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Decoração natalina: obrigação do poder público ou da iniciativa privada ?

É comum vermos nos meios de comunicação, matérias tratando da reclamação da população e principalmente, dos comerciantes, sobre a falta de decoração natalina promovida pelo poder público, em muitas cidades da região.

Segundo a opinião de alguns entrevistados, as pessoas que trabalham no comércio percebem, nestes casos, uma redução no movimento nas lojas, pois o público consumidor não tem muita motivação para visitar o centro da cidade. Segundo estes comerciantes, se tivesse uma decoração bonita as pessoas vinham passear e aproveitavam para comprar os presentes de natal.

O problema é que a sociedade, cada vez mais, está exigindo tudo do Estado. Isso deixa de ser uma noção de direito e cidadania, como ocorre ao reivindicar serviços básicos, e passa a ser uma situação de dependência ou da busca por privilégios, quando questões que não são exclusivamente de responsabilidade pública passam a ser exigidas como se assim fossem, especialmente quando estas visam trazer vantagens para públicos específicos e não para a coletividade.

Dessa forma, ao invés de reclamar, não seria mais interessante aos comerciantes utilizar o espírito empreendedor e eles mesmos, se unindo, promover a decoração, a qual segundo muitos, amplia as vendas e aumenta os lucros ?

Só para citar alguns exemplos, em Ponta Grossa, a ACIPG, a FIEP e a própria diocese estimularam a decoração natalina com concursos de vitrines e fachadas. Em Curitiba, o concurso Natal Vivo, promovido pelo Conselho de Bairros do Comércio Vivo da Associação Comercial do Paraná (ACP), em parceria com oito associações de bairros e um jornal de grande circulação, também demonstrou a importância da proatividade dos comerciantes e mesmo dos proprietários de residências em decorar vitrines e fachadas.

Em Maringá a ACIM (Associação Comercial) também se envolveu no estímulo às decorações. Outro exemplo foi dado pela Associação comercial de Guarapuava (ACIG). Ela se propôs a instalar  mais de 200 pinheirinhos e anjos de luzes, na rua Saldanha Marinho.

Soma-se a isso a iniciativa individual dos comerciantes em muitas cidades do Paraná e tem-se um "clima natalino" mais condizente com a data, e mais de acordo com os objetivos do comércio, que é estimular as vendas e agradável aos anseios da população.

Ou seja, ao invés de esperar somente a prefeitura investir dinheiro público, ações individuais e coletivas advindas da própria sociedade também poderiam contribuir, afinal, o comércio, com os próprios entrevistados argumentam, seria beneficiado.

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