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Um olhar sobre o bairro Alto da Glória, em Rebouças - PR.

 RESUMO


Resumo do trabalho apresentado em 2011, na disciplina de Geografia Urbana, pelos acadêmicos: Diego Cezar Luis, Erinton Machado, Haroldo J Andrade Mathias, Robson Barankievicz e Tedimar Costa, disponibilizado como fonte de consulta para alunos do Ensino Fundamental.

O objetivo deste trabalho é lançar um olhar panorâmico acerca do surgimento, desenvolvimento e atual estagio em que se encontra o bairro Alto da Gloria, no município de Rebouças, Pr. Sua identidade no recorte espacial dentro do referido município e seu papel no desenvolvimento planejado do espaço urbano. Para tanto, se fez necessário uma revisão bibliográfica buscando o contexto histórico do bairro que se desenvolveu concomitante com a formação do município, por volta do inicio do século XX . Traz também um visão da atual conjuntura do bairro, embora considerado isoladamente, atrelado ao contexto do município no qual se insere.

INTRODUÇÃO

O município de Rebouças teve inicio com a povoação da localidade de Butiazal (atual localidade da área rural do município de Rio Azul), sendo que por volta de

Pinheiro do Paraná e a colheita do pinhão

Segundo a Agência de Notícias do Estado do Paraná, com a chegada do outono e o início da queda das temperaturas, é tradicional o consumo do pinhão na região, e é nessa época que as araucárias começam a amadurecer as pinhas para a reprodução da espécie. Por isso, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) alerta que a colheita e a comercialização do fruto somente será permitida no Estado a partir do dia 15 de abril (Para ano de 2014. Para os próximos anos, veja a data atualizada no site do IAP)

Nesse período, qualquer pessoa que for flagrada em algumas dessas situações estará sujeita a responder a processo administrativo e a processo criminal, além de receber auto de infração ambiental. A multa é de R$ 300,00 para cada 60 quilos da semente. 

Esta questão é disciplinada pela Portaria do IAP nº 059 de 24 de março de 2014, a qual considerando a necessidade de proteger as sementes de pinheiro brasileiro (Araucaria angustifolia) indispensáveis para a produção de mudas e conseqüente preservação da espécie, em face da crescente escassez de pinhões e considerando o procedimento danoso ao aproveitamento florestal das próprias sementes, através de costumes predatórios antes da efetiva maturação e que necessitam ser rigidamente disciplinados, institui os procedimentos para controle da exploração do PINHÃO e define outras providências.
 
Mas que tal conhecer um pouco mais sobre a árvore da qual o Pinhão é a semente ?

Capão de mato onde o pinheiro se levanta
E a sua taça oferece ao criador
O brinde pleno de ternura e de pureza
Frente à grandeza de tão raro explendor

Esse fragmento acima da música “capão de mato”, dos Serranos, ilustra a imponência da árvore símbolo do Paraná, o Pinheiro do Paraná.

Também conhecida como araucária (Araucaria angustifólia), é uma espécie arbórea dominante da floresta ombrófila mista, ocorrendo principalmente
na região Sul do Brasil, mas também sendo encontrada, em quantidade menor, no leste e sul do estado de São Paulo, sul do estado de Minas Gerais, principalmente na Serra da Mantiqueira e em pequenos trechos da Argentina e Paraguai.

Ocorre entre as latitudes de 18º e 30º sul em altitudes de 800 a 1 800 m no norte de sua distribuição, e entre 500 e 1 200 m na parte sul, em regiões de precipitação anual uniforme entre 1 250 e 2 200 mm, e de temperaturas médias anuais de 10 a 18°C (mas tolera bem temperaturas de até -5°C). Prefere solos profundos, férteis e bem drenados. Também é encontrada em capões isolados em áreas de campo.

Lembrando que na maioria dos mapas, a representação da área de abrangência da mata de araucária se refere à área "natural ou primitiva" de ocorrência do domínio morfoclimático, não correspondendo, na maioria dos casos, ao atual estágio de espacialização dos remanescentes do respectivo
domínio ou elemento, no caso, árvore araucária.

A imagem do território nacional, ocupado pela área de abrangência dos diversos domínios morfoclimáticos elucida a questão.

Outra observação pertinente é que o termo "área de ocorrência natural ou primitiva" deve ser visto com ressalva, pois a área de abrangência das diversas espécies pode variar no decorrer do tempo (especialmente geológico) e em virtudes das mudanças ambientais. Exemplificando, com relação a sua origem, o gênero Araucaria fazia parte da flora terrestre já no período Triássico e encontrou seu apogeu no Gondwana

Hoje é restrito ao Hemisfério Sul. A espécie Araucaria angustifolia se originou no início do período Jurássico, há 200 milhões de anos, e sua ocorrência primitiva diverge bastante da atual, sendo encontrados fósseis no Nordeste brasileiro, onde hoje ela não ocorre. Sua expansão para o sul é recente em termos geológicos, ocorrendo durante o Pleistoceno  e o Holoceno inicial, provável resultado de mudanças climáticas.

Segundo o site Portal do Professor, ocupando uma área original em torno de 200 mil km², a partir do século XIX foi intensamente explorada por seu alto valor econômico, dando madeira de qualidade e sementes nutritivas para o consumo humano. Hoje seu território está reduzido a uma