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Exploração ambiental, Lazer e Conscientização: as possibilidades do Mourão, em Rebouças PR

*Atividade realizada no 1º ano do Curso de Geografia - Embora o observatório e a imagem religiosa possam parecer inexequíveis, a construção da quadra esportiva poderia ser uma interessante alternativa de lazer para a população do local.

A ideia aqui contida neste esboço se baseia no apelo social, nas políticas governamentais e de diversos organismos preocupados com a preservação ambiental, pautados em estudos que  comprovam a necessidade da preservação ambiental para a subsistência de diversas  espécies e para a manutenção da qualidade de vida das pessoas em geral.  


Além disso, este esboço busca uma resposta prática aos discursos proferidos e a  consciência ambiental que se busca incutir na sociedade atualmente.

Dessa forma, tendo em vista a existência de uma área propícia para a execução  de possíveis obras relacionadas a esse apelo ecológico e que também podem contribuir com a comunidade local na medida em que trarão um local de lazer e para a prática de esporte,  seria oportuno maiores estudos sobre a viabilidade das obras sugeridas a seguir, e obviamente, estudos sobre a segurança estrutural, geológica e técnica de uso do local, evitado acidentes com quedas, desmoronamentos de sedimentos, etc. além é claro, da legalidade de tais transformações no referido espaço.


O local para a realização dessas obras é a margem direita do Rio Barreiro, nas  bordas do morro denominado localmente de Mourão.  Nesse lugar, há a junção de dois córregos, sendo que ambos estão com o volume  de água reduzido, se comparado a períodos anteriores (uma ou dias décadas) que coincidem com a ocupação residencial de suas margens (um processo histórico que longa data e que ocorre em praticamente toda cidade, não sendo uma particularidade do referido bairro), da redução da mata ciliar, do possível represamento de águas para a execução de tanques de peixe, entre outros fatores que podem vir a impactar no fluxo fluvial ou no ambiente de forma global 

Além disso, seria oportuna uma contrapartida do Estado para compensar  os passivos ambientais ocorridos na região. Primeiramente, porque o relevo original, a vegetação e conseqüentemente o rio foram alterados para a retirada de cascalho, e quando as atividades se encerraram não houve uma recuperação da área.

Posteriormente, houve a dragagem do rio, reduzindo o problema dos alagamentos que ocorriam na época, prejudicando a população instalada nas proximidades do rio. Para isso foi necessário a destruição da mata ciliar em vários pontos das margens, favorecendo o assoreamento e deixando as  margens em terra nua. Ou seja, quando se trata de questões ambientais, até as soluções podem gerar efeitos adversos.


Não se descarta que ainda possa ocorrer indícios de um precário saneamento básico, tendo em vista que tal investimento estatal ainda, segundo as estatísticas, não alcança 100% das residências, situação que se agrava quando estas se localizam às margens de um rio, sendo portanto, outra questão de responsabilidade  pública. 

Obviamente, o problema não se resume a determinada cidade, bairro ou ponto, no entanto, a ideia de se investir neste local surge pela possibilidade de se desenvolver um projeto que trará conscientização ambiental, benefícios sociais, além de  proporcionar um local adequado de lazer, da possibilidade de utilização do espaço para atividades educativas com  alunos das escolas e principalmente por ser um local com potencial turístico, cujo espaço  existente e suficiente, não é ocupado.



Ou seja, espera-se a utilização de uma área com potencial de conscientização ambiental, de lazer e talvez até mesmo com potencial turístico (mesmo que em escala local), com espaço suficiente para a construção de um local para a prática de  esporte, tendo em vista que na Vila Ester não há local adequado para a comunidade  realizar atividades recreativas, além de que, a mesma área tem um forte apelo ambiental  que pode ser utilizado em programas com a comunidade escolar da cidade. Enfim, essas são algumas das muitas alternativas de ocupação da área remanescente, ocupação esta que objetiva também preservar o ambiente que está sendo  degradado, apesar da área ser considerada de preservação.  




PROPOSTAS


Execução de uma passarela sobre o rio Barreiro, no ponto logo abaixo da  intersecção dos dois córregos que o formam, ocupando o terreno baldio que  ainda não é ocupado residencialmente, bem como por esse ser o ponto mais  próximo da borda do morro, onde há espaço para o desenvolvimento de obras comentadas a seguir, e onde o acesso ao morro é facilitado. 

Execução na borda do morro, de uma quadra de futebol (de areia seria uma  alternativa).

Construção de escadarias para dar acesso ao alto do morro, após análise ambiental, geológica, de segurança, etc. Essas escadarias  poderiam ser feitas até a metade do morro, onde o acesso é facilitado.

Aproveitando o acesso a essa parte do morro, e aproveitando o fato do morro  nessa parte ser de pedra (sedimentos, possivelmente, folhelho exposto) sem cobertura vegetal, poderiam ser construídos quiosques;

Posteriormente, no topo do morro poderia ser construída uma plataforma,  aproveitando a pouca luminosidade por não ser área urbana, e construir um  observatório, ou colocar uma imagem religiosa, e aproveitar a forma de turismo  religioso.

Plantio de árvores, enfatizando a recuperação da mata ciliar;


   
VANTAGENS

O local irá proporcionar um ponto para toda a comunidade da Vila Ester, Barreiro,  Vila Operária, Vila Sarkis, Vila Fassini e outras localidades próximas participar de  atividades esportivas, como o futebol e outras modalidades praticáveis em canchas  de areia, com o vôlei, por exemplo. Isso além de incentivar o esporte entre as  crianças e adolescente, gera também um atividade de lazer para a comunidade em  geral.

O plantio de árvores garante a preservação das espécies nativas locais,  possibilitando o conhecimento da flora e fauna local pelos estudantes da comunidade e pelas escolas da cidade em geral, as quais podem realizar diversas  atividades pedagógicas ligadas ao meio ambiente no local ou com base nele. 

A recuperação do local reduziria o assoreamento do rio e a sua poluição e  contaminação por dejetos e lixos, garantindo a qualidade da água para ser captada  par ao consumo da população;  

O local geraria um apelo ecológico que multiplicaria a necessidade de preservação,  gerando uma consciência ecológica na população, principalmente a local que utiliza  ou utilizava recursos da mata.  

A formação do morro seria uma arquibancada natural para a cancha de areia,  incentivando as pessoas a visitarem o local para apreciar o esporte, além de que, a  construção de quiosques incentivaria a visita de família ao local, inclusive para  relaxar;

A construção das escadas permitiria que qualquer pessoa subisse com facilidade,  permitindo a visualização da Vila Ester, da Comunidade do Barreiro e entorno, e  toda paisagem natural que pode ser visualizada;  


O atrativo poderia  trazer também vantagens ao comércio local; 

Compensação da devastação ambiental ocasionada pela exploração pelos moradores  locais, pela dragagem, pela retirada de cascalho, etc;  

A cidade como um todo ganharia destaque na preservação do meio-ambiente;  


As vantagens são diversas, tanto na geração de um  local de lazer quanto de  conscientização ecológica para um número expressivo de pessoas. Além disso, a  vida útil da benfeitoria é longa e os custos de implantação de manutenção são  baixos. 




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