Páginas

Lei das Eleições - Dica - Convenções

Fonte: www.marcosalmeidalocutor.wordpress.com
A terceira dica a respeito da Lei das eleições tratará das Convenções Partidárias para a escolha de candidatos.

Segundo o artigo 7º, as normas para a escolha e substituição dos candidatos serão estabelecidas no estatuto do partido, de acordo com a Lei. Em caso de omissão, caberá ao órgão de direção nacional estabelecer as normas publicando-as no Diário Oficial da União até cento e oitenta dias antes das eleições.

Os incisos seguintes do artigo 7º trazem alguns prazos relevantes. Se a convenção partidária municipal, por exemplo, afrontar as diretrizes estabelecidas pelo órgão de direção nacional, este poderá anular os atos da convenção municipal, comunicando à Justiça Eleitoral no prazo de

Lei das Eleições - Dica - Coligações

Fonte: https://obarrense.wordpress.com
A segunda postagem que trata das Lei das Eleições (é imprescindível a leitura dela na íntegra) tratará das coligações, temática reproduzida no artigo 6º .

É facultado aos partidos políticos, formar mais de uma coligação para a eleição proporcional dentre os partidos que integram a coligação para o pleito majoritário.

A coligação terá denominação própria e deverá funcionar como um só partido no relacionamento com a Justiça Eleitoral. 

A denominação da coligação não poderá fazer referência a nome ou número de candidato, nem conter pedido de voto.

O partido político coligado somente possui legitimidade para atuar de forma isolada no processo eleitoral quando questionar a validade da própria coligação, durante o período compreendido entre a data da convenção e o termo final do prazo para a impugnação do registro de candidatos, conforme as datas até então vigentes explicitadas na figura abaixo.





Lei das Eleições (9504/97) e o início de uma nova forma de exposição de conteúdos no blog

Considerando que estamos imersos em uma sociedade na qual o tempo cronometrado pelos relógios comanda nossas vidas, define prioridades, nos impõe hábitos e estilos de vida, onde somos propelidos a realizar mais coisas em menos tempo e com qualidade maior, é justamente o excesso de informações que nos prejudica. Precisamos saber sobre tudo, ao mesmo tempo que não nos aprofundamos em nada.
http://www.laparola.com.br/a-ditadura-do-relogio

Estudar, por exemplo, é um processo ativo, que exige atenção, esforço, fixação. E como fazer isso com pilhas de conteúdo, com pouco tempo, alternando a atenção momentânea com celulares (e suas vibrantes redes sociais), alternando a concentração ora nas linhas textuais, ora nos filhos, ora na novela. Pensando na resolução do exercício e planejando o jantar ou a roupa que usará na próxima festa...

Seja qual for o motivo, o tempo, considerado um deus na Grécia Antiga (Cronos), na sociedade capitalista se converteu em dinheiro. E com isso ganhou poderes, pois o dinheiro se materializa em tudo, transforma qualquer coisa em mercadoria, inclusive o próprio tempo. Hoje não nos falta informação, falta tempo para assimilar, para filtrar o que é relevante. E a informação torna-se irrelevante com muita rapidez. O mundo é fluido, dinâmico, ágil, como nos impõe o ritmo de produção ao qual estamos submetidos.

Dessa forma, postagens extensas que consomem tempo do leitor passam a não ser interessantes. O custo de oportunidade de sua leitura é alto por demais. E essa lógica se estende, infelizmente, até mesmo no trato de conteúdos importantes para a formação do indivíduo e da sociedade. Um destes conteúdos é o relacionado ao exercício da cidadania, relevante e influente em todas as atitudes sociais, políticas, econômicas. De forma mais específica, hoje se discute muito política, mas será que muitos sabem quais as regras que determinam o jogo ? Como fazer a escalação do melhor time, escolhendo os melhores jogadores se não sabemos qual é o objetivo do esporte ?

Respondendo a este

Conhecendo a estrutura organizacional e os produtos e pesquisas do IBGE

INTRODUÇÃO

Mudando um pouco o padrão dos assuntos apresentados neste blog, esta postagem traz um conteúdo que objetiva colaborar com o pessoal que eventualmente for prestar concurso público para o IBGE, ou simplesmente, para subsidiar aqueles que tenham interesse em ter uma visão geral sobre a estrutura organizacional, as principais diretorias e setores e principalmente sobre os principais produtos ou pesquisas realizados por este importante órgão.

Seria inócuo e prolixo por demais discorrer de modo a tentar contemplar toda a importância do amplo trabalho do IBGE na geração de informações necessárias ao planejamento, ao controle e avaliação de diversas políticas públicas, na realização de estudos e pesquisas que retratam o Brasil em seus mais diversificados aspectos, além de contribuir com subsídios informacionais para a tomada de decisões no setor empresarial privado. 

A importância desta entidade da administração pública indireta fica fica evidente na abrangência e profundidade dos temas e das pesquisas realizadas, as quais se pretende apresentar resumidamente a partir de agora. Desta forma, seria contraproducente e desnecessário discorrer sobre cada produto ou tipo de pesquisa realizada, sua abrangência, período, público alvo, usuários das informações geradas, etc. 

Para quem necessitar de maiores detalhes, os editais de concurso para os cargos no IBGE geralmente disponibilizam materiais completos e atualizados de estudo, como o (clique aqui) elaborado pela FGV e utilizado para a elaboração do presente resumo gráfico, os quais merecem uma leitura na íntegra para se compreender os detalhes de cada pesquisa. O próprio site do IBGE é rico em informações, tanto sobre os estudos realizados quanto sobre o próprio órgão.

Ressalta-se então que o objetivo desta postagem é justamente sintetizar as informações. Mostrar uma "fotografia" da estrutura organizacional e dos produtos e pesquisas. Portanto, optou-se por esquematizar os pontos principais. Parte-se do pressuposto de que a visualização dos esquemas gráficos favorece o modo de aprendizagem visual, além de dar maior agilidade para uma revisão após a leitura de fontes escritas mais detalhadas.

UNIDADES ORGANIZACIONAIS DO IBGE

A imagem seguinte apresenta as unidades organizacionais do IBGE. Elas se configuram em órgãos, os quais são, basicamente, divididos em Conselhos e Diretorias. Os órgãos específicos e singulares são os mais relevantes neste contexto, pois é neles que estão as diretorias, entre elas, a Diretoria de Pesquisa, responsável pelas diversas coletas de dados que embasam os mais variados estudos.



DIRETORIA DE PESQUISA E SEUS PRODUTOS

A figura seguinte focaliza, dada sua importância e a variedade das pesquisas realizadas e das informações produzidas, especificamente a diretoria de pesquisa e seus produtos. Ou seja, destaca dos Órgãos Específicos e Singulares da tabela acima somente a Diretoria de Pesquisas.


DIRETORIA DE GEOCIÊNCIAS E SUAS ÁREAS DE ATUAÇÃO

De igual maneira, a próxima imagem apresenta de forma destacada a Diretoria  de Geociências e suas divisões ou áreas.


O QUE FAZ A DIRETORIA DE PESQUISAS ? 

A imagem subsequente traz uma abordagem mais específica. Ela apresenta novamente a Diretoria de Pesquisas e seus produtos, segmentando-os em tipos e subtipos. Além disso, esta imagem traz a sigla das principais pesquisas realizadas.

As siglas se constituem em uma forma mais prática (e compatível com a forma de gráfica de exposição) de se familiarizar com o nome de cada pesquisa e com o que ela representa: sua área, a informação levantada, o setor pesquisado e a periodicidade. Mas para facilitar essa empreitada, na sequência serão apresentadas tabelas que descreverão as características fundamentais de cada pesquisa, conforme a Diretoria responsável, o Tipo, o Subtipo e o Núcleo Estruturador. No entanto, dada a quantidade de informações, antecipo que perder-se-á uma tanto da objetividade e o material se tornará mais poluído visualmente.Caso estas tabelas que detalham as pesquisas fiquem ruins de visualizar, clique nelas para ampliá-las.


DETALHAMENTO DAS PESQUISAS 

A visão geral da extensa série de pesquisas e produtos de forma sistematizada trouxe uma compreensão contextualizada de cada pesquisa. Isso torna mais fácil entender e distinguir isoladamente cada pesquisa, saber à qual diretoria ela se vincula, o tipo de informação (econômica, social, de preços, etc.) que ela apresenta, se a coleta é domiciliar ou em estabelecimentos, saber a periodicidade, entre outras características.

As tabelas seguintes, porém, buscam ir além, apresentando maiores detalhes e algumas das características de cada pesquisa, bem como, apresentar o nome completo das pesquisas indicadas nas siglas. Ou seja, a partir do momento que se tem uma noção do todo, genérica e contextualizada, presume-se que se torna conhecer e entender cada pesquisa isoladamente, seus objetivos e informações geradas, além de sua importância para a sociedade, para o governo, para a definição das políticas públicas e sua avaliação, etc.

Incentivos à redução dos resíduos urbanos

Fonte: https://www.iped.com.br/materias/
ambiental/gestor-residuos.html
Resíduos Urbanos: problema social

            Entre os diversos problemas ambientais que assolam as cidades e trazem consequências sociais, econômicas e na qualidade de vida da população, estão os relacionados à gestão dos resíduos, ou do lixo, de modo geral.

Na maioria das cidades, além de exigir espaço adequado para a correta e segura deposição de tanto materiais, o lixo, em todo seu ciclo de vida, gera despesas financeiras, além do custo social e ambiental nem sempre passível de mensuração econômica objetiva.

Embora necessário, abrir novos espaços para acomodar o lixo produzido é simplesmente

A concepção de qualidade no serviço público

O Estado-burguês

É comum - e tudo que se banaliza geralmente se generaliza e se repete sem a devida análise de seu significado - ouvirmos pessoas criticando os serviços públicos. E isto se tornou mais evidente no atual momento político, marcado pelo descontentamento social, pela evidenciação dos casos de corrupção, pelo descontentamento social, etc.

Esse contexto fortalece o retorno de uma onda reacionária, elitista e privatista que enfatiza, com base em pressupostos incoerentes com os objetivos do serviços públicos, a busca pela qualidade e pela eficiência, focando na redução de custos, mas afastando a preocupação com a finalidade social que o Estado deve atender e com as condições de trabalho. Isso se confirma ao citar que justamente em um contexto político neoliberal, a EC 19 elevou a eficiência ao status de princípio constitucional.

Esquecem os críticos que tal comparação desconsidera convenientemente uma premissa elementar sob a qual repousa todas as distinções entre o setor público e o privado. O setor público tem como objetivo atender às necessidades sociais. O gestor não detém a disponibilidade da coisa pública, portanto, o fim mediato de qualquer ação é o interesse público, não a lucratividade. 

O setor privado tem como foco de todas

Asfalto Irati - São Mateus do Sul : Reflexos da pavimentação da PR 364 na circulação

No dia 03 de maio de 2017, ocorrerá audiência pública para tratar da pavimentação de Irati a São Mateus. O evento é uma iniciativa conjunta do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná (DER) e Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística do Paraná (SEIL).

É importante destacar, que ainda em meados de 2014 ocorreu no auditório da Universidade Estadual do Centro-Oeste - Unicentro, campus de Irati, uma audiência pública visando apresentar e discutir a questão da pavimentação da PR 364, mais precisamente, do trecho de aproximadamente 47 km entre São Mateus do Sul e Irati. (Essa ordem das cidades se deve porque a contagem quilométrica da rodovia se inicia pelo sentido norte – sul). 

A discussão é complexa, indo além da questão burocrática e política e do que revelam os fatores técnicos. Poderão haver impactos não só ambientais, mas também econômicos, sociais, demográficos, culturais, etc. que afetarão direta ou indiretamente o modo de vida não só da população estabelecida nas adjacências do trecho, mas dos municípios circunvizinhos, influenciando possivelmente a circulação (tanto material quanto intangível - como econômica, informacional, cultural) tanto em escalas pontuais quanto de maior abrangência. Além disso, tal mudança no sistema de circulação poderá afetar, inclusive, a definição de outras políticas e obras públicas e a valorização seletiva do espaço.

Na Assembleia, estiveram presentes os propositores da audiência, os deputados estaduais Professor Lemos (PT) e Valdir Rossoni (PSDB). Também compareceu o deputado estadual Felipe Lucas (PPS), bem como os prefeitos de Irati, Odilon Burgath (PT); de Rebouças, Claudemir Herthel (PSDB); de São Mateus do Sul, Clóvis Ledur (PT), além de outros prefeitos, autoridades, equipe técnica e representantes de diversos setores

Caracterizando o objeto da discussão, resumidamente a Rodovia PR-364 é uma estrada

Fusos horários do Brasil

De acordo com a Lei 12.876, a partir do dia 10 de novembro de 2013 populações do Acre e parte do Amazonas voltam a conviver com duas horas a menos que Brasília, isto porque, anteriormente, o território brasileiro já era dividido em 4 fusos horários, passando a contar com 3 e retornando a ter 4 horários distintos.
Mas vamos entender como os horários são estabelecidos, suas decorrências e suas implicações ?



O movimento de rotação da Terra, ao receber a luz solar, produz a passagem dos dias e das noites, causando uma diferença de horário entre pontos da superfície terrestre posicionados a uma distância significativa um do outro, já que, a grosso modo, quando um hemisfério é iluminado pelo sol (dia), o outro não (noite). Para padronizar essa diferença foram criados

Considerações sobre o Plano Diretor de Irati PR - 2016

Considerando que estão ocorrendo as discussões para a revisão do Plano Diretor do Município de Irati e que a Comissão de Acompanhamento está possibilitando, além das audiências públicas, formas de interação com a sociedade para receber sugestões, considero relevante a sociedade fazer valer essa oportunidade de participação oferecida. 

Se por um lado,  muitos aspectos e questões são técnicos,  por outro há uma comissão que filtra as sugestões e reflexões, além de que, é a população que vive a cidade, que absorve os impactos positivos ou negativos da organização espacial das atividades humanas, e é a população que financia as políticas públicas que influenciam grandemente na organização do espaço. 

Assim,  cito abaixo algumas reflexões sobre os pressupostos, especialmente sob a ótica demográfica e da circulação, por consistirem em pontos de interesse da Ciência Geográfica. Embora não sejam sugestões pontuais e apresentam talvez pouca exequibilidade prática, teoricamente são pressupostos relevantes não só para o Plano Diretor, mas para se planejar políticas públicas pensando especialmente na população idosa, na facilidade de circulação, na democratização do "viver a cidade" e nos reflexos socioeconômicos da espacialização urbana.


1) Aproveitamento das potencialidades do amadurecimento populacional aliado às possibilidades de turismo, serviços e comércio a este perfil de público e análise de medidas de acessibilidade e mitigação de risco principalmente para os idosos, dada a tendência de expansão desse perfil etário na demografia municipal.

Verifica-se que entre as premissas do Plano Diretor do município de Irati, a redução do crescimento vegetativo, característica que marcou a demografia dos países desenvolvidos e que agora se fortalece nos países em desenvolvimento, é apresentada como uma deficiência no Município. No entanto, pode-se também

Tradicionalismo gaúcho no Paraná

Existe gaúcho nascido no Paraná ?

Pode parecer estranho atualmente essa pergunta, afinal, paranaenses são os habitantes do Paraná, e gaúchos, os habitantes do Rio Grande do Sul. Mas historicamente, nem sempre foi assim. O termo se refere não somente a um povo, mas a um modo de vida que antecede a atual divisão política dos estados, além de que, tudo depende do contexto em que se aplica determinada palavra, sem mencionar ainda as influências culturais que não conhecem fronteiras.

O texto que se segue buscou, a princípio, responder essa pergunta. Para isso, esboçou como justificativa o fato de que uma das aplicações do termo "gaúcho" serviu historicamente como designação para os povos que habitavam a região dos pampas (que abrange parte do atual território brasileiro, uruguaio, argentino, etc), não tendo nenhuma relação com a atual divisão política dos estados do sul, nem mesmo do Brasil, já que abrange terras da atual Argentina e Uruguai. Também buscou contemplar a dinâmica dos aspectos culturais e como se dá sua transmissão através dos contatos entre os povos, citando como exemplo, o tropeirismo (e o caminho das tropas, levando mercadorias, informações e cultura), as formas de arte (como as danças e as músicas) e as migrações, inclusive as mais recentes, promovendo um intercâmbio cultural.

Ressalta-se ainda que os tradicionalistas, como também são denominados, preservam a tradição não de um estado (RS - circunscrito a uma fronteira arbitrariamente definida), mas de um povo, de um modo de vida específico, com seus valores, tradições, que condiziam com a realidade social, econômica, política e cultural da época, valorizando suas raízes, as quais guardam diversos traços em comum, inclusive o da colonização, formação do povo, estruturação social e até econômica.

Sul riograndenses e paranaenses, para citar apenas dois exemplos, mantém valores e tradições rurais e campeiras em comum, guardam um povoamento com traços em comum, e como brasileiros, uma história em comum, inclusive de luta e resistência, o que não deveria causar estranheza o valor que muitos dão às tradições gaúchas, da mesma forma que ninguém estranha o fato do Brasil inteiro, em uma suposta identidade nacional, fazer do Carnaval, uma festa de todos, embora suas raízes, originalmente, não estejam na maioria dos estados. Além disso, podemos citar muitos exemplos de assimilação cultural que pouco ou nada mantém de raízes históricas conosco, mas que são plenamente aceitas (Punks, metaleiros, e tantas tribos urbanas, dia das bruxas, etc.). Isso para não se aprofundar na questão das culturas importadas e daquelas que surgem como modismos, transplantadas e direcionadas às massas, e não socialmente construídas por elas, com significado e riqueza.

UMA EXEMPLIFICAÇÃO HISTÓRICA 

Xote  7 passos
É comum em muitas cidades do Paraná, por exemplo a apreciação por parte das pessoas, da cultura gaúcha, seja através da associação em CTG's (invernada campeira ou artística), seja apreciando a música regionalista, os bailes, cavalgadas ou outros costumes como o chimarrão e o churrasco. Lembremos, porém, que mesmo dentro dos limites territoriais do Paraná, temos uma heterogeneidade cultural.


A historiadora Roseli Boschilia, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em artigo publicado no jornal Gazeta do Povo,  (procura-se uma identidade perdida entre gaúchos e paulistas) divide estado em pelo menos três territórios distintos que vivem quase que de maneira autônoma, o que quer dizer que todos são paranaenses, mas cultivam um estilo de vida bem diferente.

A primeira ocupação é a do Paraná tradicional (Curitiba e litoral): são paulistanos que desceram a região de São Vicente (SP) e passaram a ocupar o primeiro

O perfil do professor de Geografia dos colégios estaduais da cidade de Irati – PR

Resumo: 

Conhecer, de maneira mais ampla possível, o campo de trabalho do professor e suas interdependências com o campo pessoal, econômico, social e político contribui para que a escolha profissional seja consciente, evitando frustrações futuras. Considerando que o curso de Geografia da Universidade Estadual do Centro-Oeste, campus de Irati, se constitui sob a forma de licenciatura, torna-se oportuno extrapolar as fronteiras da sala de aula e verificar, em campo, qual o perfi l do professor de geografia que atua nos colégios estaduais da cidade. Nesse contexto, a investigação de algumas das características da função docente em termos de conteúdo, contexto e expectativas pessoais também se reveste de considerável importância. Para tanto, além de uma abordagem bibliográfica, verifi cou-se através de questionários as especificidades inerentes à realidade local, as quais permitiram uma aproximação do perfil profissional dos professores atuantes, das relações de trabalho e das políticas voltadas à educação, das perspectivas e dificuldades da carreira e também dos reflexos que tal contexto gera na relação de ensino-aprendizagem.

Palavras-chave: Perfil . Professores. Irati. Geografia.

Trabalho completo pode ser visualizado em:



Capitalismo e Globalização: Um conceito inicial


O presente texto trará uma abordagem inicial sobre o que é Globalização, sua origem histórica e os principais   aspectos sob a perspectiva econômica.


GLOBALIZAÇÃO: UM CONCEITO INICIAL

A globalização é um dos processos de aprofundamento da integração econômica, social, cultural, política, que teria sido impulsionado pelo barateamento dos meios de transporte e comunicação dos países no final do século XX e início do século XXI. É um fenômeno gerado pela necessidade da dinâmica do capitalismo de formar uma aldeia global que permita maiores mercados para os países centrais (ditos desenvolvidos) cujos mercados internos já estão saturados. Mantém forte relação com os avanços nas áreas de transporte e de telecomunicações.

Os norte-americanos (EUA) usam a expressão globalização, os franceses preferem mundialização e em outras sociedades a expressão usada é internacionalização. O fenômeno da globalização resulta de três aspectos ou forças: a revolução tecnológica, a interdependência dos mercados financeiros em escala planetária e a formação de áreas de livre comércio

VISÃO HISTÓRICA. Quando surgiu a globalização? 

Estudiosos defendem que a origem da globalização remonta à segunda metade do século XIX, aproximadamente, quando as grandes economias capitalistas iniciaram a primeira grande onda de investimentos no exterior, inaugurando o que se chamou de imperialismo

Outros autores apontam que a globalização é um fenômeno bem mais antigo, que surgiu com as Grandes Navegações dos séculos XV e XVI, a partir das quais exploradores, burgueses e governantes europeus submeteram as terras conquistadas do chamado Novo Mundo à dinâmica da política econômica mercantilista 
Há ainda aqueles que remontam as origens da globalização com os primeiros contatos dos mercadores (Navegadores Fenícios) com outros povos, levando produtos e especiarias de um lugar para comercializar com outros, influenciando estes povos mutuamente em seus aspectos econômicos e culturais.

O início da Globalização gera discordância quanto ao momento histórico de seu surgimento. Porém a datação mais significativa e aceita é o fim da década de 1980, onde o mundo era influenciado antagonicamente pelo modelo capitalista e  socialista. O que estamos vivendo hoje é a vitória do sistema que ganhou esta guerra: o capitalismo, que é um sistema produtivo, que usa dois outros sistemas auxiliares atualmente: O sistema neoliberal e uma rede de informações que garante os diferentes fluxos pelo mundo inteiro. Eis aí a globalização.

A globalização é a fase mais avançada do capitalismo. Com o declínio do socialismo e da Ordem bipolar de organização do espaço mundial com o término da Guerra Fria, o sistema capitalista tornou-se predominante no mundo.

Em seu processo histórico, sistema capitalista caracterizou-se sucessivamente, por diferentes fases ou etapas, entre elas, o Capitalismo Comercial, o industrial e o financeiro. Veja estas fases, a globalização e o papel do Estado continuando com a leitura dessa texto.

Redes e Hierarquia Urbana


Quantas vezes você já necessitou se deslocar à cidades vizinhas ou para grandes centros para obter produtos ou serviços não existentes onde você mora?
As cidades pequenas, de modo geral, conseguem satisfazer as necessidades cotidianas de consumo. Entretanto, quando se precisa de serviços especializados, como órgãos públicos, aeroportos, exames ou intervenções cirúrgicas mais complexos, visitar museus, teatros e outros centros culturais de maior destaque, torna-se necessário esse deslocamento.

Ou seja, algumas cidades, exercem maior influência econômica, política, cultural, etc. sobre as outras outras, atraindo as pessoas. Essa relação de atração e influência é denominada de rede urbana.
O mapa ao lado ilustra como determinadas cidades ou regiões centralizam determinam atrativos urbanos e com isso conseguem exercer maior grau de influência sobre outras regiões. É perceber, por exemplo, que a influência da região sudeste, especialmente em virtude da Grande São Paulo e do Rio de Janeiro se espalha por grande parte do território nacional. Afinal, nestas regiões estão instaladas muitas indústrias, bancos, seguradoras, aeroportos, órgãos públicos e a maioria das emissoras de TV.

Exploração ambiental, Lazer e Conscientização: as possibilidades do Mourão, em Rebouças PR

*Atividade realizada no 1º ano do Curso de Geografia - Embora o observatório e a imagem religiosa possam parecer inexequíveis, a construção da quadra esportiva poderia ser uma interessante alternativa de lazer para a população do local.

A ideia aqui contida neste esboço se baseia no apelo social, nas políticas governamentais e de diversos organismos preocupados com a preservação ambiental, pautados em estudos que  comprovam a necessidade da preservação ambiental para a subsistência de diversas  espécies e para a manutenção da qualidade de vida das pessoas em geral.  


Além disso, este esboço busca uma resposta prática aos discursos proferidos e a  consciência ambiental que se busca incutir na sociedade atualmente.

Dessa forma, tendo em vista a existência de uma área propícia para a execução  de possíveis obras relacionadas a esse apelo ecológico e que também podem contribuir com a comunidade local na medida em que trarão um local de lazer e para a prática de esporte,  seria oportuno maiores estudos sobre a viabilidade das obras sugeridas a seguir, e obviamente, estudos sobre a segurança estrutural, geológica e técnica de uso do local, evitado acidentes com quedas, desmoronamentos de sedimentos, etc. além é claro, da legalidade de tais transformações no referido espaço.


O local para a realização dessas obras é a margem direita do Rio Barreiro, nas  bordas do morro denominado localmente de Mourão.  Nesse lugar, há a junção de dois córregos, sendo que ambos estão com o volume  de água reduzido, se comparado a períodos anteriores (uma ou dias décadas) que coincidem com a ocupação residencial de suas margens (um processo histórico que longa data e que ocorre em praticamente toda cidade, não sendo uma particularidade do referido bairro), da redução da mata ciliar, do possível represamento de águas para a execução de tanques de peixe, entre outros fatores que podem vir a impactar no fluxo fluvial ou no ambiente de forma global 

Figuras de Linguagem e Vícios de Linguagem

Considerando que a temática “Figuras de Linguagem e Vícios de Linguagem” é recorrente nas provas do ENEM, optou-se mais uma vez em expor o conteúdo sob a forma de mapas mentais, pois se trata de uma maneira rápida para fazer revisões e consultas, além de outras vantagens em termos de assimilação, como explicadas na postagem “Mapa Mental dos Setores da Economia”, a primeira apresentada sob esta forma de exposição.

Obviamente, os mapas mentais são resumos que têm como objetivo auxiliar na assimilação do conteúdo, explicitando os principais tópicos do assunto,portanto, não excluem a necessidade do aluno ler a matéria em sua totalidade, conhecer exemplos de aplicações e resolver exercícios.

A escassez de água e as contradições do modo capitalista de produção.

A crise hídrica não pode ser descontextualizada do modo de produção capitalista, tendo o Estado e a ação política o papel de mitigar as contradições da relação entre sociedade, natureza e capital.


Texto classificado no Concurso Foed Castro Chamma e disponível no site da ALACS 

www.superbac.com.br
Materializou-se a crise ambiental há tempos prevista; a água, outrora tida como abundante, importante não apenas economicamente, mas também fisiologicamente para os seres vivos, enfim foi reconhecida como um líquido precioso. Enfatiza-se que os problemas ambientais são provocados ou potencializados pela ação antrópica. Ou seja, pela atividade humana de uma população crescente e que demanda cada vez mais recursos.

Esta visão simplista carrega uma ideologia ardilosa, pois além de destacar a necessidade social de conscientização no uso dos recursos naturais, entre eles, a água, também considera a população como causadora da crise, resumindo a questão como decorrente da existência de um excedente populacional que consome além da disponibilidade de recursos, reproduzindo uma ultrapassada explicação malthusiana para a escassez, despolitizando a questão e afastando dela suas relações com os aspectos sociais e econômicos. Basta exemplificar como a pobreza de significativa parcela da população do sertão nordestino é naturalizada como decorrente dos “problemas ambientais” da região, ignorando todo o contexto social, político e econômico.

A contradição é que enquanto se responsabiliza a população, justificando que ela suporte os diversos custos sociais e econômicos, o consumo crescente e o desperdício direto ou indireto são

Definição do Preço de Venda: Um Contraponto entre as Variáveis Teóricas e a Prática Empresarial

RESUMO:
O texto completo encontra-se na Revista Partes .Acesse clicando no link

 A formulação do preço de venda é uma atividade de vital importância para o desenvolvimento e continuidade de qualquer empresa, não bastando conhecer os custos, mas um complexo jogo de variáveis inter-relacionadas que se influenciam mutuamente. Considerando o referencial teórico e as críticas relativas ao distanciamento da teoria com a prática empresarial, buscou-se verificar empiricamente quais são os fatores que influenciam na formulação do preço de venda, com base na visão dos gestores de microempresas, constatando as poucas variáveis enfatizadas em contraposição à abrangência do referencial teórico existente. 

 1 – INTRODUÇÃO 
Para se conseguir uma eficiente formulação de preços, que supra as necessidades de recursos e que remunere o capital investido e ainda esteja de acordo com as expectativas dos clientes, o gestor deve estar atento a diversas variáveis.

 A idéia simplificadora de que o preço de venda pode ser representado pelo custo de aquisição ou produção acrescido de um percentual de lucro desejado já não encontra validade na realidade empresarial extremamente competitiva e orientada por altos padrões de eficiência e eficácia. Desse modo, o gestor deve ter uma visão holística do ambiente no qual está inserida sua organização, analisando além da estrutura de custos, variáveis estratégicas, econômicas, mercadológicas, financeiras, demográficas, etc. Podendo agir de forma pró-ativa, aproveitando as oportunidades e amenizando as ameaças. 

 A bibliografia referente a essa temática apresenta muitas variáveis que se inter-relacionam e se influenciam na formulação de preço, da mesma forma que expõe muitas técnicas que podem ser utilizadas na precificação. Por outro lado, é comum existirem críticas a respeito da distância entre a teoria e a prática, principalmente devido à heterogeneidade de pessoas que desenvolvem as mais diversas atividades empresariais. 

 Diante disso, buscou-se evidenciar quais fatores influenciam na formulação de preço de algumas das micro e pequenas empresas das cidades de Irati, Rebouças e Imbituva – PR, permitindo comparar o que a teoria apresenta e o que de fato os pesquisados vêm utilizando.

O texto na íntegra pode ser visualizado em: http://www.partes.com.br/2012/10/08/definicao-do-preco-de-venda-um-contraponto-entre-as-variaveis-teoricas-e-a-pratica-empresarial/


Construção Social da Contabilidade – das bases Histórico-Geográficas à Teoria Geral de Sistemas

RESUMO

Essa abordagem teórica não objetiva apontar os aspectos epistemológicos da Contabilidade, mas a dinâmica de adequação desta ciência na satisfação das necessidades de seus usuários no específico contexto socioeconômico e cultural de cada época e lugar, tratando-a como um processo histórico e geograficamente construído. Posteriormente, aborda-se o conceito e as características da informação gerencial, em  uma perspectiva baseada na Teoria Geral de Sistemas, condizente com a rapidez, volatilidade e integração do atual contexto empresarial.

Palavras-chave: Contabilidade, origens, informação, adaptação, necessidades.

O texto completo foi publicado na Revista P@rtes e pode ser acessado clicando aqui.


BASES HISTÓRICAS DA CONTABILIDADE

viviadm.blogspot.com
Como uma das formas de delinear a evolução histórica da Contabilidade, Beuren (2003) citando vários autores, tais como Melis, Van Breda e Hendriksen, define a cronologia da Contabilidade em quatro fases: Contabilidade no mundo antigo, Contabilidade no mundo medieval, Contabilidade no mundo moderno e Contabilidade no mundo contemporâneo.

A Contabilidade no mundo antigo abrange desde os primórdios da história até por volta do ano de 1200 d.C. Conforme observa Iudícibus e Marion (1999, apud Beuren 2003, p.23) “a Contabilidade surgiu para atender a necessidade de avaliar a riqueza do homem [...] em uma época que ainda não existiam números, escrita ou moeda.”

O início da história da Contabilidade tem um passado remoto, que se iniciou com a própria história da civilização. De acordo com Sá (1961, p. 21), a história da Contabilidade está “presa às primeiras manifestações humanas da necessidade social de proteção à posse e de perpetuação e de interpretação dos fatos ocorridos”.

www.historiamais.com
Porém, foi na Suméria que a Contabilidade teve um significativo desenvolvimento de seus métodos, sendo por isso, segundo Sá (1961), considerada o berço da escrituração contábil. 

Figueiredo (2004) cita que o desenvolvimento do papiro e do cálamo no Egito antigo facilitou o registro de informações sobre negócios. E foi por meio da utilização de registros, que o homem teve condições de conhecer e antever as suas reais necessidades de consumo e de produção. Ou seja, a capacidade do homem de planejara suas atividades, antevendo e se preparando para situações, carrega em si as causas e as conseqüências do seu próprio desenvolvimento enquanto ser humano e conseqüentemente, afetando as

O bang bang da liberação das armas

https://oermodolampiao.files.wordpress.
com/2010/05/1434033-0839-atm14.jpg
Percebe-se, recentemente, uma significativa discussão, especialmente nas redes sociais, sobre a liberação do porte de armas. É um verdadeiro bang-bang de argumentos a favor ou contra. 

Embora o estatuto do desarmamento tenha algumas lacunas práticas em seu objetivo de mitigar os números da violência, a noção é lógica e intuitiva de que o oposto, ou seja, a liberação do porte de armas, além de não oferecer resultados melhores, piorará a situação.

Uma simples analogia ilustra a periculosidade que tal situação pode trazer à sociedade. No Brasil, os acidentes de trânsito, segundo o site vias seguras, considerando apenas as informações do Ministério da Saúde, revela que ocorreram em 2015 o total de 37.306 óbitos e 204.000 feridos hospitalizados, sem somar os acidentes sem vítimas ou que estas recusaram atendimento. O  Seguro DPVAT, em 2015,  realizou 42.500 indenizações por morte e 515.750 por invalidez.

Ressalta-se que para dirigir um veículo, cuja finalidade, ao contrário das armas, não é matar ou ferir,  é necessário ter a CNH - Carteira Nacional de Habilitação, o que implica passar em  testes psicotécnicos, de direção prática e de legislação. E mesmo assim, quando se analisa as causas dos acidentes, segundo o site G1, estudos da Polícia Rodoviária de São Paulo demonstram que a maioria dos acidentes acontece de dia e com a pista seca, tendo como fator preponderante a imprudência dos motoristas. 

Ou seja, a principal causa de acidentes está muito mais relacionada ao comportamento humano, imprevisível, à imprudência, ao despreparo técnico e psicológico da população, aos valores socioculturais que colocam o veículo como símbolo de status, de poder e dão a ele sinônimo e falsa segurança. Sem esquecer os efeitos do estresse do dia a dia, do consumo de álcool, entre outros fatores desencadeantes de comportamentos violentos. 

Ora, que resultados podemos esperar quando se incluiu nesta equação a possibilidade das pessoas terem acesso facilitado às armas , especialmente quando, diferente do que ocorre com o trânsito, não há impossibilidade do Estado efetivar um rígido controle do uso do armamento ? A resposta é simples: teremos às ruas pessoas despreparadas com um instrumento em mãos capaz de tirar a vida.

Outro agravante é que a existência

Espacialização do Sistema Financeiro e o Lucro dos Bancos

www.seebgaranhuns.com.br
Que os bancos apresentam lucros exorbitantes, todo mundo sabe. Mas poucos refletem como isso acontece e como a sociedade contribui para esta extrema lucratividade. Obviamente, isso é uma questão complexa, passando por estratégias territoriais, estratégias legais, macroeconômicas, influenciando e sendo influenciada por questões sociais, como o consumo, emprego e renda, tecnologia da informação, até pelos hábitos culturais (povo mais ou menos poupador ou mais ou menos consumidor). 

Como é impossível tratar de todo esse emaranhado conceitual em um único texto, buscar-se-á enfatizar a questão da lucratividade bancária através da captação de recursos da sociedade e seu posterior empréstimo, com a diferença da taxa de juros entre estas operações gerando simplificadamente o spread bancário.


Só para dar uma noção da lucratividade do bancos, o site Globo.com. destaca que “a soma do lucro registrado por quatro bancos brasileiros em 2013, que chegou a cerca de US$ 20,5 bilhões, é maior que o Produto Interno Bruto (PIB) estimado de 83 países no mesmo ano, segundo levantamento feito com base em dados do Fundo Monetário Internacional”.

www.spbancarios.com.br


O site da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Paraná (http://www.feebpr.org.br) também traz alguns dados, tabelados e apresentados a seguir, referentes ao ano de 2012:

A Importância Econômica e Social das Micro e Pequenas Empresas

        Evidenciando a importância das micro e pequenas empresas, Longenecker, Moore e Petty (1997, p.34) afirmam que “sua contribuição econômica geral é similar àquela das grandes empresas. As pequenas empresas, entretanto, possuem qualidades que as tornam mais do que versões em miniatura das grandes corporações.”

        Uma das grandes contribuições das micro e pequenas empresas na visão de Longenecker, Moore e Petty (1997) é a potencialidade de gerar de empregos, enquanto que as grandes organizações tendem a utilizar técnicas para reduzir o quadro de pessoal, como o downsizing, por exemplo. Além disso, muitas pessoas vêem o empreendedorismo como uma saída para o desemprego.

      Conforme menciona o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2003, p.17) uma importante contribuição das micro e pequenas empresas no crescimento e desenvolvimento do País é a de servirem de “colchão” amortecedor do desemprego. Constituem uma alternativa de ocupação para uma pequena parcela da população que tem condição de desenvolver seu próprio negócio, e em uma alternativa de emprego formal ou informal, para uma grande parcela da força de trabalho excedente, em geral com pouca qualificação, que não encontra emprego nas empresas de maior porte.

        Apesar desses autores discorrerem sobre as pequenas empresas existentes na economia dos Estados Unidos, classificando-as através de critérios tais como: número de funcionários menor que cem, financiamento do negócio por grupos menores do que vinte proprietários, podemos ter uma noção da importância de tal tipo de empreendimento.

       Tratando exclusivamente das microempresas no Brasil, ou seja, aquelas que conforme a classificação do SEBRAE empregam até nove funcionários, um estudo revela que:

Empreendedorismo na escola

PROJETO EMPREENDEDORISMO NA ESCOLA
Ensino Médio

A educação empreendedora é um requisito fundamental largamente apontado por órgãos e por estudiosos da área sócio-econômica e humana para o desenvolvimento de qualquer país, região ou comunidade.
O empreendedorismo, em sentido amplo do termo, além de ser a melhor ferramenta contra o desemprego e importante gerador de renda, hoje é exigido em qualquer relação de trabalho (intra-empreendedorismo), seja no governo, nas empresas, nas atividades autônomas, no terceiro setor, bem como é uma atitude pessoal que coloca o indivíduo como co-responsável pelo meio em que vive.
Além do empreendedorismo, conceitualmente entendido sob a perspectiva empresarial, do mercado de trabalho, do contexto capitalista, a atitude empreendedora pode ir além desse contexto. Fala-se hoje em empreendedorismo social, atrelado às questões de sustentabilidade ambiental, bem como, nas ações solidárias de organismos, ONG,s, associações de moradores, cooperativas e demais formas de desenvolvimento comunitário.

CONCEITO DE EMPREENDEDORISMO

O conceito de empreendedorismo, segundo Dolabela (1999, p. 47) apud Bastos et. al. (2005) em grande parte, devido aos diversos campos de atuação dos estudiosos que se propuseram a fazê-lo, apresenta, conforme sua finalidade, diversas caracterizações: sociológicas, psicológicas e econômicas. Segundo Dolabela (1999, p. 52), os economistas associam o empreendedor às inovações e ao seu papel no desenvolvimento econômico; os behavioristas relacionam o empreendedor a seus atributos, como a criatividade, persistência, entre outros; os engenheiros de produção vêem os empreendedores como bons
coordenadores e distribuidores de recursos; os financistas definem como empreendedor como alguém capaz de calcular riscos. Para os profissionais do Marketing, são pessoas que identificam oportunidades e se preocupam com a satisfação do consumidor.
        
           O SEBRAE (2001, p. 9), traz o conceito de que

Usuários da Informação Contábil

          Embora seja um erro comum atribuir à Contabilidade a missão de atender com primazia o fisco, ela tem diversos outros usuários para os quais suas informações são úteis e indispensáveis, inclusive a administração.

          Os usuários da Contabilidade podem ser considerados todos aqueles que têm interesse em conhecer a situação em que a empresa se encontra e para que rumo ela está se orientando, principalmente com relação aos aspectos econômicos e financeiros.

           Atualmente, o número de usuários da informação contábil, ou seja, daqueles que tem interesse nas condições das empresas é relativamente maior, inclusive decorrente de mudanças sociais. Hoje há valorização das empresas ecologicamente corretas e pressões contra aquelas que exploram de maneira inadequada os recursos naturais ou provocam qualquer tipo de dano ambiental, tanto que muitas empresas auxiliam Organizações Não-Governamentais - ONG’s, desenvolvem projetos sociais, etc.

           Porém, além das atitudes politicamente corretas exercidas pelas empresas, a sociedade se interessa em constatar se as empresas cumprem as exigências legais, com relação a funcionários, com relação à qualidade dos produtos ou serviços, etc. Isso é comprovado pelo destaque atualmente dado a demonstrações como o balanço social.

           Entretanto, além da parcela da sociedade que se interessa pelas questões empresariais, Marion (2004) cita uma série de outros interessados, os quais são: os investidores que aplicam dinheiro na entidade, correndo risco e esperando o retorno justo; os fornecedores, que utilizam as informações contábeis para verificar a capacidade da empresa em honrar com suas dívidas, para planejar o volume de vendas, para decidir entre atender um ou outro contrato de venda, etc.; os bancos, que verificam fatores como a liquidez e o risco de insolvência para conceder crédito; o governo, para aplicar a tributação cabível, além de empregados, sindicatos, concorrentes, etc.

           No caso das microempresas, a informação contábil, em muitos casos, atende

Agropecuária no Brasil e no Mundo: Origem da Agricultura e Sistemas Agrícolas

O que é Agropecuária ?

Reúne os substantivos:  “agricultura”+“pecuária”.
É a área do setor primário responsável pela produção de bens de consumo, mediante o cultivo de plantas e da criação de animais como gado para leite e corte (bovino, suíno, caprino, ovino), aves entre outros.
De longa data a agropecuária apresenta relevante destaque no cenário da economia nacional. Historicamente, foi uma das primeiras atividades econômicas a serem desenvolvidas no país. A ocupação do território, por exemplo, teve forte influência da produção de cana-de-açúcar, posteriormente do café e, por fim, da pecuária, que conduziu o povoamento do interior do país.
A atividade agropecuária no Brasil representa 8% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e gera emprego para pelo menos 10% da população economicamente ativa do país. 

Como surgiu a Agricultura ?

A palavra agricultura significa “cultivo dos campos”. A palavra "agricultura" vem do latim, composta por ager (campo, território) e cultūra (cultivo), no sentido estrito de cultivo do solo.
Agricultura é o conjunto de técnicas utilizadas para cultivar plantas com o objetivo de obter alimentos, fibras, energia, matéria-prima para roupas, construções, medicamentos, ferramentas, etc.
Em português, a palavra "agricultura" manteve este sentido estrito e refere-se exclusivamente ao cultivo dos campos, ou seja, relaciona-se à produção de vegetais. No entanto, em inglês, assim como em francês, a palavra "agriculture" indica de maneira mais genérica as atividades agrícolas tanto de cultivo dos campos quanto de criação de animais.
O início das atividades agrícolas separa o período neolítico do período paleolítico. Sendo anterior à história escrita, o início histórico da agricultura não é preciso, mas admite-se que ela tenha surgido independentemente em diferentes lugares do mundo, provavelmente nos vales e várzeas fluviais habitados por antigas civilizações.
Povos caçadores-coletores perceberam que alguns grãos que eram coletados da natureza  poderiam ser enterrados, isto é, "semeados" a fim de produzir novas plantas iguais às que os originaram. Essas primeiras formas de agricultura eram certamente praticadas perto de moradias e aluviões das vazantes dos rios, que fertilizavam as terras. Com isso, as freqüentes e perigosas buscas por alimentos eram evitadas. Com o tempo, foram selecionados entre os grãos selvagens aqueles que possuíam as características que mais interessavam aos primeiros agricultores, tais como tamanho, produtividade, sabor e outras.
Assim surgiu o cultivo das primeiras plantas domesticadas, entre as quais se inclui o trigo e a cevada. Como não há um rígido consenso sobre a origem da agricultura, alguns historiadores definem que a atividade agrícola parece ter surgido há cerca de 10.000 anos, na Mesopotâmia, com o cultivo de grãos e a criação de ovelhas. Há também registros de cultivos em outras regiões diferentes do mundo em épocas distintas: Mesopotâmia, América Central (pelas culturas pré-colombianas) e nas bacias hidrográficas da China e da Índia, nos vales dos rios Nilo (Egito), Tigre e Eufrates(Mesopotâmia, atualmente conhecida como Iraque) e rios Amarelo e Azul na