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O trabalho noturno ou em turnos

Embora tão antigo quando o domínio do fogo ou atrelado à necessidade humana de vigiar seus bens ou preservar a própria vida, a atividade humana realizada no período noturno ganha novas conotações e significados com o seu direcionamento para o mundo do trabalho (controlado pelo tempo abstrato do relógio).

Atualmente, o trabalho noturno é algo normal para muitas profissões e se torna o modo padrão de operar em muitas empresas, inclusive na cidade de Irati, de modo tão natural que sequer chama a atenção.

Isso faz com que, muitas vezes, avaliemos a qualidade de determinados serviços sem ponderar as condições em que eles são realizados.

Ou seja, entendemos a história apenas “pelo lado de fora do balcão”. É preciso considerar que as condições de trabalho afetam a motivação e a satisfação do funcionário, e isto reflete na qualidade dos serviços prestados. 

Isso justifica que a questão seja abordada de forma mais objetiva e mais próxima da cientificidade, considerando que o tema afeta policiais, médicos, enfermeiros e outros profissionais, inclusive operadores de máquinas, muitos dos quais atuam em condições onde o erro pode custar a vida do cidadão ou do próprio profissional.

Interessado pela importância do tema, encontrei algumas questões interessantes que gostaria de compartilhar.

De acordo com o blog do Coronel Bessa, o sono desempenha importante papel na fisiologia de diversos sistemas. A privação do sono ocorre com freqüência em situações de trabalho, particularmente o trabalho em turnos, nas doenças do sono, nos transtornos de ansiedade e depressão e na presença de estresse inevitável. Foi relatado que pode haver prejuízos à saúde do trabalhador deixando seqüelas, quer seja nos aspectos psíquicos, físicos, emocionais, quer seja nos seus aspectos sociais, familiares e interpessoais. A fadiga aguda ou crônica produzida por muitas horas de trabalho, associada à privação ou redução significativa das horas de sono, são os principais fatores que influenciam no desempenho do indivíduo.


Outro estudo que apresenta os efeitos da jornada de trabalho nos estados de humor de pilotos comerciais  ressalta que a fadiga, o sono, o cansaço e o estresse são fatores que influenciam diretamente a ocorrência do fator erro humano e prejudicam o julgamento.

Outro artigo denominado “Os plantões médicos, o sono e a ritmicidade biológica" ressalta que nossa sociedade é, cada vez mais, uma sociedade de 24 horas, o que exige um grande número de profissionais trabalhando durante a noite, ininterruptamente, porém aborda também os reflexos que isso causa no organismo humano.

Segundo o site Proteção.com.br., pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, afirmam que o trabalho noturno pode ser um fator de risco para desenvolver diabetes tipo 2. No Brasil, 15 milhões de pessoas trabalham no período noturno, segundo estimativa do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo, baseada em dados do Ministério do Trabalho. Médicos e cientistas já haviam alertado em estudos anteriores sobre o maior risco para doenças cardíacas, depressão e obesidade em pessoas que trabalham à noite ou em turnos irregulares.


O diabetes é causado por uma deficiência do organismo, que não consegue produzir insulina, o hormônio que regula o nível de açúcar no sangue. O tipo 2 se desenvolve na vida adulta, principalmente em decorrência da má alimentação e do excesso de peso. Nesse caso, a pessoa que faz um planejamento alimentar e exercícios físicos pode não precisar do uso de insulina ou outras medicações. A diabetes é uma doença grave, que pode causar cegueira e até a morte

A monografia “avaliação da privação de sono e dos padrões fisiológicos nos profissionais em enfermagem do município de Quixadá”, relata que a vida de cada pessoa é uma série de ritmos que influenciam e regulam a função fisiológica e as respostas comportamentais. O ritmo mais familiar é o de 24 horas, o ciclo do dia e da noite, conhecido como ciclo circadiano ou diurno, que é particularmente influente no controle do padrão das principais funções biológicas.

Por outro lado, o mesmo estudo lembra que o trabalho em turnos e noturno não é um fenômeno novo, e a sua história pode ser traçada desde a invenção do fogo quando o homem teve a possibilidade de permanecer fora dos abrigos até um pouco mais tarde, e também com as primeiras tribos nômades, as quais necessitavam que os guardas de campo e os pastores se mantivessem acordados e vigilantes durante as horas regulares de sono (WHITE & KLEIN, 1990).

Sob o ponto de vista legal, há uma farta e complexa legislação que trata deste assunto e do trabalho como um todo. A Constituição Federal, por exemplo, no seu artigo 7º, inciso IX, estabelece que são direitos dos trabalhadores, além de outros, remuneração do trabalho noturno superior à do diurno, sendo que, para a CLT, considera-se noturno, nas atividades urbanas, o trabalho realizado entre as 22:00 horas de um dia às 5:00 horas do dia seguinte. O texto legal observa ainda que a hora normal tem a duração de 60 (sessenta) minutos e a hora noturna, por disposição legal, nas atividades urbanas, é computada como sendo de 52 (cinqüenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos, estabelecendo ainda os períodos legais de descanso.

Isso demonstra que a questão do trabalho noturno em si é complexa e reflete nos serviços oferecidos à sociedade, por toda e qualquer profissão ou órgão que trabalhe sob asc condições como as exemplificadas pelos estudos comentados.

Considerando que as mudanças nos padrões sociais e as necessidades humanas por diversos produtos ou serviços essenciais exigem o funcionamento de muitas atividades 24 horas por dia, e que muitas empresas, para otimizar seu processo produtivo e ampliar seus resultados realimentam esse ciclo, torna-se relevante que análises mais consistentes sejam realizadas sobre o assunto, considerando os reflexos nas condições de trabalho, na saúde das pessoas e na estrutura social como um todo, conciliando os interesses da sociedade, das entidades e dos trabalhadores.

Robert Kurz, no texto "Escravos da luz sem misericórdia", coloca que:

O pendor do capitalismo é totalizar o lado ensolarado e tomar posse do dia astronômico como um todo. O lado anoitecido perturba este impulso. A produção, circulação e distribuição das mercadorias há de ''varar a noite'', pois ''tempo é dinheiro''. ...Eis por que a época do capitalismo é também a era dos ''despertadores'', dos relógios que, a um toque estridente, arrancam os homens ao sono para impeli-los a locais de trabalho banhados em luz artificial. E, uma vez antecipado o início da jornada para a noite, nada mais óbvio do que avançar o fim da jornada noite adentro. Essa mudança possui também seu lado estético. Como o meio ambiente é de certo modo ''desmaterializado'' pela racionalidade empresarial, já que a matéria e suas correlações têm de submeter-se aos critérios de rentabilidade, ele também é privado de sua dimensão e proporção por esta mesma racionalidade.

Nos séculos 18 e início do 19, tanto o prolongamento absoluto quanto o relativo da jornada de trabalho, por meio da introdução da hora astronômica abstrata, foram sentidos como uma tortura. Por muito tempo, houve uma luta desesperada contra o trabalho noturno ligado à industrialização. Trabalhar antes do amanhecer e após o crepúsculo era, por assim dizer, imoral. Quando na Idade Média calhava de os artesãos trabalharem à noite por razões de prazo, cabiam-lhes lautos repastos e salários principescos. O trabalho noturno era uma rara exceção. E consta das ''grandes'' façanhas do capitalismo ter logrado converter o aguilhão do tempo em regra geral da atividade humana.

Nada mudou com a paulatina redução da jornada absoluta de trabalho desde os primórdios do capitalismo. Pelo contrário, o chamado trabalho por turnos ampliou-se cada vez mais no século 20. Com auxílio de dois ou mesmo três turnos, as máquinas são mantidas em funcionamento quase ininterrupto, com breves pausas para a troca de pessoal, manutenção e limpeza. Lojas e magazines também devem estender ao máximo seu horário, beirando o limite das 24 horas. Na Alemanha, este ano, tivemos um debate sobre o horário legal de fechamento do comércio, que até há pouco estava fixado no patamar das 18h30. E desde 1º de novembro de 1996 prolongou-se até às 20h. Em muitos países, como nos Estados Unidos, não há horário de fechamento definido em lei, e inúmeros estabelecimentos ostentam a tabuleta: ''Aberto 24h''. Desde que a tecnologia microeletrônica de comunicação globalizou o fluxo monetário, a jornada financeira transita sem interrupção de um hemisfério a outro. ''Os mercados financeiros nunca dormem'', diz o anúncio de um banco japonês.

Num universo mecânico, também o homem tem de ser máquina e padecer o tratamento da maquinaria. A luz do Iluminismo aprestou-o para tanto e o fez ''transparente''. O filósofo francês Michel Foucault revela em seu livro ''Vigiar e Punir'' (1975) como essa ''visibilidade'' total tornou-se uma armadilha histórica. Até mesmo o marxismo, em contraste à sua própria pretensão social, foi um protagonista do ''trabalho abstrato'', à medida que sucumbiu ao pensamento mecanicista do Iluminismo e a seu pérfido simbolismo da luz

Transposição do Rio São Francisco

Dilma, no debate da rede Record, em 25 de outubro de 2010, afirmou que vai fazer a transposição da bacia do Rio São Francisco.

Considerando que bacia significa toda área de drenagem de um rio e de seus afluentes, significa que ela vai pegar toda a extensão ilustrada ao lado e  transpor, ou seja, mudar de um lugar para outro.

A região da bacia abrange terras de mais de 520 municípios, distribuídos em sete Estados: Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Bahia, Goiás, Minas Gerais e Distrito Federal. .

É uma vasta bacia hidrográfica, responsável pela drenagem de aproximadamente 7,5% do território nacional. O rio São Francisco, que nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais, atravessa o sertão semi-árido mineiro e baiano possibilitando a viabilidade de ocupação e a sobrevivência da população ribeirinha de baixa renda, a irrigação de pequenas propriedades e a criação de gado. O São Francisco é  utilizado também na geração de energia, sendo também navegável em longo trecho.

O rio São Francisco tem 36 tributários de porte significativo, dos quais apenas 19 são perenes. Os principais contribuintes são os da margem esquerda, rios Paracatu, Urucuia, Carinhanha, Corrente e Grande, que fornecem cerca de 70% das águas em um percurso de apenas 700 km. Na margem direita, os principais tributários são os rios Paraopeba, das Velhas, Jequitaí e Verde Grande.

A bacia do São Francisco é dividida em quatro regiões: Alto São Francisco, das nascentes até Pirapora-MG; Médio São Francisco, entre Pirapora e Remanso – BA; Submédio São Francisco, de Remanso até a Cachoeira de Paulo Afonso, e, Baixo São Francisco, de Paulo Afonso até a foz no oceano Atlântico.

Segundo o site Infoescola, o projeto de transposição do Rio São Francisco é um tema  polêmico, abrangendo, de um lado, a tentativa de solucionar o grave problema da seca no semi-árido, e de outro, enfrenta as pressões do ponto de vista ambiental, pois irá afetar um dos rios mais importantes do Brasil, tanto pela sua extensão e importância na manutenção da biodiversidade, quanto pela sua utilização em transportes e abastecimento.

Segundo o Infoescola, o projeto é antigo,  concebido em 1985 pelo Departamento Nacional de Obras e Saneamento. Já a Super Interessante comenta que o projeto é polêmico e já vem sendo discutido há mais de 150 anos, sendo já cogitada a  idéia de transpor o terceiro maior rio do país foi em 1847, no governo de dom Pedro II.

Segundo o Ministério da Integração, o projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional apresenta dois eixos: o Norte, que levará água para os sertões de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, e o Leste, que beneficiará parte do sertão e as regiões agreste de Pernambuco e da Paraíba. Cada eixo é dividido em lotes compreendendo um total de 14 lotes de obras.

Para entender o esquema da transposição, diretamente no site do Ministério da Integração, clique aqui.

O que é a era da informação ?

Muitos dizem que vivemos na era da informação, que navegamos na Terceira Onda de Tofler (que por sinal, já vê o prenúncio da uma quarta onda), ou seja, a onda da informação, que seguiu as ondas agrícola e industrial.

Autores como Malone, Drucker, Levy, entre outros, dizem que os clássicos fatores de produção estão perdendo seu status para o capital intelectual e para a informação.

Mas no campo empresarial, especificamente, como pode ser descrita a informação ?

A informação pode ser entendida como um dos recursos dos quais a empresa dispõe e utiliza (ou necessita) para a consecução de seus objetivos. De forma genérica, informar significa comunicar algo a alguém.

Existe uma clássica distinção entre dados e informações. Oliveira (1993, p.34) define dado como sendo “qualquer elemento identificado em sua forma bruta que por si só não conduz a uma compreensão de determinado fato ou situação.”

A informação, por sua vez, é mais estruturada. É definida como sendo “o dado trabalhado que permite ao executivo tomar decisões” (OLIVEIRA, 1993. p.34)

Cassarro (2003, p.35) corrobora afirmando que “os dados alimentam, dão entrada no sistema, e as informações são produzidas, saem do sistema” podendo ser a entrada para outro sistema de informação. Como exemplo de dados, pode ser citado a quantidade de clientes de uma empresa ou o preço de venda cobrado por determinado item. A lucratividade gerada pelos diversos clientes ou grupo de clientes, que contribui para o gestor decidir, entre outros fatores, qual carteira de clientes incrementar é uma informação.

Os dados, no conceito do Serviço Federal de Processamento de Dados - SERPRO, (2003) “são sinais que não foram processados, correlacionados, integrados, avaliados ou interpretados de qualquer forma. Os dados representam a matéria-prima a ser utilizada na produção de informações.”

Quanto às informações, de acordo com o SERPRO (2003) “neste nível, os dados passam por algum tipo de processamento para serem exibidos em uma forma inteligível às pessoas que irão utilizá-los.”
A importância do fator informação fica ainda mais evidenciada no contexto empresarial contemporâneo, marcado pela extrema e notória competitividade e pela necessidade de eficiência em todos os processos organizacionais.

Conceituando eficiência de maneira breve, ela consiste em realizar as atividades de modo correto, ou seja, relaciona-se mais com os meios utilizados. Agir com eficácia, entretanto, é fazer as coisas certas, ou seja, relaciona-se mais com os resultados esperados.

Na era da informação, ela é condição indispensável para o funcionamento

O voto e a democracia da maioria

Mises.org
E ano eleitoral. Fervilham textos enaltecendo a democracia brasileira, a liberdade e os direitos que ela garante, inclusive o direito de escolher, através do voto, os nossos representantes, ou teoricamente, os representantes dos interesses da coletividade

Antes de tudo, porém, é preciso delimitar, conceituar e entender, de forma singela, o que é a Democracia, afastando para esse fim as interpretações filosóficas e as diferenças entre suas formas. A democracia tem sua origem na Grécia (demo = povo e kracia = governo). Embora Atenas tenha sido a matriarca do "Governo do Povo", nem todos podiam participar do processo nessa cidade. Obviamente, por interesses da classe "dominante", mulheres, estrangeiros e escravos não participavam das decisões.

Hoje, porém, também por interesse, há maior equidade de direitos. Todos podem votar. Entretanto, destaca-se que muitas vezes esses direitos são superestimados, pois o que existe de fato é uma "democracia" da maioria.

Se 51% da população apta a votar optar por uma alternativa, aos 49% restantes só resta aceitar e se orgulhar pela escolha justa e democrática. Num país como o Brasil com quase 126 milhões de eleitores, implica dizer que 61 milhões de pessoas, além da parcela que não é eleitora perderam a aposta, forma esta como muitas vezes é tratado o voto. Vale lembrar a expressão "não quero perder meu voto".
Essa consideração quantitativa, que preserva os interesses da maioria poderia ser oportuna para a sociedade brasileira. No Brasil, apenas 2,4 % da população é rica, ou seja, recebe salário mensal superior ou igual a R$ 22.487,00. Porém, é essa minoria que garante a preservação de seus interesses. Três hipóteses para isso saltam à vista: generosidade da parcela com menor poder aquisitivo, utilização de ardis pela minoria, ou ingenuidade da maioria.

http://www.canalkids.com.br/
As relações sociais, praticamente de forma unânime, são marcadas pela sobreposição dos interesses pessoais sobre os coletivos, o que descarta a primeira hipótese. As duas hipóteses seguintes encontram-se aglutinadas, pois para a maioria ingenuamente (prefiro não pensar que isso ocorre conscientemente) abrir mão de seus interesses é necessário que a sagacidade da minoria entre em cena.

Apesar das diversas influências e dos condicionamentos que recebemos desde a tenra idade, destaca-se de forma recorrente a necessidade de pensarmos e questionarmos a realidade criticamente, principalmente a respeito da ideologia imposta pela classe dominante. Mas na prática, apesar da luta de classes, conforme apregoa Marx, ser o motor da história, a situação da "massa" nunca sai do mesmo lugar. O status quo sempre é mantido em favor da elite, (que tipo de elite, pois a vantagem econômica é apenas a conseqüência?)

Trazendo dados à essa análise, segundo o Atlas da Exclusão Social, elaborado pela Unicamp e pela USP, os 2,4% de famílias mais ricas detinham

Imposto Sindical: Trabalhando para o governo !

Segundo a Folha de Alphaville, um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra que o brasileiro trabalha, em média, 157 dias por ano só para pagar tributos, o que equivale a mais de cinco meses. Se não bastasse, ainda surgem outros descontos. Este novo envolve os funcionários públicos.

A Instrução Normativa nº 1/2008, do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, obriga os servidores e empregados públicos a recolherem o imposto sindical previsto no art. 578 e seguintes da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.

Segundo o site da ADUR-RJ, o ministro do Trabalho, Calos Lupi, justifica o conteúdo da Instrução Normativa com a “necessidade de uniformizar o procedimento de recolhimento da contribuição sindical (...) pela administração pública federal, estadual e municipal”. Lupi afirma que “a exclusão dos servidores estatutários do recolhimento da contribuição sindical viola o princípio da isonomia tributária, previsto no art. 150, II, da Constituição Federal”. O ministro ainda cita decisões do Supremo Tribunal Federal – STF e do Superior Tribunal de Justiça – STJ. Ele afirma que a instrução normativa ainda se baseia em decisões dos tribunais regionais federais, “que também vêm aplicando as normas da CLT aos servidores e empregados públicos”.

Infelizmente, na minha simplória opinião sobre o assunto, as normas da CLT só são aplicadas quando convenientes. Embora haja a sonhada estabilidade (exceção quando há motivo justo) após 03 anos de exercício e avaliação de desempenho satisfatória (para os que se conformam com a segurança proporcionada e com a estagnação profissional decorrente dos planos de carreiras), garantias como o FGTS e Seguro Desemprego, por exemplo, não existem. Além disso, a contribuição para os Planos Próprios de Previdência geralmente são maiores que as da tabela progressiva do INSS, onerando ainda mais o trabalhador.

Conforme expresso no site da ADUR-RJ, Cláudio Santos diz que “do ponto de vista estritamente legal, a Instrução Normativa nº 1 não deverá ser objeto de contestação judicial por parte dos servidores, no entanto, à luz dos princípios da autonomia de liberdade e organização sindical da Organização Internacional do Trabalho – OIT, pode ser contestada, já que os servidores públicos não têm a contrapartida de garantia eficaz da negociação coletiva”.

 Hoje, a contribuição compulsória corresponde a um dia de trabalho, ou 3,3% de um salário do trabalhador. Mas o MTE já estuda a possibilidade de elevar o Imposto Sindical de um para quatro, ou até para sete dias, o que corresponderia a uma cobrança compulsória anual de 23,33% de um salário inteiro.

Quem fica com o dinheiro do trabalhador ?
Confederação 5%
Centrais sindicais – 10%
Federação – 15%
Sindicato – 6 0%
Conta Especial Emprego e Salário – 10%


Nota Fiscal Paulista

Na era da informação, um dos problemas é o excesso. Desta forma, sem redigir um texto demasiadamente longo, postarei uma questão intere$$ante: A nota fiscal paulista.

Quem faz compras pela internet, principalmente se for em site como submarino, ponto frio e afins, mesmo que resida em outro estado, pode pedir à prefeitura de SP para ter parte do ICMS pago restituído.

Recorde na produção de grãos: devemos comemorar ?

Folhando uns jornais de 2010, chamou a atenção do fato deles terem trazido uma notícia de grande importância do ponto de vista econômico para a sociedade, especialmente para a do Estado do Paraná.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou  pesquisa de safra, referente ao mês de junho de 2010, prevendo uma produção de 31,42 milhões de toneladas no Paraná, volume que corresponde a 21,5% da produção nacional.

A produção de trigo tem peso significativo neste aumento de produtividade. Entretanto, a principal preocupação do secretário da Agricultura e do Abastecimento, Erikson Camargo Chandoha, repousa no fato de que o mercado não está animador para o produtor. Há um estoque da safra passada ainda armazenado e para agravar a situação o Ministério da Agricultura reduziu em 10% o preço mínimo do trigo, prejudicando ainda mais a comercialização.

Em relação ao milho, o Paraná é o maior produtor do grão no País, devendo produzir um volume de 12,83 milhões de toneladas, volume 14,7% superior ao obtido na safra 2009. Outra contribuição para o aumento na produção de grãos no Paraná foi o elevado rendimento da soja, que este ano superou todas as expectativas e foi 50,8% maior em relação à produção da safra passada

No Brasil, safra de grãos foi estimada, nesta quinta-feira (8), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 146,75 milhões de toneladas. O 10º levantamento aponta colheita recorde de 8,6% a mais que as 135,13 milhões da última safra.

O interessante, é que quando esses dados são analisados sob o ponto de vista do consumidor, praticamente nada se altera. Os preços de venda deverão permanecer nos mesmos patamares (excluindo os efeitos inflacionários), pois países como a China e a Índia absorvem em suas importações todo o aumento de produção.

E como já sabemos, o produtor e demais agentes ligados à agricultura, visam o lucro e vendem onde estão as melhores oportunidades. Devemos comemorar esse recorde ?

É a lei de mercado atuando no contexto global !

Sempre Madrugada

Bela frase a escolhida para ilustrar a placa que atribui nome à rodoviária de Rebouças - PR: Para quem viaja ao encontro do sol, é sempre madrugada. (Helena Kolody).
Porém, faltou a citação de que a frase é de uma das maiores poetisas paranaenses:

Vale a pena conhecer um pouco da história dela: