a erva-mate, cuja maior produção e oferta se dava no território perdido para os municípios de Palmeira e Teixeira Soares. Isso, mais a crise econômica do período Pós Guerra, fez com que a localidade se tornasse novamente um distrito, sendo que por plebiscito, a população escolheu pertencer ao município de Ponta Grossa.

A referida caminhada foi realizada

Atendimento e fidelização dos clientes

EXCELÊNCIA NO ATENDIMENTO: ESTRATÉGIA PARA A SATISFAÇÃO E FIDELIZAÇÃO  DOS CLIENTES

avaliacaodeempresa.com.br
É grande o número de empresas que investe tempo e recursos para verificar a participação de mercado, a produtividade, os índices de liquidez, rentabilidade, de giro do ativo, etc. Capacitam funcionários para operar equipamentos sofisticados, operar sistemas informacionais complexos, estudam rigorosas fórmulas matemáticas  e estatísticas para a concessão de crédito. Investem em lay-outs modernos, no uniforme dos atendentes.

Outras empresas gastam fortunas em estudos e campanhas de marketing, alterando fachadas, elaborando propagandas enfatizando o preço baixo ou informando sobre promoções. Além disso, gastam suas receitas para dizer ao cliente que ele é o rei, mas quando este visita a loja, percebe uma grande diferença entre o discurso e a prática.
Isso pode ocorrer onde às empresas desconhecem o que realmente influencia na satisfação de seus clientes quando estes buscam algum produto ou serviço de que necessitem.

Para haver uma interação positiva entre o cliente e a loja ou prestadora de serviços é necessário que estas ofereçam algo que o cliente necessite, que satisfaça alguma de suas necessidades.
criareconhecer.blogspot.com
Entretanto, as coisas não são tão simples. A questão pode ser visualizada sob diversas faces do mesmo prisma. Por exemplo, o cliente não compra uma blusa simplesmente porque sente frio. Ele vai à loja para comprar sua elegância, seu status, sua apreciação pública. Vai ao posto de combustível (especialmente na área urbana onde há opções) onde ele e seu carro são valorizados, onde há preço atrativo, mas também atendimento de qualidade.
Mas o que diferencia as interações que o cliente descreveria como excelentes e aquelas descritas como insatisfatórias ou mesmo péssimas?  Mesmo porque, no atual contexto competitivo, há muitas lojas, médicos, postos, etc. Cada um competindo com o outro concorrente e até com segmentos diferentes ou substitutos, afinal, o dinheiro é escasso e as necessidades ilimitadas. E por isso, a importância não só de realizar uma venda, mas de

Onde estão os desperdícios de recursos públicos ? Quem detém privilégios no Brasil ?

Que vivemos em um contexto social, político e econômico de crise, é inegável. A questão é que tais percalços são as justificativas para a classe política, para os meios de comunicação, para o setor produtivo, para os “comandantes” do mercado e tantos outros agentes de poder insistirem no discurso de que todos precisam fazer sua parcela de sacrifício. Mas onde está a parcela de sacrifício dos verdadeiramente privilegiados, condição pervertidamente atribuída aos trabalhadores, ultimamente, pelo simples fato de ter emprego!

Repetem para justificar suas reformas de que o Estado está inchado, especialmente de servidores, enquanto se esquece do peso da imensa classe política, com seus altos subsídios, penduricalhos e todo leque de indicados políticos.

Fala-se do peso dos tributos que sufocam empresários, mas se

O perfil do professor de Geografia dos colégios estaduais da cidade de Irati – PR

Resumo: 

Conhecer, de maneira mais ampla possível, o campo de trabalho do professor e suas interdependências com o campo pessoal, econômico, social e político contribui para que a escolha profissional seja consciente, evitando frustrações futuras. Considerando que o curso de Geografia da Universidade Estadual do Centro-Oeste, campus de Irati, se constitui sob a forma de licenciatura, torna-se oportuno extrapolar as fronteiras da sala de aula e verificar, em campo, qual o perfi l do professor de geografia que atua nos colégios estaduais da cidade.

Nesse contexto, a investigação de algumas das características da função docente em termos de conteúdo, contexto e expectativas pessoais também se reveste de considerável importância. Para tanto, além de uma abordagem bibliográfica, verifi cou-se através de questionários as especificidades inerentes à realidade local, as quais permitiram uma aproximação do perfil profissional dos professores atuantes, das relações de trabalho e das políticas voltadas à educação, das perspectivas e dificuldades da carreira e também dos reflexos que tal contexto gera na relação de ensino-aprendizagem.


Palavras-chave: Perfil . Professores. Irati. Geografia.

Trabalho completo pode ser visualizado em:



Precisamos desenvolver habilidades profissionais ou humanas ?

          Não há o que se discutir ou discorrer. O fato é que a vida mudou vertiginosamente nos últimos anos, e cada vez mais, as mudanças são intensas e rápidas. Em outras palavras, ocorrem de forma exponencial.

E uma das raízes de tudo isso é a tecnologia. Ela altera as relações sociais, os hábitos de vida, a saúde (e a medicina), os hábitos de consumo, reduz preços ao ampliar a produtividade (e a exploração e o controle do trabalhador), e como não poderia ser diferente, impacta nas relações humanas e trabalhistas.

          As relações empregatícias conhecidas por nós, nascidos nos anos de 1980 ou talvez até 1990, não subsistem mais. E estas mudanças e esta “flexibilização” (precarização ou uberização) tendem a se aprofundar. Empregos e profissões deixarão de existir, embora outras atividades surgirão; porém, a forma de realizá-las será diferente.

O saber operacional e até mesmo o saber técnico vêm perdendo campo enquanto as habilidades humanas, chamadas de softskills, vêm ampliando ou retomando sua importância. Não se pode pensar, porém, que esta mudança de paradigma tem como plano de fundo a maior valorização do ser humano, ou um mero efeito da aplicação do conhecimento tecnológico, mas visa, ainda, a ampliação da reprodução do capital e de suas relações que permeiam todos os campos sociais.

Se por um lado, o “pôr a mão na massa” vem sendo substituído por máquinas, robôs, sistemas de inteligência artificial, algumas habilidades e competências retomam seu destaque. Liderança, comunicação, resolutividade, criatividade, iniciativa, inteligência emocional e aprendizado constante são cada vez mais necessárias.

Diversos livros, artigos em revistas, vídeos na internet trazem algumas destas habilidades indispensáveis não só para se

Rota das Cachoeiras Gigantes: mais uma vez em Prudentópolis

No dia 27 de agosto de 2023 voltamos à Prudentópolis para participar de mais uma caminhada Internacional na natureza. Desta vez, foi no circuito “Rota das Cachoeiras Gigantes”.

Destaca-se que logo que foi criado o grupo Acordei Caminhadas, a primeira participação oficial enquanto equipe foi em Prudentópolis, porém na localidade de Ponte Alta, fazendo o chamado Circuito Pinheiro de Pedra. (nota 8,57 em avaliação, segundo o Ecobooking).

Desta vez o número de inscritos foi maior em relação ao circuito Pinheiro de Pedra, que teve em torno de 280 caminhantes. O atual teve em torno de 850 inscrições para caminhada. Também teve a participação do pessoal do ciclo turismo em ambos os circuitos.

Com relação a organização, a cidade de Prudentópolis tem ganhado destaque no quesito Turismo. Um grande atrativo paisagístico, de beleza inigualável, é a existência de diversas Cachoeiras. Muitas delas de grande vulto. Soma-se à questão paisagística a predominância da etnia ucraniana, com sua riqueza cultural e sua culinária típica. Este contexto tem trazido um destaque relevante à cidade e dado ma experiência importante para as comunidades em termos de atendimento ao turista. E como sabemos, o turismo é uma “indústria” em ascensão, atraindo por N razões cada vez mais pessoas, com o diferencial de ter menor impacto ambiental, muitas vezes, gerando até mesmo conscientização.

Com relação à caminhada no circuito Rota das Cachoeiras Gigantes,

A ilusão dos rótulos

Conforme expressa o Portal Anvisa, a chamada Agenda Regulatória (AR) da Anvisa é um instrumento de gestão que confere maior transparência, previsibilidade e eficiência para o processo regulatório da Agência, uma vez que divulga, para um determinado período, as prioridades que demandam atuação da autoridade regulatória. 

O processo de construção da agenda prevê momentos de participação da sociedade para identificação dos problemas enfrentados por diferentes atores sociais. Neste sentido, a agência disponibilizou um formulário para a sociedade elencar suas demandas ou temas julgados relevantes. Os temas descrevem assuntos sujeitos à atuação regulatória da ANVISA, tais como registro, notificação, fiscalização, monitoramento, etc, exigências e requisitos referentes a produtos, serviços e estabelecimentos regulados por ela. 

Isto deu ensejo para compartilhar uma preocupação a respeito dos alimentos, expostos em mercados e demais centros de comércio anunciados como alternativa para pessoas diabéticas (ou com outras restrições ou intolerâncias alimentares), sobretudo no que tange ao açúcar, cujo apelo mercadológico dos produtos estimula o consumo como alternativa segura, porém, a realidade nem sempre se coaduna com o marketing utilizado. 

Vendo nos supermercados as opções de produtos "diet", percebe-se que os ditos "sem açúcar" têm em sua composição outros tipos de substâncias que elevam a glicose da mesma forma que o tradicional açúcar (e trazem as mesmas consequências, ou até piores, pois a desinformar pode estimular o consumo em maior quantidade), como maltodextrina, sacarina, sacarose, glicose, xaropes, amidos, etc. entre outras denominações utilizadas e que a maioria das pessoas não distingue (e sequer tem tempo para realizar uma análise minuciosa de rótulos com informações técnicas, minúsculas e volumosas), o que para pessoas portadoras de diabetes (que vem sendo considerada como uma epidemia da atualidade), gera riscos e danos à saúde, para não dizer, à vida. 

Lembrando que mesmo não tendo adição de açúcar, carboidratos, especialmente os simples (amido, trigo, arroz, farináceos, certas frutas, etc ) se transformam em glicose no organismo, ou seja, fazendo o mesmo papel do açúcar. Dependendo do índice glicêmico e da carga glicêmica, certos alimentos se transformam em açúcar mais rápido que o próprio açúcar de mesa.
Outro "truque", é que como a legislação dá brechas, os rótulos trazem a informação "zero açúcar", "zero gordura trans" ou "zero qualquer outra substância" que possa ser restrita em alguma dieta e prejudicial ao consumidor, porque o cálculo para autorizar tal citação leva em

Órgãos públicos e entidades: entenda a diferença com o exemplo das APMFs

Você sabia que as escolas públicas, em regra,  não tem CNPJ ? Que somente as entidades, como o município, tem personalidade jurídica, e portanto CNPJ, sendo capazes de adquirir direitos e obrigações ? Você sabia que a APMF, por sua vez, tem personalidade jurídica, mas não se confunde com a escola. Estamos tratando das escolas públicas. Se falássemos de escolas particulares, estas sim tem CNPJ e não são órgãos, mas entidades.

O presente texto apresenta uma  elucidação a respeito dos conceitos “entidade pública” e “órgão público”. Tratar ambos os conceitos como sinônimos gera algumas distorções de ordem prática, mas principalmente, de ordem legal, que vale a pena distinguir.

A principal diferença reside na

A observação como forma de entender o tempo e o clima

O QUE É TEMPO E O QUE É CLIMA ?

Visite também a postagem: Diferença entre clima e tempo neste blog.

Muitas vezes há uma confusão entre os significados dos termos TEMPO e CLIMA, sendo tratados como sinônimos, no que se refere às condições meteorológicas. Embora relacionados, tem significados distintos.

Conforme disponível no blog Vozes do Verbo (clique aqui para acessar o texto completo), o tempo refere-se ao estado momentâneo das condições atmosféricas que ocorre em um determinado local, podendo variar de maneira mais ou menos rápida. Basta observarmos que, pela manhã, o tempo pode estar ensolarado, a tarde nublado e a noite pode chover.

Para o CEMBA (Centro Estadual de Meteorologia da Bahia), o tempo é o "conjunto das condições atmosféricas e fenômenos meteorológicos que afetam a biosfera e a superfície terrestre em uma escala de tempo (cronológico) e em um determinado local." A temperatura, umidade (nebulosidade, nevoeiro, chuva) vento (e as diferenças de pressão) etc. formam o conjunto de parâmetros do tempo.

Não cabe nesse momento destacar e pormenorizar as diferenças entre os elementos e os fatores do clima, já que se trata de

Ideologia da Natureza

O termo natureza, sob a ótica do senso comum, aparenta ser um conceito de simples entendimento. Entretanto, a forma de compreender a natureza carrega ideologias e interesses. É esta abordagem que Neil Smith desenvolve em seu livro Desenvolvimento Desigual (1988), no capítulo Ideologia da Natureza, expressando como um conceito, por ser um produto social, pode servir e justificar interesses de determinadas classes.

Assim, discutir a relação sociedade-natureza se torna uma atividade complexa, justamente porque é necessário, antes de destacar as relações existentes, definir, mesmo que de forma superficial e restrita, os conceitos que se propõem relacionar. E esses termos carregam uma carga ideológica e com diversidades históricas, isto porque, a compreensão destes termos se dá em uma estrutura socialmente organizada, com interesses, contradições e ideologias que se alteram em contraposições espaço-temporais.

Dessa forma, como apresenta Smith, a concepção de natureza apresenta uma complexidade significativa, principalmente pelo seu dualismo dialético, ou seja, uma natureza universal e outra externa, de forma inter-relacionada e contraditória.

 A natureza exterior é a primitiva, existente fora e antes da sociedade. A natureza é universal quando se considera o comportamento humano e o próprio ser humano como parte integrante da natureza ou dos aspectos ditos externos.

Outra distinção é apresentada é a proposta por Kant, que revela uma natureza interior e outra exterior. A natureza interior compreende as motivações e paixões humanas, enquanto a exterior é o ambiente físico. O interessante, é que estas distinções sustentam ideologias, como a burguesa, por exemplo.

Francis Bacon, conforme ilustra Smith, apresentou uma concepção externa de natureza, justificando seu domínio pelo homem como forma de restabelecer ou manter o equilíbrio. Esta visão justificou a aplicação de técnicas para transformar a natureza segundo os interesses de grupos sociais. Obviamente, este domínio está sujeito aos limites do poder de apropriação e transformação que a sociedade tinha ao seu dispor.

Um olhar sobre o bairro Alto da Glória, em Rebouças - PR.

 RESUMO


Resumo do trabalho apresentado em 2011, na disciplina de Geografia Urbana, pelos acadêmicos: Diego Cezar Luis, Erinton Machado, Haroldo J Andrade Mathias, Robson Barankievicz e Tedimar Costa, disponibilizado como fonte de consulta para alunos do Ensino Fundamental.

O objetivo deste trabalho é lançar um olhar panorâmico acerca do surgimento, desenvolvimento e atual estagio em que se encontra o bairro Alto da Gloria, no município de Rebouças, Pr. Sua identidade no recorte espacial dentro do referido município e seu papel no desenvolvimento planejado do espaço urbano. Para tanto, se fez necessário uma revisão bibliográfica buscando o contexto histórico do bairro que se desenvolveu concomitante com a formação do município, por volta do inicio do século XX . Traz também um visão da atual conjuntura do bairro, embora considerado isoladamente, atrelado ao contexto do município no qual se insere.

INTRODUÇÃO

O município de Rebouças teve inicio com a povoação da localidade de Butiazal (atual localidade da área rural do município de Rio Azul), sendo que por volta de

Caminhada Solidária em Pinho de Baixo: uma rota pela comunidade italiana em Irati PR

No dia 06 de agosto de 2023, tive a oportunidade de participar de mais uma Caminhada. Embora seja por caminhos rurais, com direito a visitar uma pequena cachoeira, tivesse o envolvimento da comunidade local, não foi em uma rota credenciada e integrante das chamadas Caminhadas Internacionais na Natureza, com suas regras próprias e diretrizes.

Por outro lado, esta caminhada teve caráter solidário, tendo sua renda revertida em Prol da APAE de Irati. Esta é uma das diferenças em relação às caminhadas oficiais do circuito internacional. Estas são de

Antigamente era assim !

Não sei se podemos afirmar que as coisas atualmente estão melhores que no passado. É uma questão de opinião, de história individual, de percepção. Mas podemos, com toda certeza, afirmar que as coisas mudaram muito, especialmente nas duas ou três últimas décadas. Podemos confirmar esta premissa valendo-se de exemplos da tecnologia, da medicina, da indústria, mas sobretudo, com exemplos das relações sociais.

Já escrevi um texto neste blog falando das brincadeiras da década de 1980, 1990. O contexto social, econômico, cultural, etc. permitia que as crianças realizassem certas atividades. Havia espaço, condições ambientais, tempo, segurança, mas principalmente, menos alternativas mais atrativas, como vídeo-games, smartphones, etc.

Hoje gostaria de trazer à tona exemplos da vida cotidiana, mais especificamente, das atividades domésticas.

As pessoas, no frenesi da vida moderna, lamentam-se da falta de tempo. Da dificuldade na realização das atividades diárias: demanda de tempo, dispêndio de esforços, ideologia de gênero, etc.  Mas vejamos como nossas mães e avós realizavam, em regra, algumas atribuições.

O fito não é apenas trazer um ar de nostalgia, mas uma reflexão sobre o valor positivo ou negativo de certas mudanças que vão ocorrendo

V Caminhada Internacional na Natureza Circuito Pinheiro de Pedra, em Prudentópolis

No dia 21 de maio de 2023, domingo, foi realizada em Prudentópolis a V Caminhada e Cicloturismo Internacional na Natureza, no chamado circuito Pinheiro de Pedra, na localidade de Ponte Nova.

Esta foi a primeira caminhada oficial, credenciada pela Anda Brasil, que o grupo Acordei Caminhadas de Irati, criado em 12/02/2023, do qual sou membro, participou.

De acordo com a organização, a distância total percorrida pelos caminhantes foi

A crescente exigência pela qualificação profissional

pt.testsworld.net
O governo sempre divulga os números da contratação de pessoas, nunca de demissões. Há uma sobre de pessoas qualificadas em busca de uma oportunidade, enquanto um número ainda maior se prepara para entrar na disputa. Quem lucra com todo esse contexto ?

       
São divulgados pelo governo, em um grande esforço publicitário, os astronômicos números de empregos gerados em determinado período. Por outro lado, poucas fontes informam as estatísticas sobre o número de demissões que ocorreram no mesmo período, as quais podem tornar irrisórios os números de contratações. Também é comum nos depararmos com a informação de que sobram vagas em determinados campos de trabalho, que a oferta de empregos cresceu. Porém, deve-se ter em mente que é necessário que o trabalhador esteja capacitado para concorrer a essas vagas (concorrer e não assumir).


        Nesse discurso, atribui-se a responsabilidade sobre a condição de empregabilidade ao próprio trabalhador, o qual deve ter um complexo conjunto de competências e ainda bancar, não só com recursos financeiros, mas com seu tempo cada vez mais escasso, uma seqüência infindável de aprimoramentos. A justificativa apontada para isso é o fato de estarmos na era do conhecimento. Hoje, folhando revistas ou livros relacionados à área empresarial, encontramos a explicação de que o conceito de que o trabalhador como mão-de-obra está obsoleto; hoje se fala em colaboradores, em parceiros, em capital intelectual, em trabalhadores do conhecimento...

       E para elevar a importância desse colaborador nas empresas, acrescenta-se que a informação e o conhecimento são os principais recursos das empresas, superando, inclusive, na visão de muitos autores, o próprio capital. Assim, os empregadores exigem desse trabalhador ou desse capital intelectual empregado, o retorno do investimento. Espera-se produtividade, se estabelece metas arrojadas com a justificativa inclusive de ser um fator motivacional, as quais devem ser cumpridas com a máxima agilidade e qualidade.

       A necessidade de produzir com menor custo é imperativa para que as empresas enfrentem o competitivo mercado no qual todas operam e cabe ao trabalhador proporcionar o sucesso dessa empresa através de sua dedicação e de seu desempenho em suas diversas atribuições. Entre outras exigências, surge a necessidade de se fazer longas jornadas de trabalho, em alguns casos através da remuneração das horas extras, mas na maioria há a ?opção? pelo banco de horas, descontando naquelas épocas que a empresa não está produzindo com toda a capacidade, contribuindo assim para evitar demissões. Isso quando não se leva espontaneamente o trabalho para casa.

      Além das exigências profissionais, o empregado não pode deixar de lado sua qualidade de vida, cuidando de sua saúde, convivendo harmoniosamente com sua família, para que o desgaste físico e emocional não afete seu desempenho profissional. É fundamental também que o funcionário, em nome da empresa, se possível, esteja engajado em trabalhos voluntários, repassando à sociedade uma visão politicamente correta com relação à organização.

         Enfim, se no período Taylorista a excessiva especialização do funcionário era desmotivante e criticada, hoje exige-se para desempenhar as tarefas dezenas de habilidades e competências, algumas até contraditórias, como a visão crítica, a assertividade e a negociação em contraste com o conformismo com o salário, com a segurança e com o reconhecimento recebido por todo esse comprometimento.

         Falando em salário, na própria CF em seu artigo 6º consta que ele deveria ser suficiente para atender todas as necessidades básicas de uma família, inclusive lazer e educação, o que é praticamente impossível com R$ 415,00 mensais . E no que se refere à remuneração, apesar das exigências por qualificação e da substituição da mão-de-obra menos qualificada, a média regional não ultrapassa os R$ 800,00. Ainda querem o fim do 13º salário por ser oneroso demais para as empresas e uma flexibilização das leis trabalhistas, como ocorreu em outros países enfaticamente chamados de ?desenvolvidos?. A exceção é de que aqui não se pretende assegurar a proteção e os direitos mínimos como lá.

           No que se refere às qualificações, o trabalhador, por exemplo, não aprende idiomas para viajar, o que é impossível com seu salário, mas para aprender a operar os equipamentos de milhares de dólares que ele utiliza e que contrastam com seu salário. A formação hoje não é intelectual, mas profissional. Estuda-se para atender o mercado de trabalho, e toda essa qualificação custa uma parcela do próprio salário do empregado. Lembrando ainda que a formação dos trabalhadores é arcada pela própria sociedade, pois a maioria estudou ou estuda em escolas/universidades públicas.

         Essa busca frenética por qualificação forma um excedente de profissionais qualificados que ficam na reserva, contribuindo para que a lei de mercado seja aplicada às relações trabalhistas. Isso sem mencionar outras alternativas de substituição de mão-de-obra visando a redução de custos, como a contratação de estagiários, de empresas terceirizadas, da automação, etc. A grande maioria dos colaboradores (e da sociedade) devem se sentir explorados, pois como dizia Marx, só o trabalho gera riqueza. Pena que não gera para quem trabalha.

         Cabe aos interessados transformar essa realidade, ou ficar à mercê das decisões de políticos com interesses nada sociais, que ao invés de tentarem amenizar essa tendência global, ainda vão de encontro aos interesses dos que mais precisam de proteção: os trabalhadores.

Publicado no Jornal Folha de Irati, de 20 de junho de 2008.

Educação vem de casa ?

https://www.timeslive.co.za/news/
south-africa/2017-11-22-new-
roles-and-responsibilities-for-
homeschooling-parents/

Da mesma forma que já ocorreu, talvez por influência do período eleitoral, novamente veio à tona a discussão e a proposição da possibilidade do ensino domiciliar, denominado em alguns países de homeschooling

Comumente, aqueles que apontam determinadas soluções, especialmente para os complexos problemas sociais, a tratam como sendo a ideal. Tendem a adotar uma perspectiva particular, sem considerar a complexa realidade que o circunda, sem levar em conta a diversidade de pessoas e grupos que tal medida poderá afetar, muito menos os efeitos dispersos em outras áreas da realidade social, econômica, cultural, etc.

Em uma sociedade cada vez mais complexa e contraditória, educar ou ensinar - até mesmo a diferença entre estes dois conceitos geram suas polêmicas particulares - em casa tem suas vantagens sob o ponto de vista de muitas famílias. É natural que elas

O acesso universal à saúde pública e a retórica das Leis no Brasil


Segundo o Portal da Saúde, no Brasil, até 1988, a Saúde era um benefício previdenciário, um serviço comprado na forma de assistência médica ou uma ação de misericórdia oferecida à parcela da população que não tinha acesso à previdência ou recursos para pagar assistência privada.

Em meados de 1970, surge o Movimento de Reforma Sanitária, propondo uma nova concepção de Saúde Pública para o conjunto da sociedade brasileira, incluindo a Saúde do Trabalhador.

Com a promulgação da Constituição da República Federativa do Brasil, em 1988, a saúde tornou-se "um direito de todos e um dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas", ou seja, pode-se dizer que a Saúde figura entre os direitos fundamentais do homem.

Artigo 196 da Constituição Federal

Literalmente, o artigo 196 da Constitui Federal Estabelece: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.”

Lei 8.080 de 19 de setembro de 1990

A Lei infra-constitucional supracitada dispõe