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O custo dos hábitos de vida

É notória atualmente a preocupação das pessoas com a saúde e com a qualidade de vida. Muitos tentam reduzir o sedentarismo, deixam o carro em casa e trilham seus caminhos a pé, de bicicleta; tentam incluir alimentos ditos naturais em suas dietas, tentam construir uma rotina saudável.

http://maternar.blogfolha.uol.com.br/2013/10/09/mcdon
ald%C2%B4s-visita-creches-e-pais-temem-influen
cia-nos-habitos-alimentares/
http://www.maesdepeito.com.br/como-a-pub
licidade-infantil-faz-mal-a-alimentacao-do-seu-filho/

















Vivemos um momento de certa forma marcado por uma quebra de paradigmas. Afinal, a mídia e muitas pesquisas de saúde (financiadas por alguém, inclusive pela indústria alimentícia e farmacêutica) nos alertam que se nada for feito, os casos de obesidade e de doenças crônicas tendem a se elevar nos próximos anos.

Ao mesmo tempo a indústria, e com ela todo nosso modelo econômico sustentado na ampliação exponencial do consumo para se manter viável, amplifica suas pressões no sentido inverso, estimulando-nos a consumir cada vez mais. Populações de países ditos em desenvolvimento, enfrentam problemas decorrentes do excesso de alimentos. Inclusive, perdem parte de sua cultura ao inserir diariamente em suas rotinas os alimentos globais, como os fornecidos pelas famosas redes de fast-foods. 

http://www.criatives.com.br/2015/05/os-anuncios-mai
s-criativos-criados-pela-coca-cola-para-os-jogos-olimpicos/
Enfim, a indústria gasta fortunas em publicidades (e estudos) para oferecer e estimular o consumo de produtos industrializados viciantes e nada saudáveis. Focam até mesmo nas crianças, estabelecendo padrões de consumo e angariando cada vez mais cedo novos consumidores. E apesar de muitos produtos serem sabidamente prejudiciais, a maciça propaganda os associa à saúde, ao esporte, à qualidade de vida.

Se não bastasse, aparelhos eletrônicos, cada vez mais automatizados, substituem o movimento e o trabalho humano e se tornam símbolos de conforto e de modernidade. E de certa forma respondem também à necessidade real da falta de tempo das pessoas enquanto também satisfazem a necessidade de status (o poder de consumir tem socialmente uma valoração simbólica imperativa).

Fonte: allgraphical.blogspot.com
Apesar do custo, dos congestionamentos urbanos, dos acidentes, o automóvel ainda continua sendo um sonho de consumo. E antevendo a impossibilidade material de ampliação do uso, bem como os efeitos da tecnologia da informação no encurtamento das distâncias e dos tempos, o mercado começa a oferecer novas modalidades de transporte com a roupagem de econômicas, ecológicas e ágeis. Dá, inclusive, novas utilidades ao veículo, que há muito deixou de ser um mero meio de locomoção, basta observar toda tecnologia embarcada nos modelos mais luxuosos.

Enfim, a força e o movimento humanos se tornam cada vez menos necessários em um mundo em que tempo é dinheiro e no qual os deslocamentos representam perda de produtividade.

Nesta mesma esteira, preparar seu próprio alimento é considerado como uma perda de tempo por muitos. Tempo, muitas vezes realmente indisponível, pois o sistema vigente exige que as pessoas assumam com produtividade e eficiência "n" papéis para manter-se apto (a consumir). E assim vive-se em uma rotina onde se faz muitas coisas e não há tempo para o essencial. Inclusive, no atual contexto de "empoderamento", realizar tarefas domésticas passa a ter conotação mais politica do que prática.

www.noticiasenegocios.com
O interessante, porém, são as contradições. As pessoas deixaram de fazer força ou de se movimentar nas atividades domésticas ou laborais, mas pagam para fazer força nos equipamentos de uma academia. A “força social” que as motiva não vem ao caso, no momento.

As pessoas utilizam o carro para se deslocar de uma loja a outra na mesma rua do centro comercial de suas cidades, mas ao entardecer, após o expediente de trabalho, saem para caminhar em círculos nos parques das cidades.

Poucos gastam tempo preparando um almoço, mas gastam significativas somas em dinheiro adquirindo suplementos alimentares, comidas industrializadas prontas, fast-foods. Basta observar, (se houver tempo), o entra e sai nos restaurantes e mercados, a vasta oferta de produtos e o vai e vem frenético dos motoboys entregando refeições prontas e lanches.

E nestes simples e evidentes exemplos fica claro como o atual sistema econômico (social e cultural) se apropria de todos os aspectos da vida do indivíduo e da vida em sociedade e os transforma em mercadorias. Os precifica !


Mas qual é o custo de uma vida de qualidade ?

O sistema capitalista nos oferece bolachas recheadas (em cujos pacotes, de modo proporcional, praticamente metade do conteúdo é açúcar e gordura), ao preço de pouco mais de R$ 1,00. Por outro lado, não conseguimos comprar uma cabeça de alface (especialmente se for orgânica) pelo dobro desse preço. Encontramos variedades de refrigerantes ao preço inferior ao de uma garrafa de água.

Constata-se então que a produção em massa teoricamente barateia os preços. E ela começa pelo plantio em grandes propriedades, empregando a força de máquinas cada vez mais eficientes, utilizando agrotóxicos cada vez mais fortes e sementes transgênicas para garantir a facilidade de cultivo, a maior exploração possível de todos os recursos e a abundância das colheitas e termina na industrialização em grande escala de alimentos repletos de ingredientes que desconhecemos. Porém, a produção em massa para ser viável, exige consumo em massa, o qual depende de estratégias que estimulem o consumo, além de um preço baixo. Embora o preço de um "méque" não seja tão baixo ! Mas nesse caso, o cliente está pagando pela marca, pelo status de consumir este alimento global que carrega tanto investimento em publicidade no seu preço !

Antagonicamente, ao passo que vemos uma espécie de retorno ao sistema de cultivo de produtos orgânicos, o que já era utilizado pelos nossos ascendentes, percebemos também uma elevação nos preços desses produtos, os quais atendem um nicho, de certa forma, privilegiado de consumidores. Ou seja, a lei de mercado afeta até mesmo as iniciativas que se contrapõem ao sistema de mercado. É muito mais caro e valorizado socialmente hoje comer um ovo caipira do que um ovo branco de granja. E o preço nos diz isso.

Saindo da seara dos alimentos, percebemos a mercantilização e contradição na busca e na oferta pela qualidade de vida em outras ações, como a atividade física. Fazer caminhadas, o que já foi inerente ao ser humano, hoje é quase uma prática elitista, que depende de tênis com design esportivo, repleto de tecnologias de amortecimento e de estabilização. O material deve ser leve, arejado e ter ação bactericida. E mesmo ainda estando em perfeito estado, sua eficácia tem validade ou limite de quilometragem. Ou seja, a cada 500 km deve ser descartado para dar lugar a um novo.

Além disso, não se pode apenas caminhar. É necessário consultar um médico, fazer exames periódicos, contratar o trabalho de orientação de um personal trainer (o qual irá mensurar o alcance das metas utilizando-se de equipamentos de monitoramento das grandes marcas esportivas), óculos de grife para proteger dos raios nocivos do sol, camisetas esportivas que mantém o corpo seco, garrafas de água especiais para hidratação, etc. E para seguir com segurança este estilo de vida (e conciliar saúde com corpo atlético para o verão), torna-se fundamental também buscar orientação de uma nutricionista, a qual irá indicar, muito provavelmente alimentos saudáveis, com preços condizentes. E se no meio da jornada ocorrer alguma lesão, novas necessidades virão.

Esta avalanche de metas e orientações se mistura às pressões emanadas por outros aspectos da vida pessoal, profissional, social, etc. E isso não raramente remete o indivíduo a buscar apoio psicológico (segundo a OMS, o stress atinge 90% da população global). Em alguns casos, isso conduz à necessidade de acompanhamento médico constante e ao uso ininterrupto de remédios, os quais dependem de outros remédios para amenizar seus efeitos colaterais.

Toda essa busca por saúde consome tempo e dinheiro (o binômio-sinônimo do capitalismo). E ao lutar para se ter mais dinheiro (para ter saúde, e também status, já que até a saúde se transformou em mercadoria), dedicamos mais tempo a tudo, menos à saúde. Dedicamos nossa vida a conquistar aquilo que externamente nos é imposto e deixamos de viver com a naturalidade que contraditoriamente buscamos.

Obviamente, estamos imersos neste sistema. Somos engrenagens. Mas ter consciência de que muitas pressões são externas e de que há alternativas mais condizentes com a essência de cada ser humano, talvez seja o gatilho para a construção de um contexto em que menos coisas sejam mercadorias. Que o valor das coisas seja mais intrínseco do que monetário.

Talvez tirar o peso de muitas pressões geradas para beneficiar poucos e impostas como sendo comportamentos naturais a todos seja por si só um remédio, ou a chave para não depender delas e não fazer da vida apenas uma busca, mas um viver.

A possibilidade de multas aos pedestres no contexto da mobilidade urbana

http://www.cmisalto.com.br
O artigo 1º, parágrafo 2º do Código Brasileiro de Trânsito, estabelece que "o trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito.

Ainda segundo o CBT, os órgãos e entidades que compõem o Sistema Nacional de Trânsito (elencados no artigo 7º da Lei 9503/1997), respondem, no âmbito das respectivas competências, objetivamente, por danos causados aos cidadãos em virtude de ação, omissão ou erro na execução e manutenção de programas, projetos e serviços que garantam o exercício do direito do trânsito seguro.

Além disso, os artigos 72 e 73 do Código de Trânsito Brasileiro asseguram que todo cidadão ou entidade civil tem o direito de solicitar aos órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito, sinalização, fiscalização e implantação de equipamentos de segurança, bem como sugerir alterações em normas, legislação e outros assuntos pertinentes a este Código, devendo tais órgãos analisar as solicitações e responder, por escrito, dentro de prazos mínimos, sobre a possibilidade ou não de atendimento, esclarecendo ou justificando a análise efetuada, e, se pertinente, informando ao solicitante quando tal evento ocorrerá.

Dentro destes pressupostos, e tendo em vista a aprovação da Resolução 706, de 25 de outubro de 2017, do CONTRAN - Conselho Nacional de Trânsito - que regulamenta a autuação de pedestres, aprovação evidenciada fortemente pela mídia nos últimos dias, e que estabelece a possibilidade de multas aos pedestres que realizarem a travessia de vias fora da faixa, seria interessante que o setor de urbanismo (do município de Irati - PR tomado como exemplo, mas situação semelhante ocorre em diversas cidades) analisasse alguns pontos que podem gerar dificuldades para o pedestre.

São exemplos destes pontos o posicionamento dos semáforos da Rua Nossa Senhora de Fátima com a Rua Abílio Carvalho Bastos (próximo ao Hospital); também o semáforo da Avenida Getúlio Vargas com a Rua Abílio Carvalho Bastos (proximidades da Fobrás), entre outros em condições semelhantes. O posicionamento recuado de tais semáforos dificulta que o pedestre, de sua área normal de preparo para travessia, visualize se o sinal se encontra em momento liberado para a travessia segura ou não. Enfim, não há visibilidade facilitada para o pedestre.

Fonte da imagem: www.radionajua.com.br
Outro ponto importante são os sinais que abrem para veículos tanto transversal quanto longitudinalmente de forma alternada, não tendo tempo específico para a travessia segura e exclusiva dos pedestres, especialmente de idosos, como é o caso do sinal existente na Rua Dr Munhoz da Rocha com a Rua XV de Julho (esquina da Farmácia Trajano x Farmais), vias de significativo movimento. O mesmo ocorre entre as ruas Dr Munhoz da Rocha e 15 de novembro (esquina do Banco do Brasil com a Farmais II).

Há ainda os casos dos sinais dispostos em ruas cuja sinalização permite a conversão de veículos para a esquerda ao mesmo tempo em que liberam o fluxo de veículos em sentido oposto, sem qualquer placa indicativa de atenção quanto a possibilidade de abalroamento transversal entre veículos, tampouco oportunizando momentos seguros e exclusivos de travessia para o pedestre, que precisam esperar o momento em que não haja fluxo de veículos ou contar com a gentileza dos motoristas, condição nem sempre existente.

Dentro desse contexto, faz-se fundamental também a realização de campanhas elucidativas para orientar tanto motoristas quanto pedestres sobre as condutas adequadas a um trânsito seguro e principalmente, pensar e planejar as cidades para o pedestre.

Outro ponto que merece atenção é a necessidade da melhoria das calçadas ou passeios, viabilizando o uso por parte dos pedestres. Em muitos locais, além da inexistência ou da deterioração destas infraestruturas, a própria população promove de diversas maneiras a obstrução deste espaço, forçando os transeuntes a adentrarem as vias de rolamento. Além da conscientização do cidadão quanto à necessidade de bem utilizar este espaço, cabe também uma maior fiscalização por parte da administração pública.


Em suma, há, infelizmente, nos planejamentos urbanos, uma ênfase na circulação veicular. Entretanto, está ocorrendo e se impondo, inclusive pela necessidade e inviabilidade de locomoção urbana, uma mudança de paradigmas, que exige que as cidades sejam pensadas para o pedestre, elemento mais frágil do trânsito. Em suma, é preciso considerar nos planejamentos a mobilidade urbana em sentido amplo, integrada ao novo contexto social, econômico, cultural e de valorização do elemento humano que se desenha gradualmente.

Lei das Eleições: Dicas sobre Pesquisas Eleitorais

Fonte: www.ver-o-fato.com.br
Conforme preceitua o artigo 33 da Lei das Eleições (Lei 9504/97), as entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública relativas às eleições com a finalidade de divulgarem ao conhecimento público, são obrigadas, para cada pesquisa, a registrar, junto à Justiça Eleitoral, até cinco dias antes da divulgação, as seguintes informações:

I - quem contratou a pesquisa;
II - valor e origem dos recursos ;
III - metodologia;
IV - plano amostral;
V - sistema interno de controle;
VI - questionário completo ;
VII - nome de quem pagou e cópia da respectiva nota fiscal. 

A Justiça Eleitoral afixará no prazo de

Lei das Eleições: Dicas sobre prestação de contas

A prestação de contas de campanha inicia-se no artigo 28 da Lei, trazendo alguns prazos, valores e limites que merecem uma leitura completa desta parte da lei. Os pontos mais relevantes, porém, são destacados a seguir e expostos visualmente nas figuras.

As prestações de contas dos candidatos às eleições majoritárias serão feitas pelo próprio candidato, devendo ser acompanhadas dos extratos das contas bancárias. Os partidos políticos, as coligações e os candidatos são obrigados, durante as campanhas eleitorais, a divulgar em sítio criado pela Justiça Eleitoral os recursos recebidos em até 72 (setenta e duas) horas de seu recebimento, bem como apresentar, até o dia 15 de setembro, relatório discriminando as transferências do Fundo Partidário, os recursos em dinheiro e os estimáveis em dinheiro recebidos, bem como os gastos realizados. 


Ficam dispensadas de comprovação na prestação de contas: a cessão de bens móveis, limitada ao valor de

Lei das Eleições: Dica sobre arrecadação e aplicação de recursos

Fonte: www.ikariri.com
A Lei das Eleições trata, do artigo 17 ao artigo 27, sobre a arrecadação e sobre os gastos de campanha. Posteriormente, a partir do artigo 28, trata também da prestação de contas. Talvez seja esta uma das partes mais técnicas e complicadas da legislação, pois envolve aspectos técnicos e legais que constantemente sofrem alterações, embora  alterações rotineiras é uma regra na legislação eleitoral. As despesas da campanha eleitoral serão realizadas sob a responsabilidade dos partidos, ou de seus candidatos, e financiadas na forma desta Lei, tendo os limites de gastos definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral para cada campanha. O descumprimento dos limites de gastos acarretará o pagamento de multa sem prejuízo da apuração da ocorrência de abuso do poder econômico. 

O artigo 19 da lei trata dos comitês financeiros. No entanto, estes foram revogados pela Lei 13165 de 2015. Atualmente, o candidato a cargo eletivo fará, diretamente ou por intermédio de pessoa por ele designada, a administração financeira de sua campanha, devendo, nestes casos ambos assinarem a respectiva prestação de contas, havendo responsabilidade solidária.

É obrigatório para o partido e para os candidatos abrir conta bancária específica para registrar todo o movimento financeiro da campanha. Regra que não se aplica para prefeito e vereador em municípios onde não haja agência bancária. Destacando que o uso de recursos financeiros para pagamentos de gastos eleitorais que não provenham da conta específica implicará a desaprovação da prestação de contas do partido ou candidato.

Após o recebimento do pedido de registro da candidatura, a Justiça Eleitoral deverá

Lei das eleições - Dica sobre registro III

Fonte: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/eleicoes/
2016/noticia/2016/09/indignado-perversa-teimoso-veja
-os-candidatos-inusitados-de-porto-alegre.html
O candidato às eleições proporcionais indicará, no pedido de registro, além de seu nome completo, as variações nominais com que deseja ser registrado, até o máximo de três opções, desde que não se estabeleça dúvida quanto à sua identidade, não atente contra o pudor e não seja ridículo. Verificada a ocorrência de homonímia, a Justiça Eleitoral procederá . Não havendo soluções como as apontadas na Lei para a homonímia, a Justiça Eleitoral registrará cada candidato com o nome e sobrenome constantes do pedido de registro, observada a ordem de preferência ali definida. Vale ressaltar que há uma resolução do TSE estabelecendo que tem preferência pelo uso do nome quem efetuou o registro anteriormente.

A Justiça Eleitoral organizará e publicará, até trinta dias antes da eleição, duas formas de lista de candidatos: a primeira, ordenada por

O Controle Social e os Justiceiros Virtuais

Constata-se que hoje, com a democratização das informações, facilitado pelo acesso à internet, pelo maior grau de escolarização da população, pelo fortalecimento do espírito cívico, a fiscalização e o controle social (clique aqui e veja o que é controle social), especialmente da gestão pública, estão cada vez mais contundentes.

Com o advento e massificação das redes sociais, por exemplo, a preocupação da sociedade com os problemas da administração da "coisa pública" se amplificaram exponencialmente. Um dos exemplos são as críticas e reclamações postadas diuturnamente no Facebook®, expondo crises e falhas, ou às vezes, meros descontentamentos subjetivos.

As postagens e comentários exigindo melhorias e fazendo cobranças, embora salutares para o aperfeiçoamento de muitas questões, beiram, em alguns casos, a uma simples oposição político-ideológica, e neste ponto, como em qualquer circunstância onde predomina o exagero ou a parcialidade, é preciso ponderar os aspectos positivos e negativos, evitando que uma ferramenta que pode ser útil para o desenvolvimento social e crescimento da eficiência e qualidade se torne um problema.

Um dos pontos nevrálgicos está em saber distinguir, entre o emaranhado de postagens, críticas, reclamações e até sugestões, aquelas que procedem, que representam uma visão mais próxima da objetividade dos fatos, daquelas que são opiniões repletas de valores, representando interesses, preconceitos ou visões de mundo contaminadas pelas ideologias e preferências pessoais.

Lei das eleições - Dica sobre Registro de Candidaturas II

Continuando com as dicas sobre registro de candidatura, também é relevante destacar graficamente os documentos exigidos para instruir o pedido de registro. Não é profícuo repeti-los textualmente, pois constam na figura e ainda se sugere, como explicitado na postagem inicial, a leitura do inteiro teor da lei.

O que é relevante destacar sobre os documentos exigidos é que a certidão de quitação eleitoral recebe um tratamento mais detalhado da lei. Consideram-se quites com a Justiça Eleitoral aqueles que forem condenados ao pagamento de multa e as tenham, até a data da formalização do seu pedido de registro de candidatura, comprovado o pagamento ou o parcelamento da dívida. Reforçando que o parcelamento das multas eleitorais é direito tanto dos partidos políticos quanto do cidadão, seja ele eleitor ou candidato, podendo ocorrer o parcelamento em até

Lei das eleições - Dica Registro de Candidaturas I

Cada partido ou coligação poderá registrar candidatos (eleições proporcionais) para a Câmara dos Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais no total de até 150% (cento e cinquenta por cento) do número de lugares a preencher. Esta é a regra !

Fonte : Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins
Porém, existem algumas exceções. Nas Unidades da Federação em que o número de lugares a preencher para a Câmara dos Deputados não exceder a doze, cada partido ou coligação poderá registrar candidatos no total de até 200% (duzentos por cento) das respectivas vagas.

Outra exceção diz respeito aos municípios. Naqueles com até cem mil eleitores, nos quais cada coligação poderá registrar candidatos no total de até 200% (duzentos por cento) do número de lugares a preencher. Mas percebam, se tratam de até cem mil eleitores (e não habitantes) e a regra se aplica apenas para as coligações (e não para os partidos, que permanecem na regra dos 150%).

Outra regra interessante que

Lei das Eleições - Dica - Convenções

Fonte: www.marcosalmeidalocutor.wordpress.com
A terceira dica a respeito da Lei das eleições tratará das Convenções Partidárias para a escolha de candidatos.

Segundo o artigo 7º, as normas para a escolha e substituição dos candidatos serão estabelecidas no estatuto do partido, de acordo com a Lei. Em caso de omissão, caberá ao órgão de direção nacional estabelecer as normas publicando-as no Diário Oficial da União até cento e oitenta dias antes das eleições.

Os incisos seguintes do artigo 7º trazem alguns prazos relevantes. Se a convenção partidária municipal, por exemplo, afrontar as diretrizes estabelecidas pelo órgão de direção nacional, este poderá anular os atos da convenção municipal, comunicando à Justiça Eleitoral no prazo de

Lei das Eleições - Dica - Coligações

Fonte: https://obarrense.wordpress.com
A segunda postagem que trata das Lei das Eleições (é imprescindível a leitura dela na íntegra) tratará das coligações, temática reproduzida no artigo 6º .

É facultado aos partidos políticos, formar mais de uma coligação para a eleição proporcional dentre os partidos que integram a coligação para o pleito majoritário.

A coligação terá denominação própria e deverá funcionar como um só partido no relacionamento com a Justiça Eleitoral. 

A denominação da coligação não poderá fazer referência a nome ou número de candidato, nem conter pedido de voto.

O partido político coligado somente possui legitimidade para atuar de forma isolada no processo eleitoral quando questionar a validade da própria coligação, durante o período compreendido entre a data da convenção e o termo final do prazo para a impugnação do registro de candidatos, conforme as datas até então vigentes explicitadas na figura abaixo.





Lei das Eleições (9504/97) e o início de uma nova forma de exposição de conteúdos no blog

Considerando que estamos imersos em uma sociedade na qual o tempo cronometrado pelos relógios comanda nossas vidas, define prioridades, nos impõe hábitos e estilos de vida, onde somos propelidos a realizar mais coisas em menos tempo e com qualidade maior, é justamente o excesso de informações que nos prejudica. Precisamos saber sobre tudo, ao mesmo tempo que não nos aprofundamos em nada.
http://www.laparola.com.br/a-ditadura-do-relogio

Estudar, por exemplo, é um processo ativo, que exige atenção, esforço, fixação. E como fazer isso com pilhas de conteúdo, com pouco tempo, alternando a atenção momentânea com celulares (e suas vibrantes redes sociais), alternando a concentração ora nas linhas textuais, ora nos filhos, ora na novela. Pensando na resolução do exercício e planejando o jantar ou a roupa que usará na próxima festa...

Seja qual for o motivo, o tempo, considerado um deus na Grécia Antiga (Cronos), na sociedade capitalista se converteu em dinheiro. E com isso ganhou poderes, pois o dinheiro se materializa em tudo, transforma qualquer coisa em mercadoria, inclusive o próprio tempo. Hoje não nos falta informação, falta tempo para assimilar, para filtrar o que é relevante. E a informação torna-se irrelevante com muita rapidez. O mundo é fluido, dinâmico, ágil, como nos impõe o ritmo de produção ao qual estamos submetidos.

Dessa forma, postagens extensas que consomem tempo do leitor passam a não ser interessantes. O custo de oportunidade de sua leitura é alto por demais. E essa lógica se estende, infelizmente, até mesmo no trato de conteúdos importantes para a formação do indivíduo e da sociedade. Um destes conteúdos é o relacionado ao exercício da cidadania, relevante e influente em todas as atitudes sociais, políticas, econômicas. De forma mais específica, hoje se discute muito política, mas será que muitos sabem quais as regras que determinam o jogo ? Como fazer a escalação do melhor time, escolhendo os melhores jogadores se não sabemos qual é o objetivo do esporte ?

Respondendo a este

Conhecendo a estrutura organizacional e os produtos e pesquisas do IBGE

INTRODUÇÃO

Mudando um pouco o padrão dos assuntos apresentados neste blog, esta postagem traz um conteúdo que objetiva colaborar com o pessoal que eventualmente for prestar concurso público para o IBGE, ou simplesmente, para subsidiar aqueles que tenham interesse em ter uma visão geral sobre a estrutura organizacional, as principais diretorias e setores e principalmente sobre os principais produtos ou pesquisas realizados por este importante órgão.

Seria inócuo e prolixo por demais discorrer de modo a tentar contemplar toda a importância do amplo trabalho do IBGE na geração de informações necessárias ao planejamento, ao controle e avaliação de diversas políticas públicas, na realização de estudos e pesquisas que retratam o Brasil em seus mais diversificados aspectos, além de contribuir com subsídios informacionais para a tomada de decisões no setor empresarial privado. 

A importância desta entidade da administração pública indireta fica fica evidente na abrangência e profundidade dos temas e das pesquisas realizadas, as quais se pretende apresentar resumidamente a partir de agora. Desta forma, seria contraproducente e desnecessário discorrer sobre cada produto ou tipo de pesquisa realizada, sua abrangência, período, público alvo, usuários das informações geradas, etc. 

Para quem necessitar de maiores detalhes, os editais de concurso para os cargos no IBGE geralmente disponibilizam materiais completos e atualizados de estudo, como o (clique aqui) elaborado pela FGV e utilizado para a elaboração do presente resumo gráfico, os quais merecem uma leitura na íntegra para se compreender os detalhes de cada pesquisa. O próprio site do IBGE é rico em informações, tanto sobre os estudos realizados quanto sobre o próprio órgão.

Ressalta-se então que o objetivo desta postagem é justamente sintetizar as informações. Mostrar uma "fotografia" da estrutura organizacional e dos produtos e pesquisas. Portanto, optou-se por esquematizar os pontos principais. Parte-se do pressuposto de que a visualização dos esquemas gráficos favorece o modo de aprendizagem visual, além de dar maior agilidade para uma revisão após a leitura de fontes escritas mais detalhadas.

UNIDADES ORGANIZACIONAIS DO IBGE

A imagem seguinte apresenta as unidades organizacionais do IBGE. Elas se configuram em órgãos, os quais são, basicamente, divididos em Conselhos e Diretorias. Os órgãos específicos e singulares são os mais relevantes neste contexto, pois é neles que estão as diretorias, entre elas, a Diretoria de Pesquisa, responsável pelas diversas coletas de dados que embasam os mais variados estudos.



DIRETORIA DE PESQUISA E SEUS PRODUTOS

A figura seguinte focaliza, dada sua importância e a variedade das pesquisas realizadas e das informações produzidas, especificamente a diretoria de

Incentivos à redução dos resíduos urbanos

Fonte: https://www.iped.com.br/materias/
ambiental/gestor-residuos.html
Resíduos Urbanos: problema social

            Entre os diversos problemas ambientais que assolam as cidades e trazem consequências sociais, econômicas e na qualidade de vida da população, estão os relacionados à gestão dos resíduos, ou do lixo, de modo geral.

Na maioria das cidades, além de exigir espaço adequado para a correta e segura deposição de tanto materiais, o lixo, em todo seu ciclo de vida, gera despesas financeiras, além do custo social e ambiental nem sempre passível de mensuração econômica objetiva.

Embora necessário, abrir novos espaços para acomodar o lixo produzido é simplesmente

A concepção de qualidade no serviço público

O Estado-burguês

É comum - e tudo que se banaliza geralmente se generaliza e se repete sem a devida análise de seu significado - ouvirmos pessoas criticando os serviços públicos. E isto se tornou mais evidente no atual momento político, marcado pelo descontentamento social, pela evidenciação dos casos de corrupção, pelo descontentamento social, etc.

Esse contexto fortalece o retorno de uma onda reacionária, elitista e privatista que enfatiza, com base em pressupostos incoerentes com os objetivos do serviços públicos, a busca pela qualidade e pela eficiência, focando na redução de custos, mas afastando a preocupação com a finalidade social que o Estado deve atender e com as condições de trabalho. Isso se confirma ao citar que justamente em um contexto político neoliberal, a EC 19 elevou a eficiência ao status de princípio constitucional.

Esquecem os críticos que tal comparação desconsidera convenientemente uma premissa elementar sob a qual repousa todas as distinções entre o setor público e o privado. O setor público tem como objetivo atender às necessidades sociais. O gestor não detém a disponibilidade da coisa pública, portanto, o fim mediato de qualquer ação é o interesse público, não a lucratividade. 

O setor privado tem como foco de todas

Asfalto Irati - São Mateus do Sul : Reflexos da pavimentação da PR 364 na circulação

No dia 03 de maio de 2017, ocorrerá audiência pública para tratar da pavimentação de Irati a São Mateus. O evento é uma iniciativa conjunta do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná (DER) e Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística do Paraná (SEIL).

É importante destacar, que ainda em meados de 2014 ocorreu no auditório da Universidade Estadual do Centro-Oeste - Unicentro, campus de Irati, uma audiência pública visando apresentar e discutir a questão da pavimentação da PR 364, mais precisamente, do trecho de aproximadamente 47 km entre São Mateus do Sul e Irati. (Essa ordem das cidades se deve porque a contagem quilométrica da rodovia se inicia pelo sentido norte – sul). 

A discussão é complexa, indo além da questão burocrática e política e do que revelam os fatores técnicos. Poderão haver impactos não só ambientais, mas também econômicos, sociais, demográficos, culturais, etc. que afetarão direta ou indiretamente o modo de vida não só da população estabelecida nas adjacências do trecho, mas dos municípios circunvizinhos, influenciando possivelmente a circulação (tanto material quanto intangível - como econômica, informacional, cultural) tanto em escalas pontuais quanto de maior abrangência. Além disso, tal mudança no sistema de circulação poderá afetar, inclusive, a definição de outras políticas e obras públicas e a valorização seletiva do espaço.

Na Assembleia, estiveram presentes os propositores da audiência, os deputados estaduais Professor Lemos (PT) e Valdir Rossoni (PSDB). Também compareceu o deputado estadual Felipe Lucas (PPS), bem como os prefeitos de Irati, Odilon Burgath (PT); de Rebouças, Claudemir Herthel (PSDB); de São Mateus do Sul, Clóvis Ledur (PT), além de outros prefeitos, autoridades, equipe técnica e representantes de diversos setores

Caracterizando o objeto da discussão, resumidamente a Rodovia PR-364 é uma estrada

Fusos horários do Brasil

De acordo com a Lei 12.876, a partir do dia 10 de novembro de 2013 populações do Acre e parte do Amazonas voltam a conviver com duas horas a menos que Brasília, isto porque, anteriormente, o território brasileiro já era dividido em 4 fusos horários, passando a contar com 3 e retornando a ter 4 horários distintos.
Mas vamos entender como os horários são estabelecidos, suas decorrências e suas implicações ?



O movimento de rotação da Terra, ao receber a luz solar, produz a passagem dos dias e das noites, causando uma diferença de horário entre pontos da superfície terrestre posicionados a uma distância significativa um do outro, já que, a grosso modo, quando um hemisfério é iluminado pelo sol (dia), o outro não (noite). Para padronizar essa diferença foram criados

Considerações sobre o Plano Diretor de Irati PR - 2016

Considerando que estão ocorrendo as discussões para a revisão do Plano Diretor do Município de Irati e que a Comissão de Acompanhamento está possibilitando, além das audiências públicas, formas de interação com a sociedade para receber sugestões, considero relevante a sociedade fazer valer essa oportunidade de participação oferecida. 

Se por um lado,  muitos aspectos e questões são técnicos,  por outro há uma comissão que filtra as sugestões e reflexões, além de que, é a população que vive a cidade, que absorve os impactos positivos ou negativos da organização espacial das atividades humanas, e é a população que financia as políticas públicas que influenciam grandemente na organização do espaço. 

Assim,  cito abaixo algumas reflexões sobre os pressupostos, especialmente sob a ótica demográfica e da circulação, por consistirem em pontos de interesse da Ciência Geográfica. Embora não sejam sugestões pontuais e apresentam talvez pouca exequibilidade prática, teoricamente são pressupostos relevantes não só para o Plano Diretor, mas para se planejar políticas públicas pensando especialmente na população idosa, na facilidade de circulação, na democratização do "viver a cidade" e nos reflexos socioeconômicos da espacialização urbana.


1) Aproveitamento das potencialidades do amadurecimento populacional aliado às possibilidades de turismo, serviços e comércio a este perfil de público e análise de medidas de acessibilidade e mitigação de risco principalmente para os idosos, dada a tendência de expansão desse perfil etário na demografia municipal.

Verifica-se que entre as premissas do Plano Diretor do município de Irati, a redução do crescimento vegetativo, característica que marcou a demografia dos países desenvolvidos e que agora se fortalece nos países em desenvolvimento, é apresentada como uma deficiência no Município. No entanto, pode-se também

Tradicionalismo gaúcho no Paraná

Existe gaúcho nascido no Paraná ?

Pode parecer estranho atualmente essa pergunta, afinal, paranaenses são os habitantes do Paraná, e gaúchos, os habitantes do Rio Grande do Sul. Mas historicamente, nem sempre foi assim. O termo se refere não somente a um povo, mas a um modo de vida que antecede a atual divisão política dos estados, além de que, tudo depende do contexto em que se aplica determinada palavra, sem mencionar ainda as influências culturais que não conhecem fronteiras.

O texto que se segue buscou, a princípio, responder essa pergunta. Para isso, esboçou como justificativa o fato de que uma das aplicações do termo "gaúcho" serviu historicamente como designação para os povos que habitavam a região dos pampas (que abrange parte do atual território brasileiro, uruguaio, argentino, etc), não tendo nenhuma relação com a atual divisão política dos estados do sul, nem mesmo do Brasil, já que abrange terras da atual Argentina e Uruguai. Também buscou contemplar a dinâmica dos aspectos culturais e como se dá sua transmissão através dos contatos entre os povos, citando como exemplo, o tropeirismo (e o caminho das tropas, levando mercadorias, informações e cultura), as formas de arte (como as danças e as músicas) e as migrações, inclusive as mais recentes, promovendo um intercâmbio cultural.

Ressalta-se ainda que os tradicionalistas, como também são denominados, preservam a tradição não de um estado (RS - circunscrito a uma fronteira arbitrariamente definida), mas de um povo, de um modo de vida específico, com seus valores, tradições, que condiziam com a realidade social, econômica, política e cultural da época, valorizando suas raízes, as quais guardam diversos traços em comum, inclusive o da colonização, formação do povo, estruturação social e até econômica.

Sul riograndenses e paranaenses, para citar apenas dois exemplos, mantém valores e tradições rurais e campeiras em comum, guardam um povoamento com traços em comum, e como brasileiros, uma história em comum, inclusive de luta e resistência, o que não deveria causar estranheza o valor que muitos dão às tradições gaúchas, da mesma forma que ninguém estranha o fato do Brasil inteiro, em uma suposta identidade nacional, fazer do Carnaval, uma festa de todos, embora suas raízes, originalmente, não estejam na maioria dos estados. Além disso, podemos citar muitos exemplos de assimilação cultural que pouco ou nada mantém de raízes históricas conosco, mas que são plenamente aceitas (Punks, metaleiros, e tantas tribos urbanas, dia das bruxas, etc.). Isso para não se aprofundar na questão das culturas importadas e daquelas que surgem como modismos, transplantadas e direcionadas às massas, e não socialmente construídas por elas, com significado e riqueza.

UMA EXEMPLIFICAÇÃO HISTÓRICA 

Xote  7 passos
É comum em muitas cidades do Paraná, por exemplo a apreciação por parte das pessoas, da cultura gaúcha, seja através da associação em CTG's (invernada campeira ou artística), seja apreciando a música regionalista, os bailes, cavalgadas ou outros costumes como o chimarrão e o churrasco. Lembremos, porém, que mesmo dentro dos limites territoriais do Paraná, temos uma heterogeneidade cultural.


A historiadora Roseli Boschilia, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em artigo publicado no jornal Gazeta do Povo,  (procura-se uma identidade perdida entre gaúchos e paulistas) divide estado em pelo menos três territórios distintos que vivem quase que de maneira autônoma, o que quer dizer que todos são paranaenses, mas cultivam um estilo de vida bem diferente.

A primeira ocupação é a do Paraná tradicional (Curitiba e litoral): são paulistanos que desceram a região de São Vicente (SP) e passaram a ocupar o primeiro

O perfil do professor de Geografia dos colégios estaduais da cidade de Irati – PR

Resumo: 

Conhecer, de maneira mais ampla possível, o campo de trabalho do professor e suas interdependências com o campo pessoal, econômico, social e político contribui para que a escolha profissional seja consciente, evitando frustrações futuras. Considerando que o curso de Geografia da Universidade Estadual do Centro-Oeste, campus de Irati, se constitui sob a forma de licenciatura, torna-se oportuno extrapolar as fronteiras da sala de aula e verificar, em campo, qual o perfi l do professor de geografia que atua nos colégios estaduais da cidade. Nesse contexto, a investigação de algumas das características da função docente em termos de conteúdo, contexto e expectativas pessoais também se reveste de considerável importância. Para tanto, além de uma abordagem bibliográfica, verifi cou-se através de questionários as especificidades inerentes à realidade local, as quais permitiram uma aproximação do perfil profissional dos professores atuantes, das relações de trabalho e das políticas voltadas à educação, das perspectivas e dificuldades da carreira e também dos reflexos que tal contexto gera na relação de ensino-aprendizagem.

Palavras-chave: Perfil . Professores. Irati. Geografia.

Trabalho completo pode ser visualizado em:



Capitalismo e Globalização: Um conceito inicial


O presente texto trará uma abordagem inicial sobre o que é Globalização, sua origem histórica e os principais   aspectos sob a perspectiva econômica.


GLOBALIZAÇÃO: UM CONCEITO INICIAL

A globalização é um dos processos de aprofundamento da integração econômica, social, cultural, política, que teria sido impulsionado pelo barateamento dos meios de transporte e comunicação dos países no final do século XX e início do século XXI. É um fenômeno gerado pela necessidade da dinâmica do capitalismo de formar uma aldeia global que permita maiores mercados para os países centrais (ditos desenvolvidos) cujos mercados internos já estão saturados. Mantém forte relação com os avanços nas áreas de transporte e de telecomunicações.

Os norte-americanos (EUA) usam a expressão globalização, os franceses preferem mundialização e em outras sociedades a expressão usada é internacionalização. O fenômeno da globalização resulta de três aspectos ou forças: a revolução tecnológica, a interdependência dos mercados financeiros em escala planetária e a formação de áreas de livre comércio

VISÃO HISTÓRICA. Quando surgiu a globalização? 

Estudiosos defendem que a origem da globalização remonta à segunda metade do século XIX, aproximadamente, quando as grandes economias capitalistas iniciaram a primeira grande onda de investimentos no exterior, inaugurando o que se chamou de imperialismo

Outros autores apontam que a globalização é um fenômeno bem mais antigo, que surgiu com as Grandes Navegações dos séculos XV e XVI, a partir das quais exploradores, burgueses e governantes europeus submeteram as terras conquistadas do chamado Novo Mundo à dinâmica da política econômica mercantilista 
Há ainda aqueles que remontam as origens da globalização com os primeiros contatos dos mercadores (Navegadores Fenícios) com outros povos, levando produtos e especiarias de um lugar para comercializar com outros, influenciando estes povos mutuamente em seus aspectos econômicos e culturais.

O início da Globalização gera discordância quanto ao momento histórico de seu surgimento. Porém a datação mais significativa e aceita é o fim da década de 1980, onde o mundo era influenciado antagonicamente pelo modelo capitalista e  socialista. O que estamos vivendo hoje é a vitória do sistema que ganhou esta guerra: o capitalismo, que é um sistema produtivo, que usa dois outros sistemas auxiliares atualmente: O sistema neoliberal e uma rede de informações que garante os diferentes fluxos pelo mundo inteiro. Eis aí a globalização.

A globalização é a fase mais avançada do capitalismo. Com o declínio do socialismo e da Ordem bipolar de organização do espaço mundial com o término da Guerra Fria, o sistema capitalista tornou-se predominante no mundo.

Em seu processo histórico, sistema capitalista caracterizou-se sucessivamente, por diferentes fases ou etapas, entre elas, o Capitalismo Comercial, o industrial e o financeiro. Veja estas fases, a globalização e o papel do Estado continuando com a leitura dessa texto.

Redes e Hierarquia Urbana


Quantas vezes você já necessitou se deslocar à cidades vizinhas ou para grandes centros para obter produtos ou serviços não existentes onde você mora?
As cidades pequenas, de modo geral, conseguem satisfazer as necessidades cotidianas de consumo. Entretanto, quando se precisa de serviços especializados, como órgãos públicos, aeroportos, exames ou intervenções cirúrgicas mais complexos, visitar museus, teatros e outros centros culturais de maior destaque, torna-se necessário esse deslocamento.

Ou seja, algumas cidades, exercem maior influência econômica, política, cultural, etc. sobre as outras outras, atraindo as pessoas. Essa relação de atração e influência é denominada de rede urbana.
O mapa ao lado ilustra como determinadas cidades ou regiões centralizam determinam atrativos urbanos e com isso conseguem exercer maior grau de influência sobre outras regiões. É perceber, por exemplo, que a influência da região sudeste, especialmente em virtude da Grande São Paulo e do Rio de Janeiro se espalha por grande parte do território nacional. Afinal, nestas regiões estão instaladas muitas indústrias, bancos, seguradoras, aeroportos, órgãos públicos e a maioria das emissoras de TV.

Exploração ambiental, Lazer e Conscientização: as possibilidades do Mourão, em Rebouças PR

*Atividade realizada no 1º ano do Curso de Geografia - Embora o observatório e a imagem religiosa possam parecer inexequíveis, a construção da quadra esportiva poderia ser uma interessante alternativa de lazer para a população do local.

A ideia aqui contida neste esboço se baseia no apelo social, nas políticas governamentais e de diversos organismos preocupados com a preservação ambiental, pautados em estudos que  comprovam a necessidade da preservação ambiental para a subsistência de diversas  espécies e para a manutenção da qualidade de vida das pessoas em geral.  


Além disso, este esboço busca uma resposta prática aos discursos proferidos e a  consciência ambiental que se busca incutir na sociedade atualmente.

Dessa forma, tendo em vista a existência de uma área propícia para a execução  de possíveis obras relacionadas a esse apelo ecológico e que também podem contribuir com a comunidade local na medida em que trarão um local de lazer e para a prática de esporte,  seria oportuno maiores estudos sobre a viabilidade das obras sugeridas a seguir, e obviamente, estudos sobre a segurança estrutural, geológica e técnica de uso do local, evitado acidentes com quedas, desmoronamentos de sedimentos, etc. além é claro, da legalidade de tais transformações no referido espaço.


O local para a realização dessas obras é a margem direita do Rio Barreiro, nas  bordas do morro denominado localmente de Mourão.  Nesse lugar, há a junção de dois córregos, sendo que ambos estão com o volume  de água reduzido, se comparado a períodos anteriores (uma ou dias décadas) que coincidem com a ocupação residencial de suas margens (um processo histórico que longa data e que ocorre em praticamente toda cidade, não sendo uma particularidade do referido bairro), da redução da mata ciliar, do possível represamento de águas para a execução de tanques de peixe, entre outros fatores que podem vir a impactar no fluxo fluvial ou no ambiente de forma global 

Figuras de Linguagem e Vícios de Linguagem

Considerando que a temática “Figuras de Linguagem e Vícios de Linguagem” é recorrente nas provas do ENEM, optou-se mais uma vez em expor o conteúdo sob a forma de mapas mentais, pois se trata de uma maneira rápida para fazer revisões e consultas, além de outras vantagens em termos de assimilação, como explicadas na postagem “Mapa Mental dos Setores da Economia”, a primeira apresentada sob esta forma de exposição.

Obviamente, os mapas mentais são resumos que têm como objetivo auxiliar na assimilação do conteúdo, explicitando os principais tópicos do assunto,portanto, não excluem a necessidade do aluno ler a matéria em sua totalidade, conhecer exemplos de aplicações e resolver exercícios.

A escassez de água e as contradições do modo capitalista de produção.

A crise hídrica não pode ser descontextualizada do modo de produção capitalista, tendo o Estado e a ação política o papel de mitigar as contradições da relação entre sociedade, natureza e capital.


Texto classificado no Concurso Foed Castro Chamma e disponível no site da ALACS 

www.superbac.com.br
Materializou-se a crise ambiental há tempos prevista; a água, outrora tida como abundante, importante não apenas economicamente, mas também fisiologicamente para os seres vivos, enfim foi reconhecida como um líquido precioso. Enfatiza-se que os problemas ambientais são provocados ou potencializados pela ação antrópica. Ou seja, pela atividade humana de uma população crescente e que demanda cada vez mais recursos.

Esta visão simplista carrega uma ideologia ardilosa, pois além de destacar a necessidade social de conscientização no uso dos recursos naturais, entre eles, a água, também considera a população como causadora da crise, resumindo a questão como decorrente da existência de um excedente populacional que consome além da disponibilidade de recursos, reproduzindo uma ultrapassada explicação malthusiana para a escassez, despolitizando a questão e afastando dela suas relações com os aspectos sociais e econômicos. Basta exemplificar como a pobreza de significativa parcela da população do sertão nordestino é naturalizada como decorrente dos “problemas ambientais” da região, ignorando todo o contexto social, político e econômico.

A contradição é que enquanto se responsabiliza a população, justificando que ela suporte os diversos custos sociais e econômicos, o consumo crescente e o desperdício direto ou indireto são

Definição do Preço de Venda: Um Contraponto entre as Variáveis Teóricas e a Prática Empresarial

RESUMO:
O texto completo encontra-se na Revista Partes .Acesse clicando no link

 A formulação do preço de venda é uma atividade de vital importância para o desenvolvimento e continuidade de qualquer empresa, não bastando conhecer os custos, mas um complexo jogo de variáveis inter-relacionadas que se influenciam mutuamente. Considerando o referencial teórico e as críticas relativas ao distanciamento da teoria com a prática empresarial, buscou-se verificar empiricamente quais são os fatores que influenciam na formulação do preço de venda, com base na visão dos gestores de microempresas, constatando as poucas variáveis enfatizadas em contraposição à abrangência do referencial teórico existente. 

 1 – INTRODUÇÃO 
Para se conseguir uma eficiente formulação de preços, que supra as necessidades de recursos e que remunere o capital investido e ainda esteja de acordo com as expectativas dos clientes, o gestor deve estar atento a diversas variáveis.

 A idéia simplificadora de que o preço de venda pode ser representado pelo custo de aquisição ou produção acrescido de um percentual de lucro desejado já não encontra validade na realidade empresarial extremamente competitiva e orientada por altos padrões de eficiência e eficácia. Desse modo, o gestor deve ter uma visão holística do ambiente no qual está inserida sua organização, analisando além da estrutura de custos, variáveis estratégicas, econômicas, mercadológicas, financeiras, demográficas, etc. Podendo agir de forma pró-ativa, aproveitando as oportunidades e amenizando as ameaças. 

 A bibliografia referente a essa temática apresenta muitas variáveis que se inter-relacionam e se influenciam na formulação de preço, da mesma forma que expõe muitas técnicas que podem ser utilizadas na precificação. Por outro lado, é comum existirem críticas a respeito da distância entre a teoria e a prática, principalmente devido à heterogeneidade de pessoas que desenvolvem as mais diversas atividades empresariais. 

 Diante disso, buscou-se evidenciar quais fatores influenciam na formulação de preço de algumas das micro e pequenas empresas das cidades de Irati, Rebouças e Imbituva – PR, permitindo comparar o que a teoria apresenta e o que de fato os pesquisados vêm utilizando.

O texto na íntegra pode ser visualizado em: http://www.partes.com.br/2012/10/08/definicao-do-preco-de-venda-um-contraponto-entre-as-variaveis-teoricas-e-a-pratica-empresarial/


Construção Social da Contabilidade – das bases Histórico-Geográficas à Teoria Geral de Sistemas

RESUMO

Essa abordagem teórica não objetiva apontar os aspectos epistemológicos da Contabilidade, mas a dinâmica de adequação desta ciência na satisfação das necessidades de seus usuários no específico contexto socioeconômico e cultural de cada época e lugar, tratando-a como um processo histórico e geograficamente construído. Posteriormente, aborda-se o conceito e as características da informação gerencial, em  uma perspectiva baseada na Teoria Geral de Sistemas, condizente com a rapidez, volatilidade e integração do atual contexto empresarial.

Palavras-chave: Contabilidade, origens, informação, adaptação, necessidades.

O texto completo foi publicado na Revista P@rtes e pode ser acessado clicando aqui.


BASES HISTÓRICAS DA CONTABILIDADE

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Como uma das formas de delinear a evolução histórica da Contabilidade, Beuren (2003) citando vários autores, tais como Melis, Van Breda e Hendriksen, define a cronologia da Contabilidade em quatro fases: Contabilidade no mundo antigo, Contabilidade no mundo medieval, Contabilidade no mundo moderno e Contabilidade no mundo contemporâneo.

A Contabilidade no mundo antigo abrange desde os primórdios da história até por volta do ano de 1200 d.C. Conforme observa Iudícibus e Marion (1999, apud Beuren 2003, p.23) “a Contabilidade surgiu para atender a necessidade de avaliar a riqueza do homem [...] em uma época que ainda não existiam números, escrita ou moeda.”

O início da história da Contabilidade tem um passado remoto, que se iniciou com a própria história da civilização. De acordo com Sá (1961, p. 21), a história da Contabilidade está “presa às primeiras manifestações humanas da necessidade social de proteção à posse e de perpetuação e de interpretação dos fatos ocorridos”.

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Porém, foi na Suméria que a Contabilidade teve um significativo desenvolvimento de seus métodos, sendo por isso, segundo Sá (1961), considerada o berço da escrituração contábil. 

Figueiredo (2004) cita que o desenvolvimento do papiro e do cálamo no Egito antigo facilitou o registro de informações sobre negócios. E foi por meio da utilização de registros, que o homem teve condições de conhecer e antever as suas reais necessidades de consumo e de produção. Ou seja, a capacidade do homem de planejara suas atividades, antevendo e se preparando para situações, carrega em si as causas e as conseqüências do seu próprio desenvolvimento enquanto ser humano e conseqüentemente, afetando as