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Estado, Circulação e Logística: Uma abordagem baseada no transporte da soja no Brasil

RESUMO 

Texto na íntegra disponível na Revista Partes


O presente texto versa sobre a infraestrutura de transportes no Brasil, enfatizando o modal rodo-ferroviário. Destaca os reflexos históricos das políticas públicas adotadas, a expansão das fronteiras agrícolas e o processo de industrialização, exemplificando estas relações sob a perspectiva do escoamento da safra de soja, um dos principais produtos agrícolas movimentados. Aponta o papel do Estado como responsável pela atual conjuntura (histórica), bem como pelas possibilidades de melhoria do sistema infraestrutural, da organização do espaço e das relações socioeconômicas.


1 - INTRODUÇÃO

Considerando que os transportes e a logística se constituem em um instrumento capaz de impulsionar ou prejudicar o desenvolvimento de determinado local ou região, torna-se fundamental dispensar atenção a esta variável, tanto pelas organizações (para a reprodução do capital) quanto pelo Estado, responsável por prover a infraestrutura necessária para obter resultados satisfatórios em sua política comercial, refletindo em seus indicadores econômicos quanto para incentivar ou equalizar o desenvolvimento (ou amplificar as diferenças?) regional, econômico, social, etc.

Aduzem Oliveira e Silva (2007, p.06) que não se pode conceber o desenvolvimento econômico e social de um país com sistemas de logística deficientes. Além disso, a facilidade de circulação é indispensável “para os setores privado e público, como também serve para o desenvolvimento das atividades econômicas, além de aumentar as possibilidades para a defesa nacional, a estabilidade política e a coesão social”

Barat (2007, p. 32), confirma tal assertiva ao enunciar que no “processo de globalização, a logística e o transporte passaram a atuar como fatores essenciais para uma inserção mais plena no comércio, na redução de assimetrias e na adição de valor às cadeias produtivas nacionais.”

É importante destacar que esse contexto, gerador de mudanças que ampliaram a necessidade de eficiência em todos os processos da cadeia produtiva, é fruto de mudanças mais amplas, como as inter-relações econômicas, geralmente competitivas, e as inovações tecnológicas, especialmente aquelas ligadas aos sistemas de informação, considerando que para França Junior (2004), transporte e telecomunicações constituem um par interdependente.

Embora de forma específica entre os diversos países e entre as regiões de cada país, para Boligian e Alves (2004), é inegável os reflexos que as inovações tecnológicas têm gerado nos processos produtivos, o que torna relevante extrapolar a questão logística de seus aspectos técnicos, de custo e de eficiência e entendê-la em uma perspectiva geográfica, simultaneamente como propulsora e resultante de transformações socioeconômicas que afetam a organização do espaço.

Essas transformações no processo produtivo e a necessária e decorrente busca por mercados externos, segundo Barat (2007, p. 20) alterou “os conceitos tradicionais de territorialidade.” Como conseqüência, tornou-se mais profícua a formação de redes de organizações em diversas regiões ou países, englobando atividades agrícolas, industriais, agroindustriais, de exploração de recursos naturais, comerciais, etc. sendo o transporte o elo mais importante para integrar todo esse sistema eficientemente.


2 – LOGÍSTICA NO BRASIL

Embora a logística, segundo Barat (2007, p. 20) tenha se originado nas aplicações militares, a partir da Segunda Guerra Mundial ela passou a incorporar diversas outras atividades, como: “[...] planejamento, execução de projetos e desenvolvimento técnico até as etapas de obtenção, armazenamento, transporte, distribuição, reparação, manutenção e evacuação de material.”

O IDEB e a concepção desvirtuada de qualidade da educação

Texto publicado na Revista Visual Ed.145 agosto / setembro de 2014

Aguarda-se para meados de 2014 a divulgação do IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Mas apesar do alarde e do maçante destaque dado pela mídia, a real qualidade da educação escolar permanecerá obscura. Isso porque a ênfase dada ao assunto é superficial e distorcida, transformando os resultados em um ranking de melhores e piores (escolas, municípios, etc.) e tornando estas conclusões o fundamento para o entendimento social de uma questão abrangente, dinâmica, sistêmica, complexa e que não se limita ao retrato mostrado por um índice estático e parcial.

         Essa desvirtuada compreensão ainda se retroalimenta na retórica (e nas práticas) daqueles que embora entendam a complexidade do problema, optam por  simplificá-lo e traduzi-lo de modo conveniente, influenciando a visão social da educação, da sua qualidade, das funções da escola e das políticas públicas.

            Mas o que é, conceitualmente, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica ? Grosso modo, o IDEB reúne dois conceitos importantes para a qualidade da educação: fluxo escolar (aprovação e repetência) e o desempenho nas avaliações elaboradas pelo INEP (Prova Brasil ou SAEB). Teoricamente, se o sistema retardar a aprovação do aluno visando bons resultados nas avaliações, comprometerá o índice de aprovação (fluxo). Da mesma forma, se facilitar a aprovação de alunos com baixo rendimento para melhorar o fluxo, a distorção será sentida nos resultados (notas) das avaliações. A solução ideal para obter bom desempenho no IDEB seria ter um fluxo satisfatório e garantir que os alunos aprovados dominem os conteúdos propostos – na prova !

         Porém, a realidade é mais ampla, complexa e está sujeita a variáveis que fogem do idealismo teórico e da quantificação objetiva. Neste sentido, além da desvirtuada e superficial interpretação social do que o índice revela, despontam críticas pedagógicas e conceituais.

http://artesmendes.wordpress.com/tag/ideb/
É preciso compreender que o indicador se vale do conceito limitado e quantitativo de notas, não isento de críticas pela sua insuficiência em avaliar na plenitude as competências dos alunos. Mais cuidadosa ainda deve ser a análise ao considerar que tais avaliações contemplam apenas Língua Portuguesa e Matemática, apesar dos conteúdos socialmente necessários não se restringirem a estes, pois a educação tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, vinculando-se à prática social, como destaca a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB. Assim, o que impede tecnicamente que estas distorções aliadas ao caráter competitivo que o índice auferiu, estimulem o sistema (a escola é apenas um dos elementos sujeitos a diversas influencias) a priorizar os conteúdos exigidos nas avaliações ?

Também é preciso destacar que tais avaliações são padronizadas, ou seja, a mesma avaliação é aplicada igualmente em todo o território nacional, desconsiderando na comparação dos resultados as disparidades regionais e até mesmo locais que podem afetá-lo. Basta analisar que IDEB e IDH municipais mantêm uma estreita relação. Diante disso, se torna óbvio que praticamente todos os 20 primeiros municípios melhor classificados no IDEB (2011), apresentem um IDH (2010) superior ou em torno de 0,700. Por outro lado, os "piores municípios" na classificação do IDEB apresentam também um IDH relativamente baixo.

Outro exemplo ilustra a distorção decorrente das

A ideologia e a contradição existente nos discursos sobre o uso dos veículos

As relações sociais geram e revelam alguns interessantes movimentos dialéticos, que embora não determinem, influenciam no comportamento individual e consequentemente social, alterando hábitos, costumes, valores e visões de mundo.

Entretanto, nem sempre tais movimentos se originam de forma espontânea no tecido social, mas são induzidos, via de regra, por aqueles que têm as condições materiais para impor, deliberada ou sutilmente, suas ideologias, ou seja, por aqueles que detêm os aparatos ideológicos, que nada mais é do que a classe dominante.

                                      pt.depositphotos.com
Embora citar termos como burguesia ou classe dominante possa gerar em alguns críticos da ideologia marxista a sensação de ser mais um chavão esquerdista, é indiscutível que as relações de poder e as materialidades que lhe sustentam ou que são geradas para garantir a supremacia de determinada classe, estão presentes em toda relação social.

Um destes movimentos dialéticos que exemplifica a contraditória mudança social é o uso do veículo, marca registrada da sociedade industrial. Se retrocedermos, por exemplo, na não tão distante década de 1980, a posse de um veículo automotor era privilégio (de poucos). Esta exclusividade alimentava o desejo e a esperança de grande parte dos trabalhadores em um dia adquirir o próprio carro e com ele ter a possibilidade de desfrutar de todos os benefícios, como viajar e aproveitar a vida, desfrutar com a família, ter um meio de transporte para as

Conhecimento e cidadania: Constituição Federal Interpretada

Todo poder emana do povo”. Essa frase, enaltecida em muitos discursos, tem seu lugar de destaque na Constituição Federal. Mas ela ela tem continuidade: Poder que o povo “exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”. E nem sempre o termo "diretamente" é enfatizado. Talvez porque ao dizer que o poder emana do povo e encerrar a questão, não se corre o risco do povo querer de fato exercê-lo. Querer de fato participar da construção de todas as relações sociais, políticas, econômicas, etc. que se refletem em seu cotidiano. 

Mas a é dúvida é: o povo está preparado para tal empreitada ? O povo realmente sabe exercer seu poder democraticamente, de modo a obter seus direitos, sem ferir direitos alheios e sem deixar de lado suas obrigações ? 

No mesmo parágrafo do artigo 1º do texto constitucional, o fechamento se dá com a frase “nos termos desta Constituição”. Como exercer o poder, direta ou indiretamente, nos termos da Constituição, se não conhecemos a Constituição que regulamenta e sacramenta esse poder ? 

Fonte: www.romario.org
Isso comprova a necessidade de se conhecer as leis, o sistema político, as relações sociais e de poder, e sobretudo, quais são os nossos direitos e não menos importante (apesar da sociedade hoje enfatizar os direitos), as nossas obrigações.

Neste sentido, nesta postagem, compartilho, a título de informação, um link para acessar a Constituição Federal de 1988.Obviamente, muitas pessoas sabem que para obter a legislação brasileira de fonte oficial, basta acessar o site do Palácio do Planalto (www.planalto.gov.br), porém, o diferencial deste material, é que ele é atualizado e anotado pelo Supremo Tribunal Federal.

Dessa forma, o material pode ser baixado (download) ou pode ser acessado on line, opção na qual é possível consultar artigos específicos e o posicionamento do Supremo Tribunal Federal a respeito do tema.

É uma forma acessível da população conhecer e estudar, para fins de exercício da cidadania, para provas acadêmicas, para concursos, o texto legal (a lei pura), bem como a jurisprudência, além de garantir o acesso a uma lei atualizada. 

Clique aqui para acessar a Constituição Interpretada pelo STF e boa leitura.

Conclui-se, dessa forma, que na chamada Era da Informação, o exercício da cidadania se torna facilitado, anulando pretextos para que a sociedade não exerça seus direitos, como também, para que não esqueça seus deveres e os direitos dos demais. Informação que dá subsídios para que a discussão política seja profunda e coerente, indo além de palavras de efeito repetidas a exaustão, como “fora”, “fascista”, “coxinha”, “golpe”...Enfim, conhecer as leis é o primeiro passo para entender as relações, as razões e a ideologia que as originam e influenciam sua aplicação.

Agropecuária no Brasil e no Mundo: Revolução verde e êxodo rural

Revolução Verde

A Revolução Verde ocorreu a partir da década de 1960, baseada no incremento tecnológico visando a produção em grande escala. Consistiu no desenvolvimento biotecnológico para gerar uma variedade maior de cereais. Nesse período iniciou também a utilização de fertilizantes para um melhor rendimento dos vegetais.


A intenção primordial no aumento de oferta de alimentos era de combater a fome. Partia-se do pressuposto de que com uma grande produção de alimentos seria possível amenizar a problemática da fome, sem considerar, entretanto, de forma plena, a questão da distribuição dos recursos. A Revolução Verde não conseguiu eliminar o problema da fome, apesar de ter diminuído o problema em países Asiáticos. 


A Revolução Verde favoreceu o aumento da produção, mas por outro lado provocou uma aceleração da desigualdade fundiária, as grandes propriedades rurais possuíam recursos financeiros para se modernizar e acompanhar as novas técnicas e tecnologias, já as pequenas propriedades se encontravam excluídas do processo de modernização, em razão da falta de apoio financeiro e técnico. Muitas vezes ocorre com esses pequenos proprietários a expropriação.


Na visão ambiental, o desenvolvimento da agropecuária tem provocado ao longo das ultimas décadas profundas alterações no meio ambiente, como o empobrecimento e perda de toneladas de solo, poluição, surgimento de erosões, poluição dos mananciais provocada por agrotóxico, criação de novas áreas de cultivo com derrubadas da cobertura vegetal natural e uma série de graves problemas ecológicos decorrente da prática da agricultura moderna. 


O êxodo rural é uma modalidade de migração caracterizada pelo deslocamento de uma população da zona rural em direção às cidades, é um fenômeno que ocorre em escala mundial.

O desencadeamento do êxodo rural é consequência, entre outros fatores, da implantação de relações capitalistas modernas na produção agropecuária, onde o modelo econômico privilegia os grandes latifundiários e a intensa mecanização das atividades rurais expulsa os pequenos produtores do campo. O intenso processo de mecanização das atividades agrícolas tem substituído a mão de obra humana. Os pequenos produtores que não conseguem mecanizar sua produção têm baixo rendimento de produtividade, o que os coloca em desvantagem no mercado. O êxodo rural provoca, na maioria das vezes, problemas sociais. Cidades que recebem grande quantidade de migrantes, muitas vezes, não estão preparadas para tal fenômeno. Os empregos não são suficientes e muitos migrantes partem para o mercado de trabalho informal e passam a residir em habitações sem boas condições (favelas, cortiços, etc).

Um grande êxodo rural ocorreu no Brasil entre as décadas de 1960 e 1980. O censo demográfico 2010 do IBGE mostrou que o número de pessoas que moram em áreas rurais continua diminuindo no país, porém num ritmo menor do que na década anterior.O Norte ainda atrai pessoas para a área rural principalmente pela mineração e, no Centro-Oeste, o movimento ocorre pelo forte desenvolvimento da agricultura da região.



Fronteira agrícola é o avanço da unidade de produção capitalista sobre o meio ambiente, terras cultiváveis e/ou terras de agricultura familiar. A fronteira agrícola está ligada com a necessidade de

Dados Socioeconômicos Regionais Referentes ao IDH e ao Programa Bolsa-Família

Os dados apresentados nesta postagem, obtidos no Portal da Transparência (clique aqui para acessar diretamente a fonte dos dados, sem qualquer distorção gráfica de apresentação e sem risco de erros de transcrição) expressam os recursos repassados aos municípios pelo Governo Federal para atender o Programa Bolsa Família. Demonstra também o número estimado de beneficiários por município (estimado porque o Portal apresenta a relação nominal de beneficiários, a qual exige a contagem e pode variar mensalmente), além de trazer um resumo da evolução, facilitando uma visão integrada das variáveis, do IDH-M de alguns municípios.

A análise e a interpretação dos dados ficam

Valorização social e profissional dos funcionários escolares

Prega-se generalizadamente a importância da Educação. Ela é vista  como a chave para o desenvolvimento, como exemplifica a matéria da revista Veja. A necessidade de melhoria de sua qualidade e do aumento dos investimentos na área é pauta recorrente nos discursos, nas matérias jornalísticas, nas universidades e até nas conversas informais. Mas poucos se dão conta que a educação é um complexo sistema que além de investimentos demanda pessoas nos mais diferentes setores. Profissionais que precisam ser desenvolvidos e valorizados, pois está neles o impulso para a qualidade e desenvolvimento que se almeja.

Também é generalizado pelo senso comum as dificuldades da profissão docente. Dificuldades que se exemplificam nos baixos salários, nos aspectos pedagógicos quantitativos e políticos do sistema de ensino, pela formação do professor, pelo reconhecimento e valorização social da profissão, etc. E quanto aos demais “profissionais que trabalham na educação”, que sequer tem esse foco de discussão enquanto categoria ? Como são reconhecidos, valorizados? Qual a importância social de sua função na concepção individual, na concepção da comunidade escolar e da sociedade ?

É um paroxismo destacar a importância da educação (tanto no plano individual, social, quanto em termos de desenvolvimento econômico do país) quando os próprios organismos educacionais não destacam a importância das pessoas que compõe esse sistema - e frise-se aqui a importância da harmoniosa e coerente integração de todos os elementos que compõem esse sistema. Com isso a sociedade acaba reproduzindo essa visão excludente. Que sociedade vai perceber as melhorias na educação e a sua importância social se o que efetivamente lhe for apresentado é o próprio sistema (Estado, em qualquer esfera) considerando precariamente a importância de parte de seus profissionais?


Como o cita o MEC (2006), no texto " Conselho Escolar e a valorização dos trabalhadores em educação", pode-se concluir que do mesmo modo que a solução para os problemas que afligem a escola exige, muitas vezes, a atuação de instâncias externas à escola, é usual que parte das dificuldades identificadas no interior da escola sejam nada mais que manifestações escolares de dificuldades – ou conflitos – enfrentados pela sociedade como um todo.

No Brasil, a desvalorização dos trabalhadores em educação tem suas raízes na divisão social do trabalho. Nas sociedades capitalistas, não é difícil perceber que a preservação desse modo de produção tenha, como um de seus pilares, a histórica desvalorização do trabalho. No entanto, mesmo nessa perspectiva de desvalorização, o capitalismo sempre estabeleceu uma nítida desigualdade entre trabalho intelectual – pensar, planejar, dirigir, determinar – e trabalho manual – executar –, privilegiando, sistematicamente, o primeiro em detrimento do segundo

Isso induz erroneamente a sociedade a pensar que fora dos discursos prontos a educação não é tão importante assim. Afinal, a resistência de uma corrente é igual a do seu elo mais fraco. Não seria de estranhar o fato de muitos profissionais só encontrarem uma almejada valorização social  e uma perspectiva de crescimento profissional quando saem da educação. Ou seja, sair dos muros escolares passa a ser sinônimo de promoção para muitos, quando na verdade, se fosse salutar (e friso  SE FOSSE salutar) haver distinção entre os profissionais administrativos e operacionais lotados nos mais diferentes setores da administração pública, para manter a coerência com o discurso que exalta a educação, os profissionais desse setor deveriam ser os mais importantes, ou pelo menos, estar entre eles.

Aduzem diversas publicações da área de educação que vivemos um período de ressignificação do espaço escolar, sendo os limites da instituição escola - os muros são apenas marcos físicos - um espaço sintonizado com os direitos e conquistas sociais, contextualizado ao meio e ao tempo atual, nos quais, segundo a perspectiva histórico-crítica tão em voga, sujeitos constroem e reconstroem, com autonomia e em cooperação, seus conhecimentos e sua própria história.

Respaldando e ao mesmo tempo influenciada por essa nova visão de educação, emergem os princípios da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9394/96) que paulatinamente consolidam a educação como um processo abrangente e de cidadania, se afastando dos modelos excludentes de educação, considerando todos os sujeitos do espaço escolar protagonistas do processo educativo. Portanto, peças fundamentais da educação amplamente entendida.

Tem-se, portanto, a clara necessidade de se pensar e de se agir segundo as perspectivas das novas funções sociais da escola impostas pelo atual contexto histórico, social, político, cultural, pedagógico, etc. 

Uma explanação interessante e que merece ser discutida, e sobretudo, ampliada e atualizada de acordo com a realidade específica de cada (clique abaixo para continuar lendo)

A favor ou contra a redução do subsídio dos vereadores ?

portalrolandia.com.br
Com o descontentamento geral das pessoas com os políticos (para não dizer com o desencantamento com a política), é normal que surjam movimentos que questionem a relação do que eles ganham com o que eles fazem, enfim, que julguem o retorno social do custo de um político ou da estrutura política.

E assim, surgiu a moda de exigir, especialmente no atual contexto de crise e redução de gastos no qual o país se encontra, a redução do subsídio dos vereadores. Ideia relevante, pois se sabe que muitos políticos recebem valores significativos e custam caro ao erário. Mas mais que isso, além dos subsídios, eles demandam uma estrutura que gera relevantes despesas que consomem recursos advindos dos tributos e que poderiam ser direcionados para outros investimentos sociais. Além de que, muitos, na opinião popular, não cumprem seu papel com eficiência e eficácia.

Mas até que ponto reduzir o subsídio de um vereador para o valor de um salário mínimo é profícuo ? Não existem outras variáveis que precisam ser analisadas, além do aspecto econômico-financeiro ? O ponto positivo é que

Demografia e as políticas públicas: População de Irati se aproxima dos 59 mil habitantes

Mais do que apontar o crescimento populacional, torna-se importante, especialmente pelos responsáveis pela formulação das políticas públicas, verificar as causas desse crescimento, os fatores que o impulsionaram e principalmente, os reflexos que ele gerará nas condições de vida da população, sob o prisma dos aspectos econômicos, sociais, etc. Dessa forma, torna-se interessante discutir a demografia local sob o enfoque das mudanças que ocorrem em nível regional e nacional, na medida do possível, relacionando-as.

Segundo consta na Folha de São Paulo, a projeção oficial da população (IBGE), divulgada em agosto de 2013, estimou 201.032.714 pessoas vivendo no país. Pela primeira vez, a marca de 200 milhões foi superada - a cifra era de 199.242.462 em 2012. 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Estima-se que no mundo (trata-se de uma média, portanto passível de vieses e críticas), a taxa de crescimento populacional seja da ordem de 1,2% ao ano. Esse crescimento pode ser interpretado sob a luz de duas facetas: considerando o crescimento vegetativo e considerando também a taxa de migrações.



Com relação ao crescimento vegetativo, trata-se da diferença positiva entre o número de nascimentos e o número de mortes em um dado local e período. Diferente de alguns anos atrás, a população brasileira experimenta taxas de mortalidade menor, graças a maior expectativa de vida e aos avanços da medicina, da melhoria dos hábitos de vida, de algumas políticas públicas, etc.



Com pode ser visualizado na imagem acima, a população brasileira tem um significativo aumento na projeção da expectativa da vida.  Essa ampliação é equilibrada atualmente pela menor taxa de natalidade, decorrente de políticas públicas, do planejamento familiar, da popularização de métodos contra-conceptivos, de mudanças econômicas e culturais, com a entrada da mulher no mercado de trabalho, o que exige maior tempo dedicado à qualificação, adiando uniões conjugais, sem mencionar diversos outros fatores sociais, culturais, econômicos e religiosos. Esse contexto tende a estabilizar ou reduzir o crescimento populacional nos próximos anos.



Com relação às causas das migrações, estas se mostram

A mídia e os hábitos de vida

adrianopacianotto.blogspot.com
Basta ligar a televisão que percebemos o quanto a sociedade está evoluída. E não se refere apenas à cidadania, já que hoje todos estão ligados nos direitos, pois pagam impostos. É a tal cidadania de consumo! Ou seja, você só é cidadão com direitos se pagar impostos, ou seja, se for produtivo, se consumir... 

Hoje, facilitado pelo maior acesso à informação de qualidade (aquela imparcial, profunda, crítica, sem interesse, encontrada tantos nas redes sociais, na grande mídia ou nas publicidades...tão similares que nem sei qual é qual !) as pessoas estão antenadas com a moda, com a cultura. Tem uma elevada consciência e maturidade espiritual e cósmica (que profundo!) em suas relações com o meio ambiente e com todos os seres vivos. 

Basta ilustrar que atualmente cães não tem mais donos, e sim

Função da escola diante do ensino obrigatório aos 4 anos e da educação integral

Autores de diversos artigos científicos, educadores, a LDB (Lei 9.394/96) e mesmo a população apresentam sua visão sobre a função da escola, muitas vezes gerando polêmica, especialmente no que se refere à compreensão social de sua função, pois a maioria (talvez pela influência exercida pela academia com significante tendência marxista no Brasil, pelo caráter social de muitas políticas públicas, e mesmo, pelos discursos políticos, etc.) aponta a escola como agente responsável pela justiça social.


Não é descartado a visão mais pragmática, que vê como função da escola a transmissão dos conhecimentos científicos e a preparação do indivíduo para o mercado de trabalho, e como consta na própria LDB, de transmitir os conhecimentos socialmente valorizados (o que em um contexto capitalista não pode desconsiderar completamente da qualificação profissional), além de dar as condições para o exercício da cidadania. Mas condições subjetivas não garantem a efetividade do exercício da cidadania.

 A Lei 9.394/96, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, define em seu artigo 2º que “A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”

É preciso refletir que “preparo” para o exercício da cidadania não significa necessariamente a garantia do exercício da cidadania. Há muitas variáveis envolvidas que ultrapassam os limites de atuação da escola. Afinal, a educação é um processo contínuo e amplo. Ela se estabelece também no convívio familiar, se funde aos valores da comunidade, da cultura que compartilha e dos valores da sociedade. Sofre influências históricas, econômicas, étnicas, culturais, políticas, etc.

Tornando a questão ainda mais complexa, além da escola ter de contemplar todas essas variáveis já elencadas, ela precisa ainda considerar que cada indivíduo é único. Tem sua visão particular de mundo, suas especificidades psicológicas, sua autonomia quanto ao que deseja da vida e como pretender alcançar seus objetivos (liberdade que deve ser considerada), e a escola precisa respeitar essas diferenças.

Ressalta-se ainda que a escola (e quando utilizo o termo "escola", resumo em um ente abstrato a visão que se tem da totalidade escolar do Brasil, sem se referir especificamente a nenhuma, para conseguir, mesmo que de forma superficial, chamar a atenção para a diversidade de condições que as diversas regiões e lugares específicos destas regiões apresentam) tem a missão formal de repassar conteúdos (embora pesem algumas críticas sobre isto também). Conteúdos que, apesar dos discursos que dizem priorizar a qualidade, são avaliados quantitativamente, através de provas e avaliações, formuladas por órgãos externos (e que acabam influenciando nos conteúdos).

    Como exemplo de avaliações externas está a Prova e a Provinha Brasil, cujas diversas distorções que podem ocorrer no processo (e não cabe aqui mencioná-las) muitas vezes não permitem aferir a real situação do ensino, mas cujos resultados passam a compor indicadores como o IDEB, o qual serve de instrumento para influenciar a opinião pública sobre a qualidade do ensino. Além disso, é um índice que gera comparações e competitividade entre as escolas, municípios e estados.

       Ou seja, apesar dos discursos de que a escola precisa considerar as diversas diferenças contextuais dos seus alunos, tais indicadores não consideram as diferenças entre as escolas, mas resume, em um único número, toda a complexidade do contexto em que a escola opera, dos agentes que com ela interagem e dos resultados que ela proporciona.
Em outras palavras, a escola está oprimida, respondendo a diferentes pressões, entre elas:

Cigarro: vício poderoso !

enfermagem-amoreiracampos2011.blogspot.com
Não seria preciso comentar, pois todos sabem os malefícios que o cigarro causa. As próprias embalagens e as publicidades desse produto, forçadas pela legislação, demonstram o quanto ele é prejudicial.

A resolução da ANVISA n.º 335, por exemplo, determina a impressão da seguinte informação nas embalagens de cigarro: "Este produto contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, e nicotina que causa dependência física ou psíquica. Não existem níveis seguros para o consumo destas substâncias".

A Organização Mundial da Saúde revela que o cigarro está entre as principais causas de morte evitável. Uma infindável série de doenças está relacionada ao fumo, sobressaindo o câncer. O cigarro é o maior problema de saúde pública mundial. Só no Brasil, cerca de 200 mil pessoas morrem anualmente em decorrência do cigarro, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Para abonar os danos que o cigarro causa, grupos defensores da droga afirmam que pela alta taxação ele gera elevadas receitas tributárias. Entretanto, essas receitas são anuladas pelos gastos com saúde provocados pelo tabaco.

É o caso do site fumantesunidos.org o qual revela que os custos com a saúde dos fumantes são 40% maiores do que os custos com não-fumantes, mas em uma população em que ninguém fumasse os custos seriam 7% maiores entre os homens e 4% maiores entre as mulheres do que os custos na atual população mista de fumantes e não-fumantes. Isso em decorrência da maior expectativa de vida dos não-fumantes !

Se não bastasse a questão de saúde pública decorrente dos danos à saúde dos fumantes e daqueles a eles próximos (fumantes passivos), o que basta para justificar a ojeriza que essa droga deveria ter no meio social, há ainda prejuízos econômicos e ambientais.

O fumo contribui para a ocorrência de aposentadorias e mortes de pessoas em idade produtiva, maior índice de faltas e menor rendimento no trabalho, maiores gastos com seguros, com limpeza, enormes prejuízos econômicos e ambientais com incêndios, perda da qualidade de vida do fumante e da família. Enfim, há milhares de estudos que apontam os malefícios que o cigarro gera. Não há vantagens ou argumentos que compensem a sociedade ou abone os danos que o cigarro causa.

O fumo também traz custos ambientais. O intensivo uso de agrotóxicos pelos fumicultores (usados muitas vezes sem equipamentos de proteção) favorece a contaminação do solo, das águas, das plantas, dos animais e das pessoas. Também há a queima de madeira para a secagem do fumo e uso de papel na confecção dos cigarros.

Há outros custos arcados pela sociedade. Por exemplo: o governo gasta dinheiro público na realização de grandiosas campanhas publicitárias contra o tabaco. Entretanto, é difícil conscientizar quando é possível driblar a legislação e colocar imagens do cigarro associadas ao prazer em filmes, novelas, etc., ou quando o acesso à droga é facilitado.

O uso do tabaco é contraditório com os valores atuais. Hoje, a sociedade exige ações social e ecologicamente corretas, produtos que não agridam o meio-ambiente, pesquisam-se fontes de energia limpa, luta-se para recuperar o meio-ambiente, tudo com o objetivo de alcançar mais saúde e maior qualidade de vida. Por outro lado, apesar de alguns países estarem inibindo o consumo da droga através da conscientização e de imposições legais, o vício do tabagismo continua agindo na contramão e apanhando cada vez mais pessoas.

Até mesmo autoridades regionais se pronunciam incoerentemente, confirmando de um lado os malefícios do cigarro, pedindo aos jovens que não comecem a fumar, e por outro lado rogam aos agricultores que não deixem de produzir o fumo, afirmando que a cultura sustenta a região e não pode ser abandonada.
Corroborando que a questão é puramente econômica em detrimento da saúde da população, empresas do setor, por exemplo, aproveitam o fato de que o cigarro mais barato fabricado no Brasil custa em torno de R$ 1,00 e o paraguaio R$ 0,30. Com isso, 11 das 13 indústrias de cigarros instaladas no Brasil montaram filiais no Paraguai.

O governo, por sua vez, exibe sua preocupação com os “contrabandos de cigarros paraguaios”. Segundo matéria no site do Jornal do Brasil, o governo federal perde em tributos, por ano, R$ 1,2 bilhão por causa do contrabando de cigarros.

É lógico e natural que hajam interesses econômicos, que se busque o maior retorno em toda a cadeia produtiva. E são esses interesses que fazem com que essas empresas permaneçam trazendo o “desenvolvimento regional” enquanto houver terreno fértil para explorar e garantir seus lucros.

Talvez seja por isso que se tenta insistentemente incutir na sociedade a ideologia de que a produção do tabaco sustenta e desenvolve a região, como se a pouca mão-de-obra dos produtores familiares que essa cultura emprega e os impostos gerados gastos com saúde compensassem todos os danos  trazidos.

Mesmo os produtores rurais que vêem essa cultura como alternativa de renda enfrentam diversas pressões e dificuldades. Muitos ficam literalmente sufocados pelas exigências das empresas fumageiras, sempre exigindo maior produtividade e reduzindo seus custos para garantir o lucro. Ou seja, via de regra, a empresa fornece seus produtos e insumos, ao preço que lhe convém, e ao término da safra, decide quanto paga pela produção de fumo. O produtor, que muitas vezes, tem o tabaco como fonte exclusiva de renda, se vê obriga a aceitar o preço oferecido, ou até mesmo ter que arcar com o custo do transporte, caso recuse, em alguns casos.

www.folhadomate.com
Assim, é o produtor que se vê pressionado, de um lado pelas imposições das fumageiras, por outro, pela necessidade de uma cultura economicamente viável. No meio disso, a falta de politicas públicas, que qualifique os produtores e lhes deem condições para diversificar e gradualmente substituir a produção de tabaco com atividades, com no mínimo, semelhante grau de rentabilidade e que se enquadre ao tamanho das propriedades (geralmente pequenas) e à topologia do terreno (geralmente acidentado, típico da região Centro Sul do Paraná, que dificulta a mecanização).

Nos últimos dias foi constantemente veiculada nos meios de comunicação a chamada crise dos alimentos. Discute-se sobre a produção de etanol temendo que a cana-de-açúcar ocupe o lugar de culturas de gêneros alimentícios. As grandes propriedades rurais orientam suas produções para o mercado externo. Todo esse contexto dá às pequenas propriedades familiares uma grande oportunidade de produzir alimentos, aproveitando, inclusive, a valorização dos produtos orgânicos. Existem até setores governamentais e ONGs desenvolvendo alternativas à cultura do fumo.

Porém, se culturas alternativas não são desenvolvidas por não gerarem o retorno desejado, é hora da sociedade também pensar em seus próprios interesses e benefícios, se livrar do vício daninho do cigarro e deixar que as “mãos invisíveis” do mercado ditem as regras, pois sem consumidores não há produção, pois não haveria lucro para os beneficiados.

Provavelmente as exigências e a conscientização social forçarão o abandono ou redução da produção do fumo, viabilizando ou impelindo o desenvolvimento de alternativas econômicas mais saudáveis e úteis. Para a sociedade, é uma questão de bom senso abandonar o que a prejudica !

Texto publicado no Jornal Folha de Irati,  ano 35, nº1665, de 08 de agosto de 2008.

Como previa o texto, com quase um ano de antecedência, surgiu a resposta da sociedade através da classe política: foi aprovada, a exemplo do ocorrido em outros Estados (ex. SP), em 29 de setembro de 2009, a Lei Estadual Antifumo foi aprovada no Paraná.

Leia esta Lei na íntegra, clicando aqui: Texto da Lei Antifumo, a Lei 16239 de 29/09/2009.

Democracia política e o uso do Estado

Versão do texto publicado na Coluna Opinião do Leitor, da  Revista Visual - Ed. 114, de jun/jul de 2014.
mises.org

Especialmente em anos eleitorais fervilha o enaltecimento da democracia brasileira, da liberdade e dos direitos que ela garante, inclusive o direito de escolher, através do voto, os nossos representantes, ou teoricamente, os representantes dos interesses da coletividade.

Antes de tudo, porém, é preciso delimitar, conceituar e entender, de forma superficial, o que é a Democracia, afastando para esse fim as interpretações filosóficas e as diferenças entre suas formas.

A democracia teve sua origem na Grécia (demo = povo e kracia = governo). Embora Atenas tenha sido a matriarca do "Governo do Povo", nem todos podiam participar do processo nessa cidade. Obviamente, por interesses da classe "dominante", mulheres, estrangeiros e escravos não participavam das decisões.

Hoje, porém, há maior equidade de direitos. “Todos” podem votar. Entretanto, destaca-se que muitas vezes esses direitos são superestimados, pois o que existe de fato é uma "democracia" da maioria. Se 51% da população apta a votar optar por uma alternativa, independente dos motivos, aos 49% restantes só resta aceitar e se orgulhar pela escolha justa e democrática. É por isso que, muitas vezes, é justamente a população mais representativa numericamente (geralmente a população trabalhadora e humilde) o alvo do tal processo democrático, a qual é ardilosamente convencida de que, por ser maioria, em uma democracia, detém o poder. Está no comando. É representada. Mas será ?

Se outrora havia o voto de cabresto, se os antigos coronéis usavam da força e coerção, se a elite manipulava respaldada pelo poder econômico essa maioria, hoje a situação mantém certa semelhança. Os partidos políticos que estão no poder tem maior facilidade de utilizar os instrumentos estatais, financiados com o dinheiro público, ao seu favor, abduzindo, inclusive, os méritos dos

A observação como forma de entender o tempo e o clima

O QUE É TEMPO E O QUE É CLIMA ?
Visite também a postagem: Diferença entre clima e tempo neste blog.

Muitas vezes há uma confusão entre os significados dos termos TEMPO e CLIMA, sendo tratados como sinônimos, no que se refere às condições meteorológicas. Embora relacionados, tem significados distintos.

Conforme disponível no blog Vozes do Verbo (clique aqui para acessar o texto completo), o tempo refere-se ao estado momentâneo das condições atmosféricas que ocorre em um determinado local, podendo variar de maneira mais ou menos rápida. Basta observarmos que, pela manhã, o tempo pode estar ensolarado, a tarde nublado e a noite pode chover.

Para o CEMBA (Centro Estadual de Meteorologia da Bahia), o tempo é o "conjunto das condições atmosféricas e fenômenos meteorológicos que afetam a biosfera e a superfície terrestre em uma escala de tempo (cronológico) e em um determinado local." A temperatura, umidade (nebulosidade, nevoeiro, chuva) vento (e as diferenças de pressão) etc. formam o conjunto de parâmetros do tempo.

Não cabe nesse momento destacar

Brasil, um reino de bárbaros contemporâneos

portal.gazetafm95.com.br
Nas próximas eleições merecerão meu voto os políticos que, em uma postura firme contra o atual estado de insegurança, de banalidade da vida, confrontem os discursos ideologicamente enviesados e coniventes com a criminalidade. Que elaborem leis e promovam ações efetivas que visem garantir a segurança da população e principalmente que debelem a nítida impunidade, principal responsável pela vergonhosa posição que atualmente o Brasil ocupa em termos de violência.
Crimes são cometidos por pessoas de qualquer idade, de qualquer raça ou condição socioeconômica. As políticas públicas socialmente deficitárias podem influir, mas tentar atribuir as causas da criminalidade a quaisquer fatores que não consideram a impunidade escancarada, é assumir um viés demagógico, justificador e conivente com a criminalidade. 
Os discursos sociológicos, paternalistas e ideologicamente coniventes com a criminalidade já se mostraram não só ineficientes, como as estatísticas e a dor de tantas famílias comprovam, mas acima de tudo, prejudiciais à sociedade.


BRASIL: UM REINO CONTEMPORÂNEO DE BÁRBAROS ?

Um dos conceitos mais usuais do que seriam os povos bárbaros é a definição construída pela sociedade do Império Romano do século IV ou V.  Neste contexto, a palavra "bárbaros" era utilizada para designar todos aqueles povos que não falavam o Latim, a língua oficial dos romanos, e que viviam fora das fronteiras do império.
A organização sociocultural e econômica dos bárbaros é apresentada em diversos textos como rudimentar. Isso se analisada sob um olhar eurocêntrico, em comparação à estrutura do Império Romano ou mesmo diante do anacronismo de compará-la às sociedades atuais, teoricamente, avançadas.

Esse pensamento gera determinados vieses de interpretação que escondem a complexidade

Atendimento e fidelização dos clientes

EXCELÊNCIA NO ATENDIMENTO: ESTRATÉGIA PARA A SATISFAÇÃO E FIDELIZAÇÃO  DOS CLIENTES

avaliacaodeempresa.com.br
É grande o número de empresas que investe tempo e recursos para verificar a participação de mercado, a produtividade, os índices de liquidez, rentabilidade, de giro do ativo, etc. Capacitam funcionários para operar equipamentos sofisticados, operar sistemas informacionais complexos, estudam rigorosas fórmulas matemáticas  e estatísticas para a concessão de crédito. Investem em lay-outs modernos, no uniforme dos atendentes.

Outras empresas gastam fortunas em estudos e campanhas de marketing, alterando fachadas, elaborando propagandas enfatizando o preço baixo ou informando sobre promoções. Além disso, gastam suas receitas para dizer ao cliente que ele é o rei, mas quando este visita a loja, percebe uma grande diferença entre o discurso e a prática.
Isso pode ocorrer onde às empresas desconhecem o que realmente influencia na satisfação de seus clientes quando estes buscam algum produto ou serviço de que necessitem.

Para haver uma interação positiva entre o cliente e a loja ou prestadora de serviços é necessário que estas ofereçam algo que o cliente necessite, que satisfaça alguma de suas necessidades.
criareconhecer.blogspot.com
Entretanto, as coisas não são tão simples. A questão pode ser visualizada sob diversas faces do mesmo prisma. Por exemplo, o cliente não compra uma blusa simplesmente porque sente frio. Ele vai à loja para comprar sua elegância, seu status, sua apreciação pública. Vai ao posto de combustível (especialmente na área urbana onde há opções) onde ele e seu carro são valorizados, onde há preço atrativo, mas também atendimento de qualidade.
Mas o que diferencia as interações que o cliente descreveria como excelentes e aquelas descritas como insatisfatórias ou mesmo péssimas?  Mesmo porque, no atual contexto competitivo, há muitas lojas, médicos, postos, etc. Cada um competindo com o outro concorrente e até com segmentos diferentes ou substitutos, afinal, o dinheiro é escasso e as necessidades ilimitadas. E por isso, a importância não só de realizar uma venda, mas de

Um olhar sobre o bairro Alto da Glória, em Rebouças - PR.

 RESUMO


Resumo do trabalho apresentado em 2011, na disciplina de Geografia Urbana, pelos acadêmicos: Diego Cezar Luis, Erinton Machado, Haroldo J Andrade Mathias, Robson Barankievicz e Tedimar Costa, disponibilizado como fonte de consulta para alunos do Ensino Fundamental.

O objetivo deste trabalho é lançar um olhar panorâmico acerca do surgimento, desenvolvimento e atual estagio em que se encontra o bairro Alto da Gloria, no município de Rebouças, Pr. Sua identidade no recorte espacial dentro do referido município e seu papel no desenvolvimento planejado do espaço urbano. Para tanto, se fez necessário uma revisão bibliográfica buscando o contexto histórico do bairro que se desenvolveu concomitante com a formação do município, por volta do inicio do século XX . Traz também um visão da atual conjuntura do bairro, embora considerado isoladamente, atrelado ao contexto do município no qual se insere.

INTRODUÇÃO

O município de Rebouças teve inicio com a povoação da localidade de Butiazal (atual localidade da área rural do município de Rio Azul), sendo que por volta de

Pinheiro do Paraná e a colheita do pinhão

Segundo a Agência de Notícias do Estado do Paraná, com a chegada do outono e o início da queda das temperaturas, é tradicional o consumo do pinhão na região, e é nessa época que as araucárias começam a amadurecer as pinhas para a reprodução da espécie. Por isso, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) alerta que a colheita e a comercialização do fruto somente será permitida no Estado a partir do dia 15 de abril (Para ano de 2014. Para os próximos anos, veja a data atualizada no site do IAP)

Nesse período, qualquer pessoa que for flagrada em algumas dessas situações estará sujeita a responder a processo administrativo e a processo criminal, além de receber auto de infração ambiental. A multa é de R$ 300,00 para cada 60 quilos da semente. 

Esta questão é disciplinada pela Portaria do IAP nº 059 de 24 de março de 2014, a qual considerando a necessidade de proteger as sementes de pinheiro brasileiro (Araucaria angustifolia) indispensáveis para a produção de mudas e conseqüente preservação da espécie, em face da crescente escassez de pinhões e considerando o procedimento danoso ao aproveitamento florestal das próprias sementes, através de costumes predatórios antes da efetiva maturação e que necessitam ser rigidamente disciplinados, institui os procedimentos para controle da exploração do PINHÃO e define outras providências.
 
Mas que tal conhecer um pouco mais sobre a árvore da qual o Pinhão é a semente ?

Capão de mato onde o pinheiro se levanta
E a sua taça oferece ao criador
O brinde pleno de ternura e de pureza
Frente à grandeza de tão raro explendor

Esse fragmento acima da música “capão de mato”, dos Serranos, ilustra a imponência da árvore símbolo do Paraná, o Pinheiro do Paraná.

Também conhecida como araucária (Araucaria angustifólia), é uma espécie arbórea dominante da floresta ombrófila mista, ocorrendo principalmente
na região Sul do Brasil, mas também sendo encontrada, em quantidade menor, no leste e sul do estado de São Paulo, sul do estado de Minas Gerais, principalmente na Serra da Mantiqueira e em pequenos trechos da Argentina e Paraguai.

Ocorre entre as latitudes de 18º e 30º sul em altitudes de 800 a 1 800 m no norte de sua distribuição, e entre 500 e 1 200 m na parte sul, em regiões de precipitação anual uniforme entre 1 250 e 2 200 mm, e de temperaturas médias anuais de 10 a 18°C (mas tolera bem temperaturas de até -5°C). Prefere solos profundos, férteis e bem drenados. Também é encontrada em capões isolados em áreas de campo.

Lembrando que na maioria dos mapas, a representação da área de abrangência da mata de araucária se refere à área "natural ou primitiva" de ocorrência do domínio morfoclimático, não correspondendo, na maioria dos casos, ao atual estágio de espacialização dos remanescentes do respectivo
domínio ou elemento, no caso, árvore araucária.

A imagem do território nacional, ocupado pela área de abrangência dos diversos domínios morfoclimáticos elucida a questão.

Outra observação pertinente é que o termo "área de ocorrência natural ou primitiva" deve ser visto com ressalva, pois a área de abrangência das diversas espécies pode variar no decorrer do tempo (especialmente geológico) e em virtudes das mudanças ambientais. Exemplificando, com relação a sua origem, o gênero Araucaria fazia parte da flora terrestre já no período Triássico e encontrou seu apogeu no Gondwana

Hoje é restrito ao Hemisfério Sul. A espécie Araucaria angustifolia se originou no início do período Jurássico, há 200 milhões de anos, e sua ocorrência primitiva diverge bastante da atual, sendo encontrados fósseis no Nordeste brasileiro, onde hoje ela não ocorre. Sua expansão para o sul é recente em termos geológicos, ocorrendo durante o Pleistoceno  e o Holoceno inicial, provável resultado de mudanças climáticas.

Segundo o site Portal do Professor, ocupando uma área original em torno de 200 mil km², a partir do século XIX foi intensamente explorada por seu alto valor econômico, dando madeira de qualidade e sementes nutritivas para o consumo humano. Hoje seu território está reduzido a uma