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Exploração ambiental, Lazer e Conscientização: as possibilidades do Mourão, em Rebouças PR

*Atividade realizada no 1º ano do Curso de Geografia - Embora o observatório e a imagem religiosa possam parecer inexequíveis, a construção da quadra esportiva poderia ser uma interessante alternativa de lazer para a população do local.

A ideia aqui contida neste esboço se baseia no apelo social, nas políticas governamentais e de diversos organismos preocupados com a preservação ambiental, pautados em estudos que  comprovam a necessidade da preservação ambiental para a subsistência de diversas  espécies e para a manutenção da qualidade de vida das pessoas em geral.  


Além disso, este esboço busca uma resposta prática aos discursos proferidos e a  consciência ambiental que se busca incutir na sociedade atualmente.

Dessa forma, tendo em vista a existência de uma área propícia para a execução  de possíveis obras relacionadas a esse apelo ecológico e que também podem contribuir com a comunidade local na medida em que trarão um local de lazer e para a prática de esporte,  seria oportuno maiores estudos sobre a viabilidade das obras sugeridas a seguir, e obviamente, estudos sobre a segurança estrutural, geológica e técnica de uso do local, evitado acidentes com quedas, desmoronamentos de sedimentos, etc. além é claro, da legalidade de tais transformações no referido espaço.


O local para a realização dessas obras é a margem direita do Rio Barreiro, nas  bordas do morro denominado localmente de Mourão.  Nesse lugar, há a junção de dois córregos, sendo que ambos estão com o volume  de água reduzido, se comparado a períodos anteriores (uma ou dias décadas) que coincidem com a ocupação residencial de suas margens (um processo histórico que longa data e que ocorre em praticamente toda cidade, não sendo uma particularidade do referido bairro), da redução da mata ciliar, do possível represamento de águas para a execução de tanques de peixe, entre outros fatores que podem vir a impactar no fluxo fluvial ou no ambiente de forma global 

Figuras de Linguagem e Vícios de Linguagem

Considerando que a temática “Figuras de Linguagem e Vícios de Linguagem” é recorrente nas provas do ENEM, optou-se mais uma vez em expor o conteúdo sob a forma de mapas mentais, pois se trata de uma maneira rápida para fazer revisões e consultas, além de outras vantagens em termos de assimilação, como explicadas na postagem “Mapa Mental dos Setores da Economia”, a primeira apresentada sob esta forma de exposição.

Obviamente, os mapas mentais são resumos que têm como objetivo auxiliar na assimilação do conteúdo, explicitando os principais tópicos do assunto,portanto, não excluem a necessidade do aluno ler a matéria em sua totalidade, conhecer exemplos de aplicações e resolver exercícios.

A escassez de água e as contradições do modo capitalista de produção.

A crise hídrica não pode ser descontextualizada do modo de produção capitalista, tendo o Estado e a ação política o papel de mitigar as contradições da relação entre sociedade, natureza e capital.


Texto classificado no Concurso Foed Castro Chamma e disponível no site da ALACS 

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Materializou-se a crise ambiental há tempos prevista; a água, outrora tida como abundante, importante não apenas economicamente, mas também fisiologicamente para os seres vivos, enfim foi reconhecida como um líquido precioso. Enfatiza-se que os problemas ambientais são provocados ou potencializados pela ação antrópica. Ou seja, pela atividade humana de uma população crescente e que demanda cada vez mais recursos.

Esta visão simplista carrega uma ideologia ardilosa, pois além de destacar a necessidade social de conscientização no uso dos recursos naturais, entre eles, a água, também considera a população como causadora da crise, resumindo a questão como decorrente da existência de um excedente populacional que consome além da disponibilidade de recursos, reproduzindo uma ultrapassada explicação malthusiana para a escassez, despolitizando a questão e afastando dela suas relações com os aspectos sociais e econômicos. Basta exemplificar como a pobreza de significativa parcela da população do sertão nordestino é naturalizada como decorrente dos “problemas ambientais” da região, ignorando todo o contexto social, político e econômico.

A contradição é que enquanto se responsabiliza a população, justificando que ela suporte os diversos custos sociais e econômicos, o consumo crescente e o desperdício direto ou indireto são

Definição do Preço de Venda: Um Contraponto entre as Variáveis Teóricas e a Prática Empresarial

RESUMO:
O texto completo encontra-se na Revista Partes .Acesse clicando no link

 A formulação do preço de venda é uma atividade de vital importância para o desenvolvimento e continuidade de qualquer empresa, não bastando conhecer os custos, mas um complexo jogo de variáveis inter-relacionadas que se influenciam mutuamente. Considerando o referencial teórico e as críticas relativas ao distanciamento da teoria com a prática empresarial, buscou-se verificar empiricamente quais são os fatores que influenciam na formulação do preço de venda, com base na visão dos gestores de microempresas, constatando as poucas variáveis enfatizadas em contraposição à abrangência do referencial teórico existente. 

 1 – INTRODUÇÃO 
Para se conseguir uma eficiente formulação de preços, que supra as necessidades de recursos e que remunere o capital investido e ainda esteja de acordo com as expectativas dos clientes, o gestor deve estar atento a diversas variáveis.

 A idéia simplificadora de que o preço de venda pode ser representado pelo custo de aquisição ou produção acrescido de um percentual de lucro desejado já não encontra validade na realidade empresarial extremamente competitiva e orientada por altos padrões de eficiência e eficácia. Desse modo, o gestor deve ter uma visão holística do ambiente no qual está inserida sua organização, analisando além da estrutura de custos, variáveis estratégicas, econômicas, mercadológicas, financeiras, demográficas, etc. Podendo agir de forma pró-ativa, aproveitando as oportunidades e amenizando as ameaças. 

 A bibliografia referente a essa temática apresenta muitas variáveis que se inter-relacionam e se influenciam na formulação de preço, da mesma forma que expõe muitas técnicas que podem ser utilizadas na precificação. Por outro lado, é comum existirem críticas a respeito da distância entre a teoria e a prática, principalmente devido à heterogeneidade de pessoas que desenvolvem as mais diversas atividades empresariais. 

 Diante disso, buscou-se evidenciar quais fatores influenciam na formulação de preço de algumas das micro e pequenas empresas das cidades de Irati, Rebouças e Imbituva – PR, permitindo comparar o que a teoria apresenta e o que de fato os pesquisados vêm utilizando.

O texto na íntegra pode ser visualizado em: http://www.partes.com.br/2012/10/08/definicao-do-preco-de-venda-um-contraponto-entre-as-variaveis-teoricas-e-a-pratica-empresarial/


Construção Social da Contabilidade – das bases Histórico-Geográficas à Teoria Geral de Sistemas

RESUMO

Essa abordagem teórica não objetiva apontar os aspectos epistemológicos da Contabilidade, mas a dinâmica de adequação desta ciência na satisfação das necessidades de seus usuários no específico contexto socioeconômico e cultural de cada época e lugar, tratando-a como um processo histórico e geograficamente construído. Posteriormente, aborda-se o conceito e as características da informação gerencial, em  uma perspectiva baseada na Teoria Geral de Sistemas, condizente com a rapidez, volatilidade e integração do atual contexto empresarial.

Palavras-chave: Contabilidade, origens, informação, adaptação, necessidades.

O texto completo foi publicado na Revista P@rtes e pode ser acessado clicando aqui.


BASES HISTÓRICAS DA CONTABILIDADE

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Como uma das formas de delinear a evolução histórica da Contabilidade, Beuren (2003) citando vários autores, tais como Melis, Van Breda e Hendriksen, define a cronologia da Contabilidade em quatro fases: Contabilidade no mundo antigo, Contabilidade no mundo medieval, Contabilidade no mundo moderno e Contabilidade no mundo contemporâneo.

A Contabilidade no mundo antigo abrange desde os primórdios da história até por volta do ano de 1200 d.C. Conforme observa Iudícibus e Marion (1999, apud Beuren 2003, p.23) “a Contabilidade surgiu para atender a necessidade de avaliar a riqueza do homem [...] em uma época que ainda não existiam números, escrita ou moeda.”

O início da história da Contabilidade tem um passado remoto, que se iniciou com a própria história da civilização. De acordo com Sá (1961, p. 21), a história da Contabilidade está “presa às primeiras manifestações humanas da necessidade social de proteção à posse e de perpetuação e de interpretação dos fatos ocorridos”.

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Porém, foi na Suméria que a Contabilidade teve um significativo desenvolvimento de seus métodos, sendo por isso, segundo Sá (1961), considerada o berço da escrituração contábil. 

Figueiredo (2004) cita que o desenvolvimento do papiro e do cálamo no Egito antigo facilitou o registro de informações sobre negócios. E foi por meio da utilização de registros, que o homem teve condições de conhecer e antever as suas reais necessidades de consumo e de produção. Ou seja, a capacidade do homem de planejara suas atividades, antevendo e se preparando para situações, carrega em si as causas e as conseqüências do seu próprio desenvolvimento enquanto ser humano e conseqüentemente, afetando as

O bang bang da liberação das armas

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Percebe-se, recentemente, uma significativa discussão, especialmente nas redes sociais, sobre a liberação do porte de armas. É um verdadeiro bang-bang de argumentos a favor ou contra. 

Embora o estatuto do desarmamento tenha algumas lacunas práticas em seu objetivo de mitigar os números da violência, a noção é lógica e intuitiva de que o oposto, ou seja, a liberação do porte de armas, além de não oferecer resultados melhores, piorará a situação.

Uma simples analogia ilustra a periculosidade que tal situação pode trazer à sociedade. No Brasil, os acidentes de trânsito, segundo o site vias seguras, considerando apenas as informações do Ministério da Saúde, revela que ocorreram em 2015 o total de 37.306 óbitos e 204.000 feridos hospitalizados, sem somar os acidentes sem vítimas ou que estas recusaram atendimento. O  Seguro DPVAT, em 2015,  realizou 42.500 indenizações por morte e 515.750 por invalidez.

Ressalta-se que para dirigir um veículo, cuja finalidade, ao contrário das armas, não é matar ou ferir,  é necessário ter a CNH - Carteira Nacional de Habilitação, o que implica passar em  testes psicotécnicos, de direção prática e de legislação. E mesmo assim, quando se analisa as causas dos acidentes, segundo o site G1, estudos da Polícia Rodoviária de São Paulo demonstram que a maioria dos acidentes acontece de dia e com a pista seca, tendo como fator preponderante a imprudência dos motoristas. 

Ou seja, a principal causa de acidentes está muito mais relacionada ao comportamento humano, imprevisível, à imprudência, ao despreparo técnico e psicológico da população, aos valores socioculturais que colocam o veículo como símbolo de status, de poder e dão a ele sinônimo e falsa segurança. Sem esquecer os efeitos do estresse do dia a dia, do consumo de álcool, entre outros fatores desencadeantes de comportamentos violentos. 

Ora, que resultados podemos esperar quando se incluiu nesta equação a possibilidade das pessoas terem acesso facilitado às armas , especialmente quando, diferente do que ocorre com o trânsito, não há impossibilidade do Estado efetivar um rígido controle do uso do armamento ? A resposta é simples: teremos às ruas pessoas despreparadas com um instrumento em mãos capaz de tirar a vida.

Outro agravante é que a existência

Espacialização do Sistema Financeiro e o Lucro dos Bancos

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Que os bancos apresentam lucros exorbitantes, todo mundo sabe. Mas poucos refletem como isso acontece e como a sociedade contribui para esta extrema lucratividade. Obviamente, isso é uma questão complexa, passando por estratégias territoriais, estratégias legais, macroeconômicas, influenciando e sendo influenciada por questões sociais, como o consumo, emprego e renda, tecnologia da informação, até pelos hábitos culturais (povo mais ou menos poupador ou mais ou menos consumidor). 

Como é impossível tratar de todo esse emaranhado conceitual em um único texto, buscar-se-á enfatizar a questão da lucratividade bancária através da captação de recursos da sociedade e seu posterior empréstimo, com a diferença da taxa de juros entre estas operações gerando simplificadamente o spread bancário.


Só para dar uma noção da lucratividade do bancos, o site Globo.com. destaca que “a soma do lucro registrado por quatro bancos brasileiros em 2013, que chegou a cerca de US$ 20,5 bilhões, é maior que o Produto Interno Bruto (PIB) estimado de 83 países no mesmo ano, segundo levantamento feito com base em dados do Fundo Monetário Internacional”.

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O site da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Paraná (http://www.feebpr.org.br) também traz alguns dados, tabelados e apresentados a seguir, referentes ao ano de 2012:

A Importância Econômica e Social das Micro e Pequenas Empresas

        Evidenciando a importância das micro e pequenas empresas, Longenecker, Moore e Petty (1997, p.34) afirmam que “sua contribuição econômica geral é similar àquela das grandes empresas. As pequenas empresas, entretanto, possuem qualidades que as tornam mais do que versões em miniatura das grandes corporações.”

        Uma das grandes contribuições das micro e pequenas empresas na visão de Longenecker, Moore e Petty (1997) é a potencialidade de gerar de empregos, enquanto que as grandes organizações tendem a utilizar técnicas para reduzir o quadro de pessoal, como o downsizing, por exemplo. Além disso, muitas pessoas vêem o empreendedorismo como uma saída para o desemprego.

      Conforme menciona o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2003, p.17) uma importante contribuição das micro e pequenas empresas no crescimento e desenvolvimento do País é a de servirem de “colchão” amortecedor do desemprego. Constituem uma alternativa de ocupação para uma pequena parcela da população que tem condição de desenvolver seu próprio negócio, e em uma alternativa de emprego formal ou informal, para uma grande parcela da força de trabalho excedente, em geral com pouca qualificação, que não encontra emprego nas empresas de maior porte.

        Apesar desses autores discorrerem sobre as pequenas empresas existentes na economia dos Estados Unidos, classificando-as através de critérios tais como: número de funcionários menor que cem, financiamento do negócio por grupos menores do que vinte proprietários, podemos ter uma noção da importância de tal tipo de empreendimento.

       Tratando exclusivamente das microempresas no Brasil, ou seja, aquelas que conforme a classificação do SEBRAE empregam até nove funcionários, um estudo revela que:

Empreendedorismo na escola

PROJETO EMPREENDEDORISMO NA ESCOLA
Ensino Médio

A educação empreendedora é um requisito fundamental largamente apontado por órgãos e por estudiosos da área sócio-econômica e humana para o desenvolvimento de qualquer país, região ou comunidade.
O empreendedorismo, em sentido amplo do termo, além de ser a melhor ferramenta contra o desemprego e importante gerador de renda, hoje é exigido em qualquer relação de trabalho (intra-empreendedorismo), seja no governo, nas empresas, nas atividades autônomas, no terceiro setor, bem como é uma atitude pessoal que coloca o indivíduo como co-responsável pelo meio em que vive.
Além do empreendedorismo, conceitualmente entendido sob a perspectiva empresarial, do mercado de trabalho, do contexto capitalista, a atitude empreendedora pode ir além desse contexto. Fala-se hoje em empreendedorismo social, atrelado às questões de sustentabilidade ambiental, bem como, nas ações solidárias de organismos, ONG,s, associações de moradores, cooperativas e demais formas de desenvolvimento comunitário.

CONCEITO DE EMPREENDEDORISMO

O conceito de empreendedorismo, segundo Dolabela (1999, p. 47) apud Bastos et. al. (2005) em grande parte, devido aos diversos campos de atuação dos estudiosos que se propuseram a fazê-lo, apresenta, conforme sua finalidade, diversas caracterizações: sociológicas, psicológicas e econômicas. Segundo Dolabela (1999, p. 52), os economistas associam o empreendedor às inovações e ao seu papel no desenvolvimento econômico; os behavioristas relacionam o empreendedor a seus atributos, como a criatividade, persistência, entre outros; os engenheiros de produção vêem os empreendedores como bons
coordenadores e distribuidores de recursos; os financistas definem como empreendedor como alguém capaz de calcular riscos. Para os profissionais do Marketing, são pessoas que identificam oportunidades e se preocupam com a satisfação do consumidor.
        
           O SEBRAE (2001, p. 9), traz o conceito de que

Usuários da Informação Contábil

          Embora seja um erro comum atribuir à Contabilidade a missão de atender com primazia o fisco, ela tem diversos outros usuários para os quais suas informações são úteis e indispensáveis, inclusive a administração.

          Os usuários da Contabilidade podem ser considerados todos aqueles que têm interesse em conhecer a situação em que a empresa se encontra e para que rumo ela está se orientando, principalmente com relação aos aspectos econômicos e financeiros.

           Atualmente, o número de usuários da informação contábil, ou seja, daqueles que tem interesse nas condições das empresas é relativamente maior, inclusive decorrente de mudanças sociais. Hoje há valorização das empresas ecologicamente corretas e pressões contra aquelas que exploram de maneira inadequada os recursos naturais ou provocam qualquer tipo de dano ambiental, tanto que muitas empresas auxiliam Organizações Não-Governamentais - ONG’s, desenvolvem projetos sociais, etc.

           Porém, além das atitudes politicamente corretas exercidas pelas empresas, a sociedade se interessa em constatar se as empresas cumprem as exigências legais, com relação a funcionários, com relação à qualidade dos produtos ou serviços, etc. Isso é comprovado pelo destaque atualmente dado a demonstrações como o balanço social.

           Entretanto, além da parcela da sociedade que se interessa pelas questões empresariais, Marion (2004) cita uma série de outros interessados, os quais são: os investidores que aplicam dinheiro na entidade, correndo risco e esperando o retorno justo; os fornecedores, que utilizam as informações contábeis para verificar a capacidade da empresa em honrar com suas dívidas, para planejar o volume de vendas, para decidir entre atender um ou outro contrato de venda, etc.; os bancos, que verificam fatores como a liquidez e o risco de insolvência para conceder crédito; o governo, para aplicar a tributação cabível, além de empregados, sindicatos, concorrentes, etc.

           No caso das microempresas, a informação contábil, em muitos casos, atende

Agropecuária no Brasil e no Mundo: Origem da Agricultura e Sistemas Agrícolas

O que é Agropecuária ?

Reúne os substantivos:  “agricultura”+“pecuária”.
É a área do setor primário responsável pela produção de bens de consumo, mediante o cultivo de plantas e da criação de animais como gado para leite e corte (bovino, suíno, caprino, ovino), aves entre outros.
De longa data a agropecuária apresenta relevante destaque no cenário da economia nacional. Historicamente, foi uma das primeiras atividades econômicas a serem desenvolvidas no país. A ocupação do território, por exemplo, teve forte influência da produção de cana-de-açúcar, posteriormente do café e, por fim, da pecuária, que conduziu o povoamento do interior do país.
A atividade agropecuária no Brasil representa 8% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e gera emprego para pelo menos 10% da população economicamente ativa do país. 

Como surgiu a Agricultura ?

A palavra agricultura significa “cultivo dos campos”. A palavra "agricultura" vem do latim, composta por ager (campo, território) e cultūra (cultivo), no sentido estrito de cultivo do solo.
Agricultura é o conjunto de técnicas utilizadas para cultivar plantas com o objetivo de obter alimentos, fibras, energia, matéria-prima para roupas, construções, medicamentos, ferramentas, etc.
Em português, a palavra "agricultura" manteve este sentido estrito e refere-se exclusivamente ao cultivo dos campos, ou seja, relaciona-se à produção de vegetais. No entanto, em inglês, assim como em francês, a palavra "agriculture" indica de maneira mais genérica as atividades agrícolas tanto de cultivo dos campos quanto de criação de animais.
O início das atividades agrícolas separa o período neolítico do período paleolítico. Sendo anterior à história escrita, o início histórico da agricultura não é preciso, mas admite-se que ela tenha surgido independentemente em diferentes lugares do mundo, provavelmente nos vales e várzeas fluviais habitados por antigas civilizações.
Povos caçadores-coletores perceberam que alguns grãos que eram coletados da natureza  poderiam ser enterrados, isto é, "semeados" a fim de produzir novas plantas iguais às que os originaram. Essas primeiras formas de agricultura eram certamente praticadas perto de moradias e aluviões das vazantes dos rios, que fertilizavam as terras. Com isso, as freqüentes e perigosas buscas por alimentos eram evitadas. Com o tempo, foram selecionados entre os grãos selvagens aqueles que possuíam as características que mais interessavam aos primeiros agricultores, tais como tamanho, produtividade, sabor e outras.
Assim surgiu o cultivo das primeiras plantas domesticadas, entre as quais se inclui o trigo e a cevada. Como não há um rígido consenso sobre a origem da agricultura, alguns historiadores definem que a atividade agrícola parece ter surgido há cerca de 10.000 anos, na Mesopotâmia, com o cultivo de grãos e a criação de ovelhas. Há também registros de cultivos em outras regiões diferentes do mundo em épocas distintas: Mesopotâmia, América Central (pelas culturas pré-colombianas) e nas bacias hidrográficas da China e da Índia, nos vales dos rios Nilo (Egito), Tigre e Eufrates(Mesopotâmia, atualmente conhecida como Iraque) e rios Amarelo e Azul na

Fixos e Fluxos: Olhando Irati PR pelo prisma das vias de circulação

Para quem chega a Irati, seja em busca de oportunidades profissionais ou em decorrência da oferta de ensino superior, é de imediato surpreendido pelo alto valor das terras e consequentemente dos aluguéis em relação às cidades vizinhas.

Apenas a população acadêmica que passa a residir efetivamente na cidade não é suficientemente grande para que a demanda imobiliária suplante a oferta, tendo em vista o fato de que há uma visível expansão do número de pessoas investindo na locação imobiliária e que os acadêmicos, em grande parte, se associam em repúblicas ou residem em quitinetes. Outra alternativa menos onerosa é a locação de casas nos bairros, o que, por outro lado, contribui para a necessidade de meios de transporte para facilitar a locomoção.

Resumo da História da Contabilidade

A afirmação de Silva e Moura (2003, p. 03) “compreender e identificar os fatos passados é um marco para o entendimento do presente, e com maior segurança projetar idéias futuras” alerta para duas questões importantes.

A primeira destaca que é preciso conhecer a origem da Contabilidade e os fatores ligados a sua evolução para possibilitar que meios mais adequados de atender as necessidades atuais sejam elaborados.
A segunda questão alerta, mesmo que indiretamente, para a importância das informações contábeis como uma forma de conhecimento da identidade empresarial, sua evolução, seu estado presente e perceber para onde ela caminha.

Essa abordagem histórica não objetiva apontar de forma completa a evolução da Contabilidade como ciência, apontando as suas origens, bases e escolas, mas visa enfocar a adequação e resposta da Contabilidade para necessidades práticas de informação e de gestão.
Isso demonstra a sua evolução e resposta às necessidades de seus usuários e a sua adequação ao contexto sócio-econômico de cada época, cujos aspectos são mais condizentes com os objetivos deste trabalho.

Como orientação da evolução histórica da Contabilidade, Beuren (2003) citando vários autores, tais como Melis, Van Breda e Hendriksen, define a cronologia da Contabilidade em quatro fases:

Parcialidade da mídia ou mero ponto de vista ?

Obviamente, sabemos que a imparcialidade e objetividade, jornalística ou até mesmo científica, é um mito. É uma utopia positivista. No entanto, no mínimo, os meios de comunicação deveriam buscar pelo menos a razoabilidade. Apresentar o contraponto. Mostrar notícias e não simplesmente promover propagandas.

Talvez por isso que as redes sociais (excluindo as fotos e postagens narcisistas, sem o mínimo de sentido sociopolítico) são o principal meio de informação (apesar da superficialidade e do grande conteúdo irrelevante) de muitos, consumindo um grande percentual do tempo total de leitura. Um meio de informação que ao mesmo tempo é um meio de comunicação.

E é nesta dimensão ambivalente (informação e comunica/ação)  que repousa sua atratividade. Quem posta algo, seja uma simples criança ou um adolescente contando que irá para uma festa ou a manchete de um grande veículo de comunicação analisando a conjuntura econômica, abre instantaneamente um canal de comunicação. Dá a possibilidade dos leitores concordarem e discordarem, seja da notícia, seja entre si. É a interatividade. É a troca, de informação, de ideias, de ideologia. E onde há a circulação de informação, há a mudança de pensamento, ou pelo menos, a possibilidade dela.

Talvez por isso, os comícios saíram de cena. Não tanto por uma imposição legal, mas por se tornarem obsoletos diante do novo contexto. E talvez por isso, as eleições cada vez mais são disputadas no duelo de informações que ganham impulso e "viralizam" nas redes sociais.

Redes sociais, que não se pode esquecer, são alimentadas por pessoas. Pessoas que não estão imunes às manipulações das informações repassadas por marqueteiros, cientistas, por revistas e jornais, muitas vezes, não isentos. Por pessoas que convencem pessoas !

Por isso, é fundamental irmos além da superficialidade dos discursos. De confrontar as informações repassadas. De procurar enxergar os fatos em suas diferentes perspectivas. E como há perspectivas para se olhar !

Uma simples foto pode dizer muito. Quais os motivos da sua escolha ? O que ele representa ? De que forma representa ? É espontânea ou preparada ? É ilustrativa, informativa, é arte ou uma propaganda, às vezes, disfarçada ?

Que tal antes de comentar a próxima postagem, se perguntar: Em que contexto a informação foi repassada ? Quem a produziu ? Com que finalidade ? A quais influências seu produtor estava sujeito ? O que se apreende ao confrontar tal fato com outros ? 

A discriminação racial não é a explicação absoluta para todas as desigualdades

INTRODUÇÃO

Atualmente, apesar da ênfase social na liberdade individual, na quebra de tabus, na aceitação das diferenças, mais do que nunca parece haver um patrulhamento sobre tudo que foge do que alguns definiram como sendo politicamente correto.

Entretanto, se o “correto” fosse definido a partir de uma fundamentação moral ou ética (sem entrar no mérito das diferenciações entre ambos os conceitos), as contradições seriam menores. Porém, da mesma forma que os discursos preconceituosos, o discurso que sustenta o que é politicamente correto também é relativizado e respaldado pela ideologia, desvirtuado e utilizado para atender a conveniências e favorecer a manipulação social, o que exige uma análise mais atenta antes de propagá-los ao vento.

Muitos destes discursos, que já se tornaram clichês, não subsistem a uma mínima análise crítica, fundamentada em dados mais objetivos (não que as estatísticas oficiais ou outros levantamentos não tenham sua parcela de subjetividade e viés ideológico).

Por exemplo, hodiernamente há uma tentativa de qualificar como racismo ou discriminação qualquer relação que envolva as diferenças étnicas na representatividade socioeconômica, mesmo que as causas das desigualdades possam ter n explicações culturais, históricas, políticas, regionais, metodológicas, etc.

Com isso, corre-se o risco de cometer a injustiça de colocar a etnia branca sempre como opressora e a negra como oprimida, estimulando lutas entre as classes em detrimento da necessária luta de classes. Ou seja, enquanto a população digladia-se entre si pelo acesso ou manutenção de direitos, o foco diverge da verdadeira classe responsável pelas mazelas sociais, que via de regra, afetam a maioria da população.


http://slideplayer.com.br/slide/1849190/

Enquanto determinados grupos apontam a questão racial como explicação definitiva e inquestionável para uma série de problemas sociais (baixa escolaridade, baixa renda, desemprego, criminalidade), camuflam causas muito mais relevantes, como a falta de políticas públicas. Falta esta que reforça a discriminação ou o preconceito ao não garantir o acesso igualitário às condições que sustentam o desenvolvimento humano.

Neste texto, optar-se-á pelo termo

Ideologia da Natureza

O termo natureza, sob a ótica do senso comum, aparenta ser um conceito de simples entendimento. Entretanto, a forma de compreender a natureza carrega ideologias e interesses. É esta abordagem que Neil Smith desenvolve em seu livro Desenvolvimento Desigual (1988), no capítulo Ideologia da Natureza, expressando como um conceito, por ser um produto social, pode servir e justificar interesses de determinadas classes.

Assim, discutir a relação sociedade-natureza se torna uma atividade complexa, justamente porque é necessário, antes de destacar as relações existentes, definir, mesmo que de forma superficial e restrita, os conceitos que se propõem relacionar. E esses termos carregam uma carga ideológica e com diversidades históricas, isto porque, a compreensão destes termos se dá em uma estrutura socialmente organizada, com interesses, contradições e ideologias que se alteram em contraposições espaço-temporais.

Dessa forma, como apresenta Smith, a concepção de natureza apresenta uma complexidade significativa, principalmente pelo seu dualismo dialético, ou seja, uma natureza universal e outra externa, de forma inter-relacionada e contraditória.

 A natureza exterior é a primitiva, existente fora e antes da sociedade. A natureza é universal quando se considera o comportamento humano e o próprio ser humano como parte integrante da natureza ou dos aspectos ditos externos.

Outra distinção é apresentada é a proposta por Kant, que revela uma natureza interior e outra exterior. A natureza interior compreende as motivações e paixões humanas, enquanto a exterior é o ambiente físico. O interessante, é que estas distinções sustentam ideologias, como a burguesa, por exemplo.

Francis Bacon, conforme ilustra Smith, apresentou uma concepção externa de natureza, justificando seu domínio pelo homem como forma de restabelecer ou manter o equilíbrio. Esta visão justificou a aplicação de técnicas para transformar a natureza segundo os interesses de grupos sociais. Obviamente, este domínio está sujeito aos limites do poder de apropriação e transformação que a sociedade tinha ao seu dispor.

Crise hídrica e a tarifa regressiva de água

É tão recorrente quanto necessário o discurso visando conscientizar a população sobre a necessidade do uso racional dos recursos naturais, entre eles, a água potável. Entretanto, a conscientização além de demandar tempo para sua maturação e aceitação maciça requer meios que incentivem a cristalização do hábito na prática cotidiana.
Quando os meios não são adequados, ao invés de incentivar um comportamento salutar, motivam atitudes incorretas, tanto sob a perspectiva ambiental, econômica e até mesmo social (o tripé da sustentabilidade).

A tarifa de água é um desses meios que poderia ser melhor utilizado para contribuir com o uso racional da água , mas que ao invés disso, dá margem para o desperdício.

Até o limite de consumo de 10 metros cúbicos, a tarifa tem um valor fixo. (Desconsiderando a tarifa social da Sanepar, neste exemplo). Ou seja, não há um incentivo econômico para gastar menos do que esse limite.

Sugere-se, dessa forma, (inclusive ao banco de idéias da Câmara dos Deputados,esperando que possam estudar e legislar sobre o assunto) é a implementação de uma tarifa de água regressiva.

Ou seja, imóveis que gastam menos pagariam menos pelo metro cúbico de água tratada consumida. Imóveis que consomem mais (dentro de uma escala limite estabelecida) pagariam um valor maior pelo metro cúbico. Isso porque, a objetividade e influência do aspecto financeiro seria uma forte pressão na redução do consumo, na geração do hábito do consumo racional e na posterior conscientização.

Seria também uma forma de incentivar e retribuir aqueles que consomem menos e através do ônus econômico desestimular aqueles que consomem mais.

Na prática seria uma forma de compensação, como já ocorre com outros recursos, como os créditos de carbono, por exemplo.

A conscientização, as campanhas, os estudos são importantes e estão fartamente acessíveis ao público. O desperdício também se mostra evidente. Então por que não apostar em um estímulo material e de resultados imediatamente visíveis? É um meio rumo ao fim maior que o consumo racional e a sustentabilidade. Um meio talvez mais barato que o custo com tantas campanhas e talvez, com o custo (não só econômico) da falta de água!

Obviamente, que essa é apenas uma sugestão paliativa para amenizar um problema com tendência de agravamento. Problema este que é gerado por circunstância mais abrangentes e sistêmicas, e que, em um sistema capitalista de produção, orientado para a acumulação, para o consumo, para o desperdício e para a produção sem limites, não encontra a solução somente nas atitudes individuais.

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É preciso destacar que as atividades agrícolas (nem todas voltadas para a produção de alimentos), a agropecuária e a indústria são responsáveis por um grande percentual do consumo de água potável, quando não, pela deterioração de suas reservas. Nesse sentido, urge medidas globais, estratégicas e abrangentes, pois a sociedade não pode ser onerada duplamente por esse descaso com a sustentabilidade.

É refletir porém, que é o consumismo, orientado pelo desperdício, pela acumulação e não somente pela necessidade, que alimenta um sistema que não conhece limites exceto as fronteiras do lucro, mesmo que isso custe a sobrevivência humana.

Parque Ambiental da Pedreira, em Rio Azul

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Uma boa estrutura, uma bela paisagem e uma excelente opção de lazer e de descanso podem ser encontradas no Parque da Pedreira, em Rio Azul, com a vantagem da facilidade de acesso para os moradores da região. Além disso, se constitui em uma área de preservação ambiental, com valor ecológico, histórico e estético. Seria também um local mais agradável para as famílias desfrutarem do descanso e do lazer se não fosse algumas questões pontuais, que aviltam todo o investimento feito na estrutura física do parque.

Sabemos que a poluição sonora, além de seus efeitos contra o meio-ambiente (especialmente sobre a fauna do parque e adjacências) também causa incômodo a muitos frequentadores (ou frequentadores em potencial), especialmente àqueles que buscam o sossego, já que idosos e famílias também tem direito a usufruir do lugar com o mínimo de tranquilidade, segurança e conforto, dentro dos princípios de uma vida em sociedade harmoniosa e de respeito aos direitos alheios. 
Além disso, além do bom senso, o artigo 42 do Decreto Lei nº 3.688, estabelece algumas restrições.
Com relação aos cuidados com a questão ambiental e com relação à organização, vale citar que o Parque Ambiental “Salto da Pedreira” foi instituído no dia 03 de maio de 1999, através de legislação municipal, na qual destacam-se:

Art. 2°-Toda a área do Parque fica declarada de proteção ambiental, cabendo ao Chefe do Executivo Municipal tomar todas as providências visando a proteção da fauna e flora existentes, a manutenção e organização (RIO AZUL, 1999).

Após a instituição da referida lei, o parque passa a ser destinado a visitações. Nesse sentido, é interessante o que expressa o artigo. 3º da lei:

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“Fica a área do Parque destinada à visitação geral de turistas, banhistas, educadores, esportistas, ambientalistas e toda e qualquer pessoa que se comprometa em zelar e preservar o meio ambiente” (RIO AZUL, 1999).

Obviamente, a vida em sociedade nos obriga algumas concessões. Nesse caso, poderia ter um espaço reservado para os carros com som e outro para aqueles que querem usufruir do parque de maneira de mais tranquila e porque não, segura, simplesmente descansando, praticando um esporte, fazendo um churrasco, enfim, aproveitando os diversos outros atrativos do parque além do estacionamento para "disputa" de som automotivo. (Sugestão veiculada nesse blog no início de 2014 e aparentemente realizada em 2015 no Parque da Pedreira).

Mas este é um problema secundário de fácil solução, ou no mínimo, perfeitamente tolerável.

Uma situação que acredito requerer maior atenção dos gestores do parque é o

Motivação no trabalho: uma abordagem com ênfase no aspecto financeiro

RESUMO

Comparativo dos Determinantes Motivacionais: uma abordagem com ênfase no aspecto financeiro

Acesso o texto na íntegra em na Revista Partes ISSN 1678-8419

A administração deve buscar o que motiva o indivíduo para favorecer o alcance de seus objetivos. Várias teorias tentam explicar o comportamento humano dentro das organizações. Porém, não há uma fórmula que possa ser aplicada em toda situação. Tanto as limitações teóricas quanto a individualidade humana tornam impossível determinar o comportamento das pessoas, que varia de acordo com a cultura, com as organizações e entre os indivíduos. Isso exige o conhecimento das necessidades e aspirações dos funcionários e o constante acompanhamento e revisão, pois nenhum fator motivacional terá eficácia permanente. 

 1 INTRODUÇÃO

É indiscutível a importância de estudar o fator humano e suas relações com o ambiente de trabalho, pois é por intermédio deste recurso que todas as organizações, independente do porte, continuam a existir, influenciando e recebendo as influências das interações decorrentes. Atualmente integra-se ao discurso de contenção de despesas, de corte de custos e maximização de resultado, a importância que as empresas estão dando aos recursos humanos, ora denominado capital intelectual.

 Tudo isso porque pessoas motivadas e capacitadas ter maior produtividade, maior eficiência e principalmente porque geram resultados de maior qualidade, ou seja, teoricamente a equalização dos interesses e forças opostas (empresa x empregados) gera uma relação vantajosa a todos. 

 Entretanto, para se chegar a esse estágio satisfatório de sinergia e evitar conflitos é preciso conhecer um complexo conjunto de forças e variáveis em constante interação, as quais dão motivos para que as pessoas ajam em prol dos objetivos da empresa, ao mesmo tempo em que perseguem e alcançam os seus objetivos pessoais. 

Isto ressalta a importância de conhecer quais fatores são relevantes na motivação dos funcionários. “A motivação procura explicar o porquê do comportamento das pessoas. Dessa forma, a sua influência na produtividade passou a interessar e ser estudada”. (FARIA,1999, p.54) Afirma-se popularmente que o fator que gera maior motivação ou satisfação ao funcionário é o salário. Mas além do salário, existem n variáveis que influenciam no desempenho, no modo de agir e de pensar do funcionário, como o ambiente de trabalho, relacionamento com colegas e chefes, reconhecimento, possibilidade de crescimento e aprendizado, grau de responsabilidade, entre tantos outros fatores de ordem subjetiva que integram a individualidade de cada funcionário. Nas palavras de Kwasnicka (1995, p. 43) “as pessoas dedicam grande parte de suas vidas às empresas onde trabalham. Constroem estilo de vida, seu sistema de valor e seu interesse central de vida em torno de seu trabalho. Isso é suficiente para que a preocupação não seja só com o dinheiro” Palavras-chave: motivação, salário, comportamento, organizações.

Manifestação religiosa e cultural da Recomendação das Almas

Recomendação das Almas: um olhar sobre essa manifestação religiosa e cultural que clama por resgate em tempos de desencantamento da quaresma.

O desencantamento da quaresma, entendido como o esquecimento ou a falta de respeito, mesmo que este esteja interpretado de forma atrelada aos aspectos religiosos, nos faz refletir não apenas sobre a perda de parte da cultura popular, que se desintegra com a perda das características rurais das cidades, mas da cultura religiosa e de valores inerentes à natureza humana: como o encantamento com o desconhecido, a religiosidade (entendida em uma perspectiva ampla, que abrange os valores humanos e consequentemente sociais) e o respeito com as tradições. E respeitar as tradições não deixa de ser, quase que intuitivamente, uma forma de preservar a cultura.

No município de Rebouças – PR, especialmente na comunidade do Barreiro, e nas comunidades Faxinalenses do Salto e do Marmeleiro, ocorria uma espécie de manifestação popular, de caráter religioso, chamada de recomendação das almas.

Paisagem Geográfica

PAISAGEM GEOGRÁFICA

            Comumente, as pessoas denominam de paisagem o que elas observam como algo bonito, agradável, bucólico, etc. Por exemplo, uma bela cachoeira em uma mata, uma linda praia. Entretanto, para a Geografia, o conceito de paisagem vai além de um belo panorama natural. Para Milton Santos (1998) apud Aoki (2006)  “tudo aquilo que nós vemos, o que a nossa visão alcança, é a paisagem (...) Não apenas formada de volumes, mas também de cores, movimentos, odores, sons, etc.”
            A própria descrição de Santos, no entanto, nos permite ir além dos elementos visíveis. Boligian (2004) diz que a paisagem é tudo o que está presente em determinada extensão do espaço terrestre e que pode ser abarcado pelos nossos sentidos (não somente a visão), mas abrangendo também elementos não visíveis, como ruídos, odores, sensação térmica, etc. compreendendo não somente elementos estáticos, mas a dinâmica que dá vida e especificidade a determinado lugar.
Fonte: http://radionajua.com.br
            Dessa forma, as paisagens variam de um lugar para outro, pois elas são formadas de elementos diferentes. A paisagem urbana, por exemplo, terá diferenças em relação à paisagem rural. E estas diferenças decorrem de fatores naturais, mas também da relação entre a sociedade e a natureza.  Portanto, a paisagem revela como dada sociedade desenvolve suas atividades, como as pessoas se relacionam entre si e com a natureza. Ou seja, expressa a dinâmica e a interação tanto entre os elementos humanos e sociais com os elementos naturais e as interações destes elementos entre si.
            Além das diferenças concretas e objetivas existentes entre as diferentes paisagens, e da variedade de elementos que as compõem, cuja combinação colabora para que cada paisagem seja única, existe também a

MIGRAÇÃO INTRATERRITÓRIO: UMA ANÁLISE DOS FATORES INFLUENTES NO DISTRITO DE GUAMIRIM EM IRATI - PR

RESUMO: 

A atual conjuntura demográfica ampliou a importância da migração e evidenciou, sobretudo, a importância desta dinâmica populacional em suas relações com o aspecto social, econômico, político, cultural e até mesmo subjetivo, o que desperta o interesse pelas determinantes do êxodo rural. Embora o referencial teórico aponte um declínio quantitativo desta modalidade migratória, ela ainda persiste quando se considera determinados perfis populacionais. Dessa forma, verificar com os concluintes do ensino médio do Colégio Estadual do Campo Nossa Senhora de Fátima, no Distrito de Guamirim, em Irati PR, quais os principais fatores que impulsionam à migração, engendra uma perspectiva mais específica para analisar a temática, revelando nuances atenuadas em análises de escala mais abrangente. Os resultados obtidos com os questionários aplicados aos alunos aduzem que para o caso pesquisado, variáveis como a intenção de prosseguir estudando, localização geográfica associada à condições das estradas e dos transportes e a oferta de trabalho têm forte influência na dinâmica migratória. Outros fatores, relevantes quando inter-relacionados, podem ser entendidos como o plano de fundo que compõem o contexto dos alunos e da localidade, como os aspectos culturais, étnicos, históricos, além de fatores de ordem psicológica ou subjetiva, ratificando a complexidade e a especificidade dos determinantes desta dinâmica (e dos reflexos que dialeticamente ela gera), dificultando que explicações lineares de causa e efeito, generalistas e definitivas sejam traçadas, requerendo uma análise dinâmica das inter-relações constatadas.

PALAVRAS-CHAVE: Êxodo Rural, Alunos, Irati/Guamirim.

Texto publicado na Revista Publicatio UEPGCiências Humanas, Linguistica, Letras e Artes, Vol. 21, No 1 (2013) 

Autores: Haroldo José Andrade Mathias*
Zaqueu Luis Bobato**
* Graduado em Administração e em Ciências Contábeis pela Universidade Estadual do Centro-Oeste. Especialista em Controladoria e Finanças. Acadêmico de Geograƒfia – Licenciatura pela mesmo IES. E-mail: <andradeadm@yahoo.com.br>.
** Graduado em Geograƒ a pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Mestre em Geografia “Gestão do Território” pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Professor do Departamento de Geograƒ a da Unicentro, campus de Irati-Pr. E-mail: <zaqueudegeo@yahoo.com.br>

INTRODUÇÃO

As mudanças demográficas ocorridas nos últimos anos evidenciaram com maior nitidez os impactos decorrentes da migração. Entretanto, este movimento populacional tem relações históricas e geográficas. Regiões como o Sul, na atualidade, tem no êxodo rural pequena importância no crescimento das cidades, conforme aponta Alves (2006).
Acredita-se, porém, que na escala específica do lugar (Guamirim), que se caracteriza como objeto do presente estudo permanece a relevância da pesquisa, especialmente quando se aborda as perspectivas culturais, sociais, políticas, e como cita Damiani (2008), principalmente econômicas, tendo em vista que demonstra a impossibilidade (temporária ou definitiva) de absorção de

Novas fronteiras agrícolas e Agricultura Familiar


Fronteira agrícola é o avanço da unidade de produção capitalista sobre o meio ambiente, terras cultiváveis e/ou terras de agricultura familiar. A fronteira agrícola está ligada com a necessidade de maior produção de alimentos, criação de animais sob a demanda internacional de importação destes produtos. Além disso, seu crescimento acelerado também está ligado pela ausência de políticas públicas eficazes onde a terra acaba sendo comprada barata e o controle fiscal inoperante

O Brasil possui 850 milhões de hectares em seu território. Estima-se que 350 milhões são agricultáveis. Cana-de-açúcar, e Soja ocupam em torno de 22 milhões e 8 milhões de hectares respectivamente. Já para a criação de gado, no território brasileiro cerca de 211 milhões de hectares são utilizados para a pastagem extensiva. Apesar do grande espaço a produtividade para cabeças de boi é considerada baixa, uma vez que temos poucas cabeças de boi por hectare. Para aumentar a produção de cereais e carne, agricultores e pecuaristas estendem a fronteira de suas fazendas adquirindo mais terras, a chamada fronteira agrícola.

O sensoriamento remoto no estudo do desmatamento da floresta amazônica por instituições americanas como Environmental Research Letters mostra que a soja é vetor que contribui para este aumento do espaço ocupado a sua produção. A produção de soja no Brasil vem exibindo crescimento elevado, com maior destaque após o início década de 1990. Esse crescimento conduziu o Brasil ao grupo dos maiores produtores e exportadores de soja do mundo. A forte expansão da produção ocorreu fundamentalmente com base em aumento da área plantada, tanto nas regiões tradicionais como nas “fronteiras agrícolas” do Cerrado brasileiro.

Entre as novas áreas ocupadas destaca-se também a região do “MAPITO”  que reúne a primeira sílaba dos Estados que a compõem: Maranhão, Piauí, Tocantins, e quando se considera o Oeste da Bahia, conhecida como MAPITOBA, é a nova fronteira de desenvolvimento do país, a exemplo do que foi o Centro-Oeste nas últimas décadas
Projeções do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) indicam que essa região deverá produzir próximo de 20 milhões de toneladas de grãos em 2022. No ciclo 2011/12, o Mapitoba produziu 13,9 milhões de toneladas. Para se ter ideia do potencial da região, na temporada 2002/03 a safra era de 7,3 milhões. Ou seja, a colheita praticamente dobrou.

 As áreas ocupadas nesses Estados têm algumas características essenciais para a agricultura moderna. São planas e extensas, solos potencialmente produtivos, disponibilidade de água e clima propício com dias longos e com elevada intensidade de sol. Além disso, os preços das terras nessas áreas, apesar de estarem em franca elevação, ainda são relativamente mais baixos do que os de outras regiões agrícolas do país. A limitação maior, no entanto, são as