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Transposição do Rio São Francisco

Dilma, no debate da rede Record, em 25 de outubro de 2010, afirmou que vai fazer a transposição da bacia do Rio São Francisco.

Considerando que bacia significa toda área de drenagem de um rio e de seus afluentes, significa que ela vai pegar toda a extensão ilustrada ao lado e  transpor, ou seja, mudar de um lugar para outro.

A região da bacia abrange terras de mais de 520 municípios, distribuídos em sete Estados: Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Bahia, Goiás, Minas Gerais e Distrito Federal. .

É uma vasta bacia hidrográfica, responsável pela drenagem de aproximadamente 7,5% do território nacional. O rio São Francisco, que nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais, atravessa o sertão semi-árido mineiro e baiano possibilitando a viabilidade de ocupação e a sobrevivência da população ribeirinha de baixa renda, a irrigação de pequenas propriedades e a criação de gado. O São Francisco é  utilizado também na geração de energia, sendo também navegável em longo trecho.

O rio São Francisco tem 36 tributários de porte significativo, dos quais apenas 19 são perenes. Os principais contribuintes são os da margem esquerda, rios Paracatu, Urucuia, Carinhanha, Corrente e Grande, que fornecem cerca de 70% das águas em um percurso de apenas 700 km. Na margem direita, os principais tributários são os rios Paraopeba, das Velhas, Jequitaí e Verde Grande.

A bacia do São Francisco é dividida em quatro regiões: Alto São Francisco, das nascentes até Pirapora-MG; Médio São Francisco, entre Pirapora e Remanso – BA; Submédio São Francisco, de Remanso até a Cachoeira de Paulo Afonso, e, Baixo São Francisco, de Paulo Afonso até a foz no oceano Atlântico.

Segundo o site Infoescola, o projeto de transposição do Rio São Francisco é um tema  polêmico, abrangendo, de um lado, a tentativa de solucionar o grave problema da seca no semi-árido, e de outro, enfrenta as pressões do ponto de vista ambiental, pois irá afetar um dos rios mais importantes do Brasil, tanto pela sua extensão e importância na manutenção da biodiversidade, quanto pela sua utilização em transportes e abastecimento.

Segundo o Infoescola, o projeto é antigo,  concebido em 1985 pelo Departamento Nacional de Obras e Saneamento. Já a Super Interessante comenta que o projeto é polêmico e já vem sendo discutido há mais de 150 anos, sendo já cogitada a  idéia de transpor o terceiro maior rio do país foi em 1847, no governo de dom Pedro II.

Segundo o Ministério da Integração, o projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional apresenta dois eixos: o Norte, que levará água para os sertões de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, e o Leste, que beneficiará parte do sertão e as regiões agreste de Pernambuco e da Paraíba. Cada eixo é dividido em lotes compreendendo um total de 14 lotes de obras.

Para entender o esquema da transposição, diretamente no site do Ministério da Integração, clique aqui.

O que é a era da informação ?

Muitos dizem que vivemos na era da informação, que navegamos na Terceira Onda de Tofler (que por sinal, já vê o prenúncio da uma quarta onda), ou seja, a onda da informação, que seguiu as ondas agrícola e industrial.

Autores como Malone, Drucker, Levy, entre outros, dizem que os clássicos fatores de produção estão perdendo seu status para o capital intelectual e para a informação.

Mas no campo empresarial, especificamente, como pode ser descrita a informação ?

A informação pode ser entendida como um dos recursos dos quais a empresa dispõe e utiliza (ou necessita) para a consecução de seus objetivos. De forma genérica, informar significa comunicar algo a alguém.

Existe uma clássica distinção entre dados e informações. Oliveira (1993, p.34) define dado como sendo “qualquer elemento identificado em sua forma bruta que por si só não conduz a uma compreensão de determinado fato ou situação.”

A informação, por sua vez, é mais estruturada. É definida como sendo “o dado trabalhado que permite ao executivo tomar decisões” (OLIVEIRA, 1993. p.34)

Cassarro (2003, p.35) corrobora afirmando que “os dados alimentam, dão entrada no sistema, e as informações são produzidas, saem do sistema” podendo ser a entrada para outro sistema de informação. Como exemplo de dados, pode ser citado a quantidade de clientes de uma empresa ou o preço de venda cobrado por determinado item. A lucratividade gerada pelos diversos clientes ou grupo de clientes, que contribui para o gestor decidir, entre outros fatores, qual carteira de clientes incrementar é uma informação.

Os dados, no conceito do Serviço Federal de Processamento de Dados - SERPRO, (2003) “são sinais que não foram processados, correlacionados, integrados, avaliados ou interpretados de qualquer forma. Os dados representam a matéria-prima a ser utilizada na produção de informações.”

Quanto às informações, de acordo com o SERPRO (2003) “neste nível, os dados passam por algum tipo de processamento para serem exibidos em uma forma inteligível às pessoas que irão utilizá-los.”
A importância do fator informação fica ainda mais evidenciada no contexto empresarial contemporâneo, marcado pela extrema e notória competitividade e pela necessidade de eficiência em todos os processos organizacionais.

Conceituando eficiência de maneira breve, ela consiste em realizar as atividades de modo correto, ou seja, relaciona-se mais com os meios utilizados. Agir com eficácia, entretanto, é fazer as coisas certas, ou seja, relaciona-se mais com os resultados esperados.

Na era da informação, ela é condição indispensável para o funcionamento