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Homenagem ao aniversário de Rebouças - PR

Enquanto no Uruguai, em 1930,  ocorria a primeira Copa do Mundo,
Em 21 de setembro quem ganhou a taça foi o povo de um lugar fecundo.
Neste dia, ocorreu a instalação de Rebouças, amado município.
Tudo se iniciou no Butiazal, tomaremos este marco como princípio.

Mas com o progresso, impulsionado pela erva-mate, madeira e ferrovia,
Às margens dos trilhos frios um distrito se erguia.
Ao Engenheiro Antônio Rebouças uma justa homenagem declarada,
Reconhecimento de sua importância e dos legados de sua empreitada.

Imagem: familiareboucas.com.br
Em Rebouças, como pequena cidade do interior, todos se conhecem,
Percalços às vezes surgem, é a vida, mas as amizades permanecem.
Imigrante europeu, indígena, oriental, africano, todos irmanados,
Terra de acolhida sempre
pronta, onde muitos sonhos são plantados.

Onde muitas amizades crescem e se transformam em famílias,
Brotam fontes de amor, crescem filhos e florescem alegrias.
E na combinação de sobrenomes, frutos de tantas sementes,
Surgem novas histórias, a cidade ganha presentes.

Tanta gente, tanta história, uma só cidade.
Vieiras, Rodeio, Estiva, Serrinha... Terra de comunidade.
São tantas localidades, gente em comunhão, lugares hospitaleiros.
Dos históricos Faxinais, dos Francos e dos Marmeleiros.

Saltemos para o Salto ou para o Saltinho, para a abençoada Conceição.
Visitemos a Sunira, Bugio, Barra dos Andrades e Paredão.
Saudemos a água, fonte da vida, recurso natural bendito,
Águas do Rio Corrente, Água Quente, do Rio e do Poço Bonito,
Águas do Riozinho, águas do Potinga que ao povo abastece,
Águas que se mesclam à terra fértil que  a valoriza e a enobrece.

Pântano Preto, Barro Branco, Barreiro e Barreirinho,
Nomes que revelam esta mistura de fertilidade com carinho.
Solo onde floresce a fé, a tradição e a modernidade
Onde o ofício das benzedeiras mantém sua validade.

Mescla genuína, retrato do povo brasileiro,
Povo diverso, povo uno, como dizia Darcy Ribeiro.
Seus filhos não se definem por etnias, cor da pele ou religião
Convivem as diferenças, o antigo e o novo, não há separação
Uma vasta heterogeneidade, mas todos são massa do mesmo pão.


Terra da agricultura moderna, do trator, da tecnologia,
Onde as pessoas, sem medir esforços, ganham o dia a dia.
Terra da enxada, da semente crioula, do rosto suado
Seja no campo, seja na cidade, o trabalho é o gesto sagrado.

Desafios, em qualquer lugar, sempre existirão,
Mas aqui, a soja, o milho e o feijão, têm significativa produção.
Trigo, batata, erva-mate e uva, vão para a mesa e para roda de chimarrão,
Dos quase 15 mil habitantes que hoje formam a população.

Cidade abençoada, tem na agricultura sua principal atividade,
Mas com a indústria e com o comércio tem uma boa afinidade.
Rebouças, nome que em si nos traz alento, conforto e satisfação.
Tendo o Redentor a vigiá-la, eleva em 815 metros sua população.
Mas o que consagra um município tão seleto merece atenção,
Não há como se esquecer do ensino, de homenagear a educação.

Tantos professores, funcionários e alunos já passaram pelas instituições,
Gerações de família nos bancos escolares recebendo valiosas lições.
Todos aprendem, todos ensinam, todos formam esta história
Todos constroem, são construídos, moldam sua trajetória.

Professora Maria Ignácia nomeia o ginásio que acolhe a adolescência,
Seu nome é uma justa homenagem aos que têm a vocação da docência.
Júlio César, farol altaneiro, patrono do grupo querido,
Mais um espaço de sabedoria que a tantos tem acolhido

Também nos iluminam com o saber, formando gente de fé,
Escola Divino Espírito Santo e o Colégio São José.
Imaculada Conceição de Maria, Nossa Senhora de Lourdes, São Miguel
Também são escolas de relevante papel.
Erasmo Pilotto, Joanita Ayub, Leonardo Krul, além dos colégios dos faxinais,
Todos formando pessoas, gente que cresce e que faz.

E assim brilha forte um município. Muito mais que um território,
Que traços num mapa, que um conjunto de construções,
É a união de pessoas, famílias, de sonhos e corações.
Todos deixando sua marca, fazendo seu ofertório.

Rebouças, cidade jovem, de povo sábio como um ancião,
Povo que luta pela prosperidade sem perder a humildade e a compaixão.
Forma sua história, evolui, cresce, se abre ao progresso,
Capital da amizade: a alcunha já antiga que ostentas permanece.

Cidade que mantém o aconchego ao lado da modernidade,
Onde convivem o progresso com as marcas da saudade.
Que valoriza seus filhos, suas raízes, e que cresce,
Deixando gravado em ruas e prédios nomes que fundaram seu alicerce.
Pessoas que passaram, mas que deixaram o seu legado,
Nomear e citar apenas alguns seria injusto, infundado.

Rebouças, tu és mãe, pai, tu fluis em nossas artérias,
Todos fazemos parte de Rebouças, somos produtos da mesma matéria.
Filhos que ficam, que vão, que vêm, que seguem os trilhos da vida,
Trilhos da saudade, trilhos da despedida.

Comemoremos por fazer parte desta história,
Pertencer a esta terra é uma honra, é orgulho, é vitória.
Receber este abraço gentil não é acaso, é presente Divino,
Toquem em ação de graças na Matriz o velho sino.

Diz o ditado: quem bebe das águas do Potinga, sempre irá retornar.
Porém, não há retorno quando sempre estamos presentes,
Nós no coração de Rebouças, Rebouças no coração da gente !
E assim, sem métrica, sem rima, deixo a homenagem findar.
Mas a história de Rebouças continua, como estrela sempre a brilhar.

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