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Desemprego Estrutural

Você trabalharia gratuitamente, por exemplo, para uma instituição bancária, que fatura bilhões por ano ?.( O Banco do Brasil faturou mais de 10 bilhões em 2009, segundo o site bancarios.com.br). Exagerando ainda mais: você pagaria uma taxa ou tarifa cada vez que executasse um trabalho para essa instituição, ou seja, o literal “pagar para trabalhar” ? (segundo a Gazeta do Povo de 18/08/2007, em média 20% do faturamento dos bancos provém das tarifas bancárias)

Pois de certa forma, é isso que ocorre na prática quando você utiliza o caixa eletrônico, e o pior, quando você faz isso, indiretamente está contribuindo para o desemprego estrutural.

O desemprego estrutural pode ser interpretado como a conseqüência da modernização das estruturas de produção e de trabalho, que segundo Aoki, ocorre por meio da mecanização e da automação dos processos de produção e trabalho.

Agricultura Comercial e Desenvolvimento Social

Se você  abasteceu seu carro hoje, agradeça à Petrobrás. Se tomou água, agradeça sua Companhia de Saneamento. Você já fez isso hoje ?

Essa leitura, de início (apenas de início, espero eu !) pode parecer sem lógica. Afinal, todos pagam, e bem, para ter a  disponibilidade desses serviços e os fornecedores auferem lucros com essa atividade. É exatamente essa ideia que me ocorreu quando vi, um dia desses, uma frase enaltecendo a atividade agrícola. Nela dizia, não me recordo se exatamente nesses termos: Se você se alimentou hoje, agradeça a um produtor rural.

Apesar das diferenças entre a agricultura familiar e a agricultura comercial da grande propriedade, discordo da afirmação. Hoje, a atividade agrícola como qualquer outra atividade econômica, visa o lucro. Nenhum produtor inicia uma safra se não tiver, pelo menos, a expectativa de obter algum retorno. Inclusive a própria escolha do produto a ser cultivado é orientada pela expectativa de um maior lucro, tanto que muitos agricultores, por uma questão de viabilidade e atratividade financeira, optam pelo plantio do tabaco, um gênero nada alimentício; na verdade, até nocivo, em sentido mais amplo possível.

Urbanização brasileira

Considerando que os conteúdos referentes à industrialização brasileiras foram apreendidos pelos alunos, é possível, a partir das relações existentes, adentrar no processo de urbanização brasileira.

Considerando que a "ocupação" do território brasileiro pelos portugueses (e posteriormente por outros países europeus) se deu, historicamente, a partir do litoral, onde também se desenvolveu a cultura da cana de açúcar, e com ela a implantação dos engenhos e outras infraestruturas, é um marco adequado para iniciar a explicação desse processo histórico.

Com a abertura de novas possibilidades de exploração econômica, a ocupação foi se ampliando no sentido leste-oeste. A exploração do ouro também contribuiu para a ocupação do interior do Brasil. Muitas cidades em Minas Gerais, por exemplo, são frutos desse processo. No Paraná, Paranaguá também se desenvolveu nessa forma. A exploração da borracha também abriu corredores no norte do país.

Merece destaque, entretanto, a cultura cafeeira no sudeste. A qual proporcionou as bases para o processo de industrialização, como visto anteriormente no capítulo sobre industrialização.

Crise do Café e Industrialização Brasileira

O texto a seguir traz uma explanação a respeito do processo de industrialização brasileira, com aprofundamento dos conteúdos condizentes com as especificidades de uma aula (50 minutos) para o 7º ano do ensino fundamental.

Vemos que o processo de industrialização mantém relação com as temáticas vistas anteriormente pelos alunos, (como movimentos migratórios e meio rural) podendo ser retomado em suas relações com o espaço rural.


Como estudado anteriormente, a industrialização influenciou o êxodo rural, a mecanização das atividades agrícolas, etc. refletindo nos movimentos migratórios, na dinâmica das paisagens etc.

Considera-se ainda o fato de que rural e urbano não são espaços estanques ou isolados entre si, mas interdependentes. Como podemos ver na imagem 02, indústrias instalam-se nas áreas rurais, e mesmo quando urbanas, processam matérias-primas oriundas deste espaço, refletindo novamente nas condições destes espaços.

Alteram também a paisagem urbana, com suas instalações e com o fluxo que exige para a garantia de suas operações, refletindo no trânsito, na urbanização (que será tratada na sequência), nas formas de ocupação do espaço (moradias, favelas, etc.) e nos fluxos de pessoas, informação e capital.














Destaca-se também que a industrialização não se refere somente a instalação de indústrias em determinado espaço, mas diz respeito a uma atividade econômica capaz de subordinar outras atividades, inclusive a agricultura, as suas demandas. Implica também em uma crescente